Justiça Federal revoga prisão de operador de contas de Youssef


João Procópio está preso em Curitiba desde novembro.
Segundo as investigações, ele operava contas do doleiro no exterior.

Fernando CastroDo G1 PR
O juiz federal Sergio Moro decretou nesta sexta-feira (20) a substituição da prisão preventiva de João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado por medidas alternativas. Ele está preso em Curitiba, acusado de ter envolvimento no esquema de lavagem de dinheiro que desviou dinheiro da Petrobras.
A decisão foi tomada após parecer do Ministério Público Federal (MPF), que se manifestou favorável à revogação da prisão preventiva a que Procópio estava submetido desde novembro, quando foi deflagrada a sétima etapa da Operação Lava Jato. Investigação da Polícia Federal aponta João Procópio Prado como operador das contas de Alberto Youssef no exterior, incluindo uma com US$ 5 milhões na Suíça, em nome do doleiro.
No despacho, Moro afirma que a prisão preventiva de Procópio foi motivada, em partes, pelo risco de que ele continuasse a cometer os crimes de que foi acusado. “Ainda que atuando de maneira subordinada, João Procópio é quem figuraria como responsável pelas contas no exterior de Alberto Youssef, com o que teria os instrumentos para prosseguir na atividade do escritório de lavagem por ele (Alberto Youssef) comandada”, diz o juiz.
Moro ainda reitera que a defesa de Procópio se comprometeu a encerrar as contas bancárias do cliente, apresentando os extratos. O prazo é de 30 dias, e os extatos devem corresponder ao período de cinco anos. "Esclareço que tais compromissos não envolvem qualquer confissão de João Procópio quanto a culpa dos crimes, mas são importantes para esvaziar os riscos que motivaram a prisão cautelar", sustenta o juiz.
Para que a revogação da prisão seja mantida, Procópio terá de: entregar o passaporte à Justiça; permanecer no Brasil; comparecer a todos atos processuais; permanecer no mesmo endereço. Ele fica proibido de: manter contatos com Youssef ou contatos associados a ele, além de outros acusados, investigados ou testemunhas da Lava Jato; celebrar contratos com a Administração Pública; obstacularizar a obtenção de extratos de contas no exterior, ou a repatriação dos saldos das contas no exterior; e movimentar as contas e saldos do exterior.
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)