“Praticamente impossível”, diz Orlando Pessuti sobre reaproximação com Requião


5 de novembro de 2013
O ex-governador do Paraná, Orlando Pessuti disse hoje durante passagem pela Assembleia Legislativa que é “praticamente impossível” uma reaproximação com o senador Roberto Requião para formar uma chapa nas eleições de 2014.
Pessuti alegou que as ofensas partiram para a ordem pessoal e isso dificulta qualquer debate político. Ao ser questionado se sairia na chapa de Requião como vice-governador, Pessuti disse: “dele [Requião], não”.
Opinião da bancada
O líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado Teruo Kato afirma que os parlamentares pretendem formar um chapão e não são adeptos da dobradinha Requião Pessuti.
Segundo ele, a maior parte dos deputados do PMDB apoiam o governo Beto Richa.

Etanol registra alta, mas ainda vale mais a pena, diz Sindicombustíveis


5 de novembro de 2013
O preço médio da gasolina subiu 25 centavos em Curitiba nas últimas duas semanas. A pesquisa é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. No mesmo período, o etanol ficou 18 centavos mais caro. O presidente do Sindicombustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, relaciona a alta a uma combinação de preços entre as distribuidoras. Segundo ele, o aumento do preço da gasolina interrompeu uma sequência de quatro meses de estabilidade nos valores.gasolina2
Segundo o presidente, a alta do etanol está relacionada ao período entre safras.
Ele acredita que aquelas pessoas que utilizam carros flex devem continuar a ver mais vantagem no uso de etanol.

Acordo é firmado para redução de sal nos alimentos no Brasil


Da Agência Brasil


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, firma hoje (5) com a Associação Brasileira de Indústrias de Alimentação (Abia) o quarto pacto para a redução de sódio nos alimentos industrializados. Essa é uma forma de o governo diminuir o alto índice de consumo de sal no país, um dos fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão e doenças cardíacas. A previsão é que novos alimentos sejam acrescentados aos três acordos firmados anteriormente.
Em 2011, o Ministério da Saúde assinou o primeiro acordo com a Abia para reduzir o teor de sódio em 16 categorias de alimentos processados, como massas instantâneas, pães e bisnagas, nos próximos quatro anos. Em 2012, o termo de compromisso incluiu a redução de sódio em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais.
Segundo a pasta, a recomendação de consumo máximo diário de sal pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é menos de 5 gramas por pessoa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o consumo do brasileiro está em 12 gramas diários. Pesquisa feita com mais de 54 mil brasileiros em 2011 mostrou que a hipertensão arterial atingia 22,7% da população adulta.
O ministro também vai apresentar hoje dados inéditos da pesquisa Vigitel 2012 – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – sobre a hipertensão arterial no país.

Hipertensão arterial atinge 24,2% dos curitibanos


Da Agência Brasil

hipertensão arterial atinge atualmente 24,3% da população brasileira. A informação é parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012), divulgada hoje (5) pelo Ministério da Saúde. Para a pesquisa, foram entrevistadas 45 mil pessoas acima de 18 anos nas 26 capitais e no Distrito Federal. Em Curitiba esse número chega a 24,2%. A cidade é a sétima capital com o maior número de hipertensos.
De acordo com o Ministério da Saúde, o índice de hipertensos permaneceu estável nos últimos sete anos da pesquisa. A Vigitel 2012 aponta que, quanto maior a escolaridade, menor a taxa de hipertensos. Entre os que têm até oito anos de educação formal, 37,8% sofrem de hipertensão. Já com relação àqueles com 12 anos ou mais de ensino, 14,2% são hipertensos.hipertensao-051113-bandab
A doença é mais comum entre as mulheres (26,9%) que entre os homens (21,3%). A incidência da hipertensão cresce à medida que aumenta a idade. Na faixa etária de 18 a 24 anos, apenas 3,8% tem hipertensão. Entre os que têm mais de 65 anos, 59,2% se declaram hipertensos.
“Em relação aos dados da hipertensão arterial, há uma estabilidade nos últimos sete anos. Embora apareça uma diferença de 22,5% para 24,6% entre 2006 e 2012, do ponto de vista estatístico, não há diferença”, disse Deborah Malta, diretora de Análise de Situação em Saúde, do Ministério da Saúde.
Apesar de não ter havido grande alteração na incidência da doença, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que o número de pessoas que precisaram ser internadas na rede pública em decorrência de complicações de hipertensão caiu 25% em dois anos. Em 2010, o SUS registrou 155 mil internações, enquanto em 2012 foram 115 mil.
O crescimento do acesso a medicamentos gratuitos para hipertensão por meio do Programa Farmácia Popular é apontado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como fator decisivo para a redução nas internações. Ele cita ainda a adoção de hábitos alimentares saudáveis, com redução do consumo de sal e a prática de exercícios físicos.
“O acesso ao medicamento cresceu sete vezes em dois anos. Sabemos que, no tocante à internação, o acesso ao cuidado médico e ao medicamento é decisivo para reduzir a internação. E os hábitos saudáveis, como expandir a atividade física, tem um papel muito importante, fundamental na prevenção”, disse
Os dados da pesquisa por capital apontam que o Rio de Janeiro (29,7%) concentra a maior taxa de hipertensos. De acordo com o ministro Padilha, a razão pode ser a alta concentração de população idosa. Boa Vista (16,6%) é a capital com menos hipertensos, o que é motivado também por característica etária da população, que é mais jovem.
Hoje, o Ministério da Saúde firmou com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) o quarto acordo para redução do teor de sódio nos alimentos industrializados. A ação está entre as medidas para a prevenção da hipertensão.

