Maluf oferece US$ 1 milhão para não ser preso em Nova York


8 de maio de 2014
Os advogados do deputado Paulo Maluf (PP-SP) em Nova York propuseram um acordo à Promotoria daquela cidade, pelo qual Maluf pagaria uma multa de US$ 1 milhão (R$ 2,2 milhões), para se livrar de uma ordem de prisão preventiva decretada em 2007. A informação é do jornal “Folha de S.Paulo” e foi publicada nesta quarta-feira. Maluf quer voltar a viajar para o exterior sem correr o risco de ser preso, segundo a publicação.Maluf
Na proposta de Maluf, ele também entregaria um anel de sua mulher, Sylvia Maluf, avaliado em US$ 250 mil (R$ 557 mil). O anel, de rubi e diamantes, foi enviado para ser leiloado nos EUA, mas acabou apreendido por promotores.
Maluf foi incluído na lista de procurados, em 2010, a pedido da Promotoria de Nova York, após investigação conjunta de promotores brasileiros e americanos, iniciada no Brasil em 2001. Em 2007, a Justiça americana determinou a prisão de Maluf pelos crimes de conspiração, auxílio na remessa de dinheiro ilegal para Nova York e roubo de dinheiro público em São Paulo.
O deputado federal é acusado de desviar recursos das obras de uma avenida na capital paulista e remetê-los para Nova York, e em seguida para a Suíça, Inglaterra e Ilha de Jersey, um paraíso fiscal. Depois, segundo o MP paulista, parte do dinheiro era investida na Eucatex, empresa do ex-prefeito em São Paulo. Maluf nega as acusações.
De acordo com a “Folha”, esta é a segunda vez que o deputado faz uma tentativa de acordo com promotores de Nova York. Em 2009 seus advogados propuseram pagar entre US$ 13 milhões e US$ 15 milhões para acabar com a ação.No final daquele ano, a Promotoria retirou o nome de Maluf da lista da Interpol para que ele pudesse passar o final do ano na Europa.
FONTE: AGÊNCIA GLOBO

André Vargas em: rasteira no Conselho de Ética da Câmara


8 de maio de 2014
Era pra ser ontem a notificação pelo Conselho de Ética do deputado André Vargas, batizado pelos colegas de deputado lava-jato. Era, mas não foi.
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Bocão, como é conhecido por essas bandas, tinha marcado a data porque parecia ter entendido que não adianta continuar correndo do Conselho. Mas, sem surpresas, ele não cumpriu o combinado. Fugiu e continua fugindo. O deputado depois do escândalo todo envolvendo o doleiro Alberto Youssef não está lá muito preocupado com a situação vexatória de seu comportamento, com o mico que está pagando.
- Se virem….
O advogado dele, Michel Saliba, que marcou a data de quarta-feita, 07 de maio de 2014 (também conhecida como ontem) para notificação, agora deu uma banana para o Conselho e disse que os integrantes que se virem para encontrar André Vargas.
- Os nervosinhos, o espertinho e a solução
A turminha do Conselho de Ética esbraveja. André Vargas, obviamente orientado pelo defesa, faz todo mundo de bobo, cria expectativas, deixa os coleguinhas esperando e com isso empurra com a barriga (sem trocadilhos) o início do processo por quebra de decoro contra ele.
Para acabar a brincadeira de gato e rato há uma solução simples: basta publicar a notificação no Diário Oficial. Simples assim.

