Aposentados e pensionistas têm até 30 de dezembro para fazer a comprovação de vida


Agência Brasil

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Aposentados e pensionistas têm até o dia 30 de dezembro para fazer comprovação de vida e renovar suas senhas nas agências bancárias Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até o dia 30 de dezembro – os bancos não funcionam no dia 31 – para comprovação de vida e a renovação da senha na rede bancária, caso contrário o benefício será suspenso. O alerta é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que pede às pessoas que evitem o procedimento na última hora.
A comprovação de vida deve ser feita na instituição em que o segurado recebe. É importante destacar que o procedimento é obrigatório e deve ocorrer anualmente, segundo comunicado da federação.
A prova de vida é um importante procedimento no combate a fraudes e inconsistências no pagamento de benefícios. Após procedimento operacional de conferência e validação dos dados, o beneficiário recebe uma nova senha.
Os bancos garantem que estão alertando os clientes sobre o fim do prazo por meio de avisos impressos nos extratos bancários e mensagens que podem ser lidas nas telas do caixa eletrônico, no momento do saque do benefício.
O segurado ou pensionista deve levar um documento de identificação com foto, como a carteira de identidade, carteira de trabalho, Carteira Nacional de Habilitação, entre outros. Os bancos que têm tecnologia para fazer a identificação biométrica poderão utilizá-la.
Caso esteja impedido de ir à agência bancária, o beneficiário deve fazer a prova de vida por meio de um procurador devidamente cadastrado no INSS. Para se cadastrar, o procurador deverá comparecer a uma agência da Previdência Social e apresentar a procuração devidamente assinada.
O modelo da procuração pode ser encontrado no site do ministério. Outra opção é uma procuração registrada em cartório, se o beneficiário for não alfabetizado, informa o INSS. Além disso, é necessária a apresentação de atestado médico (emitido nos últimos 30 dias) que comprove a impossibilidade de locomoção do beneficiário ou atestado de vida emitido por autoridade consular, no caso de ausência por motivo de viagem ou de residência no exterior, além dos documentos de identificação do beneficiário e do procurador.
Na última sexta-feira (12), o Ministério da Previdência Social divulgou o calendário de pagamento dos benefícios em 2015, que pode ser consultado na página da Previdência Social na internet. Em janeiro de 2015, a folha de pagamento do INSS tem início no dia 26 de janeiro e término no dia 6 de fevereiro. Para saber o dia de pagamento, os beneficiários devem observar o último número do seu cartão de benefício, excluindo-se o dígito.

Dois são baleados dentro de bar e um morre na hora; irmão diz que rapaz era trabalhador


Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

Duas pessoas foram baleadas na madrugada deste domingo (14) no bairro Xaxim, em Curitiba. Leandro Marques dos Santos, 26 anos, morreu na hora e outro rapaz foi ferido e socorrido ao Hospital do Trabalhador. Eles estavam em um bar e foram alvos do atirador que deixou o local e ainda não foi encontrado.
O crime aconteceu por volta das 3 horas no momento em que os dois estavam dentro de um bar, que fica na rua Omar Raymundo Picheth, tomando cerveja. Um homem armado invadiu o local e disparou tiros contra vários clientes que estavam no bar. Santos morreu na hora e o outro rapaz saiu correndo para tentar fugir dos disparos, mas acabou atingido. O irmão de Santos disse à Banda B que o irmão era trabalhador e não tinha envolvimento com o crime, nem era usuário de drogas. A vítima não tinha passagens pela polícia.
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado e levou o rapaz baleado ao hospital. Ele não corre risco de morte e pode ser uma testemunha chave para o caso. Já o corpo da vítima fatal foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o crime.

