Suspeito confessa ter atirado privada que matou torcedor: 'arrependido

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Advogado de Everton Santana disse que cliente 'sabia do risco'.
Paulo Ricardo da Silva morreu ao ser atingido por vaso sanitário, no Recife.

Do G1 PE

Adelson José da Silva, advogado de Everton Felipe Santana, suspeito de ter atirado vaso sanitário que matou torcedor em estádio. (Foto: Débora Soares / G1)Advogado diz que Everton Felipe Santana 'sabia o que estava fazendo, mas está arrependido' (Foto: Débora Soares / G1)
O advogado Adelson José da Silva, que assumiu a defesa de Everton Felipe Santana, 23 anos, suspeito de envolvimento na morte do soldador Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, disse que seu cliente assumiu em depoimento à polícia ter atirado o vaso sanitário do alto da arquibancada do estádio do Arruda, no Recife, na sexta-feira (2). Everton prestou depoimento por três horas, na tarde desta segunda-feira (5), na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Paulo morreu após ser atingido pelo vaso sanitário na saída do jogo entre Paraná e Santa Cruz, pela Série B do Brasileirão. Outros três torcedores ficaram feridos. Everton foi detido nesta segunda-feira pela Polícia Militar, que chegou até ele através de informações recebidas pelo Disque-Denúncia.
"Ele confessou a participação, mas não soube explicar o motivo. Ele disse que foi ao jogo com a intenção de assistir, mas deu vontade de fazer aquilo. Ele sabia do risco [de atingir alguém], mas não queria acertar ninguém. Ele já começou a colaborar com a polícia, confessando o crime. Está arrependido, com medo de retaliação, mas está disposto a pagar pelo que fez. Ele confessou o crime e demonstrou vergonha da família, vergonha dos amigos", disse o advogado.
O rapaz foi indiciado por homicídio qualificado, segundo o advogado. "Não sei qual a qualificação, deve ser motivo fútil. Ele vai passar a noite aqui e depois vai ser levado para o Cotel [centro de triagem]. Vou ver se consigo segurança para ele e vou tentar liberdade provisória ou relaxamento da prisão. Ele trabalha em uma escola, com carteira assinada, o que ajuda no pedido de liberdade provisória", comentou. Everton é auxiliar de serviços gerais.
Adelson José da Silva explicou ainda que Everton admitiu integrar uma torcida organizada, mas não informou qual. "Ele disse que agiu espontaneamente, com outros dois suspeitos. Um deles ele já conhecia e o outro, conheceu no dia mesmo. Disse que, depois que o vaso foi atirado, cada um foi para o seu lado e só souberam da morte pela imprensa", afirmou.
Suspeito de envolvimento com morte de torcedor no Recife é levado ao DHPP (Foto: Débora Soares / G1)Suspeito de envolvimento na morte de torcedor no Recife é levado ao DHPP (Foto: Débora Soares / G1)
Depoimento 
Após o depoimento de Everton no DHPP, a delegada Gleide Ângelo, titular da investigação, conversou rapidamente com os jornalistas. "Em consideração à imprensa, vim aqui dizer que não posso falar sobre o caso. Acabou o depoimento e ele vai ficar preso", limitou-se a dizer.
O pai, a irmã e um tio do jovem também estiveram na delegacia, mas não falaram com os jornalistas.
Suspeito de envolvimento com morte de torcedor no Recife é levado ao DHPP (Foto: Débora Soares / G1)Suspeito de envolvimento com morte de torcedor no Recife é levado ao DHPP (Foto: Débora Soares / G1)
Entenda o caso
Imagens gravadas na área externa do Estádio do Arruda mostram o momento exato em que os dois vasos são lançados [veja o vídeo abaixo].
Nas imagens das câmeras de segurança, ainda é possível ver os torcedores do Paraná sendo escoltados por policiais montados em cavalos. Os objetos foram arremessados de uma altura de 24 metros, de acordo com o Instituto de Criminalística (IC). O professor de física Beraldo Neto avaliou a altura e calculou que os vasos chegaram ao chão com um peso de 350 kg.
Entre os feridos devido à queda dos vasos sanitários está um jovem de 21 anos que foi operado no Hospital Getúlio Vargas (HGV) e teve alta na manhã desta segunda-feira (5). A segunda vítima recebeu alta no sábado (3). Não há informações sobre o estado de saúde do terceiro ferido.
O corpo de Paulo Ricardo foi enterrado no domingo (4), após velório na capela do Cemitério de Santo Amaro. Muita emoção marcou toda a cerimônia, que reuniu centenas de pessoas. Durante o velório, os pais do rapaz passaram mal e precisaram ser retirados do local. Paulo era soldador e trabalhava no Estaleiro Atlântico Sul.
Após o acidente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu suspender preventivamente a realização de jogos no Arruda. De acordo com nota publicada no site da entidade, o estádio ficará fechado até análise do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O presidente do Santa Cruz, Antônio Luiz Neto, afirmou que a segurança durante o jogo havia sido feita com toda prudência e que o clube também é uma vítima.
No sábado (3), a polícia ouviu um menor de idade que postou mensagens em uma rede social comemorando a morte do torcedor. Ele faria parte de uma torcida organizada do Santa Cruz. O menor prestou depoimento no DHPP e foi liberado em seguida.

