Menino de um ano morreu em Colombo porque pai estava envolvido na guerra do tráfico


Da Redação

Menino estava dentro do carro que foi alvejado por bandidos. Foto: Arquivo família
Menino estava dentro do carro que foi alvejado por bandidos. Foto: Arquivo familiar
Após a prisão de dois dos suspeitos pela morte de Scott Hendrix Porto, de 21 anos, e do filho Felipe Hendrix Franco Porto, de 1 ano e 7 meses, o delegado Erineu Sebastião Portes disse nesta quinta-feira (14) que é provável que o crime tenha sido motivado por uma guerra no tráfico de drogas de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Pai e filho foram assassinados na noite de segunda-feira (11) e a polícia acredita em acerto de contas, já que Scott possuía passagens pela polícia por envolvimento no tráfico.
Segundo o delegado, um dos presos confessa que estava no carro durante o crime, já o outro nega qualquer participação. “O que confessa diz que estava no carro, mas acusa um terceiro que está foragido. Já o outro nega qualquer participação. Ele foi preso com o chassi adulterado, mas as investigações apontam sim o envolvimento”, disse.
As duas vítimas saíam de uma panificadora na região quando foram alvos dos disparos. A mãe também foi atingida, mas passa bem.
Crime
Scott tinha passagem pela polícia e foi alvo dos atiradores no momento em que estava no carro conversando com a companheira e mãe de Felipe, de 19 anos. Ela levou apenas um tiro na perna e sobreviveu. Até agora, poucas informações foram repassadas para a imprensa.
Sandro Martins Cordeiro, de 32 anos, é o suspeito de atirar.
Sandro Martins Cordeiro, de 32 anos, é o suspeito de atirar.
O pequeno Felipe foi atingido por um tiro fatal na cabeça. Ele chegou a ser levado para a ambulância, mas os próprios socorristas reconheceram que o gesto foi mais para tirar a criança daquela cena de revolta dos moradores, já que o menino já estava morto. Scott também morreu na hora. Ele foi atingido por vários tiros. Um carro emparelhou e dois homens teriam começado a atirar.
Os dois presos agora ficam à disposição da justiça. Qualquer informação que leve a polícia até ele pode ser repassada pelo telefone 3656-3498.