Vigilância Sanitária de Colombo fiscaliza fornecimento de bulas em farmácias de manipulação

Pioneira no país, medida pretende orientar os pacientes sobre a maneira correta no uso desses remédios


Agentes Sanitários fiscalizam farmácias do município em adequação a nova Lei
Agentes da Vigilância Sanitária de Colombo, juntamente com os representantes da Vigilância Sanitária do Estado do Paraná, começaram no dia 31, as ações de fiscalização a respeito da Lei Estadual 17.051/2012, que determina a obrigatoriedade das farmácias de manipulação em fornecerem bulas junto com os medicamentos.
A medida, pioneira no país, pretende orientar os pacientes sobre a maneira correta no uso desses remédios. De acordo com o coordenador do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Costa Santana, a implantação das bulas é um reforço para a melhor informação. “A obrigatoriedade das bulas para esses medicamentos ajuda a prestar mais esclarecimentos na forma como cada paciente irá administrar os remédios, ajudando na segurança e proteção dos consumidores’, explica.
Para a farmacêutica Priscila Costa, da Vigilância Sanitária de Colombo, setor da Secretaria Municipal da Saúde, a medida é de extrema importância e muitas vezes é desconhecida pelos pacientes. “Os medicamentos manipulados apresentam riscos semelhantes aos industrializados, que já vem com as bulas, e por isso informações como: contra-indicações, advertências, cuidados na manipulação, entre outros, colaboram na saúde dos pacientes,” destaca.
A farmacêutica Aline Kaufmann, responsável por uma das farmácias fiscalizadas, afirmou que a nova legislação é um importante avanço na assistência farmacêutica, mas exigiu algumas mudanças na rotina da farmácia. “Levamos cerca de um mês para nos adequar às novas normas. Tivemos que implantar um programa específico para emitir as bulas, mas sabemos que isso trará diversos benefícios a nossos clientes”, diz.

Bula de medicamentos manipulados auxilia na informação dos pacientes
Em algumas farmácias, o consumidor poderá escolher ainda entre a bula impressa ou a bula online, enviada através de email cadastrado no estabelecimento. O objetivo é que a pessoa tenha sempre acesso ao conteúdo da bula onde quer que esteja.
OUVIDORIA
Para garantir o cumprimento da lei das bulas em todo o Paraná, a Vigilância Sanitária também conta com a ajuda da população. Caso alguém saiba de alguma farmácia que não esteja cumprindo a nova norma é possível fazer uma denúncia por intermédio da Ouvidoria do SUS. A manifestação pode ser registrada pelo telefone 0800 644 4414, pelo site www.saude.pr.gov.br (Ouvidoria). Em Colombo as informações podem ser passadas para a Ouvidoria da Saúde no telefone 41-3656.3606/3697.
As farmácias que não estiverem de acordo com a Lei, estarão sujeitas a sanções, desde uma primeira notificação ou multa, até a suspensão do direito de manipulação e venda dos produtos.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
BLOG – colombopmc.blogspot.com.br; FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo: TWITTER: @ColomboPMC e no site oficial: www.colombo.pr.gov.br

Banco Rural tem liquidação decretada pelo BC


O liquidante é nomeado pelo Banco Central, que passa a se ocupar em vender a massa liquidada e ressarcir os credores
Banco Central do Brasil decretou nesta sexta-feira (2) a liquidação extrajudicial do Banco Rural, instituição financeira que teve seu nome envolvido no mensalão. Com a liquidação, o Banco Rural deixa de funcionar operacionalmente, os funcionários são dispensados, os bens dos donos e gestores ficam indisponíveis.
Essa é a a segunda intervenção da autoridade monetária em instituições financeiras do país em menos de dois meses. O BC nomeou Osmar Brasil de Almeida como liquidante do grupo.
O liquidante é nomeado pelo Banco Central, que passa a se ocupar em vender a massa liquidada e ressarcir os credores.
Os investidores e clientes do bancos serão ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil para pessoa física e de R$ 20 milhões para os que compraram títulos com direito de cobertura especial conhecida como DPGE.
Segundo nota do Banco Central, o motivo da liquidação é o "comprometimento da sua situação econômico-financeira" e da "falta de um plano viável" para a recuperação da situação do banco. Além do banco, também são afetados as demais empresas do conglomerado Rural: o Banco Rural de Investimentos, o Banco Rural Mais, o Banco Simples e a Rural Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
Em março de 2013, o Conglomerado Financeiro Rural detinha apenas 0,07% dos ativos e 0,13% dos depósitos do sistema financeiro, segundo o BC. "O Banco Central está tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais de supervisão do sistema financeiro. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas punitivas de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis", informou o BC, em nota.
A decisão do BC atinge as demais empresas do conglomerado: o Banco Rural de Investimentos; o Banco Rural Mais; o Banco Simples e a Rural Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
Mensalão
O Banco Rural foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, em 2006, como "núcleo financeiro" do chamado "mensalão", esquema de desvio de recursos públicos para compra de apoio parlamentar durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SilvaTrês executivos do banco foram condenados, no ano passado, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.
BC
"O Banco Central está tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais de supervisão do sistema financeiro", afirmou o BC. "O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas punitivas de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes".
A autoridade monetária afirmou ainda que os bens dos controladores e de ex-administradores da instituição ficam indisponíveis. Segundo o BC, em março, o grupo detinha apenas 0,07% dos ativos e 0,13% dos depósitos do sistema financeiro.
Em 19 de junho, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco BVA, que estava sob intervenção desde outubro de 2012. Em setembro de 2012, o BC liquidou os bancos Cruzeiro do Sul e Prosper.