Prefeitura realiza Campanha de reposição de vitaminas A+D


WEBMASTER 5 DE MAIO DE 2014

Crianças e gestantes são o público alvo da suplementação que visa combater a desnutrição

Prefeitura realiza Campanha de reposição de vitaminas A+DA Prefeitura Municipal de Colombo, por meio de uma parceria entre as secretarias da Saúde e da Educação, Cultura e Esporte começou a realizar a Campanha A+D da Saúde e da Educação, em todas as escolas da Rede Municipal de Ensino. A campanha foi inspirada na iniciativa do Governo Federal, com base nos índices de desnutrição mundial e nacional.
A prefeita Beti Pavin falou da iniciativa. “Colombo é um município que merece esta atenção, pois a alimentação, não só aqui, mas do brasileiro como um todo, é carente de nutrientes. Há um hábito de se comer muitas coisas industrializadas, quando na verdade o nosso organismo pede coisas naturais. Esta carência precisa ser revista, e neste momento a reposição das vitaminas é fundamental”, declarou Beti.
As vitaminas que serão distribuídas, A e D, atuam no organismo aumentando a resistência às infecções, favorecendo o crescimento e o desenvolvimento das crianças. O secretário da Saúde, Fernando Aguilera explicou como o trabalho será realizado. “Estaremos nas escolas treinando os professores para que repassem os frascos aos pais, junto das orientações de como ministrar o suplemento. A partir deste treinamento, quando o pai ou responsável por cada criança for retirá-la na escola, levará também para casa o frasco de vitamina, detalhou.
Prevenção
O principal objetivo da campanha é prevenir as doenças que são causadas pela falta das vitaminas A e D no organismo humano. Além dos benefícios já citados, a suplementação também fortalece os ossos, evitando o raquitismo, e os problemas de visão, consequências da falta da vitamina A, que ao ser ingerida por gestantes, também estará presente em maior concentração no aleitamento, favorecendo o bebê.
Os frascos distribuídos são a dose necessária para cada criança. Receberão as doses as crianças compreendidas na faixa etária dos seis meses aos 12 anos, matriculadas nas escolas e Centros Municipais de Ensino Infantil, e as gestantes que estiverem realizando acompanhamento médico nas Unidades Básicas de Saúde do município. A previsão é que até o próximo dia 15, todos tenham recebido o frasco de vitamina.
O diretor clínico da secretaria Municipal da Saúde de Colombo, o médico Humberto Blanco, explicou que público que não estiver referenciado nas instituições, pode procurar a Unidade de Saúde mais próxima para realizar a reposição das vitaminas. “Teremos mais de cinco mil frascos que serão distribuídos inicialmente nas escolas, e após isto, para as gestantes. Mas quem não for alcançado pela campanha, ou ainda as crianças, cujos pais sintam a carência da vitamina, podem procurar a unidade de saúde mais próxima, para pedir o acompanhamento médico e a suplementação”, finalizou Blanco.
Confira os endereços e contatos das 21 Unidades Básicas de Saúde de Colombo:
Unidade de SadeEndereçoTelefone
Alexandre NadolnyR: Brasílio Pereira, 183663-4397
Alto MaracanãR: Abel Scussiato, 883606-0024
AtubaR: Ludovico Klindinger, 1503675-9563
BacaetavaR: Estradas das Grutas, 393656-5333
CaicR: Antonio Frc Scrok, 393562-7743
CapivariR: José Carrão, S/Nº3656-5175
GuaraitubaR: Genésio Moreschi, 2573666-1372
J.D. CristinaR: Cornélio Procópio, 4113666-4103
J.D. das GraçasR: Angelo F. Dalprá, 4573606-4103
J.D. ParanáR: Florindo Berlezi, 333675-6359
J.D. OsascoR: Zacarias M. Meira, 5053606-2477
LiberdadeR: Felicio Falavinha,183562-1766
MauáR: Fortunato Taverna,1003675-8308
Monte CasteloR: Orquídeas, 7243666-9413
N.S. FátimaR: São Frcº Xavier, 023606-1507
QuitandinhaR: José Mª S.Paranhos, 783663-3041
Santa TeresaR: Colibri, 313656-6715
São DimasR: Presidente Farias, 433666-8388
São DomingosR: Ludovico Kachel, 1473621-1455
São JoséR: Atalaia, 11953666-4788
SedeR: José Leal Fontoura, 4073656-6364
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
BLOG- colombopmc.blogspot.com.br; FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo:
TWITTER: @ColomboPMC; no site oficial: www.colombo.pr.gov.br e no Instagram: @colombopmc

