Adolescentes fazem arrastão e shopping fecha mais cedo em SP



Jovens marcaram um encontro por meio das redes sociais e geraram um tumulto na noite de sábado (7) no shopping Metrô Itaquera, na zona leste de São Paulo. Segundo o shopping, 6.000 jovens participaram do evento organizado pelo Facebook.
De acordo com a PM, parte do grupo participou de um arrastão na Lojas Americanas do centro comercial, mas ninguém foi detido. O shopping afirmou que foi um "fato isolado" e que "não houve arrastão dentro do estabelecimento".
Ainda segundo nota da assessoria do shopping, a Polícia Militar precisou ser acionada por volta das 19h, pois os jovens "se exaltaram". Para garantir a segurança dos lojistas e clientes, o centro comercial optou por fechar mais cedo e encerrou as atividades às 20h30.
Frequentadores relataram na página do Facebook o que presenciaram no centro de compras ontem.
"Lógico que teve furtos porque eu estava lá e eu vi quando uns 20 moleques colocaram mercadorias, como boné, dentro das calças. Não podemos tapar o sol com a peneira a verdade é que nem dentro do shopping estamos seguros", disse um dos frequentadores.
Um vendedor relatou que funcionários foram obrigados a fechar as portas e que ficaram com medo. "[O shopping] é um lugar de família não de menores querendo beber. Vários estavam com garrafas de uísque e fumando maconha lá dentro. Graças a Deus não aconteceu nada. Mesmo trancados dentro da loja, ficamos com medo. Imagina as famílias que estavam ali presente sem lugar pra correr?", questionou.
Um dos jovens que teria participado do evento chegou a postar na sua página na rede social pares tênis supostamente levados de uma loja. O caso é investigado pela polícia.
Em vídeos divulgados por esses jovens, é possível ver o grupo dançando funk no estacionamento do centro comercial. Assim que chegam os seguranças do local, um grupo chega a ameaçar e intimidar os vigias.
O shopping informou que funciona normalmente neste domingo (8).
Reprodução/Facebook
Jovens dançam funk e fazem arrastão dentro de shopping em Itaquera, na zona leste de SP; encontro foi combinado nas redes sociais

EIKE BATISTA ESTÁ COM O NOME SUJO POR CALOTE DE R$ 840.

 

Mas loja de móveis, que protestou o empresário, diz que dívida foi paga.
Também há protestos de títulos de empresas em 7 cartórios de 3 estados.

Simone Cunha e Lilian QuainoDo G1, em São Paulo e no Rio

Eike Batista, que já teve a sétima maior fortuna do mundo, está com nome "sujo" por conta de uma dívida de R$ 840 com uma loja de móveis planejados, segundo título protestado no Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro obtido pelo G1. O pagamento deveria ter sido feito em 17 de fevereiro deste ano e foi protestado em março.
A função de um protesto é apontar que houve um calote de dívidas em títulos como cheque, fatura de compra ou serviço (duplicata) ou outros documentos de dívida. Ele torna difícil fazer operações como empréstimos, financiamentos e liberação de cartões de crédito. Segundo a lei de protestos de títulos (9.492 de 1997), é o “ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida”.
Funcionários da Treselle, loja de móveis planejados que protestou o título em nome de Eike disseram que a conta já foi paga. Até a publicação desta reportagem, no entanto, o título em nome do empresário continuava sob protesto. Cabe a quem teve o título protestado informar o cartório de que a dívida foi quitada.
Por meio da assessoria de imprensa, Eike Batista disse que não iria comentar o assunto.
Gerentes e vendedores da loja contaram, em anonimato, que o filho mais velho do empresário,Thor Batista, fez a compra que resultou no nome sujo. Há cerca de um ano, um casal jovem encomendou móveis planejados da loja que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para equipar cozinha e área de serviço de uma casa no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A conta, em valor não mencionado, foi paga à vista com uma fatura em nome de Eike Fuhrken Batista.
Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)
A cozinha foi montada, mas os trilhos das gavetas ficaram danificados e Thor voltou à loja para comprar novos, que custaram R$ 840. Funcionários da loja levaram o material e a fatura à casa do Jardim Botânico, que estava em obras, e deixaram aos cuidados de operários.
sAlém de Eike, as empresas OGX e OSX, que pertencem a ele, têm, cada uma, oito títulos protestados no mesmo cartório do Rio de Janeiro. A OGX tem R$ 1,67 milhão em títulos protestados e a OSX tem R$ 280,8 mil protestados. Juntas, as duas empresas do grupo EBX que pediram recuperação judicial têm R$ 1,95 milhão protestados só neste cartório do  Rio.
Além do Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro, o G1 levantou a existência de protestos contra quatro empresas do grupo de Eike Batista em outros seis cartórios no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo: OGX, OSX, MMX e LLX.
No cartório do Rio, a maior dívida protestada é da OGX, a petrolífera do grupo, que deixou de pagar, em julho, uma duplicata de R$ 1,040 bilhão à CP+, empresa de levantamento de dados marítimos e fornecimento de soluções em meio ambiente, do grupo Suzano.
Entre os protestos da OSX, o maior é uma dívida de R$ 255,9 mil a Megawork Consultoria e Sistemas, voltada a soluções em tecnologia. A empresa de impressão corporativa Simpress protestou quatro vezes as companhias de Eike que entraram com pedido de recuperação judicial num total de R$ 9,8 mil, no cartório carioca
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STF DEVE DECIDIR NESTA SEMANA SE EMPRESA PODE FINANCIAR CAMPANHA.


