'Milícia', diz empresário que pagava até R$ 10 mil por mês a PMs


Policiais cobravam valor por suposto 'serviço de segurança' a posto. 
Sargento da PM diz que era um 'bico' e que muitos trabalharam no local.

Do G1 AC
Empresário Jarbas Soster diz que grupo de policiais militares cobrava para fazer a segurança do posto de combustíveis (Foto: G1)Empresário Jarbas Soster diz que grupo de policiais militares cobrava para fazer a segurança do posto de combustíveis (Foto: G1)
O empresário Jarbas Soster, sócio de um posto de combustíveis de Rio Branco, acusa um grupo de policiais militares de negociar e cobrar quantias em dinheiro para fazer a ronda e garantir a segurança do estabelecimento. Ele conta que há quatro anos se vê obrigado a pagar, mensalmente, uma quantia próxima a R$ 10 mil. Há pouco mais de um mês, a empresa resolveu parar o pagamento. A coordenação do serviço, segundo Soster, era de responsabilidade do sargento Willington de Morais. Ao G1, o policial confirmou que prestava o serviço, mas nega ter existido qualquer tipo de ameaça.
Era uma constrição permanente, de que a presença deles tinha que existir, porque senão, a empresa sofreria diversos arrombamentos. É uma milícia que se instalou e ficou sugando a empresa".
Empresário Jarbas Soster
No início, de acordo com Soster, os policiais chegaram ao posto com informações, supostamente adquiridas no serviço de inteligência da Polícia Militar, de que existiam assaltos planejados ao local. Diante disso, eles sugeriam uma atenção maior ao local, caso a empresa oferecesse gratificações em dinheiro.
"Eles foram oferecendo uma espécie de serviço paralelo. Sob essa iminente possibilidade de um assalto ou qualquer tentativa contra algum funcionário, a gente acabou sendo enquadrado por essa quadrilha, que tinha como objetivo extrair dinheiro da empresa. Era um terrorismo que eles patrocinavam e acabamos aceitando, porque nas redondezas têm um índice elevado de furtos e assaltos", conta.
O dinheiro, diz o empresário, era retirado diretamente com os frentistas. Soster conta que dois policiais, que formavam a ronda, passavam praticamente todos os dias para fazer as retiradas. Cada um recebia mais de R$ 140, diariamente. Além disso, uma outra quantia no valor de R$ 1 mil era paga, a cada mês.
Eles traziam mulheres nas dependências do restaurante ao lado, algumas vezes vinham de uniforme e com viatura da polícia"
Jarbas Soster
"Eles vinham durante a noite, em momentos não convencionais. Iam no caixa do posto, e pegavam o dinheiro com o frentista. Não era uma relação de trabalho, era uma constrição permanente, de que a presença deles tinha que existir, porque senão, a empresa sofreria diversos arrombamentos. É uma milícia que se instalou e ficou sugando a empresa", explica.
A identidade dos policiais militares envolvidos é incerta. Soster afirma que não eram os mesmos policiais que frequentavam o posto diariamente. No entanto, a organização do esquema, segundo ele, era de responsabilidade de uma única pessoa, o sargento Willington de Morais.
"Era um grupo de policiais que tinha um, que atualmente é sargento, que recrutava os outros. Ele comandava essa turma. Era uma milícia mesmo. Temos recibos assinados, porque os frentistas não podiam tirar dinheiro do caixa sem uma comprovação no dia seguinte. Eles estão identificados em alguns recibos e tem assinatura do sargento Willington", revela.
Soster explica que o medo foi o motivo da empresa ter passado tanto tempo pagando os serviços de ronda policial. O temor foi tanto que, há dois anos, o posto, que era para funcionar durante 24 horas, é fechado das 23h às 5h. "Chegamos a um ponto que passamos a fechar o posto, já faz dois anos, a partir das 23h por conta de que era um risco continuado. Por uma questão de segurança".
2 Recibo de pagamento por 'serviços de segurança' mostra assinatura de sargento da Polícia Militar do Acre (Foto: G1)Recibo de pagamento por "serviços de segurança" mostra assinatura de sargento da Polícia Militar, Willington de Morais (Foto: G1)
O fim das negociações só ocorreu há 40 dias. O empresário diz que, apesar do pagamento, os furtos e arrombamentos ocorriam, mesmo que esporadicamente. Além disso, Soster denuncia que os policiais, algumas vezes fardados e com viatura, levavam mulheres para as dependências do posto.
"Resolvemos abrir agora, porque estamos cansados. E mesmo durante o tempo que eles ofereciam esse dito serviço, ocorreram vários arrombamentos e furtos nas dependências da empresa. Durante a noite, a gente tinha informação dos frentistas, que eles traziam mulheres nas dependências do restaurante ao lado, algumas vezes vinham de uniforme e com viatura da polícia", denuncia.
Um boletim de ocorrência foi lavrado junto à Polícia Civil no dia 19 deste mês. De acordo com o advogado do empresário, Cristopher Mariano, nunca foi vontade da empresa contratar policiais em serviço para fazer a segurança do local. No entanto, diante das ameaças, foi obrigada a ceder.
"A empresa não queria pagar um servidor público, mas ela se viu extorquida. Ela sabe que não se pode contratar um policial armado para ficar aqui. Já registramos a ocorrência, levamos as testemunhas, e pedimos que outros empresários que passam pela mesma situação denunciem. Segurança pública é dever do Estado. E policiais não podem utilizar da função para ameaçar", diz.
Empresário conta que, devido ao medo, posto de combustíveis 24h é fechado durante a madrugada  (Foto: G1)Empresário conta que, devido ao medo, posto de combustíveis 24h é fechado durante a madrugada (Foto: G1)
'Era um bico, eu recebia por fora', diz sargento da PM
Procurado pelo G1, o sargento Willington de Morais confirmou que, juntamente com outros policiais, prestava serviço ao posto de combustíveis, se tratando de um "bico". No entanto, ele afirmou que o trabalho não era feito durante o horário de trabalho na polícia. Ele também confirmou todos os valores em dinheiro recebidos.
"Uma equipe de segurança fazia um 'bico' e o dono do posto pagava. Eu ganhava a mais só para montar a escala. Ele me pagava R$ 1 mil por mês e a diária dos 'meninos' estava em R$ 142. Era um extra que a gente tirava sem agredir a escala da PM e nunca foi usada viatura", diz.