MP investiga esquema bilionário das igrejas na TV


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Para quem não tem idéia: as igrejas evangélicas injetam, por ano, cerca de R$ 1 bilhão nas principais emissoras de TV do país e se as redes menores não contassem com aluguel poderiam até fechar as portas. A Record recebe R$ 520 milhões por ano da Universal; a Band outros R$ 102 milhões anuais da Internacional da Graça de Deus; e a Rede TV! mais R$ 168 milhões locando para várias igrejas. Agora, o Ministério Público está investigando a área, começando pela CNT e Rede Brasil que alugam maior volume de horas do que o permitido por lei. E o MP também quer saber a origem dos pagamentos: muitas preferem usar dinheiro vivo.

Ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco fala em ‘núcleo duro’ da propina


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O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco afirmou, em depoimento de sua delação premiada na Operação Lava-Jato da Polícia Federal, que 14 empresas faziam parte do “núcleo duro” do cartel de fornecedores da estatal. Segundo ele, o pagamento de propina na companhia era “endêmico” e “institucionalizado”. Barusco contou ainda que, junto com seu antigo chefe, o ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato de Souza Duque, recebeu pagamentos relativos a mais de 60 contratos firmados pela estatal e que Duque ficava com a maior parte da propina.
As declarações dele foram incluídas pela Polícia Federal nos relatórios finais dos inquéritos relativos às empreiteiras Engevix e UTC/Constran. A informação foi revelada neste sábado pelo jornal “Folha de S.Paulo”.
Na sétima fase da operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em nove fornecedoras da Petrobras: Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão, Engevix, Iesa, Mendes Junior, UTC Engenharia, Galvão Engenharia e Odebrecht. Destas, só não houve prisão de executivo na Odebrecht. A empresa Toyo Setal também fazia parte, e dois executivos dela, Julio Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, fizeram delação premiada. Além delas, Barusco lista agora as empresas Andrade Gutierrez, MPE, Skanska e Promon como participantes do cartel. Ele faz a ressalva de que a Promon não pagava propina, mas destaca que outros fornecedores não citados por ele faziam esses pagamentos.
“Que essas empresas comporiam o ‘núcleo duro’, sendo que havia outras também que eventualmente pagaram propina”, afirmou o ex-gerente.
A Andrade Gutierrez já havia sido citada em outras delações, mas não foi alvo até este momento de buscas ou prisões. Barusco nega que tenha havido chantagem para obrigar as empreiteiras a pagar propina — argumento que as empresas que admitiram pagamentos têm usado como estratégia de defesa.
DUQUE NEGA DENÚNCIAS
“Que indagado se as propinas recebidas pelo declarante e Renato Duque eram uma exigência, sob pena de represálias a empresários, afirma que não, pois na realidade o pagamento de propinas dentro da Petrobras era algo ‘endêmico’ e ‘institucionalizado’”, registra trecho do depoimento.
A assessoria de imprensa de Duque “nega qualquer acusação sobre ilícitos cometidos na Petrobras”.
Barusco relatou ainda como evidência da cartelização que “os contratos foram firmados com preços perto do máximo do orçamento interno da Petrobras”.
O ex-gerente disse ser o responsável por organizar a contabilidade da propina. Afirmou que ele e Duque receberam por “mais de sessenta contratos firmados entre empresas ou consórcios de empresas e a Petrobras”. Disse que o valor de US$ 97 milhões que devolverá representa “quase tudo” o que recebeu indevidamente, tendo gasto cerca de US$ 1 milhão em viagens e tratamentos médicos. A propina engloba o tempo em que foi gerente de tecnologia de Exploração e Produção e gerente executivo de Engenharia na Petrobras, além de sua passagem pela diretoria de Operações da Sete Brasil.
A assessoria de imprensa de Duque “nega qualquer acusação sobre ilícitos cometidos na Petrobras”. A da Andrade Gutierrez e a da Promon emitiram notas. A primeira informou que não teve acesso ao teor das declarações nem ao contexto em que foram dadas. Ela “nega veementemente qualquer ilação ou acusação de participação em cartel”. A segunda destacou que “todos seus negócios, operações e relacionamentos são pautados pelo respeito à legislação e compromisso com a ética” e que “a empresa está à disposição das autoridades para esclarecimentos.”
De acordo com a revista “Veja”, Rafael Ângulo Lopez, braço-direito do doleiro Alberto Youssef, também negocia um acordo de delação premiada com as autoridades da Lava-Jato. De acordo com a publicação, Lopez possui registros de todas as operações que fez a mando de Youssef e viajava por todo o país com grande quantidade de cédulas amarradas ao próprio corpo para fazer entrega de dinheiro em domicílio aos participantes do esquema, entre eles políticos.

