Família e amigos velam Hugo Carvana no Rio


Ator morreu aos 77 anos no sábado, 4; velório acontece no Parque Lage e enterro está cremação está marcada para esta segunda

Luisa Girãodo EGO, no Rio
Velório de Hugo Carvana (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)Pedro, filho de Hugo Carvana, coloca uma faixa do Fluminense no caixão  (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)
Velório de Hugo Carvana (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)Velório de Hugo Carvana acontece no Parque Lage, na Zona Sul do Rio (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)
Hugo Carvana em 2008 (Foto: TV Globo / Fabrício Mota)Carvana em 2008 (Foto: TV Globo / Fabrício Mota)
Familiares e amigos de Hugo Carvana participaram do velório do ator e diretor neste domingo, 5, no Parque Lage, Zona Sul do Rio. A família tentou que a cerimônia acontecesse no campo do Fluminense, time de coração do Hugo, mas acabou optando pelo parque. O corpo chegou ao local por volta de 8h15 e foi recebido por Pedro, filho do ator, que vestia uma camisa do time do pai. Pedro colocou uma faixa do tricolor sobre o caixão.
"A partida do meu pai é dolorosa, mas ao mesmo tempo é uma oportunidade de celebrar o que o Carvana deixou de legado. A mania de olhar a vida com humor, alegria e com a elegância de um vagabundo errante. Tem de tentar aproveitar para olhar um pouco a figura e trazer para os dias de hoje a alma de passarinho, a inocência e leveza que ele levava a vida", disse ele, fazendo referência a uma das maiores obras de seu pai, o filme "Vai trabalhar, vagabundo".
O corpo será cremado nesta segunda-feira, 6, em cerimônia fechada para a família no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária.
O ator  estava internado desde o dia 28 no hospital Pró-cardíaco. Segundo informações da "GloboNews", o ator teve há 12 anos câncer no pulmão e, há seis meses, o câncer voltou. No dia 28, ele foi internado com um quadro de insuficiência respiratória e infecção.
Seu último papel na TV foi na minissérie "O brado retumbante". Hugo ficou conhecido por interpretar Waldomiro Pena, nos anos 80, em "Plantão de polícia", da TV Globo. Dirigiu os filmes "Vai trabalhar, vagabundo", "O homem nu" e "A casa da mãe Joana".
Carreira
Hugo começou a carreira no teatro, onde encenou "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna. Aos 18 anos, fez sua estreia nos cinemas em chanchadas. Em 1967, trabalhou ao lado de Gláuber Rocha no filme "Terra em transe" e depois repetiu a parceria nos filmes "Câncer" e "O dragão da maldade contra o santo guerreiro".

Durante a ditadura militar, começou a frequentar o Teatro Opinião, de resistência à ditadura, que o levou a militar diretamente na campanha das Diretas Já. Foi presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro, a Funarj, durante o governo de Leonel Brizola.
Pedro, filho do Hugo Carvana (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)Pedro, filho do Hugo Carvana (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)
Velório de Hugo Carvana (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)Filho ajuda a levar o caixão  (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)
Velório de Hugo Carvana (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)Cartaz do filme Bar Esperança foi colocado no local do velório (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)