Briga termina com família inteira na delegacia e armas apreendidas na RMC


Da Redação com Polícia Militar

Marido, mulher e filho terminaram a madrugada deste sábado (3) na delegacia de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, após uma briga de família. Por volta da 1h, policiais receberam denúncias de que um homem estaria mantendo os filhos reféns sob a mira de uma arma dentro de casa, na Rua Rio Atuba, no bairro Emiliano Perneta.
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(Foto: Divulgação/ PMPR)
Uma viatura da Polícia Militar (PM) foi verificar a ocorrência e, na chegada, os policiais avistaram o dono da residência repassando duas armas para um menor, que se escondeu em um matagal próximo do local. O homem, de 37 anos, foi preso e o adolescente, de apenas 17, apreendido.
A mãe, de 34, descontente com a presença da viatura na porta de casa, desacatou e insultou os policiais. No fim da confusão, ela fez companhia ao marido e o filho para a delegacia do município para esclarecimento dos fatos e tomada das providências cabíveis. O motivo da briga em família não foi divulgado pela polícia.

Dupla acusada de desviar cargas de porcelana é presa em Curitiba; três seguem foragidos


Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

Quatro membros de uma quadrilha investigada pela Delegacia de Estelionatos e Desvio de Cargas (DEDC) foram presas durante investigação sobre o desvio de cargas de porcelana na região de Curitiba. Em entrevista à Banda B nesta segunda-feira (5), o delegado Matheus Laiola contou que esta foi uma investigação que teve inicio no mês de abril e um mês depois teve a quadrilha desmontada pela Polícia Civil. As prisões aconteceram entre os dias 26 e 28 de abril.
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Foto: Divulgação
Segundo o delegado, a investigação começou após a prisão de Alexandre Lourenço de Barros, 59 anos, por receptação. Com ele a polícia encontrou várias porcelanas desviadas e chegou até a empresa Fila Salvados, no bairro Pinheirinho, onde mais R$ 150 mil das porcelanas foram encontradas.
Pedro Fernando Fila, Andrei Irineu Machoski e Lincoln Tiago Wosniak foram apontados como os responsáveis pela empresa, enquanto João Rodrigo Meira e Alexandre Lourenço teria se unido ao bando para desviar duas cargas, uma com destino ao Ceará e outra a Santa Catarina.
Segundo a polícia, o motorista responsável por desviar a carga usou documento falso para não ser identificado. Alexandre e João Rodrigo foram presos no dia 26, enquanto os outros seguem foragidos. “Se condenados, os indiciados poderão pegar até 14 anos de prisão”, disse Laiola.
A DEDC segue investigando o caso.

Dois bandidos são baleados e três acabam presos após confronto policial na RMC


Por Marina Sequinel e Juliano Cunha



Dois homens foram baleados e outros três foram presos após um confronto policial em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta segunda-feira (5). A quadrilha foi flagrada ao tentar desviar uma carga roubada de eletrodomésticos na região do Jardim Ipê.
Segundo o tenente Luiz, os crimonosos tentatavam passar a carga de um caminhão de grande porte para um de pequeno quando foram abordados pela polícia. “Dois deles reagiram à voz de prisão e começaram a atirar contra os policiais, os outros três acabaram se entregando”, explicou ele em entrevista à Banda B.
Júlio Cardoso Oliveira, foi baleado no braço e Maxwell Daladona na perna. Eles foram socorridos e encaminhados para o hospital. Com os criminosos, foram apreendidos um carro Gol e um caminhão roubados. Os presos foram levados para a delegacia da cidade.

