PMDB-tucanado quer furar o olho de Requião e trazer Ratinho Jr

Ratinho Jr e Roberto Requião



Integrantes do PMDB-tucanado, aquele que apoia Beto Richa, e que faz parte do governo dele, se reuniram hoje com o Ratinho Jr (PSC) para traçar uma estratégia e trazê-lo para o PMDB. Ratinho foi candidato a prefeito, foi para o segundo turno e apesar de derrotado por Gustavo Fruet (PDT) fez bonito na eleição. Cresceu e apareceu.

O bom desempenho e a simpatia do moço junto à população mais pobre fez Beto Richa chamar Ratinho Junior para fazer parte do governo. Hoje ele é o atual Secretário de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado e apareceu muito bem no levantamento do Instituto Paraná Pesquisas para a disputa pelo Governo do Paraná, divulgado no fim de semana. Ou seja, o melhor para Beto é manter Ratinho Jr bem perto, porque longe pode ser um perigo. O que tem alhos a ver com bugalhos?
Bem, o PSDB quer o tempo de TV do PMDB, que por sua vez, tem integrantes que querem um pedaço do governo, modos que, o PMDB poderia ser a porta de entrada para que Ratinho Jr seja indicado a vice de Beto Richa nas eleições de 2014 e assim uniria a “fome com a vontade de comer”. Tudo bem. Mas tem um detalhe. O PMDB tem Roberto Requião, que já avisou que vai brigar com unhas e dentes para ser o candidato ao governo pelo partido. E Requião, como todos sabem, não é de se matar com a unha. Ele não vai largar esse osso assim tão fácil. Mas, se ainda assim o PMDB-tucano conseguir fazer a manobra, Roberto Requião já tem perspectiva de novo endereço partidário. O destino mais provável dele é a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva. Porém nesse caso perderia o mandato por infidelidade partidária. Aí a turma consegue colocar Requião numa sinuca de bico. E quais são as opções?
1- Melar a manobra do PMDB-tucanado. Mas não vai ser fácil.
2- Dar a volta por cima e disputar o governo pela Rede junto com apoio de Marina Silva e arriscar ficar sem mandato.
3- Enfiar a viola no saco, desistir da disputa pelo governo e ficar bem quietinho no Senado.
Façam suas apostas.
Fonte: Blog da Joice

Manifestantes tentam invadir Câmara e entram em confronto com a Guarda Municipal


Movimento Passe Livre



Integrantes do MPL tentaram acorrentar uma catraca, mas foram impedidos pela Guarda Municipal. Houve confronto e cinco pessoas foram detidas
Uma tentativa de invasão da Câmara Municipal de Curitiba por integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) terminou em confronto com agentes da Guarda Municipal no início da tarde desta quinta-feira (22). Segundo a Polícia Civil, o enfrentamento terminou com um guarda ferido e cinco pessoas detidas por agressão.
Dos cinco detidos, três são ligados ao MPL, sendo dois menores de idade. Outro menor de idade, que a princípio não teria ligação com o movimento, também foi detido. Todos foram levados inicialmente para o primeiro 1.º Distrito Policial. Os adolescentes foram encaminhados à Delegacia do Adolescente.
Segundo o Inspetor da Guarda Municipal, Vilson Stempinhak, cerca de 15 integrantes do Movimento Passe Livre chegaram em frente à Câmara por volta das 14 horas. Três deles teriam entrado no saguão com correntes e tentaram acorrentar uma das catracas que levam ao interior do prédio.
A Guarda Municipal foi acionada e expulsou as três pessoas. Quando saíram do prédio, segundo Stempinhak, os outros manifestantes partiram para cima dos guardas. Um dos guardas levou um soco na boca e vai fazer exame de corpo delito.
Por causa do confronto, os guardas chamaram reforço. Eram quatro, no início, e depois vieram outros 15 oficiais. O número de guardas ficou maior que o de manifestantes. Depois da briga, os integrantes do MPL que não foram presos foram embora do local.
O presidente da Casa, Paulo Salamuni (PV) comentou o episódio dizendo que a Câmara está aberta para qualquer pessoa, "desde que elas cumpram as regras".
Segundo integrantes do MPL, o objetivo da ação na Câmara era barrar as duas catracas que dão acesso ao prédio para tentar esvaziar a Assembleia que discute novas formas de financiamento do transporte coletivo. Segundo os manifestantes, quem iniciou a confusão foi a Guarda Municipal. "Nós protestamos porque a população nunca é chamada para tomar decisões dessa natureza", disse uma das manifestantes.
Segundo uma das integrantes do MPL, que participava do protesto, os demais manifestantes iriam seguir para a delegacia para tentar libertar os companheiros.
Manifestação começou na Boca Maldita
O protesto de integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) de Curitiba começou na Boca Maldita contra a proposta do prefeito Gustavo Fruet (PDT) que prevê novas formas de financiamento para o transporte público na capital.
A mobilização teve início ao meio-dia, na Boca Maldita, no Centro. No início da tarde o grupo seguiu para a Câmara Municipal.
De acordo com a organização do movimento, os protestos são contra o que eles chamam de “gratuísmo” no sistema de transporte de Curitiba, que seria a retirada de incentivo de áreas como saúde, educação e moradia para tornar o transporte na cidade gratuito.
O grupo defende a ideia de uma minirreforma tributária, na qual pagaria a tarifa somente os que realmente têm condições. Para por em prática tal reforma, no entanto, seria necessária uma discussão junto à população e à classe operária, e não encontros “em gabinetes”, explica o MPL.
O projeto
Nesta sexta-feira (23) a Câmara Municipal de Curitiba promoveu o seminário “Projeto Curitiba: um novo financiamento para o transporte público”. A proposta, encaminhada pela prefeitura ao Governo Federal no início de julho, foi apresentada por Fruet.
A ideia principal do projeto é a que os empresários e órgãos públicos repassem o valor correspondente ao vale-transporte diretamente ao sistema, sem impacto na folha de pagamento do funcionário e com a prerrogativa de abater o aumento de custo do Imposto de Renda.
A legislação atual, que autoriza o empregador a descontar até 6% do salário básico para bancar o vale-transporte, precisaria ser alterada pelo Congresso Nacional (Lei Federal 7.418/1985). Estudantes também teriam isenção, conforme a renda.

Fonte: Gazeta do Povo