O sargento acredita que o motivo da denúncia é a ação trabalhista que os policiais estão movendo na Justiça contra a administração do posto, desde o término do serviço prestado, em novembro deste ano. "A questão dele é por causa dessa ação trabalhista. Existia um vínculo de trabalho, uma escala. Ele mandou todo mundo ir embora, sem nada, sem acordo. Já está correndo um processo judicial. Inclusive, as audiências já são agora em janeiro", afirma.
Morais diz também que esse tipo de serviço extra é comum na PM e muitos policiais atuaram na segurança do local. No entanto, garante que, diferente do que denuncia o proprietário do posto Jarbas Soster, o trabalho nunca foi feito mediante ameaças. "Muitos passaram por lá. É um bico separado, desde que não prejudique o serviço. Por isso, tinha essa escala, para acontecer na folga. A questão das ameaças é uma acusação grave e eles têm que provar isso em juízo", acrescenta.
Morais explica ainda que a presença da polícia inibia a possibilidade de crimes no local. "O trabalho que a gente tem feito lá, na questão da segurança, é que as pessoas que chegavam para tentar alguma coisa no posto sabiam que tinham policiais trabalhando e não iam. E nenhum policial queria trabalhar lá, porque fica numa ilha de alto índice de periculosidade".
Trabalho extra não é permitido, diz Comando da PM
O comandante da PM-AC, coronel José Anastácio, disse que o comando tomou conhecimento do caso por meio da reportagem e que uma investigação será iniciada. "O comando tomou conhecimento agora e eu vou mandar para a Corregedoria para apurar", garantiu.
Anastácio afirma também que o serviço na polícia requer exclusividade. Por isso, não é permitido que o policial atue de forma independente em nenhum local. "O nosso serviço é dedicação exclusiva, só que esse 'bico' existe em alguns lugares. Por mais que a gente tenha combatido, e que tenha disponibilidade de serviço extra remunerado na polícia, alguns policiais ainda insistem em fazer. E, à medida que são denunciados, são tomadas as providências pela corporação", afirma.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Reni Graebner, informou que a denúncia deve ser feita junto à PM, por se tratar de uma infração administrativa. "A orientação é procurar a Corregedoria da PM, porque é uma infração administrativa em primeiro lugar. Tem que apurar isso", acrescentou.

Turista é internado em estado grave após levar 14 marteladas na cabeça


Crime foi registrado como tentativa de latrocínio; quatro foram detidos.
Turista é de São Paulo e está internado em estado grave em Guarujá, SP.