Pai e filho são presos com carga roubada de modeladores de cabelo no Boa Vista


Da Redação com Polícia Civil
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Pai e filho foram presos por receptação e corrupção ativa. (Foto: Juliano Cunha – Banda B)

Pai e filho foram presos na noite da última terça-feira (6) no bairro Boa Vista, em Curitiba, por receptação e corrupção ativa. Daniel de Almeida Jorge, de 40 anos, e Guilherme de Almeida Jorge, de 18, vendiam oito modeladores de cabelo que foram roubados no último dia 22 de abril.
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Dupla estava com carga de modeladores de cabelo roubados. (Foto: Juliano Cunha – Banda B)
No momento da prisão, Daniel ofereceu dinheiro aos investigadores para que eles não fossem detidos. “Eles foram presos em flagrante por receptação dolosa e o pai ainda por corrupção ativa”, explicou o delegado da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), Matheus Laiola.
Na casa de Daniel foram encontrados 392 pacotes de cigarros oriundos do Paraguai. “Todo o cigarro será encaminhado para a Receita Federal e o procedimento será comunicado à Polícia Federal, para que seja apurado o crime de contrabando”, disse Laiola.
O delegado-titular da DEDC, Marcelo Lemos de Oliveira, disse que a investigação continua. “Seguimos apurando os fatos para encontrarmos o restante da carga roubada, e para identificarmos todos os envolvidos nas situações do roubo e da receptação”, disse Oliveira.
Daniel já possui passagens policiais por roubo e porte ilegal de arma de fogo.
No Cajuru
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Renato e Orivaldo foram presos com vários cheques furtados. (Foto: Juliano Cunha – Banda B)

Na última quinta-feira (7), no Cajuru, também em Curitiba, outros dois golpistas foram presos com dezenas de cheques furtados. Renato Antunes Ferreira, de 52 anos, e Orivaldo Soler Peres, de 42, tentavam fazer compras em um mercado quando foram abordados pelos policiais.
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(Foto: Juliano Cunha – Banda B)
“Nós chegamos no mercado e encontramos os dois em atitudes suspeitas com os cheques. No momento em que iriam ser presos, eles tentaram intimidar a equipe, dizendo que se os levassem para a delegacia eles comunicariam ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por terem amigos lá. De nada adiantou e, claro, eles foram presos”, contou o delegado Laiola.
Segundo ele, em um dos golpes, os estelionatários pegaram vários cheques em branco assinados por uma só pessoa. “Somente nos meses de abril e maio houve a devolução de mais de 40 cheques sem fundos nos valores entre R$ 50 e R$ 5 mil sem que o correntista soubesse disso”, contou. Os dois já tinham passagem pela polícia por estelionato.

Câmara aprova projeto que tipifica crime de calúnia com objetivo eleitoral


Da Agência Brasil

Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (8) projeto de lei que tipifica o crime de denúncia caluniosa com finalidade eleitoral, impondo pena de prisão de dois a oito anos mais multa. A proposta segue agora para análise do Senado.
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(Foto: Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil)
Pelo texto, poderá ser criminalizado quem provocar a instauração de investigação policial, processo judicial, investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa, atribuindo a alguém a prática de crime ou ato infracional por meio de calúnia, com finalidade eleitoral.
“O Código Eleitoral não prevê a figura autônoma de denunciação caluniosa. Assim, urge que se crie uma figura qualificada”, justifica o autor da proposta, deputado Félix Mendonça Junior (PDT-BA). Segundo ele, pela atual redação, tal prática fica sujeita a penas alternativas. “Qualificando-se o crime e aumentando-se a pena mínima, tais práticas serão desestimuladas”, acrescentou.

POLICIA PRENDE MAIS UM ENVOLVIDO NA MORTE DO TORCEDOR NO ARRUDA QUE JOGOU O VASO


Suspeito é achado na cidade de Monte das Gameleiras e confessou ter jogado um dos vasos; polícia ainda procura pelo terceiro envolvido, que já foi identificado

Por Recife
segundo preso morte torcedor arruda (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Preso segundo suspeito de participar da morte de torcedor no Arruda (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)


