Avó e pai de Bernardo têm disputa judicial por relógio de ouro, que vale R$ 50.000,00 diz advogado



Objeto teria sido deixado na casa de Leandro quando a esposa dele ainda era viva




A avó materna e o pai de Bernardo Uglione Boldrini, menino encontrado morto em um saco plástico no Rio Grande do Sul,disputam judicialmente a posse de um relógio de ouro avaliado em R$ 50 mil. A informação é do advogado dela, Marlon Adriano Taborda. Segundo ele, Jussara Uglione reivindica desde 2010 objetos deixados na casa de Leandro Boldrini quando a filha dela, Odilaine Uglione, mãe de Bernardo, ainda era viva.
— O Leandro reteve bens pessoais da dona Jussara, um relógio Ômega de ouro, um relógio caríssimo, feito à mão, que foi do pai dela. Acho que vale uns R$ 50 mil. Houve a informação de que ele passou para outra pessoa e comprou um Vectra na época.
Segundo o advogado, os bens estavam com Odilaine porque Jussara pediu para guardá-los enquanto mudava da casa em que morava. Além do relógio, também teriam ficado na casa do casal fotos, joias, fotografias e louças vindas de Portugal. Depois da morte de Odilane, que supostamente cometeu suicídio no consultório do marido, a avó teria solicitado os objetos.
— Ele não devolveu, coisa de cinema isso aí.
O advogado Artur Adolfo Reimann defendeu Leandro Boldrini nesse processo e afirma que o cliente dele negava ter ficado com qualquer bem pertencente à ex-mulher.
— O que ela [Jussara] dizia que era dela e que estava com o genro foi entregue a ela, logo após a morte da filha. Ela reclamou o relógio, mas ele alegava que não sabia do tal relógio. 

RS: com filho desaparecido, pai e madrasta de Bernardo foram a festa e torraram R$ 1.000,00



A madrasta do menino encontrado morto no interior do Rio Grande do Sul, a enfermeira Graciele Boldrini, é suspeita de ter aplicado a injeção letal no menino. A confirmação da causa da morte ainda não foi divulgada pela perícia. Além de Graciele, estão presos o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, e uma amiga do casal, a assistente social Edelvania Wirganovicz. Foi ela quem indicou para a polícia o local onde estava o corpo de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos. Edelvânia disse ainda que a criança foi dopada antes do crime



Antes de procurar a delegacia para registrar o desaparecimento do filho, o médico Leandro Boldrini e a mulher dele Graciele Boldrini foram a uma festa, no sábado (5). Segundo o pai, Bernardo, de 11 anos, saiu de casa no dia anterior e disse que iria para um colega, mas não retornou.
Na festa, chamada Noite do Black, o casal teria gastado cerca de R$ 1.000 entre convites e bebidas, principalmente espumantes. Eles passaram a noite no local.
Apenas no domingo (6), que o cirurgião foi à delegacia comunicar o desaparecimento do menino. Uma semana depois, o corpo de Bernardo foi encontrado em outra cidade. No dia seguinte, o casal e uma amiga deles foram presos, suspeitos do crime. A amiga confessou participação e disse que ajudou Graciele. 

Incêndio criminoso que terminou em duas mortes na CIC aconteceu por erro de bandidos


Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

incendio
Foto: Bruno Henrique – Banda B
O incêndio criminoso que terminou com a morte de duas adolescentes na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) foi causado por uma ação “desastrosa” dos criminosos, segundo concluiu a Polícia Civil nesta quarta-feira (16). Segundo o delegado Danilo Zarlenga, da Delegacia de Homicídios, o crime aconteceu como forma de vingança entre grupos que agem na região, mas os autores atearam fogo na casa errada, matando as meninas ao invés do homem que matou um de seus comparas. O último suspeito, Tiago Lhiar Daniel, 19 anos, foi preso na casa da namorada na última segunda-feira (14). O crime aconteceu no último dia 16 de fevereiro na Rua Esther da Silva Florenzano.
De acordo com Zarlenga, Gabriel Holler Mendes, de 21 anos, é membro da gangue “Vila Sandra” e matou o Rafael Trindade de Freitas, de 19 anos, que é da gangue da “Ilha Bela”. “Como vingança, o grupo chefiado por Daniel foi até a casa de Mendes matá-lo. Chegando ao local, Daniel ficou esperando do lado de fora e orientou que seus comparas ateassem fogo na casa dos fundos, mas Mendes morava na casa da frente. Infelizmente a ação foi praticada pelos menores”, disse Zarlenga.
Thiago teria coordenado todo o esquema, mas ficou do lado de fora (Foto: Juliano Cunha - Banda B)
Thiago teria coordenado todo o esquema, mas ficou do lado de fora (Foto: Juliano Cunha – Banda B)
Jheniffer Lorraine de Lima, 17 anos, e Michelle Santana, 12 anos, morreram no hospital horas depois após o crime. No começo do mês de março, Cássio Marcelo Leal Júnior, 21 anos, o “Sarney”, já havia sido preso e quatro menores apreendidos pelo crime.
O delegado contou que no momento da prisão de “Sarney”, a polícia chegou a pensar que o crime teria ocorrido por ciúmes das meninas, que estariam se relacionando com rapazes de outra vila. “Foi o que inicialmente nos passaram os pais das meninas, mas com as prisões e novas diligências descobrimos que era uma briga de gangues e que elas morreram por engano”, salientou o delegado.

Pá, cavadeira e amostra de terra da cova de Bernardo passarão por perícia


Pai, madrasta e amiga são suspeitos de matar menino de 11 anos no RS.
Polícia quer comparar amostra com terra achada em carro da madrasta.




Uma amostra de terra pode ajudar a Polícia Civil de Três Passos, no noroeste do Rio Grande do Sul, a esclarecer quem enterrou o menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, em um matagal em Frederico Westphalen, cidade a 80 km de distância, no norte do estado.
O corpo do menino de 11 anos foi encontrado no local na segunda-feira (14). Ele estava desaparecido desde o dia 4 de abril. O médico Leandro Boldrini, pai do garoto, a madrasta, Graciele Ugolini Boldrini, e a amiga do casal Edelvania Wirganovicz são suspeitos do crime e estão presos temporariamente.
De acordo com a delegada Caroline Virginia Bamberg, responsável pela investigação, a Polícia Civil vai solicitar ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) que a amostra de terra retirada do local onde o garoto foi enterrado seja comparada com os resíduos de terra encontrados no carro da madrasta. O veículo da enfermeira foi apreendido pela polícia.
Nesta quarta-feira-feira (16), Caroline afirmou que vai pedir ao IGP que dê prioridade aos laudos sobre o caso. A intenção dela é concluir o inquérito em 30 dias, mas não descarta um pedido de prorrogação. “Quanto mais rápido for, melhor para nós”, afirmou a delegada.

Na terça-feira (15), a polícia também fez buscas na casa onde mora a assistente social Edelvania Wirganovicz, em Frederico Westphalen. No local, foram apreendidas uma pá e uma cavadeira manual, que podem ter sido utilizadas para escavar a cova onde o menino foi enterrado. Foi a amiga do casal quem revelou a localização do corpo, diz a polícia. As ferramentas também passarão por perícia.
A polícia também recolheu remédios na casa onde Bernardo morava com o pai, a madrasta e uma criança de um ano, filha do casal. A polícia acredita que o menino tenha sido morto com uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado pela perícia. Também é investigada a possibilidade de o menino ter sido dopado com medicamentos. “Quero ter a conclusão do que causou a morte do menino e qual substância foi usada em 20 dias”, acrescentou a delegada.

Nota Fiscal Paranaense sorteará prêmios em dinheiro


Cadastro das notas fiscais pode ser feito por telefone celular e internet, a partir de hoje

