PRESIDENTE DA PARCEIROS DO RIM É ELEITO VICE PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE COLOMBO








Nilton Luiz Carneiro de Mello, presidente da ONG Parceiros do Rim - Associação de Pacientes Renais do Paraná, representando os USUÁRIOS, no segmento de Patologias Crônicas foi eleito pelo 3ª mandato como Conselheiro Municipal de Saúde, dessa vez eleito como vice presidente do CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE.
FUNÇÕES DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE COLOMBO


Conselho Municipal de Saúde
  • Controla o dinheiro da saúde.
  • Acompanha as verbas que chegam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os repasses de programas federais.
  • Participa da elaboração das metas para a saúde.
  • Controla a execução das ações na saúde.
  • Deve se reunir pelo menos uma vez por mês.

Pais PMs ensinaram Marcelo Pesseghini a burlar leis, diz laudo psicológico








O estudante Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, foi influenciado por uma série de fatores que os levou a matar os pais, a avó e a tia-avó e cometer suicídio. As informações são do laudo psicológico sobre o crime, que faz parte do inquérito do caso, ao qual a Folha teve acesso.
O laudo psicológico do IC (Instituto de Criminalística) cita a culpa dos próprios pais por burlar leis e incentivar Marcelo a cometer atos ilegais. O sargento da Rota (tropa de elite da PM) Luís Marcelo Pesseghini, 40, teria ensinado o menino a manusear armas. A mãe, a cabo do 18º batalhão de Polícia Militar Andreia Regina Bovo Pesseghini, 36, teria ensinado o garoto a dirigir.


De acordo com a análise, esse conjunto de fatores prova a ausência de regras, "que primeiramente deve ser imposta pelo pai, que segundo a psicanálise é a lei".
Médicos chegaram a estimar que o garoto vivesse até os 4 anos devido a uma fibrose cística --doença degenerativa que ataca principalmente os pulmões e sistema digestivo. Posteriormente, afirmaram que, possivelmente, não chegasse aos 18.
Devido à doença, o menino era proibido pelos pais de brincar na rua e de sair com os amigos, o que o irritava.
O laudo aponta que vários fatores levaram o menino a ter um surto psicótico e cometer a sequência de assassinatos. Marcelo era um menino "de poucos amigos, que passava horas jogando videogame, especialmente o violento 'Assassins Creed'", no qual o personagem principal é um assassino de aluguel. No jogo, entretanto, se o jogador matar pessoas inocentes poderá ser punido, segundo o laudo.

O texto diz que a atenção excessiva do menino ao jogo reflete uma tentativa de fuga da realidade. Isso o fez criar um grupo com amigos da escola chamado "Mercenários", cujo objetivo era matar desafetos, inclusive membros da família.
De acordo com a conclusão psicológica, os pensamentos de se tornar um matador de aluguel passaram a se tornar persistentes, confundindo a realidade com a fantasia.
MATAR A DIRETORA
Segundo o laudo, esse conjunto de fatores foram decisivos para que o menino tivesse motivos para matar a família e cometer suicídio. Entretanto, o garoto ainda poderia ter assassinado outras pessoas.
Segundo a análise, a intenção dele era se ver livre de todos que o oprimiam. Um vídeo que mostra o menino chegando à escola após matar os pais demonstraria que ele teria encarnado o personagem matador, o que "ficou certificado através de passadas largas."
O laudo explica que isso prova que ele ainda tinha a intenção de matar alguém que, segundo as investigações da Polícia Civil, seria a diretora do colégio Stella Rodrigues, na zona norte da capital paulista. Amigos do garoto relataram à polícia que ele já havia relatado por diversas vezes a intenção de matar a família.