Cássio Lyra e Guilherme LucioDo G1 Santos
Eduardo foi golpeado com um martelo em Guarujá, SP (Foto: Reprodução/Facebook)Eduardo foi golpeado com um martelo em Guarujá, SP (Foto: Reprodução/Facebook)
Um turista foi assaltado e agredido com um martelo em Guarujá, no litoral de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (29). De acordo com informações da Polícia Militar, um casal foi preso e uma adolescente e um menor apreendidos. Uma quinta pessoa estaria envolvida, mas conseguiu fugir. A vítima, Eduardo Mortean Silvestre, foi atingida com 14 golpes na cabeça e está internada em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Enseada.
Grupo foi encaminhado para a Delegacia Sede de Guarujá, SP (Foto: G1)Grupo foi encaminhado para a Delegacia Sede de
Guarujá, SP (Foto: G1)
De acordo com os depoimentos dos suspeitos à polícia, Silvestre, que mora na capital paulista, estava em uma casa noturna de Guarujá quando convidou um menor e um rapaz, Gerson Rangel Vital, de 28 anos, para irem à sua casa, no bairro Enseada. Na sequência, a dupla convidou uma adolescente e uma mulher, Sarah Cristina Ribeiro dos Santos, de 27 anos, para irem junto.
Ainda de acordo com a polícia, quando chegou ao local, o grupo se impressionou com a casa e se interessou por alguns objetos do rapaz. Aproveitando que a vítima estava embriagada, os quatro decidiram assaltá-lo. Eduardo foi amarrado e golpeado 14 vezes na cabeça. Vizinhos perceberam a ação, que aconteceu por volta das 7h30, e acionaram a polícia.
Os quatro suspeitos foram encaminhados à Delegacia Sede do município, onde a ocorrência foi registrada como tentativa de latrocínio. Testemunhas afirmam que uma quinta pessoa estaria envolvida no crime, teria ficado do lado de fora da casa vigiando o movimento. A polícia, entretanto, ainda não confirmou essa informação. Eduardo está internado em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Enseada.
Homens usaram martelo para golpear turista em Guarujá (Foto: Divulgação/Polícia Militar)Homens usaram martelo para golpear turista em Guarujá (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
Suspeitos entraram na casa onde amarraram e atacara a vítima (Foto: Cássio Lyra / G1)Suspeitos entraram na casa, amarraram e atacaram a vítima (Foto: Cássio Lyra/G1)
Vítima foi levada para a UPA do bairro Enseada, em Guarujá, SP (Foto: Cássio Lyra/G1)Vítima foi levada para a UPA do bairro Enseada, em Guarujá, SP (Foto: Cássio Lyra/G1)

Crime foi registrado como tentativa de latrocínio; quatro foram detidos.
Turista é de São Paulo e está internado em estado grave em Guarujá, SP.

Cássio Lyra e Guilherme LucioDo G1 Santos
Eduardo foi golpeado com um martelo em Guarujá, SP (Foto: Reprodução/Facebook)Eduardo foi golpeado com um martelo em Guarujá, SP (Foto: Reprodução/Facebook)
Um turista foi assaltado e agredido com um martelo em Guarujá, no litoral de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (29). De acordo com informações da Polícia Militar, um casal foi preso e uma adolescente e um menor apreendidos. Uma quinta pessoa estaria envolvida, mas conseguiu fugir. A vítima, Eduardo Mortean Silvestre, foi atingida com 14 golpes na cabeça e está internada em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Enseada.
Grupo foi encaminhado para a Delegacia Sede de Guarujá, SP (Foto: G1)Grupo foi encaminhado para a Delegacia Sede de
Guarujá, SP (Foto: G1)
De acordo com os depoimentos dos suspeitos à polícia, Silvestre, que mora na capital paulista, estava em uma casa noturna de Guarujá quando convidou um menor e um rapaz, Gerson Rangel Vital, de 28 anos, para irem à sua casa, no bairro Enseada. Na sequência, a dupla convidou uma adolescente e uma mulher, Sarah Cristina Ribeiro dos Santos, de 27 anos, para irem junto.
Ainda de acordo com a polícia, quando chegou ao local, o grupo se impressionou com a casa e se interessou por alguns objetos do rapaz. Aproveitando que a vítima estava embriagada, os quatro decidiram assaltá-lo. Eduardo foi amarrado e golpeado 14 vezes na cabeça. Vizinhos perceberam a ação, que aconteceu por volta das 7h30, e acionaram a polícia.
Os quatro suspeitos foram encaminhados à Delegacia Sede do município, onde a ocorrência foi registrada como tentativa de latrocínio. Testemunhas afirmam que uma quinta pessoa estaria envolvida no crime, teria ficado do lado de fora da casa vigiando o movimento. A polícia, entretanto, ainda não confirmou essa informação. Eduardo está internado em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Enseada.
Homens usaram martelo para golpear turista em Guarujá (Foto: Divulgação/Polícia Militar)Homens usaram martelo para golpear turista em Guarujá (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
Suspeitos entraram na casa onde amarraram e atacara a vítima (Foto: Cássio Lyra / G1)Suspeitos entraram na casa, amarraram e atacaram a vítima (Foto: Cássio Lyra/G1)
Vítima foi levada para a UPA do bairro Enseada, em Guarujá, SP (Foto: Cássio Lyra/G1)Vítima foi levada para a UPA do bairro Enseada, em Guarujá, SP (Foto: Cássio Lyra/G1)

Governo do PT torna mais rigoroso acesso a benefícios previdenciários


Período de trabalho para requerer 1º seguro-desemprego vai triplicar.
Futuro ministro disse que mudança gera economia de R$ 18 bi por ano.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
Ministro Aloizio Mercadante (centro) anuncia mudanças em regras da Previdência Social (Foto: Nathalia Passarinho / G1)Ministro Aloizio Mercadante (centro) anuncia mudanças em regras da Previdência Social (Foto: Nathalia Passarinho / G1)
O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (29) a edição de medidas provisórias (MPs) que tornarão mais rigoroso o acesso da população a uma série de benefícios previdenciários, entre eles seguro-desemprego e pensão por morte.

As MPs, que na prática significam uma reforma previdenciária, serão publicadas no Diário Oficial da União nesta terça (30). As novas regras passam a valer logo após a publicação, mas precisam ter a validade confirmada pelo Congresso Nacional no prazo de até 120 dias. Conforme o ministro Mercadante, as limitações à concessão dos programas servem para “corrigir excessos e evitar distorções”.

“Verificamos que 74% do seguro-desemprego está sendo pago para quem está entrando no mercado de trabalho. Agora, o trabalhador terá que trabalhar um ano e meio para ter esse direito”, disse o ministro. Para solicitar o benefício pela segunda vez, o trabalhador terá que ter trabalhado por 12 meses seguidos. Na terceira solicitação, o período de trabalho exigido continuará sendo de seis meses.
Indicado por Dilma para ser ministro do Planejamento no segundo mandato, Nelson Barbosa participou da coletiva de imprensa e informou que as medidas vão significar uma economia de R$ 18 bilhões por ano, a partir de 2015. A “minirreforma previdenciária” foi anunciada após reunião dos ministros com centrais sindicais, entre elas CUT e UGT, no Palácio do Planalto. Também participaram da coletiva a atual ministra do Planejamento, Mirian Belchior, e o ministro do Trabalho, Manoel Dias.

Entre as mudanças definidas está a triplicação do período de trabalho exigido para que o trabalhador peça pela primeira vez o seguro-desemprego. Conforme Mercadante, será elevado de seis meses para 18 meses o período seguido de trabalho para que os recursos sejam liberados ao contribuinte que acaba de ficar desempregado.

Pensão por morte
Os critérios para obter pensão por morte também ficarão mais rigorosos e o valor por beneficiário será reduzido. As novas regras não se aplicam a quem já recebe a pensão. O governo vai instituir um prazo de “carência” de 24 meses de contribuição do segurado para que o dependente obtenha os recursos.

Atualmente, não é exigido tempo mínimo de contribuição para que os dependentes tenham direito ao benefício, mas é necessário que, na data da morte, o segurado esteja contribuindo. 

Será estabelecido ainda um prazo mínimo de 2 anos de casamento ou união estável para que o cônjuge obtenha o benefício. “Esse prazo é necessário e serve até para evitar casamentos oportunistas”, disse Mercadante. A atual legislação não estabelece prazo mínimo para a união.
O ministro anunciou também um novo cálculo que reduzirá o valor da pensão. “Teremos uma nova regra de cálculo do benefício, reduzindo do patamar de 100% do salário de benefício para 50% mais 10% por dependente até o limite de 100% e com o fim da reversão da cota individual de 10%”, disse Mercadante.