Homem embriagado se perde na direção, provoca acidente, mas outro motorista é quem foge


Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

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Motorista embriagado foi atendido pelo Siate; outro fugiu. Foto: DB/Banda B

Um grave acidente entre dois veículos na manhã deste domingo (14) deixou um motorista ferido no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Sem identidade confirmada, o motorista do Santana, com cerca de 35 anos, estava visivelmente embriagado e foi encaminhado em estado grave ao Hospital Trabalhador (HT). Já o motorista da Zafira fugiu ao lado da passageira após a colisão. Os dois veículos ficaram parcialmente destruídos.
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Testemunhas viram latinhas de cerveja no Santana. Foto: DB/Banda B
O acidente aconteceu na rua Izaac Ferreia da Cruz esquina com a João Laertes Bochia. Os carros seguiam pela rua Issac Ferreira da Cruz, mas em direções opostas quando, na altura desse cruzamento, o motorista do Santana teria se perdido em uma curva e atingido o outro veículo.
O motorista ferido estava embriagado e inconsciente. Dentro do Santana, testemunhas contaram que viram latinhas de cerveja espalhadas pelo chão. “O quadro de saúde dele é grave. Não sabemos se está inconsciente por causa da embriaguez ou pelo trauma na cabeça. Será submetido a exames de tomografia”, contou o médico Misael, que acompanhou os socorristas do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Ele foi levado ao HT.
Já o motorista da Zafira sumiu. Testemunhas contaram aos socorristas que, após o acidente, ele e a passageira desceram do carro, fecharam as portas e fugiram. A Polícia Militar (PM) esteve no local e checou a placa do veículo. Não há informações sobre o motivo do outro motorista ter deixado o local. O cruzamento foi bloqueado parcialmente até a retirada dos dois veículos.
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Universitária que estava desaparecida após festa de curso volta para casa e diz que estava esperando carona


Por Elizangela Jubanski

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Garota está com a família e passa bem. Foto: Reprodução Facebook

A universitária Helen Pereira, 19 anos, que estava desaparecida há mais de 24 horas e voltou para casa. Helen é caloura do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e tinha sido vista pela última vez na manhã deste sábado (13) quando saiu de casa para ir a uma festa do curso, em uma chácara. O telefone celular ficou desligado e ela não manteve contato com a família durante todo o sábado.
O pai da garota, Saul Correia Pereira, conversou com a reportagem da Banda B no início da tarde deste domingo (14) e disse que a esperança é que ela estivesse em um local onde não há sinal de operadoras de telefones celulares. “Assim, o que a gente espera é que ela esteja incomunicável por causa da distância e esperando alguma carona para vir embora”, disse. Quando a garota foi contactada confirmou a suspeita do pai e disse que esperava carona para que pudesse voltar para casa.
A família mora no bairro Capão da Imbuia e a festa aconteceu em uma chácara na região de Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba. Os pais e a irmã foram até a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) registrar Boletim de Ocorrência. Pouco depois do registro, a irmã conseguiu contato com ela. “Estamos bem, estamos indo para casa. Obrigada por ter nos ajudado”, disse Heloísa à Banda B.
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Portão de supermercado com 4 metros de comprimento cai sobre funcionária


Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

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Funcionária foi levada a hospital com suspeita de fratura. Foto: DB/Banda B

