Guarda é acusado de agredir paciente dentro de UPA; versão dada à polícia é outra; assista

Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

Uma confusão generalizada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Pinheirinho, em Curitiba, na noite desta segunda-feira (15), causou medo em pacientes e funcionários. Testemunhas acusam guardas municipais de agredirem um paciente dentro da unidade. Uma das pessoas que estavam na UPA gravou alguns segundos da confusão, antes de ter o celular tomado dos guardas municipais. Os guardas envolvidos na confusão dão outra versão e alegam que tiveram que agir para conter uma briga entre pacientes. Assista abaixo um trecho da briga abaixo no vídeo que a Banda B teve acesso.
Por volta das 18 horas, segundo informações de pacientes que aguardavam atendimento, guardas municipais foram acionados na Unidade para apartar uma briga entre dois homens. Eles teriam discutido por causa de uma cadeira na sala de espera da unidade. A primeira informação de testemunhas é de que um dos guardas teria usado um cacetete para bater no paciente e provocado uma fratura exposta. Depois, a informação dos socorristas é de que o homem agredido pelos guardas teria um corte na cabeça também devido a ação de um dos guardas. Testemunhas que presenciaram os fatos, denunciaram que a força empregada pelos guardas municipais foram desnecessárias e que eles teriam sido arrogantes e truculentos.
Um homem que registrou Boletim de Ocorrência no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul) contra a ação dos guardas conversou com a Banda B. “Eles chegaram agredindo os homens em vez de separar. Inclusive bateram em crianças, mulheres que estavam lá. Um deles agrediu um rapaz que estava tentando ajudar o homem que estava caído no chão, que tinha apanhado deles”, descreveu a testemunha.
Ele registrou um vídeo (abaixo) dentro da Unidade do momento da confusão. As imagens mostram uma equipe de socorristas dentro da UPA atendendo o homem agredido e, logo em seguida, mostram um guarda arrancando o celular da mão desse paciente. “Ele tomou o celular da minha mão, jogou no chão e ameaçou sacar a arma para mim. Teve abuso de autoridade desses homens”, disse, indignado.
Outra versão
A versão da Guarda Municipal apresentada à polícia é que eles foram acionados para conter uma briga e um dos homens resistiu à abordagem. Segundo a Guarda, um homem de 32 anos teria agredido uma mulher que estava com uma criança no colo. A confusão teria começado pela disputa de uma cadeira em um dos corredores da UPA. O marido dessa mulher investiu contra o agressor e, para apartar a briga, eles foram acionados. Durante a confusão, um guarda municipal – já identificado – teria usado uma única vez o bastão contra o agressor. Nesse momento, esse homem sofreu o corte na cabeça.
Um outra pessoa envolvida na briga também teve que ser contida pelos guardas e, como resistiu à prisão inclusive chutando e quebrando a porta de vidro da UPA, teve que ser contida com mais força pelos agentes, segundo a versão apresentada na delegacia.
Guarda Municipal
A direção da Guarda Municipal disse que vai investigar o caso e, se realmente for constatada a agressão, serão tomadas as medidas cabíveis. Os guardas envolvidos podem receber desde advertência até serem exonerados do cargo. Segundo a Guarda, o uso da força não faz parte da doutrina da corporação.

Assista ao vídeo registrado pela testemunha: