Polícia Civil esclarece roubo ocorrido na Festa da Uva em Colombo - MATÉRIA 29/04/2011



 O roubo ocorrido após a realização da Festa da Uva, no município de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, no dia 14 de fevereiro, está esclarecido pela Polícia Civil. A informação foi prestada ontem pelo prefeito J. Camargo durante entrevista coletiva com a participação do delegado Irineu Portes, que comandou a investigação. Os assaltantes que sequestraram três funcionários da Prefeitura e roubaram cerca de R$ 230 mil, referentes à venda dos ingressos da festa, foram identificados e deverão ser presos nos próximos dias.
O delegado Irineu Portes disse que o roubo foi uma ação planejada
Foto: Ademar Marques
O roubo ocorrido após a realização da Festa da Uva, no município de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, no dia 14 de fevereiro, está esclarecido pela Polícia Civil. A informação foi prestada ontem pelo prefeito J. Camargo durante entrevista coletiva com a participação do delegado Irineu Portes, que comandou a investigação. Os assaltantes que sequestraram três funcionários da Prefeitura e roubaram cerca de R$ 230 mil, referentes à venda dos ingressos da festa, foram identificados e deverão ser presos nos próximos dias.


Segundo a polícia, a ação criminosa ocorreu por volta de 1h30 quando as servidoras municipais Maria Amélia Camargo Taques e Rita de Cássia Camargo Gonçalves, acompanhadas do funcionário Raimundo de Freitas Lourenço, foram dominadas por três homens armados que ocupavam um veículo Fiat Stilo, de cor preta, e exigiram que Maria Amélia os levasse até a sede da prefeitura e abrisse o cofre, caso contrário matariam a segunda vítima. Depois de aterrorizar as mulheres, os bandidos roubaram o dinheiro e empreenderam fuga tomando rumo ignorado.

O delegado titular da delegacia de Colombo, Irineu Portes, que participou de uma entrevista coletiva ao lado do prefeito J. Camargo, na tarde de ontem (28), disse que chegou aos nomes dos envolvidos através de denúncias anônimas e descobriu que os três são elementos conhecidos da Justiça pela prática de diversos crimes na região. De acordo com Portes, estão sendo procurados Leandro Crepita de Paula, foragido do sistema prisional, Antônio Josmar de Ceni Campos e Jeismir Marcondes de Souza, que tiveram suas imagens reconhecidas pelas vítimas e testemunhas.

“Sabemos que foi uma ação planejada e que contou com informações privilegiadas para acontecer. Os assaltantes sabiam exatamente quem tinha acesso ao dinheiro e ao cofre. Além disso, se valeram de pressão psicológica conseguir que o cofre fosse aberto para roubar o dinheiro”, explicou o delegado. Segundo ele, os três já estão com mandados de prisão decretados pela Justiça e estão sendo procurados. “A prisão dos três é só uma questão de tempo”, disse Portes.

O veículo
No dia seguinte ao roubo, a Polícia Civil de Colombo iniciou as diligências e descobriu que o veículo Fiat Stilo, usado no sequestro das vítimas, havia sido retirado de um estacionamento no bairro Cabral, em Curitiba. De acordo com a polícia, o veículo teria sido roubado no dia 4 de fevereiro, no bairro Batel, e teve as placas clonadas em seguida. As originais eram ARL-6460 e os assaltantes a substituíram por ARF-1653, pertencentes a um veículo idêntico que estava em uma revenda de automóveis no bairro Xaxim, na capital. Trafegando com este veículo, estavam Duchan Eduardo Fernandes, Leandro Fernandes e André Luiz de Souza, que foram presos e levados à delegacia onde foram reconhecidos por funcionários públicos e testemunhas.

Em depoimento, eles negaram que o carro fosse roubado e afirmaram tê-lo adquirido de um rapaz chamado Jhonatan por R$ 8 mil. Para o delegado, este foi um argumento falso já que foi comprovado que se tratava de um carro roubado e com placas clonadas. “Eles foram ouvidos, mas não conseguimos estabelecer uma relação deles com o sequestro e o roubo do dinheiro. Mesmo assim, serão responsabilizados por crime de receptação”, esclareceu Portes. 

Durante a entrevista coletiva, o prefeito J. Camargo disse que acredita no trabalho da polícia e que o caso está praticamente esclarecido com a identificação dos envolvidos. “Sabemos que o dinheiro dificilmente será recuperado, mas estamos confiantes no trabalho policial. Se o dinheiro foi usado na aquisição de objetos ou bens imóveis, a Justiça poderá confiscá-los e revertê-los aos cofres públicos, já que a municipalidade teve que arcar com as despesas da festa que seriam pagas com o dinheiro levado pelos assaltantes”, disse o prefeito. 

A ação criminosa
No início da madrugada do dia 14 de fevereiro deste ano, as servidoras municipais Maria Amélia e Rita Camargo foram rendidas por três homens. Elas foram abordadas, cada uma em sua camionete a uma distância de aproximadamente três quilômetros do Parque da Uva, por um veículo Fiat Stilo preto, ocupado por três homens encapuzados. Feita refém, Maria Amélia, juntamente com outro servidor municipal, foi obrigada a ir até a prefeitura enquanto outro marginal permaneceu com Rita mantendo contato com os comparsas via celular. 

Quando chegaram à prefeitura, o vigia foi dominado e Maria Amélia obrigada a abrir o cofre. Depois, saíram com as vítimas e foram ao encontro de Rita e todos foram abandonados no trevo do Atuba, próximo à BR-116, onde o veículo de uma das mulheres também foi abandonado. O outro veículo foi encontrado mais tarde no Jardim Cezar Augusto. Em depoimento na delegacia, as duas irmãs contaram que não sofreram agressões físicas. A partir daí, a Polícia Civil passou a investigar o caso. Os R$ 230 mil foram arrecadados com a venda dos ingressos durante a Festa da Uva que aconteceu nos dias 11, 12 e 13 de fevereiro. 

fonte: JORNAL METRÓPOLE