Na prisão, Vargas repetiu o gesto do punho cerrado


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No dia em que foi preso pela Polícia Federal, na sexta-feira (10), o ex-deputado André Vargas (ex-PT) repetiu o gesto que marcou a prisão de petistas condenados no mensalão. Ao avistar um amigo na carceragem em Curitiba, ergueu o punho cerrado. “Um gesto que apoio e a vida inteira vou apoiar. É um gesto de resistência. Pena que custou a ele a antipatia da direita”, disse a Folha de S. Paulo o advogado João Gomes.
Ao se entregarem à PF para cumprirem pena, em 2013, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) ergueram o punho. Gomes, que conhece Vargas há 20 anos, disse que tentou ver o amigo mas, devido ao horário, não obteve autorização. Foi quando o avistou pela porta aberta da carceragem.
Vargas repetiu então o gesto que fez em 2014, no Congresso, ao lado do então presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do mensalão Joaquim Barbosa. A ação foi vista à época como uma provocação. Gomes disse ter devolvido o gesto batendo com a mão fechada no peito. Vargas foi preso na Lava Jato por suspeita de receber propina em contratos de publicidade fechados com a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde.