Policial militar de UPP é baleado durante ataque no Alemão


Policial foi atingido durante patrulhamento
Policial foi atingido durante patrulhamento Foto: Thiago Freitas / Extra
Ricardo Rigel

Um policial militar foi baleado durante uma operação de rotina no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, na manhã deste sábado. Segundo a assessoria de imprensa das Unidades de Polícia Pacificadora, o PM estava acompanhado por um grupo de agentes, que saíam da base da UPP em direção à Rua Joaquim de Queiroz, onde permaneceriam de plantão.
As primeiras informações dão conta que o militar foi atingido no peito, por volta das 10h30m, quando passava por um local conhecido como Beco do Flipper, na região da Grota. De acordo com a assessoria das UPPs, ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte. Buscas estão sendo feitas na tentativa de localizar o atirador.
Na sexta-feira, após 25 dias sem tiroteios uma equipe de policiais da UPP Nova Brasília foi alvo de disparos pouco depois das 11h, quando patrulhava a localidade conhecida como Chuveirinho. Em nota, a assessoria das UPPs afirmou que os policiais não revidaram.
Nas redes sociais, moradores lamentaram o fim da trégua. “Fiquei muito triste só de ouvir”, escreveu um morador em seu perfil no Facebook.

Problemas

O projeto da Polícia Pacificadora no Complexo do Alemão passou por uma série de problemas. Na última semana de março, uma base avançada da UPP do Alemão foi atacada a tiros. Os criminosos passaram a limitar a circulação dos militares, criando barricadas com trilhos de trem. Uma semana depois, policiais foram expulsos da base avançada e mudaram o endereço do posto, da Rua Canitar para uma garagem, de onde passaram a chegar e ir embora a bordo de um veículo blindado do 16º BPM (Olaria).
A constante troca de tiros entre PMs e traficantes deixou 76 buracos na fachada da escola estadual Caic Theophilo de Souza Pinto, que, por isso, perdeu mais da metade de seus alunos. Durante os confrontos, uma ação policial resultou na morte do menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, no dia 2 de abril. Na ocasião, o comandante-geral das UPPs, coronel Luis Cláudio Laviano, admitiu que a PM errou durante a ação.