Fonte: Gazeta do Povo

PARANÁ RECEBERÁ MAIS MAIS MÉDICOS


Programa Mais Médicos atende apenas a 11% da demanda do país por profissionais nessa primeira etapa. 27 cidades paranaenses são contempladas


O Paraná receberá inicialmente apenas 9% do total de médicos que solicitou ao governo federal pelo programa Mais Médicos, que tem o objetivo de ampliar o número de profissionais a serviço do Sistema Único de Saúde (SUS). Lista divulgada ontem pelo Ministério da Saúde mostra que, nesta primeira etapa do programa, 27 municípios paranaenses serão contemplados com a contratação de 91 profissionais – ao todo, 286 prefeituras do estado se cadastraram, solicitando 969 vagas.


Reação
CFM acusa governo de dificultar inscrição de brasileiros
O Conselho Federal de Medicina (CFM) acusa o Ministério da Saúde de deliberadamente dificultar a inscrição de profissionais brasileiros no programa Mais Médicos. O órgão decidiu pedir a intervenção do Ministério Público e uma investigação da Polícia Federal, além de requerer a reabertura das inscrições aos brasileiros.
Roberto d’Ávila, presidente do órgão, afirma que os problemas encontrados por médicos que tentavam fazer a inscrição no Brasil não aconteciam quando o acesso era feito com um IP (registro do computador) do exterior. “Faz desconfiar de uma ação proposital para não inscrever médicos brasileiros”, disse. “É uma crítica absolutamente inconsistente e vazia. Noventa por cento dos CRMs inválidos não eram uma confusão de números, eram zero, zero, zero ou traço, traço, traço”, rebateu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
D’Ávila disse que o ministério usou um programa que não aceitava acentos ou outros sinais gráficos e por isso dizia que o CRM era inválido. Além disso, usou um banco de dados desatualizado para conferir os CRMs. Em nota, o ministério disse que a visualização da página do programa era mais rápida no Brasil que no exterior e que o sistema reconhecia sinais gráficos e letras maiúsculas e minúsculas.
O ministério informou que fará novas seleções até que toda a demanda dos estados seja atendida. No país, a primeira chamada deve preencher somente 11% da expectativa dos municípios, já que 1.753 médicos que apontaram o local onde querem trabalhar serão chamados, enquanto a demanda sugerida foi de 15,4 mil profissionais.
A próxima chamada de médicos e municípios começa dia 15 de agosto. O médico que concluiu o cadastro, mas não informou em que município quer atuar, poderá indicar as opções a partir dessa data. Já os 1.753 profissionais selecionados nessa primeira etapa têm até amanhã à tarde para homologar a participação no programa e assinar um termo de compromisso – como nem todos foram direcionados para sua primeira cidade de escolha, pode haver desistências ou remanejamentos. A lista final será publicada na segunda-feira.
Segundo o Ministério da Saúde, das 1.753 vagas preenchidas, 51% estão em municípios de maior vulnerabilidade social do interior e 49% nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. No Paraná, Curitiba deve receber o maior número no estado: 21 médicos (veja infográfico). Outras 13 cidades serão contempladas com a vinda de um médico.
Os profissionais que participarem do programa atuarão por três anos na rede de atenção básica à saúde e receberão uma bolsa-formação, paga pelo governo federal, de R$ 10 mil por mês. Além disso, os participantes terão uma ajuda de custo para instalação na cidade onde irão trabalhar. Ao aderir ao programa, os municípios ficam responsáveis pela moradia e alimentação desses médicos.
Estrangeiros
Outros 1.920 médicos com diploma estrangeiro que se inscreveram têm até a próxima quinta-feira para completar o cadastro. Segundo o Ministério da Saúde, a prioridade nas próximas contratações continuará sendo dos médicos brasileiros e as vagas não preenchidas serão ocupadas pelos estrangeiros.
A possibilidade das cidades receberem médicos que atuam fora do país é um dos pontos mais polêmicos do projeto. A medida tem sido criticada por entidades de classe, sobretudo pelo fato de o programa não exigir a revalidação do diploma dos profissionais estrangeiros. 
Fonte: Gazeta do Povo