Bilhete premiado de Curitiba é de lotérica na Praça Osório; suspeita é que ganhador apareceu cedo


Por Elizangela Jubanski e Geovane Barreiro

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Dono de lotérica tem uma suspeita sobre a identidade do milionário. Foto: Janete Barreiro

O sortudo de Curitiba que vai embolsar cerca de R$ 56 milhões no sorteio da Mega da Virada, realizado nesta terça-feira (31), fez a aposta em uma casa lotérica no centro da cidade.  O bilhete é de Cabral Lotérico, que fica na Alameda Cabral, ao lado da Praça Osório. Uma região bem movimentada e com muitas lojas, comércios e escritórios em prédios administrativos. O valor total de R$ 224,6 milhões da Mega saiu para quatro bilhetes: Curitiba e Palotina (PR), Maceió (AL) e Teofinlândia (BA).
O dono da lotérica, Severo Marques, conversou com a Banda B e confirmou que a aposta premiada foi de R$ 2. “O sortudo vai começar 2014 com muito dinheiro no bolso. Já identificamos a aposta na nossa máquina da sorte e ela foi de R$ 2 apenas”, confirmou.
Ainda, para ilustrar a tamanha sorte do apostador, Marques calculou. “Uma aposta de R$ 10 mil com vários números, te dá a possibilidade de acertar um em cada 10 mil. Ainda sim é muito difícil, agora a cada 50 milhões. Então, realmente sorte é pra quem tem e não pra quem quer. Mas, mesmo assim, a gente tem que correr atrás dela, né?”.
Especulações
A partir de agora as especulações sobre quem é o dono do bilhete são inevitáveis. A suspeita é de um homem com cerca de 40 anos que chegou nervoso na casa lotérica antes mesmo de estar com as portas abertas. “Ele estava muito nervoso e veio perguntar se saiu para essa casa mesmo. As meninas estavam abrindo a porta de aço e ele, inclusive, ajudou a abri-la enquanto conversava com elas. É nossa única suspeita”, descreveu o proprietário.
Palotina
Em Palotina, interior do Estado, a aposta saiu para um bolão entre agricultores e comerciantes da cidade. Foram dez apostadores que amanheceram milionários na cidade que tem pouco mais de 29 mil habitantes.
Mega
O valor total do prêmio superou a estimativa inicial da Caixa Econômica Federal, que era de R$ 200 milhões. Foram vendidos mais de 104 milhões de bilhetes em todo o país. As apostas começaram no dia 11 de novembro e o total arrecadado foi de R$ 758,2 milhões. As dezenas sorteadas foram 20 – 30 – 36 – 38 – 47 – 53.

Jovem morre após ser ejetado de carro em capotamento na Estrada da Ribeira em Colombo


Por Marina Sequinel e Roberto Romanowski
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(Foto: Roberto Romanowski – Banda B)

capotamento de um Ecosport na Estrada da Ribeira causou a morte de um rapaz de 20 anos na noite desta terça-feira (31). O acidente aconteceu em Colombo, na região metropolitana de Curitiba.
Por volta das 19h30, cinco rapazes voltavam de um pesque-pague quando o condutor se perdeu e o veículo acabou capotando. Vinícius Cordeiro Gonçalves morreu após ser ejetado do carro. Ele estava no banco traseiro e não usava cinto de segurança. O outro jovem que estava com ele, também foi lançado para fora do automóvel, e ficou gravemente ferido. Ele foi encaminhado para o Hospital Cajuru.
O motorista e o passageiro do banco da frente usavam o cinto e, por isso, saíram ilesos do acidente. A informação é de que o condutor teria tirado a carteira de habilitação há cerca de três meses. O corpo de Vinícius foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Homens encapuzados trancam namoradas de vítimas no banheiro e executam trio em São José


