THAYNÁ, QUEM A MATOU?

Caso Tayná: uma história passada e uma fábula


O Caso Tayná foi e é cercado de histórias, estórias e factóides. O começo você lembra. O estupro cometido por quatro brutamontes e a menina morta com violência, pancadas, gravatas. Um horror. Uma tragédia. Essa era uma mistura de uma história e de uma estória. Os quatro “monstros” confessaram sob tortura e acreditem em mim, da maneira mais vil e bárbara que se pode imaginar. Bem, o fato é que na história real alguém matou a menina e é preciso descobrir o assassino para que não tenhamos um novo caso Raquel Genofre no estado. Na ficção se não der para descobrir dá para “inventar” um. E isso não é difícil para os autores dessa peça.
Os próximos capítulos estão sendo escritos. Mas lembre-se, é apenas uma peça de ficção, eu espero. O rascunho está mais ou menos assim.
Era uma vez um grupo de gente poderosa, muito poderosa que precisava dar uma resposta a um crime bárbaro, que envolvia uma menininha linda. Um crime cheio de detalhes que jamais serão revelados. No primeiro capítulo da fábula parece que tudo estava resolvido e os malvados matadores da princesa já tinham sido descobertos e foram punidos por isso. Mas eis que como num passe de mágica, como num toque de varinha de condão os “monstros da estória” se transformaram em vítimas. Mas na história, sim nessa com “h”, a real, há uma menininha que foi sacrificada. E como escrever o próximo capítulo da estória?
Uma obra de ficção sempre tem que ter um final. Nas ideias dos autores seria ideal criar uma testemunha. Alguém que resolveu lembrar que viu alguma coisa e que agora teve peso na consciência e que resolveu falar. Genial.  E tudo bem né… Afinal de contas na fábula anterior já foram criados quatro culpados de um estupro que não aconteceu, por exemplo. E nessa estória as pessoas têm medo, tem parentes, tem dívidas muitas vezes com um grupo muito agressivo que não tem misericórdia de ninguém.
Então uma testemunha seria o ideal nesse texto. E aí pronto. Temos uma testemunha para proteger um parente. Mas tem que explicar que essa testemunha permanecerá durante toda a história com medo e calada. O risco silencia aqueles que tem medo. E então a testemunha poderia ajudar a criar dois culpados. Puxa, já temos uma nova linha para essa fábula.
IVONALDO ALEXANDRE
Já não precisam ser quatro. Dois está bom. E aí temos dois acusados e uma satisfação ao povo do reino. Mas no primeiro capítulo, os quatro “matadores” da menininha foram muito punidos pelos “justiceiros”, jogados na masmorra com todo tipo de gente malvada. Comeram lixo, excrementos, apanharam, foram humilhados, passaram frio, fome e medo. Mas não se falará desse assunto nesse livro. Não haverá novos capítulos sobre isso porque o autor não gostou dessa parte da  história. Agora as linhas são apenas para criar os personagens que aparecerão como os matadores da menininha. Eles já foram escolhidos. Os traços já desenhados.
Essa é uma estorinha de ficção, mas que também tem fatos reais, como a maioria dos contos. O futuro mostrará o que será. Qual é a parte de realidade e ficção de cada palavra. E se tem gente que acredita em tantas coisas pra lá de estranhas uma boa anedota pode convencer, afinal, para que fazer justiça?
Então está aí o resumo. Essa é uma estória de uma testemunha, dois homens que poderão ficar livres, mas que terão suas vidas aterrorizadas para sempre. Dois culpados perfeitos frutos da criatividade do autor e que viraram arquivos vivos. Toda estorinha tem final feliz nos contos. Essa parece que vai ser diferente.
Gostou do final? Nem eu. Ainda bem que é só uma estorinha de terror.

Fonte: Blog da Joice