Sábado tem feira de adoção de cães e gatos vacinados e microchipados no Parque Barigui


Da SMCS


Cães e gatos vacinados e identificados com microchips estarão disponíveis para adoção na próxima edição da feira de adoção Amigo Bicho, promovida pela Prefeitura de Curitiba, que acontecerá neste sábado (09). Os animais adultos que participam da feira já foram castrados.
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Supla foi adotado em uma feira por repórter da Banda B (Foto: Divulgação)
Para aqueles que não podem adotar, mas querem ajudar, a Rede de Proteção Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente iniciou uma campanha de participação para arrecadar ração que beneficiará cães e gatos que aguardam pela adoção. Interessados em participar, podem entrar em contato com a Rede, pelo telefone (41) 3350-9939, ou pela página do facebook da Rede, https://www.facebook.com/protecaoanimal.curitiba?ref=hl
Recentemente, no dia 1º de novembro, 29 cães das raças Rotweiller, Boxer e Pitbull, que foram retirados pela Rede de Proteção Animal de um canil irregular no bairro Boa Vista, foram rapidamente adotados. Antes de seguirem para adoção, eles foram microchipados e tiveram atendimento veterinário. Todos já têm cirurgia de castração agendada.
Amigo Bicho
A feira Amigo Bicho é mensal e acontece tradicionalmente das 10h às 16 horas de sábado, no Parque Barigüi. O objetivo principal é promover a adoção de cães e gatos. Além disso, a população também tem acesso ao serviço de microchipagem gratuito aos animais domésticos. Os interessados devem levar documentos pessoais e comprovante de endereço.
Desde o início deste ano, mais de mil animais foram beneficiados com o serviço. O microchip contém várias informações do animal e de seu responsável, o que facilita a identificação em casos de roubo ou fuga do cão ou gato.
O registro de animais comercializados através de microchip é uma exigência que consta na Lei Municipal 13.914/2011 e os números são incluídos no Sistema de Identificação Animal (SAI) da Rede de Defesa e Proteção Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

No achados e perdidos de biarticulado, até versão original de TCC já foi encontrada


Por Marina Sequinel e Juliano Cunha
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(Foto: Juliano Cunha – Banda B)

“Quem nunca esqueceu um objeto dentro do transporte coletivo que atire a primeira pedra”. A frase original não é bem assim, mas faz muito sentido para o setor responsável pelos “achados e perdidos” das empresas de ônibus de Curitiba.
Os funcionários que fazem a limpeza ou que levam o veículo para as garagens se assustam com cada objeto encontrado. Segundo Gustavo Alves, encarregado operacional da empresa, o que as pessoas mais perdem são as carteiras e os documentos. “Claro que muitas vezes outro usuário encontra e acaba pegando o dinheiro e os cartões de crédito. Mas quando o ônibus chega na garagem, nós somos responsáveis por guardar tudo o que é perdido”, explicou em entrevista à Banda B.
Entre os materiais mais inusitados deixados nos coletivos estão muletas, marmita,  uma mala com roupas íntimas e fantasias sexuais, e até a versão original de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). “O professor não deve ter acreditado no aluno, mas aconteceu, viu. Nós temos várias histórias diferentes. Uma vez, recebemos a informação de que um pessoal teria achado três caixões de crianças no ônibus. Só depois fomos descobrir que eram, na verdade, caixas de instrumentos musicais. Até pessoas dormindo nos bancos a gente encontra de vez em quando”, contou Alves.
O usuário que perdeu algum objeto dentro do veículo pode tentar encontrá-lo no setor dos “achados e perdidos”.  Primeiro, ele deve identificar o prefixo do ônibus, para verificar qual a empresa responsável e, depois, entrar em contato com o setor operacional pelo telefone (41) 3263-7700.

“Os italianos no município de Colombo” integra a Corrente Cultural de Curitiba


WEBMASTER 5 DE NOVEMBRO DE 2013

Exposição que está aberta de 05 a 10 deste mês, traz registros fotográficos dos primeiros imigrantes

Com visitação aberta entre os dias 05 a 10, o Espaço Cultural “Comitato Dante Alighieri”, de Curitiba, recebe, além da vernissage “Arte e Cultura Ítalo-Brasileira” e “Cidades Italianas”, a exposição “Os italianos no município de Colombo”.
A mostra traz registros fotográficos dos primeiros imigrantes italianos, além dos relatos orais, colhidos durante entrevistas com os mais antigos moradores descendentes de italianos. É uma amostra da extensa pesquisa realizada pela especialista em Patrimônio Cultural Angela Maria Mottin. As fotografias são do primeiro fotógrafo colombense Luiz Francceschi, que produziu as imagens tiradas em chapas de vidro.
A vernissage “Arte e Cultura Ítalo-Brasileira” tem a participação especial do artista Guido Viaro (in memoriam) e com artistas convidados Arlene Senegaglia, Celso Coppio, Katia Velo, Osmar Carboni, Psicolito, e Sabine Feres Staniscia. Com artistas participantes estão Angela Quadros, Antonia Teixeira, Cassia Acosta, Claudia de Bonna, Cristina Polli, Debora Novas, Di Magalhães, Edviges Baggio, Eliamara Ransolin, Geni Ellias, Hellen Nice Zimerman, Inez Burigo, Leony Campos, Lilian Gimenes, Nice Marcon, Percicotti Ines, Rita Lessa, Rogerio Bittencourt, Rosangela Pozzobon, Teresa Mercia e Vanice Zimerman.
Já a exposição “Cidades Italianas” tem a participação especial do Atelier de Arte Contemporânea Edilson Viriato e conta com os artistas Ana Mauad, Carla Kristian, Cristina Daher, Cristina Sá, Denise Abujambra, Dirce Polli, Elisiane Correa, Geraldina Gallea, Jacira Abujamra, João Coviello, Leslie Jacob, Louise Moreno, Maria Emilia, Marilene Zanchet, Mercedes Brandão, Mirian Antonietto, Nicole Giulin, Nilva Rossi, Regina Graça, Sandra Marchi, Sissi Kleuser e Vera Sehnem.
Segundo o presidente do espaço cultural, Marlus Velloso, “a participação da exposição sobre os italianos trazida através do departamento de Cultura do município de Colombo se deu em função da parceria com o Sistema Fecomércio, Sesc Senac Paraná Núcleo de Colombo. Conseguimos incluir o evento, junto à Fundação Cultural de Curitiba, no calendário da Corrente Cultural de Curitiba, que é uma semana de cultura, caracterizada por apresentar trabalhos nas artes plásticas, esculturas, literatura e música”, destacou.
Serviço:
Exposição “Os italianos no município de Colombo”
Data: de 05 a 10 de novembro
Horário: das 10 às 19h
Local: Espaço Cultural Dante Alighieri – Rua Desembargador Westphalen, 15, Centro – Curitiba.
Entrada Franca
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
BLOG – colombopmc.blogspot.com.br; FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo: TWITTER: @ColomboPMC e no site oficial: www.colombo.pr.gov.br

Terceira reunião debate principais pontos do projeto do Contorno Norte


WEBMASTER 5 DE NOVEMBRO DE 2013

Evento foi o último encontro antes da Audiência Pública que irá decidir as principais questões desta importante obra para o município

Moradores da Colônia Faria participam da última reunião que antecede a Audiência Pública
A terceira e última reunião técnica sobre o projeto de obra no Contorno Norte aconteceu na noite da última quinta-feira, 31, na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Colônia Faria. No total, foram três reuniões, nos bairros São Gabriel, Guaraituba e Colônia Faria que antecedem a Audiência Pública, que será realizada no próximo dia 25.
Os encontros tiverem como objetivo apresentar à população os principais pontos da obra e prestar esclarecimentos. Itens como: traçado da obra, locais que receberão os trabalhos, extensão do projeto e condições ambientais foram debatidos.
A reunião sobre a obra, que é de responsabilidade da empresa Autopista Régis Bittencourt, contou com a presença dos engenheiros que elaboraram o projeto, além de representantes da Prefeitura Municipal de Colombo, que cumpre seu papel como mediadora da obra.
Estiveram presentes neste encontro, a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Tania Tosin e o secretário da Administração, Luiz Gilberto Pavin, além de vereadores do município.
A secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, que esteve presente em todas as reuniões, destaca a importância desses esclarecimentos para a população, que pôde ter uma prévia da Audiência Pública.
Traçado da obra e localidades onde o Contorno irá passar foram alguns dos principais itens discutidos
“Os moradores das localidades onde a obra irá passar puderam entender o projeto e debater com os responsáveis pela obra, mas somente na Audiência Pública é que os pontos de interesse serão decididos oficialmente”, explica.
A Audiência Pública será realizada no dia 25, quinta-feira, às 19h30, no Pavilhão do Parque Municipal da Uva, com as principais decisões e definições do projeto, além da estipulação das condições necessárias para a obtenção do licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), para o início da obra.
Fotos: Bruno do Carmo/PMC
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
BLOG – colombopmc.blogspot.com.br; FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo: TWITTER: @ColomboPMC e no site oficial: www.colombo.pr.gov.br