Após prender o primeiro suspeito de participar da morte do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, atingido por um vaso sanitário ao deixar o Arruda na partida entre Santa Cruz e Paraná, a polícia deteve mais um acusado de ter participado do crime. O suspeito Luiz Cabral de Araújo Neto foi encontrado na cidade de Monte das Gamaleiras, no Rio Grande do Norte, e chegou esta manhã à sede do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
preso acusado morte arruda (Foto: Lucas Liausu)Material de organizada é encontrado na casa do suspeito preso nesta quinta (Foto: Lucas Liausu)
A prisão de Cabral foi efetuada por volta das 7h da manhã desta quinta-feira, num hospital na cidade de Monte das Gamleiras. Ele estava no local pegando alguns remédios controlados que faz uso. Assim que efetuaram a prisão, os policiais foram com o suspeito até a sua casa, na cidade de Passa e Fica, também no interior do Rio Grande do Norte, eencontraram vários materiais da principal e de outras torcidas organizadas do Santa Cruz.
De acordo com policiais que participaram da prisão, ele confessou ser responsável por jogar um dos vasos que matou o torcedor. Ainda segundo Luiz Cabral de Araújo Neto, a outra privada foi arremessada pela pessoa que ainda está foragida. Everton Felipe Santiago de Santana, que foi preso na última segunda-feira, teria ajudado a retirar os vasos e ajudado a levar até a arquibancada. A história foi confirmada no seu depoimento, que durou cerca de três horas.
A polícia chegou ao novo suspeito depois do depoimento de Everton Felipe, o primeiro a ser preso. Ele identificou o rapaz e informou onde a família dele morava. A mãe de Luiz Cabral foi encontrada na última terça-feira e informou o endereço onde o filho morava e trabalhava.   
Os policiais ainda procuram pelo terceiro envolvido no crime, que já foi identificado como Waldir Pessoa Firmo Junior. Eles devem responder por homicídio qualificado, que prevê uma pena de 12 a 30 anos. A delegada responsável pelo caso, Glêide Ângelo, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as prisões.
Advogado de Cabral revela intenção do crime
Ao fim do depoimento de Luiz Cabral de Araújo Neto, o seu advogado, Carlos Alberto Rodrigues Lima, deixou a sede do DHPP e revelou para todos o que se passou na cabeça do seu cliente para ter jogado uma privada num grupo de torcedores rivais. Segundo ele, uma possível briga em uma partida entre Santa Cruz e Sport teria sido o início de tudo.   
- Ele confessou o delito e disse que foi levado a fazer isso por uma crise com a Torcida Jovem do Sport, mais precisamente com o presidente dela, com quem teve uma briga neste ano. Ele queria se vingar, achou que teria visto o Marinho - presidente da organizada rubro-negra - no jogo e se deixou levar pela oportunidade. A intenção dele era de matar apenas o presidente.   
O advogado revelou ainda que a briga com o presidente da organizada do Sport e, mais do que isso, o assassinato do torcedor, já começa a render a Luiz Cabral novas consequências.
- Temo pela vida dele. Ele já está sendo ameaçado de morte por pessoas que estão no presídio e que estão revoltadas com esse caso.
Carlos Alberto Rodrigues Lima chegou à sede do DHPP antes até da chegada de Luiz Cabral, mas não acompanhou o depoimento do seu cliente. Segundo ele, foi uma estratégia adotada pela defesa.
Entenda o caso
Na última sexta-feira, Paulo Ricardo Gomes faleceu depois da partida entre Santa Cruz e Paraná, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Quando passava próximo ao portão 6 do Arruda, destinado à torcida visitante, ele foi atingido por um vaso sanitário jogado da parte superior da arquibancada. Além dele, outras três pessoas foram feridas, mas estão fora de perigo.
Integrante da maior torcida uniformizada do Sport, ele saiu de casa com uma missão: tirar fotos da uniformizada do Paraná - uma prática comum entre torcidas aliadas em diferentes estados. Na câmera encontrada pelos bombeiros dentro da bolsa da vítima, havia vários registros do jogo. 

