E-mails provam que Lula e Dilma poderiam ter parado a corrupção


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Da VEJA
O doleiro Alberto Youssef disse à Justiça que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Agora, mensagens encontradas pela PF em computadores do Planalto mostram que eles poderiam ter interrompido o propinoduto, mas, por ação ou omissão, impediram a investigação sobre os desvios
Antes de se revelar o pivô do petrolão, o maior escândalo de corrupção da história contemporânea brasileira, o engenheiro Paulo Roberto Costa era conhecido por uma característica marcante. Ele era controlador e centralizador compulsivo. À frente da diretoria de Abastecimento e Refino da Petrobras, nenhum negócio prosperava sem seu aval e supervisão direta. Como diz o ditado popular, ele parecia ser o dono dos bois, tamanha a dedicação.
De certa forma, era o dono — ou, mais exatamente, um dos donos —, pois já se comprometeu a devolver aos cofres públicos 23 milhões de dólares dos não se sabe quantos milhões que enfiou no próprio bolso como o operador da rede de crimes que está sendo desvendada pela Operação Lava-Jato. Foi com a atenção aguçada de quem cuida dos próprios interesses e dos seus sócios que, em 29 de setembro de 2009, Paulo Roberto Costa decidiu agir para impedir que secassem as principais fontes de dinheiro do esquema que ele comandava na Petrobras. Costa sentou-se diante de seu computador no 19º andar da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, abriu o programa de e-mail e pôs-se a compor uma mensagem que começava assim:
“Senhora ministra Dilma Vana Rousseff…”.
O que se segue não teria nenhum significado mais profundo caso fosse rotina um diretor da Petrobras se reportar à ministra-chefe da Casa Civil sobre assuntos da empresa. Não é rotina. Foi uma atitude inusitada. Uma ousadia. Paulo Roberto Costa tomou a liberdade de passar por cima de toda a hierarquia da Petrobras para advertir o Palácio do Planalto que, por ter encontrado irregularidades pelo terceiro ano consecutivo, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia recomendado ao Congresso a imediata paralisação de três grandes obras da estatal — a construção e a modernização das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, e do terminal do Porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo. Assim, como quem não quer nada, mas querendo, Paulo Roberto Costa, na mensagem à senhora ministra Dilma Vana Rousseff, lembra que no ano de 2007 houve solução política para contornar as decisões do TCU e da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.
Também não haveria por que levantar suspeitas se o ousado diretor da Petrobras que mandou mensagem para a então ministra Dilma Rousseff fosse um daqueles barnabés convictos, um “caxias”, como se dizia antes nas escolas e no Exército de alguém disposto a arriscar a própria pele em benefício da pátria. Em absoluto, não foi o caso. Paulo Roberto Costa, conforme ele mesmo confessou à Justiça, foi colocado na Petrobras em 2004, portanto cinco anos antes de mandar a mensagem para Dilma, com o objetivo de montar um esquema de desvio de dinheiro para políticos dos partidos de sustentação do governo do PT. Ele estava ansioso e preo­cupado com a possibilidade de o dinheiro sujo parar de jorrar. É crível imaginar que em 29 de setembro de 2009 Paulo Roberto Costa, em uma transformação kafkiana às avessas, acordou um servidor impecável disposto a impedir a paralisação de obras cruciais para o progresso da nação brasileira? É verdade que às vezes a vida imita a arte, mas também não estamos diante de um caso de conversão de um corrupto em um homem honesto da noite para o dia.

Coritiba ganha do Palmeiras em “decisão” e sai da zona de rebaixamento


Por Pedro Melo 
Zé Love marcou o primeiro do Coxa. (Divulgação/Coritiba)
Zé Love marcou o primeiro do Coxa. (Divulgação/Coritiba)
O Coritiba fez a lição de casa, jogou muito melhor que o Palmeiras e venceu a “decisão” contra um adversário direto na briga contra o rebaixamento por 2 a 0. Aproveitando a superioridade em campo, o Coxa marcou duas vezes no segundo tempo com Zé Love e Joel e  saiu do Z4.
Na etapa inicial, o Alviverde chegou a marcar um gol com Zé Love, mas o árbitro marcou falta de Leandro Almeida em Lúcio. Mas no segundo tempo, Zé Love marcou o primeiro e Joel garantiu os três pontos importantíssimos para o Coxa.
O resultado deixa o Verdão com 41 pontos na 15ª colocação e ultrapassa Vitória, que entra no grupo dos últimos colocados, e Palmeiras. Na próxima rodada, o time coxa-branca vai até Belo Horizonte para enfrentar o Atlético-MG, que está na 5ª posição e disputa no meio da semana a final da Copa do Brasil. Já o Palmeiras é o primeiro time fora do Z4 e chega a quarta derrota consecutiva.
Primeiro tempo disputado e Coxa tem gol anulado
Precisando conquistar os três pontos, o técnico Marquinhos Santos voltou a escalar o Coxa com três zagueiros e dois atacantes, mas como já era esperado, o primeiro tempo foi bastante disputado, com muitas faltas dos dois lados, porém, o Coritiba foi quem buscou mais o ataque.
A equipe coxa-branca teve boas oportunidades com Robinho e Alex, que pararam em boas defesas do goleiro Fernando Prass, e até chegou a fazer o gol com Zé Love, entretanto, o árbitro anulou assinalando falta de Leandro Almeida em cima de Lúcio. Já o Palmeiras optou por apenas se defender e levou perigo apenas uma vez, mas Vanderlei salvou no chute de Wesley.
Coritiba garante a vitória na segunda etapa
O jogo recomeçou da mesma forma que terminou no primeiro tempo, o Coritiba indo para o ataque buscando a vitória e o Palmeiras pensando primeiramente em se defender. Logo aos nove minutos, a superioridade do Alviverde se tornou em gol. Zé Love pegou a sobra da defesa e chutou forte sem chances para Fernando Prass.
Mesmo com a vantagem no placar, o Coxa não estava satisfeito, continuou pressionando e chegou ao segundo. Alex recebeu grande passe e tocou para Joel que apenas teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes. O Coritiba permaneceu melhor, quase fez o terceiro com Alex e impediu que o Palmeiras conseguisse esboçar uma reação dentro da partida.
FICHA TÉCNICA
CORITIBA 2X0 PALMEIRAS
Local:
 Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR).
Data: 
23 de novembro de 2014.
Horário: 19h30.
Público e renda: 22.787 torcedores; R$ 482.637,00
Coritiba: Vanderlei; Lucas Claro, Leandro Almeida e Welinton; Norberto, Helder, Robinho, Alex e Carlinhos; Joel e Zé Love (Dudu).
Técnico: Marquinhos Santos.
Palmeiras: Fernando Prass; João Pedro, Lúcio, Nathan e Juninho (Allione); Washington (Cristaldo), Renato, Victor Luis,Wesley e Valdivia (Diogo); Henrique.
Técnico: Dorival Júnior.
Cartões amarelos: Zé Love, Carlinhos e Welinton (CFC); Renato, Juninho, Nathan e Allione (PAL).
Gols: Zé Love (CFC), aos 9′ do segundo tempo, e Joel (CFC), aos 25′ do segundo tempo.

Apesar da chuva Ação Nosso Bairro foi sucesso no Monte Castelo


Aconteceu no sábado dia 22/11 a ação NOSSO BAIRRO, no Jd Monte Castelo na Escola Estadual Vinicius de Morais, onde a Prefeitura Municipal e instituições parceiras levaram vários serviços para a comunidade. Outras ações já aconteceram no Jd Osasco e no Guaraituba e outras vão acontecer em outras regiões disse a prefeita Beti Pavin. Antonio Ricardo Miglioransa  que é um dos organizadores do evento, disse que todos os departamentos da prefeitura estão a disposição da comunidade, e várias apresentações culturais e brincadeiras para as crianças
Várias autoridades estiveram prestigiando o NOSSO BAIRRO, o vice prefeito Ademir Goulart, o Secretário de Fazenda Márcio Ferro, a Secretaroa de Ação Social e Trabalho Maria de Souza, Aziolê Pavin Secretária de Educação Esporte e Cultura e vários vereadores.







Cruzeiro derrota Goiás e garante o título do Brasileirão com duas rodadas de antecedência


Por Pedro Melo
Cruzeiro conquistou o Brasileirão pela quarta vez na história. (Divulgação/Cruzeiro)
Cruzeiro conquistou o Brasileirão pela quarta vez na história. (Divulgação/Cruzeiro)
Com duas rodadas de antecedência, o Cruzeiro conquistou pela segunda vez consecutiva e a quarta vez na história o título do Campeonato Brasileiro. Em uma partida mais sofrida do que o imaginado, a equipe mineira derrotou o Goiás por 2 a 1 e fez a festa de mais de 50 mil torcedores presentes no Mineirão.
Os cruzeirenses abriram o placar ainda aos 12 minutos do primeiro tempo com Ricardo Goulart, mas dez minutos depois, Samuel surpreendeu e deixou tudo igual. Encontrando bastante dificuldade para passar pela defesa adversária, o Cruzeiro só voltou a ficar na frente do marcados aos 17 minutos da segunda etapa com Everton Ribeiro. O Goiás pressionou no final e por pouco não empatou no final, mas Fábio salvou.
O time do técnico Marcelo Oliveira repete o feito de 2013 e conquista de forma antecipada o Brasileirão. As outras conquistas foram em 1966, quando o torneio ainda se chamava Taça Brasil, e em 2003. Assim como em 2003, o Cruzeiro pode conquistar a tríplice coroa já que na próxima quarta-feira (26) decide a Copa do Brasil contra o Atlético-MG, mas precisa reverter uma desvantagem de 2 a 0.