Vereador propõe projeto para que usuários de ônibus desçam mais perto de casa à noite


Da CMC

Começou a tramitar na Câmara de Curitiba, nesta segunda-feira (4), o projeto de lei que permite o desembarque de passageiros durante o período noturno, em qualquer local onde seja permitido estacionamento. A proposição, de iniciativa do vereador Chicarelli (PSDC), estabelece que, após as 20 horas, bastaria o passageiro solicitar ao motorista para desembarcar da condução em local melhor iluminado ou mais próximo de sua casa.
Chicarelli chama a iniciativa de “Operação Parada Segura”, pois considera que a medida pode coibir a ação dos bandidos que se aproveitam do momento do desembarque para ingressar nos coletivos e assaltar motorista, cobrador e passageiros. “Também pode ocorrer um estímulo para aumentar o número de usuários do transporte coletivo e, consequentemente, auxiliar na melhora do tráfego e mobilidade urbana”, acrescenta o vereador.
Segundo a matéria, as empresas de ônibus ficariam obrigadas a afixar cartazes em local com boa visibilidade, nos espaços internos dos ônibus e micro-ônibus do sistema viário, informando essa nova regra. Conforme o texto, a fiscalização dos adesivos deverá ser realizada por agentes da Urbs, que gerencia o sistema de transporte público da capital. Pela proposição, a Urbs fica responsável por definir as linhas contempladas com a medida, levando em conta critérios como itinerários mais perigosos e vulneráveis.
“A iniciativa já vem dando bons resultados em outros municípios brasileiros, como João Pessoa (PE), onde é oferecido apenas às mulheres, e em Porto Alegre (RS), na qual todos os passageiros podem solicitar a parada fora do ponto, quando não se sentirem seguros para desembarcar nas paradas obrigatórias”, justifica Chicarelli. A proposição passará pelas comissões permanentes antes de ir a plenário.

Quer adotar uma criança e realizar o sonho dela neste Natal? Saiba como:


Da Redação com assessoria


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(Foto: Divulgação)
A Campanha Papai Noel dos Correios 2013 em Curitiba começou na tarde desta terça-feira (5) na Casa do Papai Noel na agência da Rua João Negrão. A inciativa, que acontece há 24 anos, responde cartas de crianças ao Papai Noel e busca ainda atender aos pedidos de presentes de crianças em situação de vulnerabilidade social através do apadrinhamento.
Os padrinhos são aqueles que adotam as cartinhas, providenciando os presentes solicitados pelas crianças. A adoção de cartas é feita da mesma maneira em todo o Brasil: as cartas enviadas pelas crianças são lidas e selecionadas. Em seguida, elas ficam disponíveis para adoção na Casa do Papai Noel ou em outras unidades dos Correis.
Como participar
Em Curitiba, os padrinhos poderão encontrar as cartinhas na Casa do Papai Noel e nas seguintes Agências de Correios, a partir do dia 06 de novembro:
• Rua Marechal Deodoro, 298 – Centro;
• Rua Holanda, 202 – Bacacheri;
• Rua João Bettega, 459 – Portão;
• Rua Marechal Floriano Peixoto, 4984 – Shopping Cidade;
• Avenida Winston Churchill, 2630 – Pinheirinho;
• Avenida Manoel Ribas, 812 – Mercês;
• Rua Mateus Leme, 1310 – Centro Cívico.
Os presentes são deixados pelos padrinhos nos pontos divulgados pelos Correios para que posteriormente a entrega seja feita pela ECT. Não é permitida a entrega direta do presente e, para assegurar a observância desse critério, o endereço da criança não é informado ao padrinho.
A campanha
As datas da campanha e demais informações oficiais sobre o Papai Noel dos Correios podem ser obtidas no site www.correios.com.br/papainoelcorreios2013, ou pelos telefones 3003-0100 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-725-7282 (demais localidades).