Tentando atenuar a pena, o Tricolor colaborou com as investigações e disponibilizou as imagens das 16 câmeras internas do estádio para a polícia.
 Ação que fez o coronel Flávio Bione, diretor de segurança do Santa Cruz, ser ameaçado de morte.Por conta do ocorrido, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) interditou preventivamente o estádio do Arruda, obrigando o Santa Cruz a atuar nas duas próximas partidas nos Aflitos e com os portões fechados. 
Mas foi através do Disque-Denúncia que a polícia chegou ao primeiro envolvido. Everton Felipe foi preso na última segunda-feira na frente de uma escola onde trabalhava, no bairro de Ouro Preto, Olinda. Integrante da maior organizada do Santa Cruz, ele responde a processo na Justiça por porte de arma e já havia se envolvido em uma briga generalizada, no dia 6 de fevereiro, quando a equipe coral enfrentou o CRB, no estádio Rei Pelé, em Maceió, em 2013, pela Copa do Nordeste. A confusão fez o clube ser punido por três jogos de suspensão.

Ex deputado Carli Filho irá a JÚRI POPULAR


Defesa do ex-deputado pretende reverter decisão unânime do Tribunal de Justiça no STJ. Exame de alcoolemia não servirá como prova

O ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho enfrentará júri popular pela acusação de ter matado dois jovens em um acidente de trânsito em 2009, em Curitiba. Em decisão unânime, a 1.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) encontrou mais uma vez indícios de que Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade e depois de ingerir bebida alcoólica.
A defesa conseguiu, com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o caso fosse novamente julgado. Há ainda possibilidade de recursos e o advogado de defesa do ex-parlamentar, René Dotti, informou que vai novamente ao STJ para tentar reverter a derrota no tribunal local.
Os advogados das famílias de Gilmar de Souza Yared e de Carlos Murilo de Almeida – vítimas do acidente – esperam que agora o juiz da 2.º Vara do Júri de Curitiba, Daniel Surdi de Avelar, possa enfim marcar a data do julgamento. “Entendemos que não há efeito suspensivo”, afirma o advogado da família Yared, Elias Mattar Assad.
Acusação e defesa
Marcado para as 13h30, o início do julgamento atrasou apenas cinco minutos, mas começou de forma tensa. Na plateia, familiares das vítimas e os advogados de defesa do ex-deputado ficaram sentados perto uns dos outros, enquanto os assistentes de acusação Assad e Juarez Xavier Küster argumentaram pela manutenção do júri popular durante vinte minutos.
Na avaliação dos dois, as provas que existem dentro do processo comprovam que Carli Filho não se preocupou com o risco de dirigir em alta velocidade após ter bebido. “Qualquer cidadão médio tem a compreensão de que ele [Carli Filho] tinha consciência e consentiu com o resultado de morte”, afirmou Küster.
Com o mesmo tempo da acusação, Dotti e o advogado Roberto Brzezinski Neto tentaram mostrar que Carli Filho tinha a preferencial na rua em que estava e, por isso, não precisaria ter cautela. No cruzamento da Rua Paulo Gorski (por onde trafegava o carro das vítimas), com a rápida Ivo Zanlorenzi (por onde passava o ex-deputado), a preferencial era de Carli Filho, argumento desconsiderado pelos desembargadores.
“Existe uma regra de trânsito naquele cruzamento, sim ou não? Era possível quem dirigia o Honda Fit (carro em que estavam as vítimas) ver o carro vindo”, questionou Brzezinski. Ele ainda lembrou que a alta velocidade não poderia ser comprovada, uma vez que velocímetro estava zerado no momento da perícia.