Pelas medidas provisórias editadas pela presidente Dilma Rousseff, deixará de ter direito a pensão o dependente condenado pela prática de crime que tenha resultado na morte do segurado. Atualmente, o direito de herança já é vetado a quem mata o segurado, mas não havia regra com relação à pensão por morte.
Outra mudança é a vitaliciedade do benefício. Cônjuges “jovens” não receberão mais pensão pelo resto da vida. Pelas novas regras, o valor será vitalício para pessoas com até 35 anos de expectativa de vida – atualmente quem tem 44 anos ou mais. A partir desse limite, a duração do benefício dependerá da expectativa de sobrevida.
Desse modo, o beneficiário que tiver entre 39 e 43 anos receberá pensão por 15 anos. Quem tiver idade entre 33 e 38 anos obterá o valor por 12 anos. O cônjuge com 28 a 32 anos terá pensão por nove anos. Quem tiver entre 22 e 27 anos receberá por seis anos. E o cônjuge com 21 anos ou menos receberá pensão por apenas três anos.
Abono salarial
Outro benefício que será limitado pelo governo é o abono salarial, que equivale a um salário mínimo vigente e é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos. Atualmente o dinheiro é pago a quem tenha exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não, no ano.
Com a medida provisória que será publicada nesta terça-feira, só poderá obter o benefício o trabalhador que tenha exercido atividade por seis meses. “O benefício da forma como é hoje trata de forma igual quem trabalha 30 dias em um ano e quem trabalha o ano inteiro. Agora  a carência para receber o salário mínimo, em vez de um mês, passa a ser de seis meses”, explicou Mercadante.

Auxílio-doença
O governo também mudou as normas para concessão do auxílio-doença. Hoje o valor é pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) ao trabalhador que ficar mais de 15 dias afastado das atividades.
Com a edição da MP, o prazo de afastamento para que a responsabilidade passe do empregador para o INSS será de 30 dias. Além disso, será estabelecido um teto para o valor do auxílio equivalente à média das últimas 12 contribuições.
Seguro-defeso
Outra alteração anunciada pelo governo diz respeito ao seguro-desemprego do pescador artesanal, o chamado seguro-defeso. Trata-se de um benefício de um salário mínimo para os pescadores que exercem atividade exclusiva e de forma artesanal. O valor é concedido nos períodos em que a pesca é proibida para permitir a reprodução da espécie.
A MP editada por Dilma veda o acúmulo de benefícios assistenciais e previdenciárias com o seguro-defeso. O pescador que recebe, por exemplo, auxílio-doença não poderá receber o valor equivalente ao seguro-defeso. Além disso, será instituída uma carência de 3 anos a partir do registro oficial como pescador, para que o valor seja concedido.

Marcelo Cirino perto do Flamengo

Foto: Site Oficial/ Atlético Paranaense
marcelo cirino - atletico
De acordo com informações divulgadas nesta manhã peloGloboesporte.com e pela Gazeta do Povo, o atacante Marcelo Cirino está perto de acertar com o Flamengo para a próxima temporada. A transação seria viabilizada pelo Doyen Group que, por 4 milhões de euros, teria comprado do Atlético-Pr 50% do passe do jogador para repassá-lo ao clube carioca.
Depois de ajudar o clube a voltar para a série A na temporada de 2012, Marcelo foi um dos destaques do Atlético na temporada de 2013, quando o time ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro e chegou a final da Copa do Brasil. Naquela temporada, o jogador ganhou o prêmio de Revelação do Brasileirão. Em 2014, porém, o jogador não conseguiu repetir o mesmo desempenho.

Condenados por homicídio e tráfico, ex-presidiários trabalham no STF


Foto: Sergio Lima/ Folhapress
stf- sergio lima, folhapress
de Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo:
Há quatro anos, Marcelo Guedes, 32, despacha diariamente no STF, o Supremo Tribunal Federal. No gabinete do ministro Gilmar Mendes, atende advogados e cataloga processos. Nas sessões, fica ao lado de Mendes e de magistrados como Teori Zavascki e Ricardo Lewandowski.
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Marcelo, no entanto, é considerado um perigo para a sociedade. E pode ser preso a qualquer momento.
“Eu não consigo mais dormir, de medo”, diz. Ele foi condenado em 2007 a oito anos de prisão por tráfico de drogas. Ficou preso por um ano na Papuda, em Brasília. Saiu graças a um habeas corpus e passou a responder ao processo em liberdade.
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Inscreveu-se no programa que oferece trabalho no STF a presidiários que cumprem pena em regime aberto ou semiaberto. A ideia é dar uma segunda chance àquele que se empenha em retomar a vida. E evitar que, sem opção, ele volte ao crime. “O Marcelo é um funcionário aplicado e integrado ao gabinete”, diz Gilmar Mendes.
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O jovem retomou os estudos. Tudo andava bem. Até que veio a bomba: depois de oito anos de idas e vidas na Justiça, seu processo chegou ao final. E ele teria que voltar à prisão para cumprir o que resta da pena. Ou seja, embora trabalhe há anos na principal corte do país, Marcelo precisa ir para a detenção para ser recuperado e “integrado socialmente”, em tese o objetivo de qualquer pena.
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Marcelo se desesperou. Entrou com recursos, inclusive no STF. O ministro Luís Barroso despachou, afastando a possibilidade de ele voltar ao presídio de imediato. A situação segue indefinida.
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“Se eu voltar para a Papuda, vou largar mulher, mãe, pai, filhos, tudo?”, diz ele à coluna às 6h30 de uma quarta-feira, enquanto se prepara para ir de moto da chácara em que vive, nos arredores de Brasília, até o STF.
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Marcelo mora na casa dos pais. A mãe, Thelma, é analista de sistemas. O pai, Nilo Sérgio, 65, se aposentou por invalidez. Vive em cadeira de rodas há 20 anos por causa de um derrame. O filho o ajuda na hora do banho.
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Marcelo, a mulher, Cláudia, e os filhos Juliana, 12, e Henrique, 6, ocupam dois quartos que ele construiu no subsolo do sobrado, na área que era reservada à lavanderia. A casa de madeira do cão labrador, Pudim, foi instalada na porta do puxadinho.
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Às 7h, ele chega ao STF. Acomoda-se numa mesa com telefone e computador, na recepção do gabinete. E apresenta à coluna seus três companheiros de trabalho.
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Wellington Almeida, 30, matou uma pessoa em 2011. Condenado a 11 anos, já cumpriu um sexto e está no semiaberto. Foi selecionado para trabalhar na recepção do gabinete de Mendes. Volta todos os dias para dormir no CPP, o Centro de Progressão Penitenciária de Brasília.
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Valdir de Oliveira, 51, é ex-policial. Matou uma pessoa em 2002. Foi condenado a 12 anos. Já está no aberto. Robson Willian, 33, foi condenado por assalto. Trabalha no STF há um ano. Todos recebem R$ 1.200,00 mensais.
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“O ministro Gilmar Mendes aceita traficante, homicida, assaltante. Ele não tem preconceito”, diz Robson. Entusiasta de políticas de ressocialização de presos, o magistrado nem sequer pergunta aos coordenadores do programa, que selecionam os que vão para o seu gabinete, o crime que eles cometeram.
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“Eu não poderia entrar nessa discussão sob pena de projetar preconceito e de negar chance às pessoas, comprometendo o próprio intento do programa”, diz o magistrado, que lançou a iniciativa em 2008, quando presidia o STF. “Esse não é um programa apenas de direitos humanos, mas também de segurança pública. A ressocialização evita a reincidência.”
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“O ministro nem sabe, mas o Valdir ficou preso com o pessoal do mensalão”, diz Marcelo. “Conta para ela!”, incentiva. O ex-policial ficava na ala especial em que estavam Delúbio Soares, Jacinto Lamas, João Paulo Cunha e o bispo Rodrigues. “Esse pregava a Bíblia”, diz Valdir. Lamas “era o que mais chorava”. E todos eram “gente boa demais”. “Não é porque a pessoa erra que a personalidade dela muda”, afirma.
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Marcelo conta que tinha 19 anos e estudava administração no Iesb, o Instituto de Educação Superior de Brasília, quando começou a “ir em balada” e a consumir drogas. Experimentou ecstasy, “que é como ficar bêbado sem passar mal”. E haxixe, “para ficar abestalhado”. Diz que passou a comprar e distribuir aos amigos. Acabou preso na porta da casa da avó. Sua mulher estava grávida. Sua mãe “envelheceu uns 20 anos”.
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Na Papuda, Marcelo aprendeu as regras da cadeia: não levantar a blusa e mostrar o corpo. Não olhar para visitas de outros presos. “Lá, se você não é visto, não é lembrado”, observa Wellington.
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“A opressão é muito grande”, acrescenta Robson, que está no semiaberto e passa as noites na prisão. Até outros detentos, diz, “te secam para você perder o trabalho”. “Nós somos a escória da sociedade, querendo ou não. A maioria lá dentro quer estudar, expandir a mente. E não consegue. Fica doido, sai pior do que entrou.”
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Robson diz que, no presídio, “tudo te empurra para trás”, por mais que a pessoa tente melhorar. As dificuldades aparecem nas coisas mais simples: “Você não imagina a minha luta para não chegar aqui com a roupa amassada”.
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Ele dorme num lugar com 300 camas. “Mas jogam 650 pessoas lá dentro, um monte dorme no chão.” Pendura a camisa, já usada, no beliche. Tenta mantê-la lisa pois na prisão não há ferro de passar. “Toda hora alguém esbarra e derruba a roupa.” Nas visitas quinzenais à mulher, Leidyanne, deixa as camisas para lavar e volta à detenção com outras três, limpas.
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Robson era garçom e maître com 17 anos de trabalho. Foi condenado como mandante de um assalto ao restaurante Capital Steak House. “O ser humano fala ‘quero mais’. E termina na cadeia ou a sete palmos do chão. Joguei tudo fora e me arrependo amargamente.” Quase se separou da mulher.
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“Quando você tá preso, tá preso. Perde tudo. Quando sai, a primeira coisa que quer é reconquistar a confiança da família”, diz Valdir, que evita falar do crime de homicídio que cometeu. “Ninguém mais acredita em você. Eu fui criado na roça, fui engraxate, policial. Sempre trabalhei do lado da Justiça. E agora até quem me conhece pensa que virei um bandido na cadeia.”
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“É, depois de preso, você perde a autoestima. E a vergonha que eu tenho de atender, aqui no gabinete, amigos que viraram advogados e descobrem que eu fui presidiário?”, diz Marcelo.
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Valdir concorda: “Outro dia, eu estava no supermercado e encontrei um amigo que falou bem alto para o outro: ‘Não te disse que ele tava solto?’. Morri de vergonha”.
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“É difícil”, diz Robson. “É por isso que, quando aparece alguém querendo ajudar, como aqui no STF, você até eleva a cabeça. Eu agora quero estudar. Para bater no peito e dizer ‘eu posso!’.” Ele quer ser advogado de defesa, “da área criminal”.
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Wellington sai do STF às 17 horas. À noite, na prisão, faz o curso pré-vestibular. Quer ser médico, “pediatra ou clínico geral”. O ex-policial Valdir “sonha” em ser reintegrado à carreira. E quer viver num pequeno sítio que tem no interior de Goiás. Marcelo também quer ser advogado, mas da área ambiental.
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No fim da conversa, eles chamam Carlos Eduardo Estevam para aparecer na fotografia que ilustra essa reportagem. Ele foi condenado por tráfico de drogas. Ainda preso, foi selecionado para trabalhar no STF, no programa que hoje contempla Marcelo, Valdir, Robson e Wellington.
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Há dois anos, acabou de cumprir a pena. E hoje tem emprego fixo: foi contratado para integrar a equipe de secretários do gabinete de Gilmar Mendes.