OAB pede ao Supremo para julgar ilegal doação de empresas a candidatos.
Ação é o primeiro item da pauta de julgamentos do STF de quarta-feira (11).

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília

Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir na próxima quarta-feira (11) se empresas privadas podem fazer doações para candidatos e partidos políticos durante campanhas eleitorais.
Está na pauta de julgamentos do tribunal uma ação na qual a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pede que sejam declarados ilegais trechos da legislação que autorizam o financiamento de campanhas eleitorais por pessoas jurídicas.
O processo, cujo relator é o ministro Luiz Fux, é o primeiro item da pauta da sessão de quarta. Mas A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi protocolada pela OAB em 2011. A entidade pediu uma decisão liminar (provisória) para proibir que as empresas financiassem campanhas, mas Fux decidiu que o tema deveria ser avaliado em definitivo pelo plenário em razão da "inegável relevância social".
Em junho, Fux realizou audiência pública para ouvir argumentos favoráveis e contrários a doações de empresas para candidatos e partidos.
Em outubro do ano passado, a Procuradoria Geral da República enviou parecer concordando com a ação da OAB e opinando pela inconstitucionalidade do financiamento por parte de empresas.
O documento, assinado pelo ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel afirmou que "a opção legislativa pela possibilidade de doações por pessoas jurídicas permite uma nefasta cooptação do poder político pelo poder econômico".
Gurgel afirmou ainda ser contrário à regra que permite uso de recursos próprios dos candidatos durante a disputa por causar, segundo ele, "disparidade crassa entre as possibilidades competitivas e de êxito eleitoral dos cidadãos ricos e pobres".
A Procuradoria pediu que, caso o Supremo declare as normas inconstitucionais, dê prazo de 24 meses para que o Congresso Nacional faça uma nova lei sobre financiamento de campanha para não se criar uma "lacuna jurídica".
O atual procurador Rodrigo Janot deve falar em plenário sobre o tema na próxima quarta.
Em fevereiro deste ano, o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, pediu ao STF, logo após assumir o mandato na entidade, "preferência" para a análise do tema.

Cai liminar que proibia reportagens sobre acidente com Gilberto Ribeiro



Deputado estadual tinha obtido, na Justiça, decisão que proibia veiculação de reportagens sobre o processo no qual ele é acusado de ter atropelado adolescente em Piraquara



A Justiça derrubou a liminar que proibia a Gazeta do Povo de veicular notícias sobre crimes supostamente cometidos pelo deputado Gilberto Ribeiro (PSB) em um acidente de trânsito, em março de 2011. Na decisão, o juiz Maurício Doutor, da 6ª Vara Cível de Curitiba, argumenta que, a partir do recebimento da denúncia do Ministério Público (MP-PR) pela Justiça, deixa de vigorar o “sigilo processual.”
O fato de o caso correr em segredo de Justiça não impede que um jornal divulgue informações sobre a situação. Mas, neste caso, uma decisão liminar obtida em juízo pelo deputado proibia que a Gazeta do Povo veiculasse reportagens com “informações declarações, imagens, sons, comentários, notícias e afins, envolvendo o nome e o sobrenome” do deputado. Com a queda da liminar, o jornal pode colocar reportagens retiradas do ar por causa da decisão e publicar novas informações sobre o caso.

A decisão determina prazo de cinco dias para que o deputado se manifeste sobre o assunto, com possível contestação da decisão.Doutor argumenta na decisão que, antes de revogar a liminar, ele solicitou informações ao relator (do MP-PR) da denúncia sobre a vigência de segredo de justiça. O relator, segundo o juiz, respondeu que a restrição valeu apenas até o recebimento da denúncia, que ocorreu no dia 2 de setembro deste ano. Como não houve pedido de prorrogação do prazo, o juiz cita que “não há mais suporte para a manutenção da decisão concessiva da liminar, sob pena, até mesmo, de grave violação ao direito de informação e à liberdade de imprensa.”
O acidente
O acidente ocorreu na noite do dia 12 de março do ano passado na Rua João Batista Vera, no bairro Jardim Primavera, no município de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Uma caminhonete Chevrolet S10 do deputado atropelou o adolescente William Sanches da Conceição, que estava na calçada. O menino sofreu cortes na orelha e no rosto, além de escoriações pelo corpo. Na época, testemunhas disseram que quem conduzia o carro era o próprio deputado estadual.
Logo depois do caso, Christopher Douglas Kachel, funcionário do gabinete do deputado, assumiu estar dirigindo o carro. Apesar disso, o deputado passou a ser investigado e o Ministério Público do Paraná acusou o político de ter atropelado (ele estaria mesmo dirigindo o carro)a vítima e de ter prestado falsas informações no inquérito que apurava o acidente. Segundo a denúncia do MP, o parlamentar e dois assessores criaram uma versão falsa sobre o atropelamento para afastar de Ribeiro qualquer responsabilidade sobre o caso. Mesmo após a denúncia, o deputado manteve a posição de que ele não dirigia o carro no momento do acidente.
Em relação ao caso do acidente em si, O Ministério Público do Paraná, via assessoria de imprensa, informou que já apresentou a denúncia contra o deputado e que agora o processo depende da decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Fonte; Gazeta do Povo

TC vai investigar 38 licitações suspeitas da Assembleia


Concorrências com indícios de irregularidades são de 2010, quando estourou o caso dos Diários Secretos. Seis ex-servidores da Casa serão investigados. A antiga cúpula política não foi incluída

O Tribunal de Contas (TC) vai investigar 38 licitações realizadas pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em 2010. Uma auditoria de técnicos do TC levantou uma série de suspeitas de irregularidades nas concorrências públicas. A investigação envolve o período em que o diretor-geral da Assembleia era Abib Miguel, o Bibinho, e também a gestão de seu sucessor no cargo, Eron Abboud – que assumiu após a revelação, pela Gazeta do Povo e pela RPCTV, do escândalo dos Diários Secretos. No procedimento investigatório do TC, serão apuradas as responsabilidades dos dois ex-diretores e de outros quatro gestores da Assembleia. Nenhum deputado que comandou o Legislativo no período será investigado.
Entre os problemas encontrados nas licitações destacam-se a falta de pesquisa para estimar o preço de mercado dos produtos e serviços contratados; falta de indicação de verba para cobrir os custos da aquisição dos produtos e dos serviços; ausência de fundamentação legal e técnica; superficialidade na análise jurídica dos editais; e especificação dos objetos licitados com base nas propostas apresentadas pelas empresas participantes. Os técnicos do TC ainda apontaram casos de dispensa indevida de licitação.
Após 3 anos, MP ainda não fechou inquérito-crime contra deputados
Tribunal de Contas (TC) vai investigar 38 licitações realizadas pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em 2010
Os processos questionados pelo TC referem-se a serviços de publicidade e divulgação, telecomunicações e informática, reforma de instalações e manutenção, entre outros.
A investigação será feita por meio de uma tomada de contas extraordinária. O procedimento é indicado quando existe a necessidade de mensurar a extensão e os responsáveis por condutas que impliquem em danos ao patrimônio público.
O advogado de Bibinho, Eurolino Reis, disse que ainda não tomou conhecimento da decisão do TC. O advogado de Eron Abboud, Iverlei Teixeira, disse que não poderia se manifestar sobre o assunto porque desconhecia o teor da decisão.
Parlamentares
O procedimento do TC não vai apurar a responsabilidade dos deputados Nelson Justus (DEM) e Alexandre Curi (PMDB), presidente e primeiro-secretário da Assembleia, respectivamente, na época das licitações. Curi é citado no relatório preliminar da auditoria; Justus não. Em sua defesa, Curi afirmou que os atos de gestão interna da Assembleia são de competência do diretor-geral, conforme determinado pelo Decreto 52/84. O argumento dele foi aceito pela diretoria de contas estaduais e pelos conselheiros do TC, que entenderam que ele não conduzia “atos de gerência interna” da Assembleia. A decisão de abrir a investigação foi tomada pelos conselheiros, em sessão do pleno, em 31 de outubro.