Familiares e amigos de Tayná não tem dúvidas: os quatro presos após o crime são os assassinos


Da Redação

Teve início na tarde desta segunda-feira (5) a audiência de instrução dos 21 policiais acusados de tortura contra os suspeitos de estupro e assassinato da menina Tayná Adriane da Silva. Mas, em frente ao Fórum de Colombo, familiares, amigos e policiais demonstravam uma certeza comum: a de que os quatro primeiros apontados são realmente os responsáveis pelo crime.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
De acordo com a irmã de Tayná, Márcia da Silva, é impossível não pensar na jovem todos os dias e o sentimento único é de poder ver os quatro acusados presos. “Os quatro mataram ela, temos essa certeza. Foram os presos que torturaram eles após contarem o que aconteceu e esperamos que isso seja reconhecido”, disse.
Para um dos policiais presos, todos os eles estão tranqüilos com a audiência, pois sabem que os quatro realmente mataram Tayná. “Foram 108 dias de injustiça em que eu estive preso e eles continuam sob proteção da justiça. O que eu espero é poder voltar ao trabalho o mais rápido possível”, comentou.
A mãe Cleuza da Silva também já declarou anteriormente que acredita que os responsáveis pelo crime realmente são Adriano Batista, Sérgio Amorin da Silva Filho, Paulo Henrique Camargo Cunha, e Ezequiel Batista.
A expectativa é de que a audiência leve até 15 dias.

Estudante da UFPR vítima de homofobia em show lamenta episódio: “humilhante”


Por Marina Sequinel

estudante de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR) lamenta o caso de homofobia que sofreu na última sexta-feira (2) durante o show da banda Raimundosem Santa Catarina (SC). O evento fazia parte da programação dos Jogos Universitários do curso (Jucs) e aconteceu na boate The Way, em Jaraguá do Sul.
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Depois de serem retirados da casa, o vocalista da banda pediu que eles voltassem e subissem no palco. (Foto: Reprodução)
Segundo o aluno, que preferiu não se identificar, dois seguranças teriam repreendido o casal, após um beijo gay. “A gente estava de mãos dadas, curtindo o show e, depois, logo que tentamos nos beijar, fomos empurrados por dois seguranças, que retiraram a gente do local. Nós não entendemos o que estava acontecendo, só escutamos um ‘aqui não é lugar de fazer isso’. Foi muito humilhante”, contou o rapaz à Banda B em entrevista nesta segunda-feira (5).
Depois que foram retirados da casa, eles perguntaram aos recepcionistas o motivo pelo qual teriam sido expulsos. “A mulher simplesmente respondeu que era ordem da chefia de segurança repreender homossexuais do sexo masculino. Até porque havia um casal de lésbicas do nosso lado que não sofreu nenhuma ação desse tipo”, completou o estudante.
De acordo com ele, é importante ressaltar que, em nenhum momento, a plateia os hostilizou. “Eles foram bem acolhedores com a gente e não concordaram com a ação dos seguranças. Os diretores da casa nem sabiam o que tinha acontecido e já estavam falando que a gente tinha exagerado no beijo. Mas foi falta de respeito e homofobia”, disse.
No momento em que percebeu a confusão, Digão, vocalista da banda Raimundos, parou o show e perguntou para alguém do palco o que estava acontecendo. Ao saber do ato, se dirigiu à plateia: “a gente está em 2014, na era do amor. Tragam eles de volta. Eu quero eles aqui no palco”. Em seguida, o casal subiu na estrutura, se abraçou e se beijou na frente de todos.
A casa noturna
O sócio-diretor da casa The Way, Thiago Mattos, defendeu a ação exercida pelos seguranças em entrevista ao jornal Notícias do Dia. “A informação que chegou até mim foi a de que o casal estava se beijando de forma mais quente que o normal”, afirmou.  “O segurança pediu apenas para eles pararem, darem uma circulada”, completou.
Segundo ele, o chefe de segurança guiou o casal até o palco após o pedido do vocalista da banda Raimundos. “Ele me passou este posicionamento, de que apenas um dos seguranças tinha pedido para dar uma maneirada”, afirmou. “Não temos nenhum preconceito, mas aconteceu. Agora, não sei te dizer se o segurança exagerou ou se o casal exagerou. Apenas sei que na hora mesmo tentamos resolver e foi resolvido”, ponderou.
Assista abaixo ao vídeo que mostra o momento em que o casal sobe ao palco a pedido do vocalista da banda:


Começa audiência dos policiais acusados de tortura da menina Thayná: “Uma vergonha”, diz investigador


Por Felipe Ribeiro

Dez meses após o crime que terminou com a morte da menina Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, começou no início da tarde desta segunda-feira (5) a audiência de instrução dos 21 policiais acusados de tortura contra os quatro acusados pelo crime. A expectativa é de que a audiência, que é realizada no Fórum de Colombo, leve de dez a quinze dias para ser concluída. Os policiais são acusados de abuso de autoridade, falso testemunho, tortura, estupro e lesão corporal.
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Foto: Arquivo
De acordo com o chefe de investigações da delegacia do Alto Maracanã, Rudis Eloi, que pediu para se aposentar após os três meses que ficou preso, ele pediu para sair da corporação devido a injustiça. “Eu abracei esta profissão por 32 anos e foi para mim que eles confessaram o crime, isso aqui é uma vergonha. A tortura é feita para obter uma confissão, a imprensa acompanhou toda a localização do corpo. Eles apanharam na Delegacia de Araucária porque o Adriano Batista mexeu com a filha de um dos presos na visita, então os presos o agrediram”, disse.
Outro policial acusado de tortura comemorou a chance de dar a sua versão sobre o caso. “Todo mundo sabe que foram os presos que fizeram isso, nós só queremos que nossas vidas voltem ao normal e que eu possa voltar à ativa após o julgamento”, comentou.
Em frente ao Fórum de Colombo a movimentação é intensa e todos os envolvidos no caso acompanham a audiência. Os quatro acusados (Adriano Batista, Sérgio Amorin da Silva Filho, Paulo Henrique Camargo Cunha, e Ezequiel Batista), que continuam sob a proteção do Programa de Testemunhas chegaram encapuzados ao local. O delegado Silvan Rodney Pereira também é investigado nesta audiência.
Na acusação, o Ministério Público do Paraná diz que os suspeitos confessarem ter estuprado e matado a adolescente depois de passarem por quatro dias de intensa tortura. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ouviu os quatro suspeitos.
O inquérito sobre a morte de Tayná ainda não foi concluído. O processo passou por quatro delegados e hoje o responsável pela investigação é o delegado Cristiano Quintas.

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Mulher espancada após boatos em rede social morre em Guarujá, SP


Ela foi agredida após ser acusada de praticar magia negra com crianças.
Moradores registraram vídeos mostrando a agressão e postaram na web.

Mariane RossiDo G1 Santos

Mulher morreu apos ser espancada em Guarujá, SP (Foto: Arquivo Pessoal)Mulher morreu após ser espancada em Guarujá
(Foto: Arquivo Pessoal)
A dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (5), dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social que afirmava que a dona de casa sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.
De acordo com familiares de Fabiane, após as agressões, ela sofreu traumatismo craniano e foi internada em estado crítico no Hospital Santo Amaro, também em Guarujá. Minutos após a agressão, a Polícia Militar chegou a isolar o corpo de Fabiane acreditando que ela estava morta após o espancamento. Na manhã desta segunda-feira, porém, a família recebeu a informação de que Fabiane não resistiu aos ferimentos e morreu.
O espancamento aconteceu no bairro Morrinhos no início da noite deste sábado (3). A mulher foi amarrada e agredida e, segundo testemunhas que acompanharam a agressão, os moradores afirmavam que a mulher havia sequestrado uma criança para realizar trabalhos de magia negra. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Guarujá, onde será investigado. Até o momento, ninguém foi preso. A polícia está analisando as imagens da agressão e busca identificar os envolvidos no caso.
Marido
O porteiro Jaílson Alves das Neves afirmou, em entrevista ao G1 antes de saber da morte da mulher, que a esposa era inocente. De acordo com ele, a página se confundiu ao colocar uma foto de Fabiane em seu perfil e isso motivou as agressões. “Começou com um boato na internet. Eles colocaram uma foto de uma pessoa parecida e todo mundo achou que era ela. Quando ela voltou para o bairro, a cercaram e começaram as agressões”, explica.
Sobre os agressores, Jaílson espera que a polícia identifique os criminosos por meio dos vários vídeos que foram gravados. “Quero que a Justiça seja feita. Cabe a polícia investigar. Eu não vi ninguém que eu conheço batendo nela. Vamos esperar as investigações e, acredito, os culpados serão punidos”, comenta.

