Cabo do Exército causa tumulto no IML em Curitiba e agride guardas municipais


Ele tentou derrubar o portão do IML e puxou os fios de luz da caixa instalada no muro. Rapaz estaria transtornado em razão da morte do irmão

Um cabo do 20º Batalhão de Infantaria Blindado do Exército Brasileiro (BIB) causou um tumulto na madrugada deste sábado (6) no Instituto Médico Legal (IML). O cabo, 24 anos, quebrou vidros, socou a caixa de luz do prédio, agrediu guardas municipais e tentou invadir o local. Segundo dois guardas municipais Elson Ribeiro e Luciano Diniz, que tentaram contê-lo, o rapaz estava transtornado em razão da morte do irmão dele, atropelado na noite anterior em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
Por volta das 2h30 da última madrugada, Ramos foi ao IML e acabou se deparando com o portão fechado (medida costumeira de segurança do local). Com muita raiva, tentou derrubar o portão a força, puxou os fios de luz da caixa instalada no muro.

Segundo Ribeiro, o cabo foi para cima deles dando cabeçadas e socos. Os dois estão com escoriações em razão da luta com o cabo. “Os funcionários que estavam no plantão do IML chegaram a fugir dali. Ele só não quebrou a janela porque é blindada”, contou. Ribeiro acusa o cabo também de ter pronunciado ofensas racistas.Segundo o repórter da rádio Barigui, Cândido de Oliveira, que presenciou e registrou ao vivo todo tumulto, os funcionários do IML acabaram abrindo o portão para o cabo entrar diante das investidas contra o mesmo. Ele quebrou a porta de vidro na entrada do IML, chegou a desferir vários chutes contra a janela do plantão. “Por sorte ele não estava armado. Poderia ter ocorrido uma tragédia”, contou Oliveira.

Após o quebra-quebra, uma policial militar que trabalha no local pediu reforço dos guardas municipais. “O meu parceiro tentou conversar com ele, mas não deu certo. Ele começou a nos xingar e a socar todo mundo”, relatou o guarda Diniz.
O Grupo de Operações Especiais (GOE), da guarda municipal, chegou em seguida no local e conseguiu dominar o cabo. Ele foi encaminhado para o 1º Distrito Policial. A Polícia do Exército (PE) foi até a unidade para levar o cabo. “O pessoal da PE falou que o cabo estava com hálito etílico. Nunca tínhamos presenciado algo assim”, comentou Diniz.
A reportagem ligou para o 20º BIB, mas o soldado que atendeu o telefone informou que a relações públicas da unidade estaria no local somente segunda-feira.

Fonte: Gazeta do Povo