Agora secretario, Francischini promete fim da “briga” entre instituições e parceria com o Gaeco


Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha
Foto: Juliano Cunha - Banda B
Foto: Juliano Cunha – Banda B

Agora secretário de Segurança Pública do Paraná, o delegado Fernando Francischini (SD) prometeu, na tarde desta segunda-feira (15), o fim da “briga” entre a Polícia Civil e o Ministério Público. De acordo com o secretario, que também é delegado da Polícia Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é um grande parceiro e tem a função de ajudar na segurança do estado. “Nossa gestão quer integração total com o Gaeco. Já conversei com o procurador-geral Gilberto Giacoia e não aceitaremos competição entre instituições”, afirmou o secretário.
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Foto: Reprodução Facebook Fernando Francischini
Durante o seu pronunciamento, o secretario prometeu ainda um incessante combate à corrupção nas polícias do estado. De acordo com ele, a administração estadual não irá aceitar nenhuma forma de desvio na conduta que venha a prejudicar as instituições. “Não vamos aceitar que uma minoria prejudique a maioria. Nesses casos só vejo duas saídas: prisão e demissão”, garantiu.
Nas expectativas para a gestão, Francischini disse que o mandato será baseada em três eixos, mas principalmente na melhoria da operacionalização da segurança no estado. “No eixo legislativo, vamos trabalhar na mudança de leis que garantam o aumento da eficiência da polícia, podendo manter policiais mesmo após 25 anos de trabalho. Espero também uma legislação que pague por produtividade, garantindo melhoria salarial para aquele que mostra efetivos resultados”, disse.
Na semana passada, o governador Beto Richa já havia confirmado que o coronel César Vinicius Kogut será o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná e o delegado-geral da Polícia Civil será o delegado Julio Reis.
Operacionalização
Por fim, o secretario Francischini ainda garantiu que sua gestão será baseada em sua experiência como delegado da Polícia Federal. “Vamos basear nosso serviço na parte operacional. Vou usar minha expertise para operacionalizar a reestruturação administrativa e iniciar uma operação muito grande de combate as drogas na fronteira”, concluiu.
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