Após as agressões, várias pessoas se revoltaram pelas redes sociais afirmando que Fabiane é portadora de transtorno bipolar e que jamais fez mal a crianças. Jaílson confirmou o tratamento e afirma que a esposa não é agressiva.
O caso também gerou revolta por parte dos amigos de Fabiane. Uma das vizinhas da vítima, que preferiu não se identificar, diz que nunca viu nenhum comportamento agressivo por parte da agredida. “Nunca vi ela agressiva com ninguém, nem com as próprias filhas. As pessoas acreditam em tudo e acaba acontecendo uma tragédia. Eu não estava lá no momento do espancamento, mas se estivesse, defenderia ela imediatamente”, diz.
Advogado acusa página de rede social
O advogado da vítima, Airton Cinto, foi até a casa da família neste domingo (4). Segundo ele, Fabiane é uma dona de casa que tem dois filhos. O advogado diz que Fabiane estava andando na rua quando começou a ser agredida. Algumas pessoas teriam visto, na página Guarujá Alerta, hospedada no Facebook, o retrato falado de uma mulher que estaria sequestrando crianças em Guarujá e pensaram que se tratava de Fabiane. “Ela foi espancada porque acharam que ela era uma pessoa de uma foto. Amarraram ela, arrastaram ela, levaram até o Morrinhos 4 e espancaram ela violentamente. Deixaram ela no mangue. A Polícia Militar preservou o corpo achando que ela estava morta”, afirma. Segundo ele, Fabiane não teve tempo de se defender das acusações e agressões.
O advogado comenta que o autor da página na internet ainda não foi identificado, mas entende que o site foi responsável pelo crime. “Ele divulgou que tinha uma mulher que supostamente sequestrava crianças e criou uma comoção do bairro. Nós vamos responsabilizar o site por isso. Vamos pedir a quebra do IP. Vou solicitar a prisão temporária dele e de todos que foram identificados nos vídeos”, garante o advogado.
Airton deve ir até a delegacia na manhã desta segunda-feira (5) para solicitar os vídeos feitos por moradores no momento das agressões a Fabiane. “Vamos investigar junto com o delegado. Vou para o hospital e depois para a delegacia. A situação dela é gravíssima. Foi uma barbárie cometida por uma injustiça”, lamenta.
G1 entrou em contato com o Guarujá Alerta, página responsável pela divulgação do material. Segundo os administradores da página, o Guarujá Alerta sempre alertou os seguidores de que a situação era apenas um boato. A página assume que publicou um retrato falado semelhante ao da vítima, foto que foi removida algumas horas depois. Os administradores afirmam que a página vem sendo alvo de perseguição política, já que faz graves denúncias sobre a cidade. O Guarujá Alerta afirma ainda que está aberto para qualquer esclarecimento judicial e se compromete a pedir uma perícia técnica para comprovar que nada foi apagado da página do Facebook.

Fabricantes investem em orelhões com 3G e apostam no wi-fi


Parar tentar evitar ‘desaparecimento’, tecnologia é absorvida por aparelhos.
Por dia, cerca de 120 orelhões, em média, somem das ruas do país.

Helton Simões Gomes e Thiago ReisDo G1, em São Paulo

Fábrica em que a Daruma monta seus terminais de telefonia pública, os orelhões. (Foto: Divulgação/Daruma)Fábrica em que a Daruma monta seus terminais de telefonia pública, os orelhões. (Foto: Divulgação/Daruma)
Até os orelhões se renderam e passaram a "falar" pelo celular e a acessar a rede de banda larga móvel. Se foram concebidos para funcionar conectados a uma rede física, não é surpresa que os aparelhos públicos de telefonia fixa saiam das fábricas configurados para realizar ligações por meio da rede celular 2G. Já começam a esquentar as linhas de produção, porém, aparelhos que irão operar pelo 3G, rede de banda larga móvel.