Palácio do Planalto anuncia sete novos ministros


ministros g1
do G1:
A Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto anunciou nesta segunda-feira, por meio de nota oficial, os nomes de sete novos ministros para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
Veja a lista.
São eles: Antonio Carlos Rodrigues (Transporte); Gilberto Occhi (Integração); Miguel Rossetto (Secretaria Geral); Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário); Pepe Vargas (Relações Institucionais); Ricardo Berzoini (Comunicações); e Carlos Gabas (Previdência).
O anúncio foi feito depois da chegada de Dilma da Bahia, onde a presidente passou os últimos quatro dias descansando, na praia da Base Naval de Aratu.
Agora, do total de 39 ministros, o Planalto já anunciou os nomes de 24 – faltam outros 15, a serem divulgados até a próxima quinta (1º), quando Dilma tomará posse para o segundo mandato (veja lista ao final desta reportagem).
Dos sete anunciados nesta segunda, cinco são petistas (Rossetto, Ananias, Vargas, Berzoini e Gabas). Gilberto Occhi, da cota do PP, é o atual ministro das Cidades – será transferido para a Integração Nacional. O Ministério dos Transportes continuará sob controle do PR, agora sob comando do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e suplente da senadora Marta Suplicy (PT-SP).
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto (PT), que teve participação ativa na campanha de Dilma à reeleição, entrará no lugar de Gilberto Carvalho (PT). Pepe Vargas (PT-RS) substituirá Ricardo Berzoini (PT-SP), que vai para o Ministério das Comunicações, cujo atual ministro é Bernardo (PT-PR).
O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) dará lugar a Carlos Eduardo Gabas, atual secretário-executivo do ministério, servidor de carreira do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e filiado ao PT.
Negociação dífícil
A demora para a conclusão da reforma ministerial é motivada pelas dificuldades nas negociações com partidos da base aliada.
O principal empecilho para a definição dos nomes do primeiro escalão, segundo integrantes do Planalto, é a negociação em andamento com o PDT, que atualmente comanda o Ministério do Trabalho.
A presidente pretendia alocar os pedetistas em outra pasta, liberando o Trabalho para algum nome indicado pelo PT. A manobra era uma tentativa de compensar os petistas pela perda do Ministério da Educação, que ficará a cargo do governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), a partir de 2015.
Ao G1, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que acertou neste fim de semana com Dilma, por meio de uma conversa telefônica, a permanência de seu partido na mesma pasta que vem administrando desde 2007. Segundo ele, o acordo com a Presidência inclui a permanência de Manoel Dias no comando do Ministério do Trabalho.
No entanto, a continuidade do ministro não foi anunciada nesta segunda-feira. Além da resistência do PDT de assumir outra pasta, correntes internas do PT também estão insatisfeitas com a indicação do deputado Pepe Vargas (PT) para o comando da Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação política do governo com o Congresso Nacional.
Integrante da corrente Democracia Socialista (DS) – minoritária no PT –, Pepe Vargas ocupará o lugar de Ricardo Berzoini, descolado para o Ministério das Comunicações.
Petistas da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) – corrente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – não queriam que a DS ficasse com o comando de duas pastas.
Além de Pepe Vargas, o Planalto confirmou a indicação do petista gaúcho Miguel Rossetto para a Secretaria-Geral. Conforme o G1 apurou, a queda de braço entre as correntes petistas gerou desdobramentos na Câmara dos Deputados e até mesmo no PT do Rio Grande do Sul, base eleitoral de Pepe e Rossetto.
Leia a íntegra da nota divulgada pelo Palácio do Planalto.
NOTA OFICIAL
A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje novos nomes do seu ministério.
São eles:
Antonio Carlos Rodrigues (Transporte);
Gilberto Occhi (Integração);
Miguel Rossetto (Secretaria Geral);
Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário);
Pepe Vargas (Relações Institucionais).
Ricardo Berzoini (Comunicações);
Carlos Gabas (Previdência)
A presidenta agradeceu a dedicação dos ministros:
Francisco Teixeira (Integração),
Garibaldi Alves (Previdência Social)
Gilberto Carvalho (Secretaria Geral)
Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário),
Paulo Bernardo (Comunicações);
Paulo Sérgio Passos (Transportes),
Ricardo Berzoini (Relações Institucionais),
A posse dos novos ministros será realizada no dia 1º de janeiro.
Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República
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Infográfico: G1.