Uma funcionária do supermercado Muffato, que fica na Linha Verde, no bairro Pinheirinho, em Curitiba, ficou ferida neste domingo (14) depois que o portão do estacionamento caiu em cima dela. A mulher, de 50 anos, teve ferimentos nos braços e na cabeça. Ela não corre risco de morte.
O acidente aconteceu no momento em que a funcionária abria o portão do estacionamento para liberar a entrada dos clientes, no início da manhã. O portão tem cerca de 4 metros e caiu sobre a mulher, que teve escoriações por todo o corpo. Funcionários ouviram os pedidos de socorro e ajudaram a retirar a mulher debaixo do portão.
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado e o socorrista, que atendeu a funcionária, suspeita de fratura em um dos braços. “Exames serão feitos para que comprovem essa fratura, mas há essa suspeita. A gente orienta que, nesses casos, as vítimas sejam retiradas debaixo do portão com bastante cautela para não piorar ainda mais a situação”, disse o cabo Kamarski à Banda B. Ela foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador.
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Atirador não perdoa e mata mãe no portão de casa na frente dos filhos pequenos em Curitiba


Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

Uma mãe de 38 anos foi morta na noite deste sábado (13) a tiros no portão de casa no bairro Fazendinha, em Curitiba. Simone da Silva Tavares foi assassinada na frente dos dois filhos pequenos, que não tiveram a idade confirmada pela Polícia Militar (PM). Ela chegou a ser socorrida, mas morreu logo após dar entrada no Hospital do Trabalhador. O atirador é desconhecido e fugiu em um carro de cor escura.
Simone estava no portão de casa, na rua Rua Nicolau Hornung, quase limite com o bairro Portão, conversando com a mãe e a vizinha, enquanto os filhos brincavam dentro do quintal. Por volta das 21 horas, um veículo de cor escura parou em frente a residência e um homem desceu. Ele atirou três vezes contra Simone e foi embora, sem ferir mais ninguém.
As testemunhas ficaram desesperadas e acionaram o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). As crianças se assustaram, começaram a chorar e foram levadas para um outro local. Socorristas afirmaram que o estado de saúde dela era grave, já que um dos disparos transfixou um dos órgãos da vítima. Ela teve parada cardiorespiratoria dentro da ambulância, mas foi entregue ao hospital ainda com vida. Horas depois, ela não resistiu e morreu.
O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. A vítima esteve presa no ano de 2012 e o crime pode estar relacionado a um acerto e contas.
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Ex-gerente da Petrobras negociou pagamentos em esquema de Youssef


Outro funcionário da estatal é acusado de pagar fornecedores por serviços não realizados
Demitido em 2013, o ex-gerente de Comunicação da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, Geovanne de Morais, intermediou a negociação de pagamentos no valor de R$ 1,795 milhão para a empresa Muranno Brasil Marketing por meio do esquema criminoso operado pelo doleiro Alberto Youssef. A negociação com a Muranno teve participação também de Silas Oliveira Filho, gerente de Comércio de Álcool e Oxigenados da Petrobras. Morais foi acusado de pagar fornecedores por serviços não realizados por Venina Velosa Fonseca, funcionária da Petrobras demitida em novembro após ter seu nome incluído no relatório da Comissão Interna de Apuração, que investigou irregularidades em contratos da refinaria Abreu e Lima.
Os sócios da Muranno, Luciana Mantelmacher e Ricardo Marcelo Vilani, alegam que mantiveram negócios com a estatal sem contrato, todos relacionados a eventos de marketing da Fórmula Indy entre 2004 e 2008. A investigação ainda está em curso.
Vilani afirmou que teria ficado com saldo a receber pelos serviços prestados na Fórmula Indy e que só recebeu em 2010 depois de conversar com Paulo Roberto Costa. O doleiro Alberto Youssef teria ficado encarregado de fazer os pagamentos e fez contato com Vilani. Os depósitos para a Muranno – R$ 815 mil e R$ 980 mil, ambos no dia 22 de dezembro de 2010 – foram feitos pela empresa Sanko Sider. Os sócios da Sanko Sider admitiram na Justiça que a empresa foi usada para repassar dinheiro de propina a pedido do Consórcio Nacional Camargo Corrêa.
O nome da Muranno apareceu também nas planilhas feitas pela Sanko Sider, que recebia os pagamentos do consórcio e relacionava em planilha o que era “repasse” de propina. Aparentemente, a conta da Muranno não era controlada por Alberto Youssef, embora tenha recebido depósitos provenientes do suposto esquema criminoso.
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Os sócios da Muranno ingressaram com habeas corpus na Justiça no mês passado. O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, responsável pela investigação da Operação Lava Jato, extinguiu o pedido e argumentou que, até aquele monto, não havia qualquer indício de que os sócios da Muranno poderiam ser presos. “A mera existência de investigação criminal que, nas circunstâncias, se justifica, não é causa suficiente para habeas corpus”, observou Moro.