Festa de aniversário de adolescente termina em morte após jovem dar em cima de mulher casada


Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento


Uma festa de aniversário de uma adolescente de 13 anos no bairro Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, terminou com a morte de um jovem de 22, de primeiro nome Wesley, na madrugada deste domingo (23). Segundo as primeiras informações por parte da Polícia Militar (PM), tudo começou quando o convidado resolveu dar em cima da mãe da aniversariante, organizadora do evento.
“O marido da mulher não gostou e foi tirar satisfação. A discussão ficou acalorada e a mulher deu uma facada de leve na mão do rapaz, que ficou revoltado e disse que iria matá-la, segundo testemunhas. Algumas horas depois, este Wesley retornou ao local com um facão e o filho da mulher entrou em luta corporal com ele, até tomar a arma e dar vários golpes”, explicou àBanda B o tenente Gonçalves, da PM.
Ainda segundo o tenente, o autor teria sido muito cruel, cortando as orelhas e outras partes do corpo da vítima. “O suspeito tem 20 anos, é irmão da aniversariante e não foi localizado até o momento. O marido da mulher que gerou a situação foi levado à delegacia para ser ouvido. A vítima era jovem, com um futuro pela frente, e por um rompante terminou assassinado desta forma”, descreveu.
O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML). O caso é investigado pela Delegacia de São José dos Pinhais.

'O mundo acabou pra mim', diz pai de menina vítima de bala perdida no RN


Samara Portes, de 8 anos, morreu na noite deste sábado (22) em Mossoró.
Ela foi a 3ª criança vítima de bala perdida no estado em um período de 24h.

Anderson BarbosaDo G1 RN

Samara Vicente Portes, de 8 anos (Foto: Josué Borges Portes)Samara Vicente Portes, de 8 anos
(Foto: Josué Borges Portes)
"O mundo acabou pra mim". A desolação é do técnico em informática Josué Borges Portes, de 43 anos. Carioca, ele é pai de Samara Vicente Portes, menina de 8 anos morta na noite deste sábado (22) vítima de uma bala perdida na periferia de Mossoró, cidade da região Oeste potiguar. Ela foi a terceira criança vítima de bala perdida no Rio Grande do Norte em um período de 24 horas.
Segundo a Polícia Militar, o alvo dos disparos era um rapaz de 20 anos, identificado como Antônio Francisco Targino de Oliveira. Baleado, ele morreu na hora.
Em contato com o G1 na manhã deste domingo (23)o pai falou sobre a morte da filha. Ele contou que além da Samara seus outros três filhos, sendo mais duas meninas e um garoto, brincavam na calçada de casa quando os tiros foram disparados. "Eu estava na garagem, mexendo no meu carro. Minha mulher, dentro de casa. As crianças vieram correndo para dentro. A Samara veio sangrando e caiu nos meus braços. Eu vi o furo no peito dela. Pedi a Deus que escapasse, mas ela morreu no meu colo", relembrou.

O crime
Josué conta que ainda socorreu a filha para uma Unidade de Pronto Atendimento, mas a menina não resistiu ao ferimento. "Perdi minha filha para a violência. Isso desestrutura qualquer família. Moro aqui há quatro anos. Minha mulher trabalha num hotel aqui da cidade. Não quero mais saber de Mossoró. Vou voltar para o Rio de Janeiro. Tenho certeza que lá é mais seguro que aqui", disse ele.
Relatório do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) revela que a ocorrência foi registrada por volta das 21h. O crime aconteceu na comunidade chamada de Favela do Fio, que fica no bairro Abolição IV. O rapaz alvejado, mais conhecido como 'Toinho da Bolsa', teria sido surpreendido por dois homens que chegaram de moto na casa dele.
Os primeiros tiros foram disparados dentro da residência da vítima, que ainda conseguiu correr para o meio da rua. Ele foi perseguido e novos disparos foram efetuados pelos criminosos. Samara e os irmãos brincavam na calçada de casa quando foi baleada.
De acordo com a Polícia Militar, Antônio Francisco era suspeito de homicídios na cidade. Buscas ainda foram feitas pela região, mas nenhum suspeito foi encontrado.
Criança baleada foi inicialmente atendida no Hospital Regional de Caicó, depois encaminhada para Natal (Foto: Sidney Silva/G1)Criança baleada foi inicialmente atendida no
Hospital Regional de Caicó, depois encaminhada
para Natal (Foto: Sidney Silva/G1)
Em Caíco
Samara Vicente Portes foi a terceira criança vítima de bala perdida no Rio Grande do Norte em um período de 24 horas. Na noite da sexta-feira (21), em Caicó, cidade da região Seridó,uma garota de 6 anos levou um tiro no rosto. Segundo a PM, o alvo dos tiros seria um adolescente de 17 anos que estava de bicicleta, e que também foi atingido. Ele não morreu.
A garota ficou com a bala alojada próximo a um dos olhos. Consciente, ela foi transferida de ambulância para o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, em Natal, onde foi submetida a uma cirurgia. Ela ainda se recupera do ferimento, e não corre risco de morte. Já o adolescente baleado continua internado no Hospital Regional deCaicó. O estado de saúde dele é estável.
Ao realizar buscas, policiais militares conseguiram localizar dois rapazes com as mesmas características dos criminosos. Com eles, foi encontrado um revólver com três munições deflagradas. Ambos foram detidos e levados para a delegacia da cidade.

Em Natal
Ainda na noite da sexta, em Natal, uma mulher de 29 anos e a filha dela, uma criança de apenas 1 ano e 5 meses, foram baleadas dentro de um ônibus da empresa Via Sul. O veículo trafegava pela Avenida Bernardo Vieira quando tiros foram disparados de fora para dentro do ônibus.
Segundo a Polícia Militar, os alvos seriam torcedores do América-RN, que haviam acabado de deixar a Arena das Dunas, onde o time potiguar venceu o Náutico por 1 a 0. A partida foi válida pela penúltima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Nenhum suspeito de ter efetuado os disparos foi preso.
Renata Rocha, a mãe, levou um tiro no braço e passa bem. Já a criança, foi atingida na região abdominal. A bala quebrou uma costela, perfurou o pulmão e o diafragma da menina, e saiu pelas costas. Submetida a cirurgia, ela também está fora de perigo (veja o vídeo ao lado).
"Foi horrível. Graças a Deus quem estava dentro do ônibus nos ajudou. Um rapaz tirou a camisa e colocou no ferimento dela. Todo mundo foi para o meio da pista pedir carona para levarmos ela para o hospital. Pedi ajuda aos policiais porque seria mais rápido com a sirene. Senti muito medo porque a todo momento ela parava de respirar, ficava pálida de tanto sangue que já tinha perdido. Só pedi a Deus pra não tirá-la de mim porque é a única coisa preciosa que eu tenho", disse Renata.
A mãe disse que a filha passa bem após a cirurgia. "Ela está respondendo bem às medicações. Se Deus quiser, ela vai para casa logo, correr e brincar como sempre fez", acrescentou.

Nota da Sesed
Em nota, a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) informou que o secretário Eliéser Girão Monteiro determinou a apuração dos fatos, “pois a pessoa que pega uma arma para atentar contra um veículo coletivo precisa realmente ser afastada da sociedade para reaprender o que significa viver entre outros, bem como em buscar com o suor do seu trabalho a sustento de sua família”.
A Sesed afirma que casos de bala perdida não são comuns no estado. “Temos apreendido em nossas ações uma média de 100 armas por mês. Outra orientação é apurar os casos com urgência e rigor. Pedimos também que a população não se cale e que utilize o Disk Denúncia 181, lembrando que a ligação é gratuita e o cidadão de bem terá seu sigilo preservado”, acrescentou.
Janelas do ônibus foram estilhaçadas pelos tiros (Foto: Divulgação/Polícia Militar)Janelas do ônibus foram estilhaçadas pelos tiros (Foto: Divulgação/Polícia Militar
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Suspeito de esquartejar em SP tira foto com vítima momentos antes do crime


Vítima estava desaparecida desde a madrugada de sexta-feira (21).
Suspeito estava há três meses em Cananéia e conhecia a vítima.

Do G1 Santos

Suspeito de esquartejar em SP tira foto com vítima momentos antes do crime (Foto: Divulgação/Polícia Militar)Suspeito (dir.) tiou foto com vítima (esq.) antes do
crime (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
O homem suspeito de ter matado e esquartejado um rapaz em Cananéia, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, tirou uma foto junto com a vítima momentos antes de se afastar com ela do grupo de amigos com quem conversavam. A imagem foi registrada na madrugada de quinta (20) para sexta-feira (21), última vez que Thomas Sanches, de 30 anos, foi visto com vida. Seu corpo foi encontrado esquartejado neste sábado (22), em frente a um hotel da cidade. O suspeito pelo crime, Gleydson Morgray, está preso. A polícia suspeita que eles tiveram um relacionamento homoafetivo.
Segundo pessoas próximas à vítima, Thomas conversava com Gleydson e um grupo de amigos em uma praça no centro de Cananéia. Em um dado momento, os dois saíram juntos e Thomas se despediu, dizendo que não o esperassem.
Os colegas estranharam o sumiço e a família já vinha tentando encontrá-lo desde então, mas sem sucesso. No entanto, na manhã de sábado, um amigo de Thomas acionou a Polícia Militar e foi com as autoridades até a casa de Gleydson. No local, foi encontrado um lençol coberto de sangue. O suspeito ainda tentou fugir, mas foi detido e acabou confessando o crime. O corpo foi localizado pela polícia em frente a um hotel na Avenida Independência.
Gleydson não era muito conhecido em Cananéia, pois tinha se mudado apenas há três meses para o município, vindo de Guarulhos, na Grande São Paulo. A polícia destaca que ele não possuía antecedentes criminais. O caso segue sendo investigado pela equipe da Delegacia Sede de Cananéia.
Suspeito confessa ter esquartejado homem com quem saiu em Cananeia, SP (Foto: Reprodução/Facebook)Suspeito confessa ter esquartejado homem com quem saiu em Cananeia, SP (Foto: Reprodução/Facebook
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Velocímetro trava e mostra 140 km/h em acidente que matou dois em SP


A colisão aconteceu no km 219, em Bertioga, SP.
Os corpos das vítimas foram encaminhados para o IML de Guarujá, SP.

Do G1 Santos

Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)
Duas pessoas morreram e três pessoas ficaram feridas na madrugada deste domingo (23), depois que dois veículos se envolveram em um acidente de trânsito na Rodovia Rio-Santos, km 219. A colisão ocorreu no bairro Jardim São Rafael, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O velocímetro do carro de um guarda municipal que conduzia um dos veículos registrava 140 km/h, no momento do acidente. O outro carro estava em uma velocidade de 80 km/h.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos veículos envolvidos era da Guarda Municipal. O guarda e o passageiro do outro veículo envolvido morreram na hora. Segundo o Centro de Operações do Corpo de Bombeiros São Paulo (COBOM) e dos Bombeiros de Bertioga, o responsável pela colisão foi o guarda municipal, que invadiu a pista contrária. Em ambos os veículos foram encontradas latas de cerveja.
Já os três feridos foram encaminhados para o Pronto Socorro de Bertioga. O motorista teve ferimentos leves e pode receber alta em breve, enquanto os outros dois estão em estado grave e serão transferidos para o Hospital Ana Costa, em Santos, no litoral paulista.
Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) do Guarujá. O acidente aconteceu por volta das 4h da manhã. A rodovia foi liberada apenas às 8h da manhã do domingo.
Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)
Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)
Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)
Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)
Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)
Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1)Acidente mata duas pessoas e fere três em Bertioga, no litoral de SP (Foto: Luis Paes/G1
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Casa é destruída em incêndio criminoso e homem coloca a culpa na ex-mulher

Publicado em 23 de novembro de 2014,10:32

Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento
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Pedreiro perdeu tudo com o incêndio (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

O pedreiro Antônio Dirceu Pacheco, de 58 anos, teve a casa em que morava completamente destruída por um incêndio que garante ter sido criminoso, durante a madrugada deste domingo (23), na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo Pacheco, sua ex-mulher há alguns meses ameaçava queimar a residência e ontem teria concretizado o prometido.
Pacheco relatou que a briga com a ex-mulher começou depois que decidiu transferir a casa em que morava para o nome da filha. “Ela não aceitava isso e ontem eu estava em um bar, quando apareceu me ameaçando e dizendo que queimaria tudo. Então de madrugada aconteceu isso”, disse o pedreiro.
Vizinhos da vítima garantiram ter visto a ex-mulher, ao lado de outra mulher e um homem, pouco antes do incêndio. “Falaram para mim que eles estavam rodando aqui. Para piorar os bombeiros demoraram a chegar e tudo foi destruído, chegando a pegar também a casa de um vizinho. Vou fazer o Boletim de Ocorrência e quero ela na cadeia”, afirmou Pacheco.
A Polícia Civil vai investigar o caso e deve juntar provas para tentar definir se, de fato, há responsabilidade da ex-mulher no incêndio.

Motorista mata motociclista, deixa local de acidente e é preso após ‘mobilização’ da família da vítima


Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento


O jovem de Ruan Alexandre Fagundes Alves, de 19 anos, morreu após ser atingido pelo motorista de um Gol durante a noite deste sábado (22), na Rua Afonso Muhlmann, no Jardim Claúdia, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. O condutor do carro fugiu do local do acidente, mas foi preso pela Polícia Militar (PM) na tarde deste domingo (23), após uma ‘operação’ por parte de familiares da vítima.
O soldado Roberto, da PM, contou à Banda B como foi efetuada a prisão do suspeito. “Os familiares conseguiram localizar a casa do rapaz, identificado como Ricardo, 19, que matou o Ruan e fugiu. Ele não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e se prontificou a ir até a delegacia”, explicou.
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Motorista matou motociclista e fugiu do local do acidente (Foto: Colaboração)
Ainda de acordo com o policial, o jovem disse que fugiu para não ser agredido. “Falou que teve medo de sofrer retaliação no local. Agora vai ser apurado como o acidente aconteceu e outras informações”, disse.
O suspeito deverá ser autuado em flagrante na Delegacia de Pinhais. Ruan chegou a ser socorrido ao Hospital Cajuru, mas não resistiu aos ferimentos.

Juiz da Operação Lava Jato divide opiniões de colegas e advogados


Para juízes, Sergio Moro é preparado; defensores falam em lado 'justiceiro'.
Reservado, juiz é elogiado pelos dois lados por não atuar politicamente.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília*

O juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal, é o responsável pela Operação Lava Jato (Foto: J.F. Diorio/Estadão Conteúd)O juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal, é o responsável pela Operação Lava Jato (Foto: J.F. Diorio/Estadão Conteúdo)
Se para uns, ele é um juiz discreto e reservado, para outros é frio e seco. Se para uns é técnico e competente, para outros, é duro e autoritário. Assim se dividem as opiniões de magistrados e advogados ouvidos pelo G1 acerca do juiz Sergio Fernando Moro, 42 anos, titular da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba/PR, atualmente à frente daquele que já é considerado um dos maiores casos de corrupção no país: a Operação Lava Jato, que apura suposto cartel entre empreiteiras para fraudar licitações e obter contratos na Petrobras, mediante pagamento de propina a agentes públicos.
Iniciada em 2013, a operação se concentrou inicialmente em movimentações suspeitas de Alberto Youssef, um doleiro que já havia enfrentado Sergio Moro em 2004, na Operação Farol da Colina, que desmontou uma rede composta por mais de 60 doleiros que, segundo a acusação, remetiam dinheiro sujo para os Estados Unidos. A investigação foi um desdobramento do caso Banestado, em que apurou-se a evasão de US$ 30 bilhões de políticos para o exterior entre 1996 e 2002.
Juízes, policiais e procuradores consideram que essa ação anterior foi a preparação de Moro para o atual caso da Petrobras. Se para colegas de profissão, significou uma experiência ousada e inédita no combate à corrupção pela grandeza do esquema – o juiz chegou a decretar a prisão de 123 pessoas de uma vez –  para defensores de acusados, revelou um "justiceiro", que prende suspeitos ainda não condenados atropelando regras processuais.
Os dois lados, porém, reconhecem hoje em Sergio Moro um juiz extremamente capacitado, que alia o conhecimento acadêmico profundo com a habilidade técnica e estratégica para conduzir um processo judicial, tentando escapar de erros que podem derrubar uma investigação.
"É absolutamente técnico, com posicionamentos sempre ponderados", descreve o desembargador federal Fausto De Sanctis, que figura ao lado de Moro como um dos maiores especialistas no país no combate à lavagem de dinheiro. Ambos participaram ativamente da criação de varas especializadas na Justiça Federal contra crimes financeiros entre 2003 e 2004.
O colega acrescenta que Moro é "estudioso e vive se atualizando", inclusive com cooperação internacional na descoberta de crimes. "É também sério e trata os réus de forma equânime. Tenta materializar a lei, que é formal, dando efetividade à justiça. Tenta fazer o melhor, baseado na doutrina e na experiência", completa De Sanctis.
Formado pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, Moro fez concurso e tornou-se juiz federal um ano depois. Em 1998, cursou programa para instrução de advogados na escola de direito da Universidade de Harvard, considerada a melhor do mundo.
Mestre e doutor pela Universidade Federal do Paraná – com tese de 2002 sobre o papel de tribunais constitucionais, como o Supremo Tribunal Federal, no regime democrático – foi convidado em 2007 pelo Departamento de Estado americano para visitar agências de combate à lavagem de dinheiro nos Estados Unidos. Hoje dá aulas de processo penal na UFPR.
As coisas são do jeito que ele quer, pega para si um processo, fixa a competência do processo - porque nada indica que a competência seja de Curitiba, mas ele faz assim porque quer o processo para si"
Alberto Toron, advogado
Apesar de considerar Moro "extremamente bem preparado", o advogado Alberto Zacharias Toron, que defendeu acusados na Farol da Colina, também o vê como um "déspota esclarecido".
"As coisas são do jeito que ele quer, pega para si um processo, fixa a competência do processo – porque nada indica que a competência seja de Curitiba, mas ele faz assim porque quer o processo para si", critica Toron, um dos mais famosos criminalistas do país, em relação à atuação nacional do juiz, fora de sua jurisdição. "Decreta prisões a rodo, tratando as pessoas como se fossem presumivelmente culpadas" acrescenta o advogado.
Os meios usados por Moro para obter as provas são motivo de controvérsia no meio jurídico e alguns acabaram sendo derrubados por instâncias superiores. Toron relata que num caso que atuou, Moro mandou que um suposto doleiro entregasse uma conta no exterior, sob pena de cometer crime de desobediência. Foi derrotado pelo princípio de que um acusado não pode ser levado a se autoincriminar.

Outros exemplos de medidas anuladas foram intimações por telefone e ordens para empresas aéreas localizarem advogados. Amigo desde a juventude, ex-colega de faculdade e revisor dos trabalhos acadêmicos de Moro, o juiz federal Anderson Furlan entende que medidas como essas não são "erros", mas interpretações diferentes sobre o que a lei permite ou proíbe, que eventualmente prevalecem em tribunais superiores.
Entre 2004, Moro determinou escutas telefônicas por mais de dois anos em investigação contra donos da fábrica de bicicletas Sundown, suspeitos de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. A lei manda que o grampo seja por apenas 15 dias, renovável por mais 15. Ao analisar o caso, em 2008, o Superior Tribunal de Justiça derrubou as provas das interceptações e mudou seu entendimento – se antes permitia mais renovações sucessivas, passou a considerar que ela deve ser limitada para não invadir a privacidade dos suspeitos.
Furlan acredita que alguns desses percalços processuais tornaram Moro mais preparado para tocar o processo da Lava Jato sem riscos de anulação da investigação.
Ele está tendo esse cuidado, de instruir regularmente o feito, para evitar que possíveis detalhes anulem qualquer fase do processo"
Antônio César Bochenek, presidente da Ajufe
O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Antônio César Bochenek, concorda com Furlan, e explica que juízes federais criminais como Moro são habituados a questionamentos do processo e procuram se precaver no momento de conduzi-lo. "Em regra, os processos criminais são muito detalhados. Em muitas dessas grandes operações, um detalhe processual acaba prevalecendo em um tribunal superior, que acaba acolhendo algumas defesas processuais".
Apesar de não conhecer o processo da Operação Lava Jato, Bochenek nota, no entanto, que até agora, apesar de vários questionamentos por parte dos advogados dos suspeitos, nenhum ministro do STF ou do STJ anulou qualquer procedimento de Sergio Moro. "Revela que ele está tendo esse cuidado, de instruir regularmente o feito, para evitar que possíveis detalhes anulem qualquer fase do processo", afirma.
Delação
Na operação atual, ressurgiu no meio jurídico a polêmica sobre o uso da delação premiada, instrumento pelo qual um acusado se compromete a indicar onde e como obter provas contra outros envolvidos em troca da redução da pena. Até onde se sabe, ao menos 9 pessoas, entre doleiros, funcionários públicos e executivos, já aceitaram colaborar no caso da Petrobras.
Na decisão que levou à prisão de 23 executivos de empreiteiras no dia 14 de novembro, Moro rebateu alegações, nunca confirmadas, de que teria forçado depoimentos. "Nunca houve qualquer coação ilegal contra quem quer que seja da parte deste Juízo, do Ministério Público ou da Polícia Federal", escreveu, acrescentando que as prisões foram realizadas com "boa prova dos crimes e principalmente riscos de reiteração delitiva". "Jamais se prendeu qualquer pessoa buscando confissão e colaboração", completou em seguida.
Advogado de investigados da operação, Alberto Toron não é contrário à delação premiada, mas critica a forma como tem sido autorizada na Lava Jato. "É possível sim utilizar-se da delação, mas com todos os cuidados. Muita gente foi presa e acabou sendo solta porque se verificou depois que não tinha nada a ver com o caso. O método que acho mais adequado é, primeiro, chamar, ouvir, e, se for o caso, prender. Aqui não, estão primeiro prendendo, para depois ouvir, o que agride a dignidade da pessoa", criticou.
Ao justificar o uso da delação, Moro ponderou que os depoimentos devem ser vistos com precaução, por virem de criminosos. Mas ressaltou sua importância para investigar crimes complexos, como os de colarinho branco, desde que as provas confirmem os relatos. Ele diz que sem a colaboração de criminosos, "vários crimes complexos permaneceriam sem elucidação e prova possível".
Em seguida, citou o juiz americano Stephen S. Trott, em que explica que a máfia e os terroristas, por exemplo, usam subordinados para fazer o "trabalho sujo".
"Para pegar os chefes e arruinar suas organizações, é necessário fazer com que os subordinados virem-se contra os do topo. Sem isso, o grande peixe permanece livre e só o que você consegue são bagrinhos. Há bagrinhos criminosos com certeza, mas uma de suas funções é assistir os grandes tubarões para evitar processos", diz um trecho do artigo "O uso de um criminoso como testemunha: um problema especial", usado por Moro na decisão.
Em depoimentos não sigilosos de uma ação penal já em curso no Paraná, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disseram que contratos da Petrobras eram superfaturados para abastecer partidos e "agentes políticos" – autoridades com o chamado foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros, que só poderão ser julgados no Supremo Tribunal Federal, fora da alçada de Sergio Moro.
Reservado
Além do cuidado na condução do processo, colegas próximos de Moro afirmam que o jeito reservado, discreto e avesso à fama do juiz colabora para o sucesso das investigações.
"É uma característica positiva considerando ser juiz federal criminal, que atua em casos de grande repercussão, que exigem que o juiz se concentre no processo, atuando com base nos fatos, nas provas, e de não sair falando, opinando, falando sobre o caso concreto, fazendo 'publicização' da decisão para um lado ou outro", afirma o presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek.
Embora seja sério e competente, se sente meio justiceiro. Talvez um juiz apaixonado pelo que faz, e isso não é necessariamente coisa positiva"
Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado
Ex-defensor de Alberto Youssef, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, também reconhece em Moro a qualidade de não agir com interesse político ou partidário. Mas, assim como Toron, critica a pretensão do juiz de atuar em todo o país, fora de sua competência, na primeira instância do Paraná.
"Embora seja sério e competente, se sente meio justiceiro. Talvez um juiz apaixonado pelo que faz, e isso não é necessariamente coisa positiva. […] Se apega aos processos, tem certa paixão. E o fato de que é extremamente duro, dá a impressão que acha que através da pena vai mudar o Brasil, isso não é bom", diz Kakay.
Amigo e colega no Paraná, o juiz Anderson Furlan, rejeita a ideia de um juiz "obstinado". "Simplesmente faz seu trabalho. Se fosse outro trabalho, faria bem da mesma forma […] É um cara que nunca comprou um CD pirata, e nunca vai comprar. Nunca vai pegar um jornal da caixa postal que não é dele", afirma.
Juiz e professor
Sergio Moro tornou-se em 2007 professor adjunto da UFPR, com uma carga horária de 20 horas semanais.
A dedicação às aulas chegou a lhe render problemas com a Faculdade de Direito. Em 2012, quando foi chamado pela ministra Rosa Weber para auxiliá-la no processo do mensalão, no STF, o juiz não quis abrir mão de dar aulas para seus alunos de processo penal. Como passava toda a semana em Brasília, ele propôs dar três aulas seguidas nas sextas-feiras, dia livre no STF, e uma quarta aula a combinar com os alunos, aos sábados, por exemplo.
A direção vetou por "motivos pedagógicos", por causa do tempo excessivo de lições no mesmo dia, sugerindo que Moro se licenciasse, sem receber salários. Com apoio de 50 dos 53 alunos da classe, ele levou o caso à Justiça para poder flexibilizar o horário das aulas, mas teve o pedido negado e acabou afastado da universidade durante o segundo semestre.
No processo, ele protestou, dizendo que sua experiência no STF teria relevância para a faculdade e que a dispensa era uma "ofensa ao interesse público do ensino". Sobre a suspensão dos salários, disse "poder passar muito bem sem a reduzida remuneração" de professor e que dava aulas "por amor à função".
*Colaborou o G1 PR
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)


Lava Jato presos e soltos 21.11 (Foto: Editoria de Arte/G1)