Depois de protestos, clima é de tranquidade no Centro Cívico nesta sexta-feira


Por Denise Mello e Djalma Malaquias
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Manifestantes ocupam a Praça neste 1º de maio

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Estátua do Homem Nu foi coberta de preto – Foto: Djalma Malaquias – Banda B
Depois de dias seguidos de manifestações, o clima é de tranquilidade no Centro Cívico, em Curitiba, na tarde desta sexta-feira (1). Agora, novas manifestações só devem acontecer na semana que vem, segundo a previsão dos professores.
Hoje pela manhã
Cerca de quatro mil manifestantes protestaram na manhã desta sexta-feira (1º de maio) na Praça 19 de dezembro, no Centro Cívico, em Curitiba. A estimativa é da APP- Sindicato e CUT, que organizam o evento. Por volta das 11 horas, o grupo saiu da Praça 19 de Dezembro em direção ao prédio da Assembleia Legislativa. A manifestação foi pacífica e a polícia apenas acompanhou o protesto, que, por volta das 11h45, já ocupava toda a região da Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu. Às 14h o movimento se dispersou.
Professores, servidores e cidadãos solidários vestem preto e camisetas com mensagens de protesto contra a aprovação do projeto que mudos as regras da previdência estadual e o confronto que deixou mais de 200 feridos na última quarta-feira (29). A estátua do Homem Nu foi coberta com uma faixa preta. Cruzes foram colocadas em frente à Alep em protesto contra as mudanças na gestão das aposentadoria dos servidores.
De acordo com a presidente da CUT-PR, Regina Cruz, a manifestação é sem violência. “Vamos caminhar até a Assembleia Legislativa e colocar cruzes em protesto contra a violência jamais vista contra trabalhadores. Vamos também mostrar o placar da votação do projeto da Previdência”, afirmou Regina.
O ato conta com a participação de Luciana Genro, que foi candidata à Presidência pelo PSOL nas últimas eleições.
A manifestação também tem o apoio de outros sindicatos, como o Sipol, Sindicato dos Investigadores de Polícia do Paraná. “Apoiamos este movimento e a comunidade policial está de luto pela aprovação dessa lei nefasta e muito ruim de forma geral. Foi aprovada de forma violenta, nada democrática e logo a população vai refletir de forma séria sobre as cosnequências disso no futuro”, afirmou o Roberto Ramires, do Sipol.
Ontem (30), em apoio aos mais de 200 professores feridos no confronto com a Polícia Militar, centenas de estudantes se reuniram no Centro Cívico. O protesto, que começou com passeata pela Avenida Cândido de Abreu, teve princípio de tensão apenas após tentativa de invasão ao Palácio Iguaçu, mas de maneira geral foi pacífico. Por volta das 16h30, um caminhão de som da APP-Sindicato acompanhado por vários professores reforçou a manifestação.
De acordo com os manifestantes, este foi o primeiro de uma série de atos que eles prometem fazer nos próximos dias.
Sancionada
Nesta quinta-feira, o governador Beto Richa (PSDB) sancionou a polêmica lei da reforma da previdência do funcionalismo estadual. Isso menos de 24 horas depois do violento confronto entre policiais militares e manifestantes que tentavam evitar a aprovação do projeto na Assembleia Legislativa.