A partir desta quarta-feira (16), os consumidores paranaenses que exigirem nota fiscal de compras de bens e serviços realizados no comércio varejista do estado podem ganhar prêmios em dinheiro. A iniciativa é parte do projeto Nota Fiscal Paranaense, lançado nesta quarta-feira (16) pelo governo do estado por meio das secretarias de Estado da Fazenda (Sefa) e da Comunicação Social. A primeira fase da campanha de cidadania fiscal vai até o dia 31 de dezembro deste ano.
Para estimular o consumidor a pedir o documento fiscal - prática pouco comum no estado -, serão sorteados prêmios em dinheiro pela Loteria Federal. Até o final do ano, serão dois sorteios de R$ 10 mil por semana; dois de R$ 30 mil por mês; e mais um sorteio de R$ 100 mil a cada trimestre. O primeiro sorteio ocorre no dia sete de maio.
Para concorrer, o consumidor deve enviar, via mensagem de texto (SMS) do celular, informações do cupom fiscal como a data de emissão da nota fiscal; a Inscrição Estadual; o número da máquina emissora; e o número da ordem de operação. Os dados devem ser enviados para o número 8484. Na sequência, ele receberá uma resposta com o número do bilhete que lhe dará o direito de participar dos sorteios.
Os dados também podem ser enviados pela internet, no site www.nota.pr.gov.br. O bilhete tem validade de 90 dias e o consumidor sorteado tem até 180 dias para solicitar o prêmio em qualquer agência da Receita Estadual.
Segundo a coordenadora da campanha, Maria de Fátima Zanardini Albini, não há um limite de valor para pedir a nota - ou seja, todos os cupons fiscais cadastrados poderão concorrer aos prêmios. Além disso, pessoas de outros estados que fizerem compras em cidades paranaenses também poderão solicitar a nota fiscal e participar dos sorteios.
Com o lançamento da Nota Fiscal Paranaense, o Paraná se junta a outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraíba, que já possuem programas que incentivam as pessoas a pedirem a nota fiscal em troca de benefícios como prêmios ou acumulo de créditos que podem ser resgatados.
Em São Paulo, por exemplo, até 30% do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) pago pelos estabelecimentos é devolvido ao consumidor por meio dos créditos. Com o passar do tempo e o desenvolvimento da cidadania fiscal, o pedido nota fiscal será algo automático. Além disso, os próprios consumidores vão preferir os estabelecimentos formais para fazer suas compras, afirmou o secretário da fazenda Luiz Eduardo Sebastiani. “Naturalmente a sonegação fiscal tende a cair. Os consumidores ganham e o governo também”, disse.

Jovem é encontrado morto dentro de casa e moradores não sabem dizer o que aconteceu


Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

O jovem Ezequiel Lopes Nunes da Silva, 21 anos, foi encontrado morto dentro de uma casa na marginal da BR-116, no bairro Planta São Marcos, em São José dos Pinhais na região metropolitana de Curitiba. A vítima tinha passagem por associação ao tráfico de drogas e não era moradora da casa onde foi encontrada morta.
Os moradores deram poucos detalhes à Polícia Militar (PM). O corpo de Ezequiel foi encontrado na sala da casa, mas nenhum morador ou vizinho viu o atirador. “Aqui é um local conhecido como frequentadores de usuários de drogas e mais um jovem é morto por causa disso”, acredita o tenente Januário.
As testemunhas informaram que apenas ouviram cinco tiros e encontraram o jovem morto. O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

Curitibana prepara rua para a Copa e sobra até pro cachorro: “Vai ficar tudo verde e amarelo”


Por Luiz Henrique de Oliveira

(Fotos: Antônio Nascimento)

