Prefeitura implanta diário eletrônico e economiza R$ 1 milhão

Com estes recursos em caixa, poderão ser construídas uma quadra coberta ou uma academia da terceira idade





Com o objetivo de modernizar os seus atos oficiais e ainda mais, economizar, a prefeitura municipal de Colombo acaba de implantar uma importante ferramenta de trabalho onde torna público todos os seus atos da administração a um custo muito baixo.
Esta medida que já está em vigor, é o diário eletrônico, que deve promover uma economia aos cofres municipais em torno de R$ 1 milhão ao ano. Para se ter uma ideia, as publicações legais feitas em 2012, pela administração anterior, resultaram nestes gastos, o que daria para construir nos dias de hoje, uma quadra coberta ou uma academia da terceira idade.
“Nós resolvemos unir o útil ao agradável, precisávamos economizar e investir, e é o que começa a ser feito pela nossa equipe, apertamos o cinto para sempre pensar no bem comum da população”, afirmou a prefeita Beti Pavin.
A partir de agora, as licitações, contratos, normas, legislação, relatórios, entre outros, que antes eram publicados em jornais impressos, podem ser encontrados diariamente no site colombo.pr.gov.br, o que dará também maior transparência aos atos públicos da prefeitura da cidade.
A qualquer hora, os gestores, técnicos, fornecedores e todos os cidadãos interessados podem imprimir quantas cópias julgarem necessárias, da edição atual ou das passadas.
Assim como Colombo, outros 59 municípios aderiram a esta solução que atende a todos os dispositivos previstos em lei. “Todos os funcionários responsáveis por estes assuntos de cada secretaria foram treinados para operar o programa e recebem suporte técnico a qualquer momento”, explicou o Assessor de Imprensa e Divulgação, Amauri Cesar Cardozo.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
BLOG – colombopmc.blogspot.com.br; FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo: TWITTER: @ColomboPMC e no site oficial: www.colombo.pr.gov.br

CORREGEDORIA DA POLICIA CIVIL PEDE A PRISÃO DE 15 POLICIAIS ENVOLVIDOS NO CASO THAYNÁ



Quatro homens que inicialmente eram suspeitos afirmam ter sido torturados em unidades policiais. Eles foram soltos no início da noite desta segunda-feira (15)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Corregedoria da Polícia Civil pediram oficialmente à Justiça, na tarde desta segunda-feira (15), a prisão de policiais denunciados por supostas torturas ocorridas nas apurações da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. Os quatro homens inicialmente suspeitos de envolvimento no crime foram soltos no início da noite desta segunda-feira.
No total, foram encaminhados ao Juízo Criminal de Colombo 15 pedidos de prisão preventiva, entre eles a do delegado Silvan Rodney Pereira, que estava a frente da delegacia do Alto Maracanã. Também foi solicitado o afastamento de nove agentes públicos.
Familiares festejam liberdade de suspeitos
Raphael Marchiori
Alguns familiares esperavam desde às 14h desta segunda-feira (15) a soltura dos quatro inicialmente suspeitos de terem estuprado e assassinado a adolescente Tayná. Eles foram liberados da Casa de Custódia de Araucária apenas por volta das 18h50, quando a determinação da 1ª Vara Criminal de Colombo, na região metropolitana de Curitiba chegou ao local. Os familiares também foram até o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) onde os homens foram conhecer o programa de proteção à testemunha do Paraná.
“Não o via há mais de seis meses. Sabia que ele estava trabalhando em um parque há alguns meses”, explicou o pai de um deles, que preferiu não se identificar por medo de represálias da polícia. Os suspeitos trabalhavam no parque de diversões que foi depredado pela população local, indignada com a morte de Tayná, ocorrida no dia 28 de junho.
De acordo com o pai de um dos suspeitos, a acusação da polícia contra seu filho e a exposição na mídia repercute diretamente na vida de todos os familiares. “A família está sofrendo demais. Todos nós somos apontados na rua por causa disso. Agora ele vai para casa de uma tia dele, longe de Colombo. Tenho acompanhado o caso pela televisão. Pelo que vi, a prisão foi injusta porque não há provas contra eles”, conta.
Cope também é investigado por suposta tortura
O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) também é investigado por suposta tortura contra os suspeitos no caso Tayná. A unidade de elite daPolícia Civil foi designada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) para assumir a delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, onde teriam ocorrido os primeiros casos de tortura contra os suspeitos.
De acordo com o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Andre Pasternack Glitz, o delegado titular do Cope, Amarildo Antunes foi acusado pelos então suspeitos durante os depoimentos de levá-los até um córrego atrás da unidade, na Vila Hauer, em Curitiba, logo após terem sido transferidos para lá.


"A maioria dos pedidos são relacionados a policiais civis. Os afastamentos também, que podem servir caso não haja prisão, pois um funcionário público pode se valer da função para atrapalhar uma investigação, por exemplo", explicou o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti.
Os policiais foram denunciados por quatro homens que inicialmente eram suspeitos de envolvimento na morte da menina. Em depoimento, eles disseram ter sido torturados em pelo menos quatro unidades: nas delegacias do Alto Maracanã [em Colombo], de Campo Largo e Araucária, além da Casa de Custódia. A tortura teria incluído surras em pau-de-arara, choques elétricos e até empalamento. Eles afirmaram que confessaram o crime por não terem suportado as sessões de tortura.
Soltura
Os quatro foram soltos por determinação da 1ª Vara Criminal de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O pedido de liberdade provisória havia sido apresentado pelo MP-PR.
Por volta das 18h40, eles deixaram a Casa de Custódia de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, onde estavam detidos. Saíram da unidade a bordo de dois carros do Gaeco, para onde foram levados.
Os quatro podem passar a integrar o Programa de Proteção às Testemunhas do Paraná. O coordenador do programa é o procurador Leonir Batisti, que também chefia o Gaeco. De acordo com ele, se eles acharem necessário, podem solicitar por meio do advogado de defesa. Ao saírem da prisão da Casa de Custódia, em Araucária, eles devem ir ao Gaeco para conhecer como funciona o programa. “Vamos expor o programa para eles”, disse.
Batisti disse que, mesmo pedindo, não há uma garantia que ocorra porque um colegiado analisa cada caso. “Há uma equipe técnica, com psicólogos, assistentes sociais, que entrevistam as testemunhas. Depois, um colegiado decide”, explicou Batisti.
De acordo com ele, o programa é muito rigoroso e muitas pessoas não se adaptam ao sistema. “A proteção da entidade prevê mudança de residência, pode haver até transferência de estado”, afirmou.
Ele conta que a testemunha não pode deixar rastros e, por isso, o contato até com a família é vedado, sendo feito apenas com prévia autorização. “Muda-se a rotina totalmente”, conta. Por lei, o serviço de proteção à testemunha pode durar dois anos. No entanto, segundo Batisti, pode haver prorrogação, caso necessário.
No fim da tarde, a OAB-PR aceitou a inclusão dos quatro no programa.