Delcon fecha depósito irregular de mel






Policiais civis da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), em conjunto com fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária e Vigilância Sanitária descobriram, na última terça-feira (3), um imóvel localizado no Boa Vista, em Curitiba, utilizado para envasar ilegalmente mel e produtos apícolas. Foram apreendidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária aproximadamente 08 (oito) toneladas de mel e produtos apícolas que serão analisados se há componentes cancerígenos e posteriormente destruídos.

Segundo o delegado-titular da Delcon, Renato Coelho de Jesus, há dias policiais civis realizavam investigações visando descobrir se o imóvel era utilizado para envase de mel e de produtos apícolas sem autorização legal. Previamente, com apoio de fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária, descobriu-se que o proprietário da residência não possuía licença para supostamente envasar qualquer tipo de substância apícola. “Durante as diligências foi possível notar grande quantidade de abelhas sobrevoando o pátio do imóvel e chegando até mesmo a entrar em outras casas da vizinhança”, disse o delegado.

Por se tratar de imóvel residencial, a Delcon representou perante a 10.ª Vara Criminal de Curitiba pela expedição de mandado de busca e apreensão. Na manhã de terça, a força-tarefa cumpriu a ordem de busca e apreensão e se surpreendeu com o que encontrou. “No local foi constatado que havia produção de mel, produtos apícolas e indícios de utilização de instalações domésticas para receber, armazenar, beneficiar, industrializar, envasar e rotular mel e produtos apícolas”, contou Jesus. 

O proprietário do local, Helder José Bandeira, não tinha registro em nenhum órgão específico de fiscalização sanitária, licença para funcionamento e manipulação de produtos de origem animal, representando grave risco à saúde pública.

Além disso as condições de higiene e sanitárias eram muito precárias, estrutura inadequada para a atividade comercial de produção de mel. Grande quantidade de produtos de origem animal estavam sendo envasados e armazenados no chão e de forma desorganizada. “As condições estavam totalmente irregulares, com falta de higiene, piso sujo, local com pertences pessoais e móveis domésticos na mesma área de produção de mel”, lembrou. 

Por não possuir licença sanitária para a atividade de produção de mel e derivados os produtos são considerados impróprio para o consumo. Helder José Bandeira foi autuado em flagrante delito por ter em depósito produto impróprio para o consumo previsto na Lei 8.137/90. Após pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil foi solto para responder o processo em liberdade. “Se comprovado que os produtos contém substâncias cancerígenas irá também responder por crime contra a saúde pública”, salientou o delegado.

Senado aprova lei que proíbe castigo físico contra crianças ( LEI DA PALMADA )


Texto não cria punição criminal, mas prevê acompanhamento de agressor.
Proposta foi aprovada depois de quatro anos em tramitação no Congresso.