Por Elizangela Jubanski, Roberto Romanowski e Antônio Nascimento

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Trio estava no andar superior do sobrado. Foto: RR/Banda B
Três pessoas foram assassinadas no fim da noite de quarta-feira (1º) por oito homens encapuzados que invadiram um sobrado na Rua Olavo Nunes de Almeida, no Jardim Aquarius, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O triplo homicídio foi registrado por volta das 23h40.  Carlos Henrique da Silva D’avila, 25 anos, Luis Antonio da Luz Ramos, 25 anos, e Luan Gustavo Teixeira 17 anos, morreram na hora.
De acordo com a Polícia Militar, os atiradores arrombaram a porta do sobrado, renderam duas garotas, que seriam as namoradas de dois rapazes, e as trancaram dentro de um banheiro, ainda no piso inferior. Eles ordenaram que as garotas tirassem a roupa antes de se trancarem.
Os encapuzados subiram até o primeiro andar, onde estavam os rapazes, segundo informações da PM, e pediram que eles deitassem no chão. As vítimas foram executadas com disparos de arma de fogo. As garotas conseguiram sair do banheiro e acionar o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e também a polícia.
Em entrevista à Banda B, o Soldado Célio da PM informou que os encapuzados estavam em busca de alguma coisa, possivelmente de drogas. “Eles cortaram com facas colchões, almofadas, travesseiros e parece que encontraram o que estavam procurando. Ali é conhecido como um  ponto de drogas na região”, contou.
Os corpos foram recolhidos ao Instituto Médico Legal de Curitiba. O crime será investigado pela Delegacia de São José dos Pinhais.

Pauta do STF terá temas polêmicos em 2014

O Supremo Tribunal Federal (STF) retornará aos trabalhos em 2014 com diversos temas pendentes de julgamento, como a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas; a proibição da publicação de biografias não autorizadas; e assuntos penais, como o julgamento do processo do mensalão mineiro, além dos últimos recursos da Ação Penal 470, o processo do mensalão.
Após a primeira sessão do ano, no dia 3 de fevereiro, o ministro Teori Zavascki poderá liberar o voto-vista no julgamento sobre a proibição de doações de empresas privadas para as campanhas políticas no Supremo. No dia 12 de dezembro, o julgamento foi suspenso pelo pedido de vista de Zavascki. O placar está em 4 votos a favor do fim das doações. Faltam os votos de sete ministros.
O STF também terá que decidir se os bancos devem indenizar os poupadores que tiveram perdas no rendimento de cadernetas de poupança por causa de planos econômicos Cruzado (1986), Bresser (1998), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991). O julgamento começou em novembro, mas ficou decidido que os votos devem ser proferidos em fevereiro.


Alguns dos julgamentos serão a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas; a proibição da publicação de biografias não autorizadas; e assuntos penais, como o julgamento do processo do mensalão mineiro

As decisões de diversas instâncias da Justiça que têm impedido a publicação de biografias também será definida pelo plenário da Corte. A relatora é a ministra Carmen Lúcia. Na ação, a Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) questiona a constitucionalidade dos artigos 20 e 21 do Código Civil. A associação argumenta que a norma contraria a liberdade de expressão e de informação e pede que o Supremo declare que não é preciso autorização do biografado para a publicação dos livros.
Segundo o Artigo 20 do Código Civil, “a divulgação de escritos, a transmissão da palavra ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas”.
Na pauta penal, a Corte deverá decidir se condena os envolvidos no processo do mensalão mineiro, caso que apura desvios de dinheiro público durante a campanha a reeleição do então governador de Minas Gerais e hoje deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998. Azeredo e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG) respondem às acusações no STF por terem foro privilegiado.
O relator das ações penais é o ministro Luís Roberto Barroso. Os demais acusados são processados na primeira instância da Justiça Federal em Minas Gerais.
O Supremo também julgará os embargos infringentes, recursos que faltam ser apreciados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. A decisão que for tomada poderá levar mais condenados para a prisão ou diminuir a pena dos que já foram presos.

Na sucessão estadual, apoio dos principais prefeitos está dividido



Fruet dará palanque a Gleisi em Curitiba. Richa terá aliança em Ponta Grossa e São José dos Pinhais. Situação está indefinida em outros municípios

A nove meses das eleições de 2014, o apoio dos prefeitos das grandes cidades do Paraná na campanha ao governo do estado ainda está dividido ou indefinido. Juntos, os sete maiores municípios paranaenses concentram um terço do eleitorado (33%). Os comandantes dessas cidades ainda não revelam acordos oficiais, mas devem seguir a tendência dos ajustes partidários já selados e as alianças do último pleito no estado.

A grande mudança no cenário para 2014 ocorre em Curitiba, maior colégio eleitoral do Paraná. Tradicional reduto do governador Beto Richa (PSDB), a capital impôs uma derrota a ele nas eleições municipais de 2012, quando o então prefeito Luciano Ducci (PSB), apoiado pelo tucano, não se reelegeu. Gustavo Fruet (PDT), o vitorioso, deve retribuir o apoio que recebeu da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), pré-candidata ao Palácio Iguaçu. Com o palanque na capital, ela detém a maior fatia de eleitores entre os grandes colégios do estado.
Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Josué Teixeira/ Gazeta do Povo / Marcelo Rangel e o governador Beto Richa: prefeito de Ponta Grossa já garantiu palanque para a reeleição do tucanoAmpliar imagem
Marcelo Rangel e o governador Beto Richa: prefeito de Ponta Grossa já garantiu palanque para a reeleição do tucano


Perfil do eleitorado de Richa tende a mudar, diz especialista
Em 2010, os votos nos maiores colégios eleitorais do Paraná foram decisivos para garantir a vitória do governador Beto Richa (PSDB). Na capital, município que concentra 17% do eleitorado e onde o tucano foi prefeito, ele obteve quase 67% dos votos. Em toda a região metropolitana, incluindo Curitiba, Richa fez mais de 61% dos votos. O governador também teve bom desempenho em Londrina (71%), Cascavel (53%), Ponta Grossa (63%) e Paranaguá (64%).
Já o candidato derrotado em 2010, Osmar Dias (PDT), obteve vantagem em Maringá, Foz do Iguaçu e Guarapuava. Mas nas três cidades a diferença para Richa foi pequena. Em seu domicílio eleitoral, Maringá, foram apenas sete mil votos a mais. O pedetista conseguiu votação um pouco mais expressiva em relação ao tucano em cidades pequenas ou médias, como Umuarama e Campo Mourão.
Diferença
O cientista político Luiz Domingos Costa, professor do Grupo Educacional Uninter, aposta que o cenário político de 2014 deve ser diferente em relação à eleição passada. pois Richa tem investido nas visitas aos pequenos municípios. “Ele ‘interiorizou’ o nome dele ao longo do primeiro mandato”, diz Costa. Segundo ele, é mais fácil para alguém que está governando “aparecer” nos pequenos centros. “Basta investir em políticas voltadas para essas regiões.”
Costa ainda avalia que, diferentemente do que ocorreu em 2010 com Osmar, Gleisi deve vir com força nos grandes centros urbanos. “Para ganhar, a oposição tem que jogar principalmente nos grandes contingentes eleitorais, pois há menos custos de exposição do nome. Também é onde, na maior parte das vezes, o eleitor é mais crítico”, diz.
Já o governador tucano tem o apoio confirmado do prefeito Marcelo Rangel (PPS), de Ponta Grossa – quarto maior eleitorado do estado. Também deve contar com Luiz Carlos Setim (DEM), prefeito de São José dos Pinhais, sétimo lugar em número de votantes. “Ainda não temos negociação certa, mas o meu partido está comprometido com a atual administração”, diz Setim. Somando o número de eleitores das duas cidades, porém, o eleitorado não chega a 30% do de Curitiba.
Nenhum dos postulantes ao Palácio Iguaçu terá apoio do prefeito de Londrina, o segundo maior colégio eleitoral do estado. “Não fui eleito para fazer campanha para o governo”, diz o prefeito Alexandre Kireeff (PSD).
Em Maringá – terceiro maior colégio eleitoral –, o palanque do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) deve ser ocupado pelo ex-prefeito da cidade Silvio Barros, possível candidato ao governo pelo PHS. “Ele deve aguardar a confirmação da candidatura”, diz o secretário estadual da Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), irmão de Silvio.
Já a prefeitura de Cascavel inicia o ano sem um candidato oficial ao governo. “Vou abrir as conversas a partir de março”, diz o prefeito, Edgar Bueno (PDT). O pedetista, porém, pode nem mesmo ser prefeito durante a campanha. Ele está no cargo graças a uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), concedida no último mês. O candidato derrotado em 2012, o deputado estadual Professor Lemos (PT), briga na Justiça para assumir o cargo. Ele acusa Bueno de fraude eleitoral.
Lemos, se for o prefeito, apoiará Gleisi. A situação de Bueno, porém, é mais delicada. Se seguir a tendência do partido nacionalmente, Bueno deve apoiar a petista. Porém, ele recebeu a ajuda de Richa na eleição municipal em que saiu vencedor.
Procurado pela reportagem, o prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), não foi encontrado para dizer quem apoiará na eleição. Mas o partido dele já confirmou palanque a Beto Richa no estado e Reni, quando era deputado estadual, fazia parte da base aliada do tucano.
Força dos pequenos
O cientista político Luiz Domingos Costa, professor do Grupo Educacional Uninter, diz que, apesar de importante para o palanque eleitoral do postulante ao governo do estado, o apoio de prefeitos de pequenas cidades faz mais diferença para os candidatos. “Nos grandes centros, a disputa é organizada pelos debates nos meios de comunicação; a lógica local tende a ceder lugar para a lógica estadual. Já nas pequenas cidades, onde a presença do líder é maior, existe a mediação do prefeito, que ainda possui a caricatura de ‘coronel’.”