Como diz a famosa música: “O verde e o amarelo são as cores, que a gente pinta no coração”. Só que no caso de Silmara Iglesias, moradora no bairro Abranches, em Curitiba, não só o coração é pintado, mas sim uma quadra inteira. Tudo isso para a Copa do Mundo do Brasil, que começa no dia 12 de junho. Fanática pela seleção brasileira, ela já começou, dois meses antes, a deixar a rua em que mora com as cores do esquadrão canarinho. A brasileiríssima, que embora não pareça é filha de pais espanhóis, não poupa nem o cachorro, que desde já está vestido com a camisa do jogador Robinho.
A Banda B foi na manhã desta quarta-feira (16) conferir como anda a reforma de Silmara. O ponto de ônibus e alguns postes já está pintados, mas é só o começo do trabalho. “Já comecei, mas ainda preciso de tinta e outros materiais de construção. Eu tenho pintado tudo sozinha, apenas no fim de semana os moradores aqui da região também ajudam”, disse a torcedora, que explicou o motivo disso. “Começou na Copa de 1994 e desde então faço todos os anos, inclusive já comemorei dois títulos. É uma homenagem à seleção e a meu irmão, que morreu e era muito torcedor do Brasil, assim como eu sou”, descreveu.
Na espera de mais ajuda após a matéria no Portal da Banda B, Silmara afirmou que pretende deixar a rua em ordem em duas semanas. “Espero que São Pedro e os comerciantes ajudem. Vou pintar o asfalto de verde e amarelo e estou esperando a chegada de um Fuleco – mascote do mundial – de 1,20 m que eu pedi para ser feito”, destacou Silmara, explicando o motivo de seu cãozinho não ficar de fora dessa. “Aqui é assim, todo mundo entra no clima, durante os jogos o pessoal lota minha casa para assistir e torcer”, afirmou.
Para finalizar o papo e voltar aos trabalhos, a brasileiríssima deixou dois recados e revelou um sonho. “O primeiro é que sei dos erros na Copa, dos gastos e da vergonha, mas aqui faço tudo com boa vontade e pela nossa seleção, para torcer por ela. O segundo é que se o Brasil não ganhar, só não aceito a Argentina campeã”, disse ela, para em seguida falar sobre o sonho. “Queria acompanhar uma partida da seleção, quem sabe o da abertura da Copa, ou qualquer outro jogo, mas é bem difícil”, completou, esperando o convite de alguém.
Quem quiser ajudar Silmara com a reforma pode entrar em contato com a Banda B no telefone: 3240-7500. “Vou até fazer uma faixa agradecendo os patrocinadores de minha ideia”, concluiu a brasileira, que no calcanhar tem tatuado uma homenagem a seleção mais vezes campeã do mundo.

Prefeito é multado por nomear adolescente de 17 anos para cargo comissionado



Da Redação com TCE-PR



A nomeação de um menor de idade para ocupar cargo em comissão levou o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) a aplicar multa de R$ 1.450,98 ao atual prefeito de Cornélio Procópio, no norte do estado. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (16).
De acordo com o órgão, o prefeito Frederico Carlos de Carvalho Alves nomeou, para o cargo de chefe de Divisão, Fiscalização, Tráfego e Administração da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana . Nascido em 3 de agosto de 1995, o servidor comissionado contava, na data da nomeação, 17 anos.
A nomeação feriu o princípio da legalidade e o Artigo 7º do Estatuto dos Servidores do Município de Cornélio Procópio. O dispositivo prevê idade mínima de 18 anos para ingresso nos quadros municipais. O TCE não aceitou o argumento da Prefeitura na defesa, de que o servidor estava, na época da nomeação, legalmente emancipado para atos da vida civil. A emancipação, no entendimento da Corregedoria-Geral do Tribunal, não torna o cidadão plenamente capaz de responder por seus atos na esfera penal.

Motorista não engata freio e caminhão destroi lanchonete; mesma situação há 2 anos


Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique


O descuido de não engrenar um caminhão dentro de uma empresa de logística destruiu uma lanchonete na manhã desta quarta-feira (16), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O caminhão atravessou a Estrada da Graciosa e atingiu a frente da lanchonete. Ninguém se feriu. Essa é a segunda vez que a mesma situação acontece. O prejuízo na primeira vez foi de R$ 30 mil.
O local fica no bairro Atuba, divisa de Pinhais com Colombo. De acordo com as testemunhas, o caminhão estava parado dentro do estacionamento de uma empresa de logística esperando para ser carregado. O motorista não estava dentro do veículo quando ele começou a descer e atravessar o início da Estrada da Graciosa. O veículo atingiu em cheio a frente da lanchonete.
Um cliente que tomava café dentro do local viu o caminhão se aproximando e gritou para que a proprietária e a filha dela saíssem da cozinha. Ninguém ficou ferido.
Em 2012
Há dois anos a mesma situação aconteceu na lanchonete. Em setembro, um caminhão que aguardava para ser carregado começou a descer e atravessou a pista. A lanchonete também ficou destruída. “Não fomos ressarcidos 100%. daquele vez e agora de novo”, disse Ozias Lourenço de Jesus, que é filho da proprietária e foi até o local.

