"É muita covardia", diz tia de três mortos por carro que disputava racha na Grande SP




Motorista do carro (foto) é suspeito de embriaguez, estava a 120 km/h e nunca teve carteira de habilitação, segundo a polícia


Ao todo, seis jovens perderam a vida ao serem atingidos por veículo 

É comum veículos trafegarem em alta velocidade na avenida em que seis jovens foram mortos por um carro que disputava um racha, no começo da madrugada de sábado (28), em Mogi das Cruzes, segundo moradores da região. Fátima, tia de três das vítimas — de 19, 16 e 13 anos —, ainda não consegue entender a tragédia.
— É muita covardia o que fizeram. Ninguém está acreditando ainda. É um pesadelo que está acontecendo ainda. Todo mundo tem que acordar para o que aconteceu. Porque essas seis vítimas... Essa avenida aqui é muito perigosa. Tem que ter lombada, alguma coisa, uma proteção aqui, porque está morrendo muita gente nessa rua.
Os jovens foram atropelados pelo carro dirigido por Reginaldo Ferreira da Silva, de 41 anos. Ele foi preso pouco tempo depois, com sinais de embriaguez. Além de estar a 120 km/h, em uma via onde o limite de velocidade é de 50 km/h, Silva nunca teve carteira de habilitação e é analfabeto, segundo a polícia.
Fátima se disse revoltada com a versão apresentada pelo motorista.
— Ele teve a cara de pau e disse que estava bêbado com duas cervejas.
segundo envolvido no racha foi identificado como Paulo Henrique de Oliveira Mota Batista, de 23 anos. A placa do carro dele caiu no meio da corrida, o que ajudou os investigadores a chegar até ele.
Quando foram à casa do suspeito, o advogado dele já estava lá e disse que o cliente vai se apresentar na delegacia na segunda-feira (30). Os carros de Paulo Henrique e de Reginaldo se encostaram durante a corrida. O veículo do motorista preso capotou e atingiu oito jovens que conversavam e fumavam narguilé na beira da avenida. Dois deles sobreviveram.

Aécio Neves diz que não está em campanha e defende fim do ciclo do PT na presidência



O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves concedeu entrevista coletiva juntamente com o governador do Paraná, Beto Richa, e do presidente estadual do partido, Valdir Rossoni. Ele negou estar em campanha e criticou, por diversas vezes, a atuação do PT na presidência.
Aécio Neves e Beto Richa durante entrevista coletiva em Curitiba (Foto: Juliano Pedrozo)
Aécio Neves e Beto Richa durante entrevista coletiva em Curitiba (Foto: Juliano Pedrozo)
Ao negar que esteja em campanha, Aécio Neves defendeu que o encontro amanhã em Curitiba faz parte da união do PSDB que precisa trabalhar para voltar ao governo federal. De acordo com ele, o objetivo é reunir o partido e debater as eleições do ano que vem.
Entre vários assuntos, Aécio comentou que o ciclo do PT no governo federal – que já dura 10 anos – tem que ter um fim na próxima eleição. Por diversas vezes fez críticas ao modo como o país é comandado pelo PT e citou, por exemplo, a situação econômica em que o Brasil vive. Ele lamentou a projeção de crescimento do país e comparou o momento ao de países vizinhos.
Eleições
Aécio, como presidente nacional, disse que o PSDB ainda tem tempo para definir o candidato à presidência da república e que na hora certa o partido vai fazer o anúncio. Ele é o mais cotado.
Com relação a José Serra, Aécio negou que ele esteja de canto no partido. Ele ressaltou a importância da unidade. “Não é carta fora do baralho. Qualquer partido gostaria de ter ele. Que bom que está no PSDB”, justificou.
Ele também afirmou que 60% do eleitorado brasileiro não vota na atual presidente, Dilma Rousseff. Aécio aparece em terceiro lugar na última pesquisa divulgada ontem pelo Ibope, atrás de Dilma e Marina Silva.