Churrasqueiro recebe salário depois de um dia de trabalho e some depois de carona com amigos


Por Elizangela Jubanski

desaparecido
A família registrou o Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil já investiga o caso. Foto: Arquivo família/Banda B

A família do churrasqueiro Adriano Andrade Machado, 34 anos, funcionários de uma empresa especializada em assados, está desesperada com o sumiço do rapaz que está prestes a completar 72 horas. Machado teria trabalhado durante toda a última sexta-feira (26) e sumido após uma carona com colegas de trabalho. A equipe teria recebido o salário: parte em dinheiro e parte em cheque.
De acordo com a família, após o expediente Machado teria ido de carona até as proximidades do Hipermercado Condor Santa Cândida com um casal, que trabalha com ele. “A gente ligou para eles e o que nos contaram foi que trocaram o cheque pro meu irmão e se despediram. A partir daí, meu irmão sumiu”, contou Cristiane Andrade Machado à Banda B.
Por volta das 17h30, o rapaz ligou para a irmã, segundo a família, que mora no bairro Santa Cândida e disse que estava indo na casa dela. Machado mora no município de Quitandinha, na região metropolitana de Curitiba.
A família registrou o Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil já investiga o caso, a partir das informações e os amigos serão ouvidos em breve. Quem souber o paradeiro do rapaz pode entrar em contato com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por meio do telefone (41) 3360-1400 ou também no celular da família (41) 9859-8648.
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Representante comercial é assaltado, leva prejuízo de R$ 76 mil e tem fim de ano para esquecer


Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento


Um representante comercial de lingeries, morador no bairro Santa Quitéria, em Curitiba, procurou a reportagem da Banda B para desabafar sobre um fim de ano para esquecer. No último dia 24, ele foi assaltado durante a entrega de produtos a uma loja na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e levou um prejuízo de mais de R$ 76 mil. O carro do trabalhador foi encontrado, mas a sensação de estar seguro ainda não.
representante
Carro de representa comercial foi recuperado hoje (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)
“Eu estava fazendo essa entrega e eles chegaram nessa loja armados. Levaram R$ 75 mil em lingeries, R$ 1,5 mil em dinheiro que eu tinha e R$ 80 da dona do comércio. Os bandidos fugiram com meu carro, que foi encontrado hoje em Piraquara. Dentro dele estavam vários documentos que não foram localizados”, contou à Banda B o representante comercial.
O trabalhador falou sobre a sensação de medo pela qual vem passando. “Eles colocaram a arma na cabeça de meu filho de cinco anos que estava junto. Não é a primeira vez que isso aconteceu. Estou com medo de sair de casa e meu menino está traumatizado. Até agora ninguém foi preso”, lamentou.
A Polícia Civil investiga o caso. Informações sobre os suspeitos também pode ser passadas via 190 da Polícia Militar.