Pet shops terão que gravar serviços de banho e tosa para exibição aos clientes


da Alep

A Assembleia Legislativa aprovou na sessão desta segunda-feira (4) o projeto de lei nº 539/12, de autoria do deputado Rasca Rodrigues (PV), que obriga que pet shops paranaenses ofereçam aos seus clientes visão total dos serviços de banho e tosa de animais domésticos.
De acordo com o projeto, os estabelecimentos deverão oferecer aos clientes a visualização dos serviços in loco. Caso o cliente deseje, uma cópia dos serviços deve ser gravada e entregue a ele. Os pet shops têm prazo para instalação das câmeras de dois anos, a partir da sanção do projeto (quando virar lei).
Segundo Rasca, a ideia da gravação dos serviços de banho e tosa é evitar maus tratos aos animais. “É crescente o número de denúncias de maus tratos em pet shops. Tive conhecimento de casos em que o animal chega a ser sedado para realização da higiene. A proposta tem o objetivo de dar transparência aos serviços, seja durante ou depois por meio de gravação, garantindo uma relação de confiança entre o protetor dos animais e os estabelecimentos comerciais”, explicou Rasca, que é coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais.
Segundo levantamento dos juizados especiais cíveis do Tribunal de Justiça do Paraná, apenas nos nove maiores municípios do estado foram registrados 76 processos judiciais contra pet shops entre 2005 e 2011. Nos processos, as principais reclamações dos clientes são de fraturas, lesões de pele, queimaduras, efeitos colaterais de produtos químicos e até óbitos dos animais.
“Temos contato permanente com pet shops e a maioria dos que consultamos sobre a proposta apoiam, pois sabem que isso vai além de um pequeno investimento. Representa o ‘algo a mais’ que todo o cliente espera, ganhando credibilidade”, declarou o deputado.