Votos
O relator do caso, desembargador Telmo Cherem, ao ler sua decisão, aceitou o pedido da defesa que queria a retirada do teste de alcoolemia dentre as provas do processo. O exame, que teria registrado 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue do ex-deputado, foi feito no hospital, enquanto Carli Filho estava desacordado. Como não consentiu com o teste, ele estaria desobrigado, pela lei, a conceder prova contra si próprio. Segundo Cherem, é o primeiro caso no estado de afastamento do teste de alcoolemia, portanto, será um precedente importante para outros julgamentos futuros.
No caso do homicídio doloso eventual, Cherem, o desembargador Jonny de Jesus Campos Marques e o juiz substituto de 2.º Grau Benjamim Acácio de Moura, entenderam que não era possível as vítimas verem Carli Filho se aproximando do cruzamento. Eles contaram que foram ao local do acidente, para ver com os próprios olhos, as condições de trânsito no ponto da batida. A partir de vários fatores, como velocidade e embriaguez, os magistrados decidiram que há elementos suficientes para indicar dolo eventual do acusado.
“Há ainda muito pela frente”, diz mãe de vítima
O primeiro andar do prédio anexo ao Tribunal de Justiça do Paraná ficou lotado de pessoas que queriam saber se o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho iria a júri popular. Por volta das 13 horas, curiosos, estudantes e jornalistas se amontoavam em frente da sala de audiência da 1.ª Câmara Criminal. O primeiro da fila era o advogado de defesa René Dotti, que por mais de meia hora aguardou em pé, pacientemente, a abertura da porta. As pessoas que não conseguiram um espaço na sala de audiência acompanharam o julgamento por um telão colocado no saguão de entrada.
O desembargador Telmo Cherem, relator do processo, reforçou que, naquele momento, não estava sendo decidido se Carli Filho deveria ser condenado ou absolvido – apenas se havia indícios suficientes para levar o caso a júri popular. A sessão durou pouco menos de duas horas. A decisão – de levar Carli Filho a júri popular – provocou reações contidas. Cristiane Yared, mãe de uma das vítimas, foi abraçada por amigos e desconhecidos. “Essa é a Justiça que aprendi a amar com o meu pai que foi desembargador. Há ainda muito pela frente e não há vencedores nesse caso, mas acredito que se fez justiça”, disse. Segundo Dotti, Carli Filho e família acompanharam, a distância, o desenrolar do julgamento.
Defesa
Para Dotti, a demora no julgamento ontem e o longo voto do relator revelam a complexidade do caso e mostram que existem dúvidas sobre como o acidente aconteceu. Ele argumenta que os tribunais entendem que excesso de velocidade e embriaguez não são suficientes para caracterizar o dolo (quando a pessoa assume o risco de matar ou provocar dano). Para o advogado Roberto Brzezinski Neto, também da defesa, é preciso considerar que se não houvesse a manobra [a invasão da preferencial pelas vítimas], não haveria o acidente. Ele acredita que a questão principal não foi analisada – de que havia visibilidade [para perceber a aproximação do carro de Carli Filho] e de que a preferencial foi desrespeitada.
René Dotti argumenta que a cobertura da imprensa interfere no caso. Ele também afirma que Carli Filho sofreu consequências, como a perda do mandato de deputado estadual e sequelas do acidente, e que era uma pessoa calma, sem registro anterior de violência.

