Por 359 votos a 1, Câmara aprova cassação do deputado paranaense André Vargas


Da Redação com agências

O Plenário da Câmara aprovou, por 359 votos a 1 e 6 abstenções, o pedido de cassação do mandato do deputado André Vargas (sem partido-PR) por quebra de decoro parlamentar, conforme recomendação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. A perda do mandato terá efeitos após a publicação da resolução derivada do processo.
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Foto: Agência Câmara
Conforme o parecer do relator Júlio Delgado (PSB-MG) no Conselho, Vargas quebrou o decoro parlamentar ao ter atuado na intermediação junto ao Ministério da Saúde em favor do laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef, preso em março por participação em esquema de lavagem de dinheiro. O parecer enfatizou ainda o alto custo da alocação de aeronave usada por Vargas – cerca de R$ 105 mil –, quantia que foi financiada pelo doleiro.
Ontem (9) à noite, Vargas apresentou novo pedido à Mesa da Casa para que a sessão fosse adiada. O deputado alegou que está em recuperação de uma cirurgia odontológica e incluiu, entre os documentos, fotos com detalhes da operação. O plenário continua reunido. Como o recurso não passou pela perícia da junta médica da Câmara, a orientação é para que o presidente, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), rejeite o pedido do parlamentar paranaense.
Vargas teve o pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética em agosto. Ele foi acusado de intermediar, no Ministério da Saúde, contratos com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro. A defesa de Vargas tentou recurso para reverter a decisão da Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJ), que não acatou os argumentos do deputado.
Outra estratégia da defesa também acabou fracassada na manhã de hoje. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, relator do mandado de segurança apresentado na semana passada por Vargas, contra decisão da CCJ, negou pedido de liminar.