Se Aécio for o candidato do PSDB, vou trabalhar por ele, diz Serra


5 de novembro de 2013
Embora ainda se apresente como pré-candidato a presidente pelo PSDB, José Serra faz agora uma inflexão no seu discurso. Diz que vai trabalhar a favor da unidade do partido, “com quem for o candidato”, ele ou o senador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais.serra
“É a minha grande aspiração, que o PSDB esteja unido. Com quem for o candidato. Trabalharei para isso, não tenha dúvida”, afirmou. Mas fará campanha, de maneira incessante, a favor de Aécio Neves? “Farei, farei, trabalharei para que a haja unidade, primeiro. E segundo, havendo unidade, para que a unidade se projete na campanha”.
A declaração de Serra, é claro, pode ser interpretada com ressalvas. Por exemplo, quando ele diz que trabalhará pelo mineiro “havendo unidade”. Adversários podem enxergar insinceridade no apoio prometido a Aécio. Mas o tucano também poderia ter tergiversado quando indagado sobre se faria campanha para o colega mineiro. Preferiu ser direto.
Trata-se de uma mudança em relação ao tom quase beligerante das últimas semanas, quando o tucano paulista passou a viajar pelo país para se apresentar como uma alternativa ao nome de Aécio, hoje o favorito para conquistar no PSDB a vaga de candidato a presidente em 2014.
E quem seria mais de esquerda, Serra, 71 anos, ou Aécio, 53 anos? O paulista reagiu dizendo que a pergunta era “engraçada”. Sorriu e explicou que a trajetória de vida dos dois é muito diferente: “Não dá para comparar banana com laranja”. Mas ele estaria à direita ou à esquerda do mineiro? “À direita, não estou”, respondeu. Ao final, afirmou que ambos são “progressistas”.
Sobre o prazo para definição, Serra é ambíguo. Há um acordo entre ele e Aécio para que o nome do candidato a presidente pelo PSDB seja anunciado em março. O paulista, entretanto, introduz um reparo: “A partir de março”. Depois, é evasivo: “Se se achar que não tenha, que não há condições de maturidade para se tomar uma decisão…”. Dá a entender que gostaria de estender ao máximo essa tomada de posição dentro do PSDB.
A seguir, trechos da entrevista:
*
Folha/UOL – O governo federal realizou recentemente o leilão para a partilha do campo de Libra, do pré-sal. Aécio Neves fez críticas ao modelo adotado. Disse que seria preciso reestatizar a Petrobras. O sr. concorda?
José Serra - O primeiro defeito dessa exploração do campo de Libra foi a demora. Demorou e o Brasil vai acumulando déficit de petróleo com a Petrobras em situação dificílima.
Segundo, a coisa foi mal equacionada. Não houve leilão. Só tinha um concorrente. Houve uma organização de cartel. O governo trabalhou para montar um grupo que explorasse o petróleo, inclusive sinalizando os nomes daqueles que iriam ocupar a Petrosal, que é a empresa que vai administrar o conjunto do processo mesmo não tendo nenhum capital.
Houve um cartel?
Claramente. Inclusive para que entrassem estrangeiros, como a Total e a Shell. O que aconteceu ali foi que foram anunciados os nomes dos diretores da Petrosal. Para convencer os investidores estrangeiros que seriam pessoas de confiança deles.
A mudança do processo de concessão para o processo de partilha foi desnecessária. Foi feita no bojo da campanha de 2010, para dar uma ideia de que haveria uma política mais nacionalista. Tanto a concessão quanto a partilha são métodos ideologicamente parecidos. Na verdade, deram nó em pingo d’água. Nesse aspecto, o Aécio tem razão.
Há no Senado um projeto propondo autonomia completa para o Banco Central. Qual é a sua posição?
Sou contra. O Banco Central já tem, na prática, autonomia operacional. Se você torna o presidente do BC imune, passa a ser um outro poder. Se ele tiver um mau desempenho, o processo de retirar é muito complexo. Vai desestabilizar a economia. O Fernando Henrique não pensa diferente. Tenho a impressão que o Aécio [Neves] também não pensa diferente, nem o Aloysio Nunes [Ferreira].
O ex-presidente Lula fez críticas a Marina Silva por ela ter reconhecido o papel do ex-presidente Fernando Henrique na estabilização da economia do país. É tática eleitoral?
Sem dúvida, sem dúvida.
Lula e o PT têm sido exitosos com essa tática em várias eleições. Por que eles conseguem que essa ideia prevaleça?
Porque são bons nesse ramo. No ramo de marketing o PT é bom e o PSDB não é bom. Outras forças de oposição também não são. É uma questão de saber deslocar o eixo das discussões para onde eles querem deslocar.
Mas é só marketing?
Você quer um exemplo? Fome Zero. Fome Zero nunca existiu. Se você fizer uma pesquisa hoje e for avaliar o Fome Zero, a avaliação é positiva. Ou seja, tem um clima que favorece isso. Agora, em grande medida é marketing. Lembro que nos primeiros anos de administração do Lula, ele se dedicou na política econômica a acalmar o sistema financeiro. Aliás, o sistema financeiro nunca ganhou tanto dinheiro na história quanto na administração petista. Isso diz o Lula, diz todo mundo. Evidentemente não é isso que eles ostentam durante uma campanha eleitoral.
Mas o sr. disse “eles são bons de marketing, tiveram êxito…”
E a oposição não é. E eu me incluo nisso.
O sr. está traçando um futuro plúmbeo para a oposição…
A oposição tem que aprender. A oposição tem que ter um programa correto. Tem que saber apresentar, tem que saber sair das esparrelas. E, por outro lado, eu acredito que esse modelo publicitário está se esgotando.
Será?
O que aconteceu nas ruas [em junho] tem algum lado de insatisfação com esse “publicitarismo”. Grandes anúncios que não dão em nada. Se você for ver hoje a aprovação do governo Dilma vis-à-vis o grau de exibição que ela tem na mídia livre e na mídia oficial, há uma diferença grande entre a intensidade e o resultado que na prática se obtém.
O sr. vai disputar a indicação para ser o candidato a presidente pelo PSDB?