IPI de produtos da linha branca não sobe com a chegada de 2014


1 de janeiro de 2014
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca não terá aumento a partir desta quarta-feira, (1º). O Ministério da Fazenda informou que as alíquotas, que já foram elevadas em outubro passado, serão mantidas no nível atual conforme já estava previsto.
A partir desta quarta-feira estará mais alto o IPI sobre automóveis, móveis, painéis e produtos plásticos. O IPI para máquina de lavar roupa, refrigerador e congelador está em 10% desde o dia 1º de outubro. O imposto para tanquinho está em 5% e para fogões, 4%. As alíquotas valem para produtos com eficiência energética A. Alguns itens de material de construção também estão com o imposto reduzido e não sofrem alteração neste início de ano.
Desde o início da crise financeira internacional em 2009, o governo tem usado a redução de tributos para estimular alguns setores e aumentar as vendas no varejo. A receita vem sendo repetida na tentativa de melhorar o crescimento da economia depois da crise na Zona do Euro. Por conta da queda na arrecadação e a dificuldade de fechar as contas do governo, o ministério da Fazenda vem fazendo recomposições parciais das alíquotas de IPI.
Amanhã haverá um aumento de IPI para automóveis, móveis, painéis e produtos plásticos conforme já anunciado pelo governo. As alíquotas para carros estavam reduzidas desde maio de 2012 e serão recompostas em duas etapas – a segunda será em 1.º de julho.
No caso do carro popular, com motor 1.0, a alíquota a partir de janeiro passará de 2% para 3% e, em julho, para 7%, voltando assim aos níveis normais. Para os caminhões, a decisão foi manter a alíquota em zero, em vigor desde janeiro do ano passado. No caso dos móveis, painéis e produtos plásticos, o aumento será de 3,5% para 4%. A mudança terá validade até 30 de junho do próximo ano.
FONTE: ESTADÃO