Contador é preso por fraudar declarações de imposto de renda de funcionários do alto escalão no Paraná


Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique



Um contador foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (16) acusado de fraudar declarações do imposto de renda. A ação aconteceu em conjunto com a Receita Federal na cidade de Capanema, onde o profissional mora. O escritório dele é na capital e os clientes são do mais alto escalão dos servidores públicos do Paraná.
O delegado da Receita Federal Arthur César Casella disse que mais de 400 declarações estavam fraudadas. “A grande maioria dos clientes são funcionários públicos do Paraná. Ele diminuía a base de cálculos para fraudar. São informações absurdamente erradas”, contou.
Entre os exemplos, o delegado citou a prática que o contador tinha de adicionar pessoas dependentes sem serem. “O filho já tinha 31 anos e ele declarava como se fosse adolescente. A pessoa tinha que, na verdade, pagar R$ 2 mil e ele revertia para receber R$ 4 mil. Estávamos o monitorando há tempos”, disse Casella.
O contador foi preso na cidade onde mora e trazido a sede da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida. Ele vai responder por sonegação de imposto de renda e outros crimes.

PARCEIROS DO RIM GANHA AÇÃO PARA QUE O ESTADO FORNEÇA O MIMPARA ( CINACALCET) PARA TODOS OS PACIENTES DO PARANÁ QUE ESTEJAM DENTRO DO PROTOCOLO



3 - DISPOSITIVO

Ante o exposto, com fundamento no art. 269, I, do CPC, julgo procedente o pedido, para o fim de condenar os réus a fornecerem o medicamento CLORIDRATO DE CINACALCET 30 mg a todos os pacientes renais crônicos do Estado do Paraná, vinculados ao SUS, enquanto a medicação se fizer necessária por indicação médica.

A obrigação de cada réu se dará da seguinte forma: distribuição dos remédios pelo Estado do Paraná com financiamento exclusivo pela União Federal, mediante reembolso.

Os substituídos apenas receberão a medicação mediante apresentação de receita médica atualizada (dos últimos trinta dias), em que conste o CRM do médico que prescreveu o medicamento

Sem custas e honorários advocatícios (art. 18 da Lei nº 7.347/85 e art. 128, § 5º, inciso II, 'a' da Constituição Federal).

Independente de qualquer recurso voluntário das partes, remetam-se os autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para reexame necessário.

Publique-se. Registre-se. Intime-se.

Curitiba, 25 de março de 2014.



































MARCOS ROBERTO ARAUJO DOS SANTOS
Juiz Federal











FALTAVA AMOR, NA FAMÍLIA DO MENINO MORTO PELA MADRASTA E PELO PAI

Luto, horror e protestos por justiça. A cada esquina, a cada roda de conversa, o assunto é o mesmo. Moradores de Três Passos buscam explicações para a morte do menino Bernardo Boldrini, que abalou o pequeno município da Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Inconformados, vizinhos da família comentam que a criança parecia distante do pai, Leandro Boldrini, e da madrasta, Graciele Ugolini Boldrini. Junto com Edelvania Wirganovicz, amiga do casal, eles são os principais suspeitos do crime. Os três tiveram a prisão temporária decretada e estão detidos em local não revelado pela polícia.
Vizinhas falam sobre a rotina do pai e da madrasta de Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)Ivonete Soranzo (D) e Maria Guimarães (C)
lembram rotina da família de Bernardo.
(Foto: Caetanno Freitas/G1)
O menino de 11 anos estava desaparecido desde o dia 4 de abril. O corpo dele foi encontrado enterrado em um matagal na noite de segunda-feira (14) no interior de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos. Segundo a Polícia Civil, o garoto foi morto com uma injeção letal, o que ainda deverá ser confirmado pela perícia.
Cartazes com ofensas como "monstros imundos" tapam a grade da casa onde a família mora, na Rua Gaspar Silveira Martins, no Centro da cidade. Moradores dizem não entender o porquê de tanta crueldade. Dizem que Bernardo era um menino abandonado, isolado e carente.
A gente via que era um menino abandonado. Faltava amor e carinho, isso era visível"
Ivonete Soranzo, vizinha
da família de Bernardo
"Ele era amigo do meu menino, Emanuel. Os dois brincavam juntos, ele já foi lá em casa e tudo. As pessoas da vizinhança adoravam ele, ele pingava de casa em casa, passava finais de semana na casa dos amigos", conta a vizinha da casa ao lado, Ivonete Soranzo, 36 anos. "Ninguém percebia nada de estranho, mas a gente via que era um menino abandonado. Faltava amor e carinho, isso era visível", diz.
Vizinhos contam que, depois que a mãe de Bernardo morreu, ele passou a ser "rejeitado" pela madrasta, que tem uma filha pequena com o pai dele que, desde que nasceu, sempre foi a preferida. "As pessoas nunca viam os quatro juntos. Nunca. E todo mundo comentava isso. O Bernardo foi praticamente adotado pela vizinhança", recorda Maria Guimarães, 30 anos, cuja mãe mora em frente à casa da família.
Pai é referência médica
Fachada do consultório onde o pai do menino Bernardo trabalhava em Três Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1)Fachada do consultório onde o pai do menino Bernardo trabalhava em Três Passos
(Foto: Caetanno Freitas/G1)
Quando o assunto é o pai, um renomado clínico geral da região, os vizinhos descrevem um homem calmo, gentil e educado. É considerado um profissional de referência, a quem todos procuravam para consultar. Na especialidade em que trabalha, não há melhor, dizem pacientes. A agenda estava sempre lotada.
"Ele é muito bom profissional. Não tem do que reclamar. Sempre foi o meu médico. Meu médico... nunca pensei que ele fosse se envolver numa coisa dessas", salienta, emocionada, a aposentada Celina Schwingel, 60 anos. "Ele era gente boa, um cara muito tranquilo", completa o taxista Edson Rohr, que diz ter consultado com o pai do menino "algumas vezes".
Um colega de trabalho de Leandro foi à Delegacia Regional de Três Passos nessa terça-feira para prestar um depoimento, que durou mais de duas horas. Segundo a polícia, ele pode ser uma peça-chave para o quebra-cabeça. Acompanhado da esposa, Sílvio, como foi chamado pelos investigadores, preferiu não falar com o G1.
Juiz se sentiu 'enganado'
O juiz Fernando Vieira dos Santos, 34 anos, da Vara da Infância e Juventude de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, não escondeu o abalo com a morte de Bernardo. No início do ano, ele autorizou que o garoto continuasse morando com o pai, após o Ministério Público (MP) instaurar uma investigação contra o homem por negligência afetiva e abandono familiar.
Corpo de menino desaparecido em Três Passos, RS, será enterrado em Santa Maria, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)Menino de 11 anos estava desaparecido há 10 dias
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Comovido com o caso, o juiz ressaltou ter tomado a providência padrão ao priorizar a reinserção dos vínculos familiares, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas reconheceu: jamais imaginou o desfecho trágico. "O Bernardo foi enganado. E eu me senti enganado. Assim como ele eu não sabia que ele estava sendo levado para Frederico Westphalen", disse o magistrado.
De acordo com o MP, desde novembro do ano passado o pai de Bernardo era investigado por suspeitas de negligência afetiva. Mas jamais houve indícios de agressões físicas. Em janeiro, o garoto foi ouvido pelo órgão e chegou a pedir para morar com outra família.
No início do ano, o médico pediu uma segunda chance. Com a promessa de que buscaria reatar os laços familiares com o filho, ele convenceu a Justiça a autorizar uma nova experiência. Na época, a avó materna, que mora em Santa Maria, na Região Central do estado, chegou a se disponibilizar para assumir a guarda. Porém, conforme o MP, Bernardo também concordou em continuar na casa do pai e da madrasta.
"Isso é dito no Estatuto da Criança e do Adolescente. A reinserção dos vínculos familiares é a providência padrão. Não imaginávamos que tivesse esse desfecho", enfatizou o juiz.
A decisão do magistrado também teve apoio do MP. Na ocasião, a promotora da Infância e Juventude de Três Passos, Dinamárcia Maciel, entrou em consenso com a Justiça. "Não dá pra trabalhar com o imprevisível", justificou a promotora.
Policiais fazem buscas ao corpo do menino de 11 anos desaparecido em Três Passos, RS (Foto: André B. Piovesan/Folha do Noroeste)Policiais localizaram corpo do garoto em um matagal (Foto: André B. Piovesan/Jornal Folha do Noroeste)