Felipe NériDo G1, em Brasília
Xuxa com senadores e a ministra Ideli Salvatti após a aprovação do projeto da Lei da Palmada (Foto: Felipe Néri / G1)Xuxa com senadores e a ministra Ideli Salvatti após a aprovação do projeto da Lei da Palmada (Foto: Felipe Néri / G1)
O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto de lei que proíbe pais e responsáveis legais de baterem em crianças e adolescentes. Chamada informalmente de Lei da Palmada, depois rebatizada como Lei Menino Bernardo, a proposta estabelece que os pais que agredirem fisicamente os filhos sejam encaminhados a cursos de orientação e a tratamento psicológico ou psiquiátrico, além de receberem advertência.
Com a aprovação no Senado, a matéria cumpriu a etapa de tramitação no Congresso e agora seguirá agora para sanção presidencial.
O projeto não impõe punição criminal para quem cometer agressão física contra menores de 18 anos. Também não especifica que tipo de advertência pode ser aplicada aos responsáveis. Fica definido, no entanto, que cabe ao Conselho Tutelar receber denúncias e estabelecer punição com multa de 3 a 20 salários aos profissionais do poder público, como professores e médicos, que tiverem conhecimento de casos de agressão e se omitirem.
As crianças e os adolescentes agredidos, segundo a proposta, passam a ser encaminhados para atendimento especializado. O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para incluir trecho que estabelece que os menores de 18 anos devem ser "educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante" como formas de correção ou disciplina.
Lei define 'castigo físico' como ação punitiva ou disciplinar com força física que leve a sofrimento físico ou lesão; 'tratamento cruel ou degradante' é aquele que humilha, ameaça gravemente ou ridiculariza a criança
A matéria define como “castigo físico” qualquer “ação punitiva ou disciplinar” com emprego de força física que resulte em sofrimento físico ou lesão, enquanto “tratamento cruel ou degradante” é definido como aquele que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança.
Há duas semanas, a proposta foi rebatizada na Câmara de Lei da Palmada para Lei Menino Bernardo, em homenagem ao garoto Bernardo Boldrini, de 11 anos, encontrado enterrado em um matagal no interior do Rio Grande do Sul. A madrasta e o pai de Bernardo são suspeitos de envolvimento no homicídio.
De acordo com a relatora da proposta na Comissão de Direitos Humanos do Senado, senadora Ana Rita (PT-ES), pela proposta, crianças vítimas de maus tratos ou adultos que sejam testemunhas de casos de agressão devem relatar o caso ao Conselho Tutelar.
"Dependendo da situação, a polícia deve ser procurada. Mas a ideia não é penalizar, é encaminhar os pais para acompanhamento, para fazerem curso, ou para atendimento médico e psicológico. Não é uma lei de punição, mas para contribuir para uma sociedade com pessoas mais tolerantes e que não sejam agressivas", disse Ana Rita.

“Essa lei é só para impedir que [pais] usem a violência, só isso. Pode educar de qualquer maneira, mas sem o uso da violência. Mas ninguém vai prender ninguém. Se eu der uma palmada, eu vou ser presa? Não, de maneira nenhuma. [A ideia] é apenas para mostrar que as pessoas podem ensinar e educar sem usar a violência”, declarou
.Xuxa no Senado
A sessão desta quarta foi acompanhada pela apresentadora da TV Globo Xuxa Meneghel, que chegou ao Senado nesta tarde ao lado presidente do Senado, Renan Calheiros. Xuxa assistiu à votação de cima da tribuna do plenário, sentada entre Renan e a ministra da Cultura, Marta Suplicy. A apresentadora já havia ido à Câmara no dia em que o projeto foi aprovado pelos deputados federais.
Votação polêmica
Aprovado na Câmara no último dia 21, a votação no Senado quase foi adiada depois de extensa discussão na Comissão de Direitos Humanos do Senado a tarde desta quarta. Foi preciso que Renan Calheiros comparecesse ao colegiado para fazer apelo pela apreciação do projeto.
Renan precisou intermediar a votação do projeto porque o senador Magno Malta (PR-ES) pediu vista (mais tempo para analisar o caso) durante a discussão da proposta na comissão. O parlamentar do Espírito Santo alegou que a Casa teve pouco tempo para discutir o texto aprovado na última semana pela Câmara. A maioria dos membros da comissão acabou aprovando o projeto depois de decidirem manter a data da votação.
Polêmica na Câmara
A tramitação do projeto também gerou polêmica na Câmara dos Deputados. Após inúmeros adiamentos por pressão da bancada evangélica, o texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa em 21 de junho. Lá também foi preciso a intervenção do presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para fechar um acordo com os evangélicos.
Na ocasião, Xuxa foi hostilizada durante a sessão da CCJ pelo deputado Pastor Eurico (PSB-PE). O parlamentar questionou a participação da apresentadora na comissão e mencionou o filme Amor Estranho Amor, de 1982, em que Xuxa contracena com um garoto de 12 anos que é seduzido por ela no filme.
Sem autorização para usar os microfones do plenário, a apresentadora respondeu ao parlamentar do PSB fazendo um coração com as mãos.

Denarc Metropolitana coloca 14 traficantes na cadeia

DR. Fabio Machado dos Santos


Policiais civis do Núcleo Metropolitano da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) concluíram, nesta quarta-feira (4), a Operação RMC 02, prendendo quatro traficantes. Duas delas foram capturados em Curitiba, uma em Fazenda Rio Grande e outra em Alto Piquiri, região de Guaíra.

Segundo o delegado-titular do Núcleo Metropolitano da Denarc, Fábio Machado dos Santos, ao longo da operação, que durou cerca de dois meses, quatorze traficantes foram tirados de circulação, além da apreensão de 835 gramas de cocaína, 970 gramas de crack, quatro veículos, duas armas e munições. “Nos dias anteriores prendemos os dois líderes do bando, que são Valdir Weiber, conhecido como 'Chico Bento', e Joilsa Stresser Stepenoviski, a 'Jô' “, contou o delegado.

Nesta quarta-feira foram presas Angélica de Moraes Ferreira, 26 anos, em Fazenda Rio Grande; Mara Silva Gomes, 23 anos, em Alto Piquiri, além de Fátima do Rocio Ferreira Fedesczn, 47 anos, e Thaís de Oliveira Cordeiro, 23 anos.

O delegado explicou que com estas prisões foi desarticulada uma das principais quadrilhas de tráfico de drogas do Estado. “Eles eram um dos principais grupos responsáveis por trazer drogas do oeste do Estado, conseguidas no Paraguai, para a capital”, contou Santos.

Richa nomeia policiais e Paraná terá delegados em todas as Comarcas


O governador Beto Richa nomeou nesta quarta-feira (04/06) mais 485 profissionais para a Polícia Civil do Paraná. São 66 novos delegados, 375 investigadores e 44 papiloscopistas, que irão atuar em todas as regiões do Estado. O grupo foi o primeiro a cumprir todos os requisitos previstos no edital do concurso público para ingressar na corporação. Outros nove delegados, 38 investigadores e quatro papiloscopistas ainda serão chamados. Assim, o efetivo da Polícia Civil terá 536 novos profissionais.

Além disso, o governador enviou, também nesta quarta-feira, à Assembleia Legislativa do Paraná um pedido de autorização para chamar mais 65 investigadores aprovados em concurso de 2009/2010, que vence em julho. “Teremos o maior efetivo de policiais civis de toda a nossa história. Aumentar o contingente reflete em queda da criminalidade”, disse Richa na solenidade de nomeação, realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Com as nomeações, o Paraná vai atingir a meta de ter um delegado em cada Comarca do Estado. “Esta é uma marca histórica, o que demonstra nosso respeito com a segurança pública, que foi a maior preocupação apontada pelos paranaenses quando assumi o governo”, afirmou o governador.

Até o final de 2014, o Governo do Estado terá incorporado 10 mil profissionais para as polícias Militar, Civil e Científica. “É a maior contratação de contingente das polícias da história do Paraná num prazo tão curto, de pouco mais de três anos”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Leon Grupenmacher.

Ele ressaltou que só para a Polícia Civil já foram contratados mais de mil profissionais desde 2011. Grupenmacher destacou ainda que a Polícia Civil recebeu novos equipamentos e viaturas. “O governo também concedeu aumento para os salários dos policiais, que é hoje um dos maiores do País, além de liberar a promoção de carreira”, afirmou o secretário.

Grupenmacher afirmou que a nomeação dos novos profissionais tem aspectos importantes. “Um deles é que o aumento do efetivo vai garantir melhor atendimento à sociedade. O segundo é que pela primeira vez estão sendo chamados todos os aprovados em concurso público, o que era compromisso do Estado. Os que ainda não foram nomeados, serão convocados em breve”, afirmou Grupenmacher.

Ele disse que a meta de dotar todas as comarcas de um delegado atende determinação do governador. “Estabelecemos essa meta e estamos cumprindo. E não é só delegado, mas também investigadores. Hoje, temos efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil em todas as comarcas do Estado”, afirmou.

O secretário disse o esforço do governo em realizar as contratações resultará em trabalho mais eficiente e mais agilidade nas investigações. “Além do aumento do efetivo, há a retirada de presos das delegacias, o que libera as equipes para fazerem as investigações”, disse.

CONQUISTA - Para o delegado-geral da Polícia Civil, Riad Braga Farhat, a corporação paranaense tem hoje muitos motivos para comemorar. “Todos estão comemorando esta conquista histórica de termos um delegado por comarca. É a realização de um antigo sonho que leva mais tranquilidade para a população”, disse ele.

O presidente da União da Policia Civil do Paraná, Wilson Villa, disse que as contratações eram necessárias há 18 anos. “Não é só a instituição que tinha essa necessidade de maior efetivo. Quem ganha com esse reforço é a população, que sofria com a deficiência no número de profissionais, que nos acompanhou por muitos anos”, afirmou ele.

Elizabeth Camilo, prefeita de Manoel Ribas, cidade da região central do estado que vai contar com um dos delegados nomeados hoje, afirmou que a população vai se sentir mais confiante. “Temos um problema solucionado. A falta de um delegado nos preocupava e agora a população vai se sentir mais segura e confiante”, disse ela.

REMUNERAÇÃO – Além de novos policiais civis, o governo estadual já contratou, também, 5.500 policiais e bombeiros militares. O governador autorizou, ainda, a convocação de mais 2.631 candidatos, aprovados em concurso público.

A valorização dos profissionais é outro destaque. O governo melhorou a remuneração paga aos profissionais da Segurança Pública. No primeiro semestre de 2012, foi implantado o subsídio salarial, que colocou o Paraná como um dos estados brasileiros com a melhor remuneração das polícias Civil e Militar.

PARANÁ SEGURO - O aumento do efetivo das forças de segurança faz parte do Paraná Seguro, programa estratégico do governo estadual, implantado em 2011, que reúne o maior investimento em segurança pública da história do Estado.

Foram adquiridas cerca de 1.500 novas viaturas e novos equipamentos para melhor aparelhar a polícia. O programa inclui, ainda, investimentos em inteligência e operações sistemáticas da polícia para apreensão de drogas e prisão de traficantes.

As ações já resultam em diminuição dos índices de criminalidade. No ano passado, o Paraná registrou o menor número de assassinatos desde 2007, quando a atual série histórica começou a ser contabilizada. O número de homicídios dolosos foi 21% menor em 2013 com relação a 2010. Somente na semana passada, Richa apresentou 2.500 policiais militares, que concluíram a primeira etapa da formação e agora vão para as ruas em estágio supervisionado.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade de nomeação dos novos policiais civis o secretário de Governo e Chefe da Casa Civil, Cesar Silvestre; o secretário Especial da Juventude, Edson Lau, e os deputados estaduais Mauro Moraes, Cesar Silvestre Filho, Pedro Lupion, Wilson Quintino, Adriano Ribeiro, Alceu Maron, Doutor Batista, Stephanes Junior, Ney Leprevost e Bernardo Carli.

Dilma diz que País deveria estar crescendo mais rapidamente


4 de junho de 2014
Em entrevista a jornalistas estrangeiros, Dilma disse, porém, que o real teve seis meses de ‘estabilidade’ e que a inflação está caindo
Agência Reuters
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A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que não podia explicar por que o Brasil não estava crescendo mais rapidamente, depois que a economia perdeu fôlego e avançou pouco no primeiro trimestre deste ano.
Em entrevista a um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros, Dilma acrescentou, porém, que o real teve seis meses de “total estabilidade” e que a inflação estava caindo.
Nesta terça-feira, o dólar fechou em alta ante o real pela segunda sessão consecutiva, cotado a R$ 2,279, mais uma vez conduzido pelas especulações sobre o futuro do programa de leilões de contratos de swaps cambiais do Banco Central e também pelo ambiente externo.
Dilma disse que não tem a intenção de mudar a meta de inflação, de 4,5%, com margem de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo, mesmo que a inflação tenha se mantido persistentemente elevada ao longo dos últimos anos, entre 5,5% e 6,5%.

Relator lista Youssef e Rui Falcão entre as testemunha de Vargas


4 de junho de 2014
O relator do processo de cassação contra o deputado André Vargas (ex-PT) no Conselho de Ética, Júlio Delgado (PSB-MG), arrolou como testemunhas na representação o doleiro Alberto Youssef e o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão. Júlio Delgado apresentou nesta terça-feira (3) ao colegiado uma lista com oito nomes que gostaria de ouvir durante as investigações. Pelas regras do Conselho, as oitivas são convites que não têm poder convocatório e que podem ser recusados.
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O pessebista alegou que Falcão pressionou o ex-petista Vargas a renunciar e que o PT entrou na Justiça questionando o mandato do parlamentar. O objetivo de ouvi-lo, de acordo com o relator, é saber se o presidente nacional do PT concorda ou não com o teor da representação por quebra de decoro parlamentar.
Ex-vice-presidente da Câmara, André Vargas caiu em desgraça depois de vir à público sua ligação com o doleiro Alberto Youssef, atualmente preso e alvo maior da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro que pode chegar a R$ 10 bilhões. Pressionado pelo PT, Vargas foi forçado a renunciar ao posto de vice-presidente da Casa e a pedir sua desfiliação do partido.
Além de Youssef e do presidente do PT, o deputado do PSB também pediu que fossem ouvidos o deputado Cândido Vaccarezza, também citado na Lava Jato, o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), dois sócios do laboratório Labogen (Leonardo Meirelles e Esdra Ferreira), o proprietário da empresa Elite Aviation, Bernardo Tosto, além de Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.
Investigações da Polícia Federal, a partir de mensagens interceptadas entre Vargas e Youssef, indicam que o ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, seria o responsável por indicar um executivo para a Labogen, controlado pelo doleiro. Vargas e Padilha negam. André Vargas também pegou carona em um jatinho – da companhia Elite Aviation – pago por Youssef.
O PT no Conselho de Ética questionou a ação de Júlio Delgado. O deputado Sibá Machado (PT-AC) afirmou que a representação se baseia sobretudo em reportagens divulgadas pela imprensa e que as testemunhas arroladas deveriam ser ouvidas depois que o colegiado tiver acesso aos documentos da Operação Lava Jato que citam Vargas, que hoje estão no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana passada, o presidente do Conselho, Ricardo Izar (PSD-SP), e Júlio Delgado pediram a papelada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo, mas o magistrado pediu de 10 a 15 dias para poder separar a parte do processo que diz respeito a Vargas e repassá-la.
O relator no Conselho de Ética tem 40 dias para ouvir as testemunhas listadas hoje – além das oito solicitadas pela defesa – e pedir instruções do caso. Depois, mais 10 dias para apresentar seu parecer final no conselho, o que ele espera fazer ainda antes do recesso parlamentar. As oitivas acontecem em sessões ordinárias do Conselho e deverão ser ouvidas primeiro as testemunhas do relator. Ele propôs que as primeiras oitivas aconteçam nos dias 17 e 18 de junho.

Paraná sofre problemas de caixa, mas aumenta receita em 50% desde 2010


4 de junho de 2014
Apesar de ter dificuldade para pagar fornecedores, estado foi o que teve o maior crescimento de arrecadação desde 2010
André Gonçalves/ Gazeta do Povo
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O Paraná foi a unidade da federação que mais aumentou a receita corrente líquida (RCL) entre 2010 e 2013. Composta pela soma da arrecadação dos tributos estaduais e transferências da União, menos os repasses obrigatórios aos municípios, a RCL subiu 49,68% no período, de R$ 16,968 bilhões para R$ 25,398 bilhões. O crescimento foi duas vezes e meia superior à inflação acumulada, de 20,14%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O dado comprova o aquecimento da atividade econômica paranaense, cujo Produto Interno Bruto (PIB) subiu nos últimos três anos, em média, 3,6% – contra um índice nacional de 2,06%. Por outro lado, coloca em xeque a administração financeira promovida pela gestão do governador Beto Richa (PSDB), eleito em 2010. Apesar do incremento de R$ 8,43 bilhões na receita, as dívidas com fornecedores chegaram a R$ 1,1 bilhão em janeiro de 2014 e, atualmente, estão em R$ 270 milhões.
As informações sobre as receitas dos estados estão na página da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) na internet. Os dados foram alimentados pelas próprias administrações estaduais, por meio de relatórios de gestão fiscal – o único estado que ainda não havia encaminhado até ontem as contas referentes ao último quadrimestre de 2013 é o Rio Grande do Norte. As contas da RCL são regulamentadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal e servem como base para o cálculo da capacidade de endividamento das unidades da federação.
O levantamento da Gazeta do Povo compara números apresentados em dezembro de 2010, os últimos do mandato da gestão anterior (2007-2010), e de dezembro de 2013. Todos os estados tiveram crescimento de receita. O único que não teve um aumento acima do IPCA foi Sergipe (19,33%).
Na média nacional, o aumento da RCL foi de 34,34% – ou seja, 31% menor que a evolução paranaense. Na comparação com os vizinhos da Região Sul, a receita de Santa Catarina avançou 34,03% e a do Rio Grande do Sul, 30%. Em todo país, apenas outros três estados conseguiram um avanço acima de 40% como o Paraná – Goiás (45,01%), Amapá (41,84%) e Mato Grosso do Sul (40,34%).
“É natural que o Paraná, por ter um crescimento econômico acima da média nos últimos anos, também tenha uma arrecadação acima da média”, avalia o professor de Economia da UFPR Marcelo Curado. Para ele, a política de atração de investimentos privados da gestão Richa colaborou para o crescimento da receita. “Mas o que também chama atenção nesse dado é como o estado tem encontrado tantas dificuldades para manter as contas em ordem.”
Estado atende a requisito para empréstimos, que seguem travados
Além do maior aumento da receita corrente líquida (RCL), o Paraná registrou nos últimos três anos a menor evolução da dívida consolidada líquida (DCL) entre todas as unidades da federação. Entre 2010 e 2013, a DCL paranaense subiu 0,57% – de R$ 15,13 bilhões para R$ 15,22 bilhões. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a dívida líquida corresponde a tudo o que o ente público deve, menos aquilo que tem direito de receber.
A estagnação da dívida paranaense se deve, em grande parte, às dificuldades impostas pelo governo federal para a liberação de um pacote de seis empréstimos negociado desde 2011 pela gestão Beto Richa (PSDB). Apenas dois foram autorizados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), um de US$ 350 milhões do Banco Mundial para investimentos em agricultura, educação, meio ambiente e saúde, e outro de R$ 131 milhões do BNDES para a obra da Arena da Baixada.
A contenção do endividamento paranaense contrapõe as resistências do governo federal para a liberação das operações de crédito restantes. Segundo a LRF, a relação entre dívida e receita serve de parâmetro para a capacidade dos estados de contrair novos empréstimos. A legislação determina que entes com DCL duas vezes superior à RCL não podem assumir mais empréstimos.
Em dezembro de 2010, a proporção entre DCL/RCL do Paraná era de 0,89. Em três anos, passou para 0,6 – a terceira maior redução entre estados. Nove estados têm atualmente uma proporção maior – a do Rio Grande do Sul nunca ficou dentro do limite legal ao longo do mesmo período (passou de 2,14 para 2,09) – o índice máximo é 2,0. Ainda assim, os gaúchos conseguiram liberar 11 empréstimos, que totalizam R$ 4,8 bilhões.
Problemas
“A despeito da nossa maior capacidade de pagamento em relação a outros estados, estamos encontrando todo tipo de dificuldade”, lamenta o secretário estadual da Fazenda, Luiz Eduardo Sebastiani.
O maior exemplo desses problemas são os R$ 817 milhões negociados pelo Paraná dentro do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste). Lançado pelo governo federal em julho de 2012, o Proinveste ofereceu um total de R$ 20 bilhões em financiamentos para os estados. Todos tiveram acesso à linha de crédito, menos o Paraná, que ainda negocia com o BNDES.

Suspeito morre em confronto na av das Torres


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Ônibus foi parar dentro de posto de combustíveis 


Um homem morreu após trocar tiro com policiais militares e outro foi preso depois de um sequestro a um ônibus da linha Jardim Centaura na Avenida das Torres, em Curitiba, na noite desta terça-feira (3). É o segundo confronto que termina na morte de um suspeito nas últimas 24 horas na região do bairro Prado Velho.
O confronto aconteceu, por volta das 22h, dentro de um posto de combustíveis, depois de dois homens armados invadirem o coletivo e fazerem o motorista, a cobradora e os passageiros como reféns. Os suspeitos obrigaram o motorista a ir sentido Capanema, mas ele, ao ver a presença da Polícia Militar (PM) em um posto de combustíveis próximo ao supermercado Big, preferiu entrar no local em alta velocidade, chamando a atenção dos policiais.
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Suspeito morreu após confronto 
“Os dois estavam bem agitados e pegaram o dinheiro do ônibus e dos passageiros. Eu vim devagar e quando vi a viatura da polícia falei que era a hora. Fiquei com muito medo e deu certo. Os dois estavam armados e acho que iam nos matar”, afirmou  o motorista do ônibus.
O segurança do posto de combustíveis, Alexsandro Rodrigues, confirmou que o ônibus estava sendo assaltado e que o homem morto sacou um revólver calibre 38. “O cara saiu do ônibus correndo e sacou a arma para tentar disparar contra os policiais e, por esse motivo, aconteceu a reação. Se isso não fosse feito, um inocente poderia ter morrido”, garantiu.
O homem que morreu no confronto foi identificado como Edilson França, de 32 anos. O tenente Rocha, da Polícia Militar (PM), confirmou que ele tinha passagens pela polícia. “Os dois desceram correndo e o Edilson não acatou a ordem de abordagem. O outro rapaz, de apelido Bolacha, foi preso em flagrante e está agora à disposição da Justiça”, destacou.
As duas vítimas, de acordo com as primeiras informações, seriam moradores na Vila das Torres, no bairro Prado Velho. Ontem, moradores do local bloquearam a trincheira da Chile para protestar contra a morte de um suspeito em confronto com policiais, após ele ter roubado um carro em São José dos Pinhais. Foi necessária uma intervenção da Polícia Militar (PM) que realizou uma pequena operação no local após o fim do protesto.

POLÍCIA INVADE VILA DAS TORRES APÓS PROTESTO NA RUA CHILE


Foto: Brasil Urgente - TV Bandeirantes
Foto: Brasil Urgente – TV Bandeirantes

Moradores da Vila das Torres bloquearam a Trincheira da Rua Chile, em Curitiba, no fim da tarde desta terça-feira (3), durante quase duas horas, para protestar contra a morte de um adolescente em confronto com policiais militares na noite de ontem. Por volta das 18h20, pneus foram queimados e alguns manifestantes jogavam pedras nos carros. Após a manifestação ser controlada, a Polícia Militar (PM) invadiu o local em uma megaoperação, que terminou com um suspeito preso.
O homem preso, de 35 anos, foi encaminhado ao Centro de Atendimento Integrado ao Cidadão, o Ciac-Sul, onde foi autuado em flagrante por dano qualificado e lesão corporal. Segundo a Polícia Militar, o rapaz era um ex-namorado da mãe do adolescente morto e, durante a manifestação, jogou uma pedra contra um policial e danificou uma viatura. Ele já possui passagem por tráfico de drogas.
Morto em confronto
No caso que gerou o protesto, relatado  PM disse que chegou até os suspeitos depois que uma vítima de assalto ligou para informar o roubo de um veículo Gol. “Nossa equipe deu voz de abordagem na Avenida das Torres e eles tentaram fugir a pé, quando a troca de tiros começou. Um dos assaltantes morreu na hora e o outro levou um tiro de raspão na perna, sendo encaminhado ao Hospital Cajuru”, explicou o tenente Hoinatiski, do Bope.
Com os suspeitos foram encontrados um revólver calibre 32 e uma pistola. A vítima do assalto os reconheceu.