Exame
Retirada de prova isenta Carli Filho do crime de embriaguez ao volante
A retirada do teste de presença de álcool no sangue pode beneficiar Carli Filho no andamento do processo? De certa forma, sim. Mas apenas em partes. O ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho respondia a ação por dois crimes: duplo homicídio com dolo eventual (quando a pessoa assume o risco de matar) e embriaguez ao volante. O primeiro é baseado no Código Penal e o segundo, no Código de Trânsito. Para a questão do homicídio, as declarações de testemunhas, as imagens do restaurante e a própria afirmação de Carli Filho em depoimento – confirmando que havia bebido – seriam suficientes para caracterizar a conduta dolosa do réu.
Já para o crime de trânsito, a legislação é diferente. O advogado criminalista Tracy Reinaldet, mestre em Direito Penal e Ciências Criminais, explica que quando o acidente aconteceu, em 2009, a lei exigia uma prova técnica – como um teste de bafômetro ou de sangue – para confirmar a embriaguez ao volante. Só em 2012 o Congresso Nacional alterou a legislação, considerando que vídeos e depoimentos, por exemplo, dão conta de comprovar que o motorista está bêbado. Assim, Carli Filho não poderá ser acusado por embriaguez ao volante – que tem pena de seis meses a três anos de prisão –, mas não teria, em princípio, qualquer alívio no julgamento do duplo homicídio, com pena prevista de 12 até 30 anos de prisão.
Caso de Eduardo Abib
Miguel é citado em julgamento de Carli Filho
Diego Ribeiro e Katia Brembatti
Durante o julgamento que decidiu que Carli Filho deve ir a júri popular, várias vezes foi mencionado outro caso rumoroso envolvendo embriaguez e morte no trânsito. Também em 2009, Eduardo Abib Miguel dirigia supostamente embriagado quando bateu em um carro na Avenida Batel, em Curitiba. Na ocasião, quatro pessoas morreram. A defesa de Carli Filho argumentou que no recurso de Eduardo Abib Miguel, na mesma 1ª Câmara Criminal do TJ-PR, os desembargadores decidiram não mandá-lo a júri popular. Segundo Roberto Brzezinki, advogado do ex-deputado, o caso foi remetido à Vara de Trânsito de Curitiba.
O argumento da Câmara, segundo o advogado, era que não havia como comprovar que Eduardo havia bebido, portanto, não havia indício para levá-lo a júri popular. Durante a sessão de ontem, o próprio relator do caso, desembargador Telmo Cherem, afirmou que os casos são diferentes e que no episódio envolvendo o ex-deputado há outros indícios que apontam para o dolo eventual. Eduardo Abib Miguel é filho do ex-diretor geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, condenado por desvios de recursos no escândalo conhecido como Diários Secretos.

Advogados de policiais pedem a prisão do coordenador do Gaeco por coerção de testemunhas


Por Felipe Ribeiro



Os advogados que defendem os 21 policiais suspeitos de tortura no Caso Tayná pediram, na tarde desta quinta-feira (8), a prisão do promotor do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Denílson Soares de Almeida, por coerção de testemunhas. De acordo com o advogado André Homero, o promotor teria utilizado a prática contra várias testemunhas, incluindo a irmã da menina Tayná, Márcia Fernanda da Silva, mas como ele tem fórum privilegiado como promotor, apenas o Tribunal de Justiça pode definir por uma prisão de Soares.
“Várias testemunhas relataram a coerção, incluindo a Márcia que registrou um boletim de ocorrência. Segundo o relato dela, o promotor disse que não seria feita justiça com outra injustiça, buscando assim que ela mudasse de posição”, afirmou.
Questionado se essa seria uma manobra da defesa para mexer no clima da audiência, o advogado Marluz Dalledone garantiu que tudo está ocorrendo a favor da defesa no local e acusou o promotor, dele sim, estar utilizando de pressões ilegais. “Desde a investigação, todas as testemunhas tem falado que foram vítimas de coerção e isso nós não vamos admitir. Nosso papel enquanto advogados é evitar isso”, disse
O Ministério Público do Paraná, por sua vez como responsável pelo Gaeco, informou que o pedido foi feito sem nenhuma base e a conduta teve apenas o objetivo de tumultuar o processo

Abatido, Jair Oliveira é fotografado no IML de Cotia liberando o corpo do pai Jair Rodrigues


O corpo de Jair Rodrigues deixou o local no carro do serviço funerário


Corpo de Jair Rodrigues deixa o IML (Foto:  Francisco Cepeda/AgNews)
Jair Oliveira foi fotografado na tarde de quinta-feira (8) enquanto chegava ao IML, onde fez a liberação do corpo do pai, o cantor Jair Rodrigues, que morreu de manhã em sua casa localizada em Cotia, na grande São Paulo.
SAIBA MAIS