Velório comoveu comunidade
Após ser velado em Três Passos, o corpo de Bernardo chegou por volta das 20h a Santa Maria, na Região Central, onde reside a avó materna da família do menino. O enterro está programado para ocorrer às 10h desta quarta (16), no Cemitério Municipal de Santa Maria. O corpo será sepultado ao lado do túmulo da mãe do garoto, que morreu em 2010. Conforme a polícia, ela cometeu suicídio.
Velório do menino encontrado morto no Noroeste do Rio Grande do Sul (Foto: Cristiane Luza/Jornal Folha do Noroeste)Amigos detalharam rotina de religiosidade do
garoto (Foto: Cristiane Luza/Jornal Folha do
Noroeste)
Durante a manhã e boa parte da tarde, Bernardo foi velado no ginásio do Colégio Ipiranga, onde ele estudava, em Três Passos. A cerimônia foi marcada pela comoção de moradores do município de cerca de 24 mil habitantes.
Colegas de aula estavam presentes na cerimônia. "Mesmo diante de todo o sofrimento que passava, sempre tinha um sorriso no rosto. Ensinou pra todos que era preciso ser forte para superar todas as dificuldades", contou a estudante Angélica Rodrigues, de 12 anos, amiga de Bernardo. As aulas no Colégio Ipiranga foram suspensas até a semana que vem.
O suposto distanciamento entre Bernardo e o pai também foi destacado por famílias que conheciam o garoto. As buscas por Bernardo já haviam mobilizado a comunidade escolar. "Procuramos incansavelmente. Estamos frustrados", comentou a psicóloga do colégio, Denise Helena Escher.
A escola divulgou uma nota lamentando a "cruel morte" de Bernardo e decretou luto oficial de três dias. "O Colégio Ipiranga chora com o partir de seu aluno. O teu sorriso viverá no coração de cada um de nós que aqui estamos chocados com a forma que partiste. Bernardo, que Deus te guarde e que vivas no amor de todos os colegas e professores que rezaram e ainda rezam por ti", diz o texto.
Avó e ex-babá relatam maus-tratos
Avó materna do menino de 11 anos, a aposentada Jussara Uglione, 73 anos, disse nesta terça-feira (15) que a criança era maltratada. Segundo Jussara, o pai de Bernardo e a madrasta não permitiam que ela visitasse o garoto desde que sua filha e mãe da criança morreu.
“O menino sofria maus-tratos. Ela (madrasta) não deixava ele entrar em casa enquanto o pai não chegasse. O menino ficava sentadinho na calçada. A Justiça sabia disso porque toda a vizinhança via ele sentado na calçada”, disse Jussara. A avó vive em Santa Maria, na Região Central do estado.

Uma ex-babá do menino também afirmou que o garoto recebia pouca atenção do pai e da madrasta. A mulher trabalhou na casa da família por dois anos. "Ela sempre afastava o menino dela. Agredia com palavras", diz Helaine Marisa Wentz, ex-babá do menino.
Amigos da família disseram que Bernardo não tinha outros parentes na cidade. A mãe dele morreu em fevereiro de 2010, aos 30 anos. Segundo a Polícia Civil, a mulher cometeu suicídio com um tiro na cabeça no consultório médico do ex-marido, pai do garoto.


Caso corre em segredo de Justiça
A investigação corre em segredo de Justiça e poucos detalhes são fornecidos à imprensa. Entretanto, de acordo com a delegada, a amiga do casal relatou à polícia onde o corpo de Bernardo estava enterrado.
A Polícia Civil disse ter certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino. "Precisamos identificar o que cada um fez para a condenação", afirmou aos jornalistas. Os três estão presos preventivamente por 30 dias.
De acordo com a família, Bernardo Boldrini havia sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4 de abril, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. A mulher trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen.
"O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada", relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga da PRF. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.