O PSDB, por acordo, ficou de decidir isso mais adiante. Em março, a partir de março do ano que vem. Tenho seguido um pouco essa decisão. Aí nós vamos ver qual é a situação.
O que eu vou fazer sempre é: me alinhar na perspectiva de fortalecer a oposição para que possa ser uma alternativa de poder no Brasil. O que eu fizer vai estar subordinado a esse critério. E fá-lo-ei, digamos, dentro do PSDB.
O sr. quase saiu do PSDB?
Era uma hipótese. Mas concluí minha análise achando que eu posso contribuir mais dentro do PSDB.
Há um acordo no PSDB sobre como definir o candidato a presidente. Quais serão os critérios?
As circunstâncias. As outras candidaturas. Hoje, nenhum partido definiu de fato. O que aconteceu com [a aliança entre] Marina Silva e Eduardo Campos era inteiramente imprevisível. O imprevisível tem um papel importante.
Em março, o desempenho em pesquisas será relevante?
Sempre é. Embora tenha que se fazer ponderações. Por exemplo, é normal que, tanto o nome da Marina quanto o meu tenha um nível mais alto que os outros, porque disputamos eleição presidencial.
Em princípio isso não é um fator decisivo. Os outros candidatos podem crescer.
Como deve ser o processo de decisão?
Terá que haver conversas entre dirigentes. Auscultar o partido. O processo não é muito definido. Formalmente, a convenção é em junho. Pela lei, é em junho.
Mas e em março?
Em março, a partir de março, se se achar que não tenha condições de maturidade para se tomar uma decisão… Veja, a ideia de março, inclusive, veio do Aécio. É uma ideia que foi colocada e me pareceu razoável. Em março a gente para e olha.
É possível uma chapa presidencial do PSDB composta com Aécio Neves e José Serra?
Nós não temos candidato ainda. Imagine escolher vice, a esta altura. Sobretudo, decidir que vice é do PSDB, é chapa pura, sem ter o quadro dos aliados já definido. Parece muito prematuro.
Prematuro e improvável ou só prematuro?
Hoje, parece pouco provável uma vez que você tem que ter os aliados definidos. Mas já tendo o esquema montado é uma questão que pode ser analisada. Mas é bem posterior. Primeiro, você tem que ter um candidato definido, depois um quadro de alianças definido. Enfim, falta coisa pela frente.
Se Aécio Neves for o candidato a presidente, o PSDB e o sr. estarão unidos em torno dele?
É a minha grande aspiração, que o PSDB esteja unido. Com quem for o candidato. E eu trabalharei para isso, não tenha dúvida.
O sr. fará campanha, de maneira incessante, a favor de Aécio Neves?
Farei, farei. Trabalharei para que a haja unidade, primeiro. E segundo, havendo unidade, para que a unidade se projete na campanha, sem dúvida nenhuma.
O sr. acha que Aécio Neves fez campanha para o sr. com a intensidade que deveria ter feito em 2010?
Ele fez campanha me apoiando e segundo a estratégia que eles adotaram em Minas Gerais, inclusive no segundo turno.
Qual estratégia?
De ganhar eleição no governo estadual. Isso sempre é um fator que se impõe. Para deixar bem claro: eu não perdi a eleição porque podia ter tido mais votos em Minas. A derrota em 2010 foi porque tudo crescia 10% -a massa de salários, o crédito ao consumo. Foi um período de euforia, com o governo Lula lá nas nuvens de avaliação.
Qual dos dois, Aécio Neves ou José Serra, estaria mais à esquerda hoje?
[Risos] Engraçada a pergunta. Acho que categoria esquerda-direita já é meio batida.
O sr. está à esquerda ou à direita de Aécio?
À direita, não estou.
À esquerda?
Depende do ângulo que se olhe. Tenho uma biografia de militância de esquerda longa. São histórias diferentes, difíceis de comparar. Não dá para comparar banana com laranja, digamos. São formações diferentes, perfis diferentes, personalidades diferentes. É muito difícil. Acho que ambos somos, para usar um termo genérico, progressistas.
Se a eleição afunilar entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, alguns tucanos dizem: “Serra ficará com Dilma”…
[risos] É brincadeira, né? É tão provável quanto esse seu iPad sair voando, batendo asas aqui no estúdio.
Não tem chance?
Não.
Se não for candidato a presidente, o que pretende fazer? Disputar uma vaga ao Senado é uma possibilidade?
Tem diversas possibilidades. Não me detive a analisar nenhuma. É um problema metodológico: se não vou resolver, não fico dando volta na cabeça com isso.
Há possibilidade de não haver nenhum representante de São Paulo com chance de ser presidente da República…
Desde 1950, a última vez que São Paulo não teve um candidato a presidente.
É motivo de desalento para São Paulo?
Não creio. Primeiro não sabemos o que vai acontecer de fato. Segundo, São Paulo não é um Estado que tenha um espírito muito regionalista. Não há ‘pátria paulista’.
O ex-presidente Lula ainda pode vir a ser candidato a presidente, em 2014?
Parece-me que sim. Quando você pega avaliações de governo, em geral não dá uma diferença grande entre a taxa de aprovação e desaprovação [para o governo Dilma]. E acima de tudo, qualquer pesquisa, de qualquer instituto, mostra também “desejo de mudança”.
Em 2010, eu estava muito à frente das pesquisas. No entanto, as próprias pesquisas diziam que o pessoal não queria mudar muito. Aquele era um indicador de que a disputa ia ser acirrada.
Agora, o indicador de que a disputa vai ser acirrada é o fato de que o pessoal quer mudança.
Por que Lula poderia substituir Dilma?
Acho que o PT não quer perder o poder de jeito nenhum. Nenhum partido quer. Mas para o PT é muito especial. Sabe por quê? Porque eles se misturaram com o poder. O PT se apossou do governo e deixou uma parte para os aliados. Toda a máquina hoje está confundida com o governo. Para eles é uma questão de sobrevivência. Eles vão fazer tudo para ganhar. Se os dados apontarem que Dilma eventualmente não seria capaz de ganhar no primeiro turno, acho que o PT não vai correr o risco. Um segundo turno para ela é arriscadíssimo.
Mas o PT ganhou outras eleições no segundo turno…
Era diferente. O quadro nacional era outro. O desejo de mudança era praticamente nenhum, pequeno. O quadro da economia era eufórico. Não acho que a economia vá afundar no ano que vem. Vai continuar esse desempenho medíocre. O quadro é outro, e o desejo de mudança é grande.
Quem é mais competitivo: Eduardo Campos ou Marina Silva?
Hoje, seria a Marina, do ponto de vista da análise política, se você for pegar a pesquisa.
Ela poderia ter para Eduardo Campos o mesmo papel que teve Lula para Dilma?
São características muito diferentes. A Marina é uma pregadora introvertida. O Lula é um pregador extrovertido. Francamente, não creio que se coloque aí um paralelo.
O sr. tem uma taxa de rejeição alta. Perdeu a eleição para prefeito em São Paulo. Esses elementos o impedem de ser o escolhido do PSDB?
A questão de rejeição eu acho normal. Disputei uma eleição nacional. Sofri muitos ataques de toda a máquina petista. Quem é preferencialmente eleitor do PT me conhece e diz: ‘O Serra, não. Ele é opositor nosso’. É uma coisa mais consistente. Não creio que essa coisa de rejeição seja algo assim tão forte e absoluto. É previsível. Da mesma maneira que tenho mais preferência que os outros também tenho mais rejeição, pelo fato de ser mais conhecido e ter tido embates duríssimos nessa.
O sr. considera então que taxa de rejeição é algo reversível durante uma campanha?
Em tese sim, seria.
Houve recentemente um caso rumoroso sobre o metrô de São Paulo. Um e-mail da empresa Siemens, indica que o sr. teria sugerido um acordo em uma licitação da CPTM para evitar disputa judiciais que atrasariam a entrega dos trens. O sr. acha correto um governador interferir em uma licitação para abaixar os preços ou acelerar o prazo?
Não. Aí o que houve foi outra coisa. Eu atuei contra o cartel porque ganhou uma empresa com um preço mais baixo e as que ganharam com um preço mais alto queriam derrubar a primeira empresa que ganhou com preço baixo. Eu disse: ‘Se derrubarem, se forem para Justiça e derrubarem, eu refaço a concorrência. Eu não vou dar para o segundo colocado’. Foi uma posição anticartel.
Mas isso não poderia ser interpretado como advocacia administrativa, porque o seu interesse, como governador, estaria acima da comissão de licitação?
Não. Estava defendendo os preços mais baixos. Tem um cartel que quer forçar aumentar preços? Faço a concorrência de novo. Nada demais. Você tem uma concorrência, alguém ganha com preço baixo. Os que tiveram preço mais alto querem derrubar aqueles que ganharam com preço baixo. Não tenho como impedir que vão à Justiça. Se ganharem e derrubarem o primeiro [colocado], não darei para o preço mais alto. Farei nova licitação, com os preços baixos antes aprovados. Ou seja, estou defendendo os cofres públicos e enfrentando o cartel, não o contrário.
O presidente da CPTM no seu governo, Sérgio Avelleda, é réu numa ação sobre uma acusação de ter restringido a competição em um contrato para manutenção das linhas. Segundo o edital, 73 empresas teriam feito consultas à CPTM sobre a licitação. No final, só 3 delas acabaram participando. Nesse caso, não houve um estímulo ao cartel?
Não acompanhei todas as licitações havidas em meu governo. Foram centenas, milhares. O que posso dizer é que o Sérgio Avelleda tem a imagem de homem correto e de um bom administrador. Foi posto na CPTM. Foi um bom presidente. Sobre esse caso, ele pode perfeitamente explicar. Eu particularmente não conheço isso.
João Roberto Zaniboni é um ex-diretor da CPTM acusado de receber propina de R$ 1,8 milhão da Alston. Era uma pessoa que o sr. conhecia na administração?
Não. Acho que ele trabalhou no período [Mário] Covas, se não me engano. Nunca ouvi falar. Nem trabalhou no meu governo, pelo que soube.
Outro tema: manifestações violentas de rua. Os governos, com suas forças de segurança, têm sido demasiadamente lenientes com esses manifestantes violentos?
Não dá para escolher entre um e outro. Tem sido um processo de aprendizado.
Fui líder estudantil de um tempo muito agitado no Brasil. Era presidente da UNE numa época que se lutava bastante. Nunca vi nada parecido, nem do nosso lado nem do lado da direita, com marcha da família etc. Nunca vi nada tão volumoso e generalizado no Brasil.
Foi uma coisa nova, não tinha acontecido antes. Ontem, estava com os meus netos. Às 8h, eu ia embora. Tinha um compromisso e falei: ‘Vou embora’. A minha neta, que tem 6 anos, virou para mim e falou: ‘Você vai numa manifestação?’. Você veja, que coisa nova. Meu neto mais novo, de 4 anos, diz “eu já vi uma manifestação”. Ou seja, é algo até que já entrou no vocabulário das criancinhas. É um fenômeno diferente.
Mas elas estão aí já há quase 4 meses…
E pegou de surpresa. Acho que pouco a pouco tem que se desenvolver um esquema que reprima a desordem, que é diferente de manifestação. Quebra-quebra, quebra de patrimônio público…
Entendo que seja uma coisa nova. Mas são cerca de 4 meses já. São Estados importantes: Rio de Janeiro e São Paulo. Já não houve tempo suficiente para que seja desenvolvida uma tecnologia para proteger quem quer se manifestar de maneira pacífica e reprimir aqueles que não querem?
Não é uma tecnologia simples. Você lida com gente, com pessoas. Você sabe que a chance de pegar, entre aspas, inocentes, no lugar de desordeiros, é muito grande. Acredito que pouco a pouco a polícia já está fazendo isso e vai fazer.
Tem algo que deveria ter feito e não fez?
Sabe o que tem que fazer? Ir identificando quem são. Porque você tem fotos, filmes etc.
Você deve ter grupo de extrema-direita, grupo de extrema-esquerda, você tem de tudo aí no meio. Acho que isso demanda uma tecnologia mais refinada.
Não tem como fazer mais rápido?
De fora, pode parecer lento, mas de dentro talvez seja muito difícil fazer mais depressa.[
FONTE: FOLHA DE S.PAULO