Vestindo uma roupa toda branca, o músico e cantor estava visivelmente abatido e ignorou a presença dos paparazzi. Momentos antes, a roupa que Jair Rodrigues usará no velório chegou ao local: um terno também na cor branca.
Mais cedo, Jairzinho fez uma homenagem ao pai nas redes sociais. Com uma foto dos dois no palco, durante um show, ele desabafou na legenda. "Um amor gigantesco!! Tive a honra de conviver e aprender com a alegria de um anjo!!! Estamos todos muito emocionados e tentando entender este momento e agradecemos todo o carinho prestado. E muito obrigado, meu pai, por toda sua luz! Descanse em paz", escreveu.
Momentos antes, foi Luciana Mello quem falou com carinho do pai. A cantora usou o Facebook para agradecer os recados e a solidariedade do público. "Quero agradecer, de coração, o imenso carinho que estamos recebendo! Em breve falaremos com todos. Só pedimos que respeitem nossa privacidade nesse momento tão difícil e sofrido... Muito obrigada!!", escreveu.
Jair Oliveira (Foto: Francisco Cepeda/AgNews)
Jair Oliveira (Foto: Francisco Cepeda/AgNews)
Jair Oliveira (Foto: Francisco Cepeda/AgNews)
Roupa chega ao IML (Foto: Francisco Cepeda/AgNews)

Jair Rodrigues morre aos 75 anos


Segundo produtora, cantor estava em casa, em Cotia (SP).
Ele era conhecido por sucessos como 'Disparada' e 'Deixa isso pra lá'.

Do G1, em São Paulo
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Morreu Jair Rodrigues, aos 75 anos, de infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor. O corpo foi encontrado na sauna da casa em que Jair morava, em Cotia (SP), na manhã desta quinta-feira (8), e seguiu para o Instituto Médico Legal no começo da tarde. O velório será na Assembleia Legislativa, em São Paulo, por volta das 19h.

Iraci dos Santos, amiga da família, disse ao
 G1que seu filho Alex Dorival, afilhado de Jair, estava na casa do cantor na noite desta quarta. Segundo ela, Jair se despediu e foi para a sauna por volta de 22h. Iraci contou que Jair foi encontrado morto nesta manhã, na sauna.O enterro está marcado para o Cemitério do Morumbi na sexta-feira (9). Segundo uma empregada doméstica de Jair, ele foi dormir normalmente na noite da quarta-feira. A funcionária não quis informar se ele estava sozinho em casa. "Está todo mundo desesperado, porque ninguém estava esperando", disse ela ao G1.
arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)
Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.
Em 1962, gravou aquele que é considerado seu registro de estreia, um disco de 78 rotações. Segundo o perfil, duas das músicas, "Brasil sensacional" e "Marechal da vitória", tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, que foi vencida pela seleção brasileira.
Em 1964, gravou seus dois primeiros LPs, "Vou de samba com você" e "O samba como ele é". Seu maior sucesso no período foi a música "Deixa isso pra lá", tida como precursora do rap no Brasil.
Marcada pelo movimento característico das mãos de Jair Rodrigues, a faixa foi regravada em 1999 em parceria com o grupo Camorra, diz o perfil.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a colaboração em 1965 e lançaram o disco ao vivo "Dois na bossa".
A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa "O Fino da Bossa", que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série "Dois na bossa".

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da carreira de Jair Rodrigues.
Ele concorreu com "Disparada", escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros). Na final, dividiu o primeiro lugar com "A banda", composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.
Em 1975, nasceu Jair Oliveira, o Jairzinho. Foi estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB.
Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical.
Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora.
Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, "Samba mesmo", que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG).
O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demontrando a típica alegria e vitalidade. Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de "Romaria", conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: "Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa".
Jair Rodrigues posa para foto em sua casa em Cotia  em 2009 (Foto: Guilherme Lara Campos/Folhapress)Jair Rodrigues posa para foto em sua casa em Cotia em 2009 (Foto: Guilherme Lara Campos/Folhapress)
Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual o corpo do cantor será velado (Foto: G1)