Relatórios internos da Petrobras apontam interferência de ex-diretores em licitações



Documento cita interferência de Paulo Roberto Costa e Renato Duque.
Segundo relatório, houve irregularidades no Comperj e na Abreu e Lima.

DO G1 PR, com informações do Jornal Nacional
Relatórios internos da Petrobras revelam indícios de que os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque interferiam na escolha das empresas que iriam participar da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e tomaram decisões que aumentaram os custos da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. As informações são do Jornal Nacional.

A comissão interna de apuração da Petrobras que analisou a construção do Comperj estudou 30 licitações e ouviu 71 pessoas. A comissão constatou que mais da metade desses contratos ficou com as empresas investigadas na Operação Lava Jato. De acordo com depoimentos de funcionários da Petrobras, os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque acompanhavam passo a passo as licitações.

Renato Duque chegou a ser preso na sétima fase da Operação Lava Jato, no dia 14 de novembro, e foi libertado por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, que considerou que não havia risco de ele fugir do país, apesar das denúncias de que tem contas no exterior.
 O ex-diretor saiu da carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, no dia 3 de dezembro.Francisco Pais, então assistente de direção da Petrobras, disse à comissão que encaminhou, por determinação dos dois ex-diretores, ajustes na lista de empresas a serem convidadas para uma licitação de parte da obra. Isto, segundo o relatório, demonstra a interferência de Paulo Roberto Costa e Renato Duque no processo de indicação de empresas para participar de licitações.
Já Paulo Roberto Costa, que fez um acordo de delação premiada, cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro desde 1º de outubro. Ele foi preso em março, quando a operação foi deflagrada pela Polícia Federal. Costa é monitorado por uma tornozeleira eletrônica e tem que cumprir regras para não perder os benefícios oferecidos pelo acordo feito com a Justiça. Até então, ele também estava detido na carceragem da PF na capital paranaense.
Refinaria Abreu e Lima

Outra investigação interna da Petrobras, sobre as obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cita o nome de Venina da Fonseca, ex-gerente da estatal que trabalhava com Paulo Roberto Costa. Conforme reportagem publicada na sexta-feira (12) pelo jornal “Valor Econômico”,Venina alertou em mensagens eletrônicas a Graça Foster, atual presidente da Petrobras, sobre várias irregularidades que estavam acontecendo.
De acordo com o relatório da comissão interna de apuração da Petrobras, Venina apresentou um plano para reduzir o prazo de entrega da obra, a pedido do ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa. Segundo o relatório, os aditivos contratuais previstos nesse plano aumentaram o custo da obra em R$ 4 bilhões.
Em e-mail enviado em setembro de 2009, a ex-gerente Venina afirmou ter tomado conhecimento de um sobrepreço de 272% na casa de força da Refinaria Abreu e Lima. O e-mail foi encaminhado ao assistente Francisco Pais. Nele, Venina diz que, quando assinou a pauta da diretoria executiva, esse valor não foi citado e pede que, da próxima vez, essas informações sejam incluídas em um documento interno encaminhado à diretoria. Ela ainda escreveu: “os desvios são grandes e isso me preocupa muito”.
Na sexta-feira, por meio da nota, a Petrobras afirmou que investigou todas as denúncias de Venina e a acusou de não ter revelado fatos que agora está trazendo ao conhecimento da imprensa. Na nota, a Petrobras declara ainda que "a empregada guardou estranhamente por cerca de cinco anos o material e hoje possivelmente o traz a público pelo fato de ter sido responsabilizada pela comissão". Ainda segundo a Petrobras, Venina foi destituída depois que ameaçou seus superiores que iria divulgar supostas irregularidades, caso não fosse mantida na função gerencial.
As investigações internas da Petrobras apontam falhas de gestão, problemas de planejamento e execução de projetos que podem ter facilitado a prática de crimes na estatal. Essas conclusões têm sido usadas como mais um elemento para embasar as denúncias que estão sendo apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF).
As revelações de Venina da Fonseca têm sido consideradas importantes pelos investigadores da Operação Lava Jato. Ela vai ser ouvida pela força tarefa que atua no caso, e todas as informações passadas por ela vão ser analisadas e checadas.
Conforme o MPF, só nos contratos da diretoria de Abastecimento, o dinheiro que teria sido desviado chegou a quase R$ 300 milhões, e quase R$ 75 milhões teriam sido destinados a esquemas de lavagem de dinheiro. O Ministério Público quer o ressarcimento de mais de R$ 1,1 bilhão.
A Petrobras não comentou sobre o relatório, nem sobre o Comperj, nem sobre a Refinaria Abreu e Lima.
Denúncias apresentadas
Até agora, das 36 pessoas citadas nas cinco denúncias apresentadas pelo MPF na quinta-feira (11), nove viraram réus e vão responder a processo por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre elas, estão quatro executivos da construtora Engevix, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Outras quatro denúncias ainda estão sendo analisadas pela Justiça Federal.
Onze executivos de empreiteiras e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, continuam presos na carceragem da PF, em Curitiba.
Entenda a Lava Jato
A operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação acabou resultando na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
A sétima fase da operação policial, no mês passado, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.
Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos na sétima etapa da operação 85 mandados em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.
Conforme balanço divulgado pela PF, além das 25 prisões, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Também foram expedidos nove mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar depoimento), mas os policiais conseguiram cumprir seis.
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

Ninguém acerta dezenas e Mega-Sena acumula; na quarta prêmio pode chegar a R$ 8 milhões


Redação

Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena. O sorteio do concurso de número 1.661 foi realizado neste sábado (13), em Cratéus (CE). O próximo concurso da Mega-Sena, que acontece na quarta-feira (17), terá prêmio estimado em R$ 8 milhões. As dezenas sorteadas foram : 13 – 16 – 27 – 43 – 48 – 58
A quina teve 70 acertadores, que levaram prêmio de R$ 30.074,43 cada um. Além disso, houve 6.712 ganhadores na quadra, que rendeu R$ 448,06.
Para apostar
A Caixa Econômica Federal faz os sorteios da Mega-Sena duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 2,50.
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Ousada, Gangue da Dinamite escolhe multinacional para levar dois caixas aos ares


Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

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Um vigilante da empresa PepsiCo foi rendido no portão. Foto: DB/Banda B

Cada vez mais ousada e menos preocupada, a Gangue da Dinamite escolheu uma empresa multinacional para estourar dois caixas eletrônicos. Na madrugada deste domingo, a empresa PepsiCo, norte-americana do gênero alimentício e bebidas, foi o alvo. Ela tem sede na Cidade Industrial, na rua Francisco Sobania.
Dois caixas eletrônicos da agência HSBC foram estourados por cerca de três homens armados, que renderam um vigilante da empresa que fazia a segurança no local. O crime aconteceu por volta das 5 horas e eles fugiram em um Vectra de cor preta.
Os bandidos conseguiram levar o dinheiro dos dois caixas e fugiram sentido Rodovia do Xisto, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) foram acionados e, como de praxe, nenhum valor foi divulgado e ninguém quis gravar entrevista com a imprensa.
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