CPI do Transporte em Curitiba

CPI do Transporte na Câmara Municipal de Curitiba


Presidente da Urbs cogita rever licitação de ônibus



Em depoimento à CPI da Urbs, o presidente da empresa, Roberto Gregório, deixou em aberto a possibilidade de “repensar” o processo licitatório do transporte coletivo. De acordo com ele, os critérios estabelecidos nos contratos são alvos de questionamentos tanto por parte do poder público quanto pelas próprias empresas, além dos usuários – o que geraria a necessidade de uma “reflexão” sobre o tema. A licitação ocorreu em 2010, e foi vencida por três consórcios que hoje operam os ônibus de Curitiba.
Gregório foi à Câmara para entregar aos vereadores o relatório final da comissão de análise da tarifa aos vereadores. O relatório, apresentado na quarta-feira, traz 106 recomendações que poderiam resultar na redução da tarifa. Aproveitando a ocasião, ele respondeu a dúvidas dos vereadores sobre o documento e sobre a gestão do transporte coletivo.
106 recomendações foram feitas pela comissão de análise da tarifa para que a passagem de ônibus seja reduzida.
Segundo o presidente da Urbs, a insatisfação com os termos do atual contrato pode resultar em uma revisão. “Uma coisa que ficou muito clara nessa comissão [de análise da tarifa] é que há insatisfação com o atual contrato. O que a Urbs pretende é colocar essa questão em debate com a sociedade e com as empresas. Existindo a oportunidade, vamos avançar na revisão de alguns pontos”, afirma.
Ele diz, entretanto, que ainda é “muito prematuro” fazer qualquer análise e que ainda não é possível falar em um rompimento de contrato ou nova licitação.
Membro da comissão da tarifa, o professor de Economia da UFPR Lafaiete Neves foi além e alegou que as empresas já descumprem os contratos com a Urbs, já que não fornecem as planilhas de custo na íntegra. Ele criticou, também, a inclusão das gratuidades no valor da tarifa técnica e a aquisição, em período eleitoral, de ônibus híbridos – que teriam um custo-benefício inferior ao de ônibus comuns.
Além da revisão dos contratos, Gregório sugeriu também a necessidade de revisão da gestão e da tarifação das linhas metropolitanas. Ele citou, em sua fala, que o modelo de tarifação pode ser mudado e que há a necessidade de melhorar a gestão dessas linhas. Ele frisou, entretanto, que as mudanças não devem atingir a integração e que é compromisso da atual gestão manter a tarifa única para Curitiba e Região Metropolitana.
Próxima sessão
Além dos depoimentos de Gregório e Neves, os vereadores votaram requerimentos de convites para as próximas sessões da comissão. Na quinta-feira da semana que vem representantes da Urbs e do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) serão convidados para explicar, item a item, a composição da tarifa.

Fonte: Gazeta do Povo