"ROTA É FODA"

Um dos laudos mostra um relatório de conversas entre Marcelo Pesseghini e uma prima dele no dia 13 de maio deste ano. As informações foram apreendidas no tablet do menino.
O garoto interrompeu o discurso duas vezes com a frase "rota é foda". Na primeira delas, há uma grande repetição das consoantes para dar uma entonação de grito à frase.
A garota respondeu à primeira mensagem com a mensagem "oi filho vc está bem?". Minutos depois, a menina disse diversas vezes que o amava, sem obter resposta.
O garoto volta a dizer "rota é foda", e a menina diz que ele era "fofinho da priminha", que é respondida: "não é nada fofo".
O comandante-geral da PM, Benedito Roberto Meira, disse que Marcelo costumava ir ao batalhão da Rota com o pai, mas não tinha históricos de violência na escola.
Familiares de Marcelo tiveram acesso ao conteúdo dos nove laudos da perícia sobre o caso. A apresentação dos documentos sobre o crime foi feita por policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que investigam o caso. Entretanto, a família ainda não acredita que o menino tenha cometido o crime.

O CASO

De acordo com a principal linha de investigações, Marcelo matou a família, dirigiu com o carro dos pais até a escola, frequentou as aulas de manhã e retornou para casa de carona. Na sequência, ele se matou.
A Polícia Militar disse que investiga também a acusação de que Andreia teria sido convidada a participar de roubos a caixas eletrônicos. A informação foi dada pelo deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM. Ele denunciou o caso à Corregedoria da corporação.
Luis Marcelo Pesseghini, 40, pai do menino, era sargento da Rota. A mulher dele, Andreia, 36, era cabo do 18º Batalhão. As outras vítimas moravam na casa nos fundos: a mãe e uma tia de Andreia, de 65 e 55 anos.
A casa onde a família foi morta não teve a cena de crime totalmente preservada. A informação consta de nota divulgada na terça-feira (13) pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
"O departamento [Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, DHPP] apenas confirmou afirmação da imprensa de que o local 'não estava totalmente idôneo'. Isso, evidentemente, não quer dizer que houve violação proposital da cena do crime", diz o texto.
Sebastião de Oliveira Costa, 54, parente das vítimas, disse que chegou à casa às 17h45 do dia 5 e que havia ao menos 30 PMs dentro dela, antes da chegada da perícia.
Peritos constataram nessa semana que os disparos poderiam ser ouvidos a 50 metros da casa da família. Nenhum vizinho, no entanto, disse ter ouvido os disparos.

Fonte: UOL

Polícia divulga laudos que reforçam tese de que menino matou família



Documentos reafirmam a linha de investigação de que Marcelo teria matado a tiros o pai e a mãe (os PMs Luís Marcelo Pesseghini e Andreia Pesseghini), a avó e a tia-avó antes de cometer suicídio
Polícia Civil divulgou ontem os laudos sobre as mortes da família Pesseghini, no dia 5 de agosto, na Brasilândia, zona norte de São Paulo.
São 23 documentos que reafirmam a linha de investigação de que Marcelo, 13, teria matado a tiros o pai e a mãe (os PMs Luís Marcelo Pesseghini e Andreia Pesseghini), a avó e a tia-avó antes de cometer suicídio.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o inquérito das mortes ainda não foi concluído. A polícia aguarda a quebra do sigilo de telefones da família para prosseguir nas investigações.
As principais conclusões dos laudos sobre o caso já haviam sido divulgadas nos últimos dias, mas só agora a perícia foi disponibilizada.
Segundo os documentos, o pai, a avó e a tia-avó de Marcelo teriam agonizado pouco antes de morrer. A mãe do menino morreu imediatamente após os disparos.
O laudo afirma ainda que Andreia tinha o nome "Marcelinho" tatuado no dorso do pé direito. Um comunicado confirmando a presença de Marcelo na escola no dia do crime foi encontrado no sofá.
No bolso de Marcelo foi encontrado um cartão bancário de uma das vítimas. Na última quinta, o DHPP (Departamento de Homicídios) recebeu seis parentes do garoto para apresentar os laudos das investigações.

Fonte: Gazeta do Povo