Apesar de invisíveis aos olhos dos consumidores, são chips usados por celulares que possibilitam o funcionamento desses aparelhos. Segundo fabricantes e especialistas ouvidos pelo
 G1, a guinada dos orelhões rumo à tecnologia móvel atende a um pleito das operadoras de telefonia, que buscam instalar aparelhos que não elevem seus custos de implantação.A evolução tecnológica é a saída encontrada pela indústria para se manter atraente, já que, com a redução do número de orelhões no Brasil, caem também os pedidos por novos aparelhos. Levantamento feito pelo G1 com base em dados da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) aponta que, em dez anos, o Brasil perdeu um terço de seus orelhões, uma média de 120 telefones a menos nas ruas por dia.
“As operadoras estão sendo obrigadas a atender áreas onde não há a linha física ou a linha física fica mais cara do que uma cobertura com o 2G ou 3G”, afirma o gerente de projetos especiais da fabricante de orelhões Icatel, Francisco Matulovic.
A banda larga de quarta geração não está nos planos, por enquanto. “O 4G exige uma mudança muito grande no aparelho e requer investimento. Hoje não tem essa contrapartida do mercado para investir pesado no aparelho. A gente trabalha de acordo com as necessidades das operadoras e da Anatel”, diz Giselli Farsura, executiva comericla da Urmet Daruma.
Terminal de telefonia pública, o orelhão, que usa tecnologia celular. (Foto: Divulgação/Daruma)Terminal de telefonia pública, o orelhão agora
usa tecnologia celular (Foto: Divulgação/Daruma)
Menos custos
O analista da consultoria Teleco Eduardo Tude explica que a aposta nos “orelhões-celular” “foi uma maneira que as operadoras encontraram para otimizar os gastos. As regras do plano geral de metas para a universalização estabelecem que localidades com mais de 100 habitantes devem ter um orelhão instalado. Mas a oferta de linhas telefônicas, com a instalação de infraestrutura, é obrigatória somente naquelas que possuem mais de 300 habitantes.
“Quando você tem uma localidade com mais de 100 habitantes e menos de 300, só precisa ter um orelhão lá, mas não tem que fazer uma rede de cobre. Então se você der uma solução como essa, sai mais barato”, diz Tude.
Por isso, apesar de prestarem um serviço público de telefonia fixa, alguns dos orelhões já constam das estatísticas do setor de celular. No Brasil, são 256 milhões as linhas atendidas por tecnologias 2G e 3G. Para a Anatel, a tecnologia empregada no aparelho de telefonia pública não implica em descumprimento das metas de universalização.
Orelhões-celular
Apesar de similares aos modelos convencionais, há diferenças nos “orelhões-celular”. Umas delas, segundo Matulovic, é que, como não estão conectados a uma linha de telefonia fixa, o abastecimento de energia tem de ser feito por uma bateria interna, ligada à rede elétrica. Com autonomia, ela pode manter o telefone funcionando em caso de apagões por até duas horas.
A Icatel conta com aparelhos 2G e 3G. Já a fabricante Urmet Daruma tem no portfólio, além do modelo 2G, dois telefones 3G: o orelhão acoplado é uma peça única, similar aos orelhões convencionais; já o remoto é um equipamento em que o sistema que capta o sinal do celular é mantido fora da carcaça do orelhão, podendo ficar distante até 1 km. Esse aparelho é apelidado de “montanhês” pelas operadoras. "Isso porque sobe a montanha com a interface celular para chegar mais perto do sinal", explica Gisele.
De acordo com Matulovic, os “orelhões-celular” podem custar até 50% mais devido às adaptações internas. O executivo diz que a Icatel entregou aproximadamente 400 aparelhos 3G para a Telefônica-Vivo e há mais pedidos em vista.
Tanto Icatel e Urmet Daruma têm incubados aparelhos com capacidade para serem hotspots de wi-fi e terminais multimídia, que fornecem chamadas de videoconferência e conexão à internet. A Daruma já fez testes com orelhões wi-fi em São Paulo há três anos. A pedido da Oi, a Icatel deve fazer um teste com um novo modelo wi-fi no Rio de Janeiro, no bairro do Leblon.