MP denuncia viúva de executivo morto na Berrini e mais dois


Crime ocorreu em 1º de junho, na Zona Sul de São Paulo. 
Para Ministério Público, viúva e amante encomendaram morte.

Do G1 São Paulo
Eliana é levada em delegacia do Brooklin suspeita de participar da morte do marido Luis Eduardo Barreto (à direita) (Foto: Isabela Leite/G1 e Reprodução/Facebook)Eliana é levada em delegacia do Brooklin suspeita de participar da morte do marido Luis Eduardo Barreto (à direita) (Foto: Isabela Leite/G1 e Reprodução/Facebook)
O Ministério Público do Estado de São Paulo ofereceu na segunda-feira (15) denúncia ou acusação formal à Justiça contra Eliana Freitas Barreto, viúva do executivo Luiz Eduardo de Almeida Barreto, o suposto amante dela, Marcos Fábio Zeitunsian, e o suspeito pela execução, Eliezer Aragão da Silva, o “Carioca”. A morte de Barreto ocorreu na tarde de 1º de junho em uma travessa da Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, na Zona Sul de São Paulo. O G1 não conseguiu localizar os advogados dos suspeitos para comentar a denúncia.
Eliezer Aragão da Silva foi denunciado por roubo, com pena aumentada por uso de arma, furto e homicídio duplamente qualificado, por ter recebido dinheiro para matar e por ter usado recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Marcos Fábio Zeitunsian  e Eliana Freitas Barreto foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, por supostamente terem pago pelo homicídio por motivo torpe e  também por terem impossibilitado a defesa da vítima.
De acordo com a denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça do 1º Tribunal do Júri da Capital, o executivo foi assassinado durante um assalto simulado.  Ele passava a pé local, em companhia de um amigo, quando ambos foram abordados por Eliezer Aragão da Silva, que, armado com um revólver calibre 38, anunciou o assalto.
Os dois entregaram seus aparelhos celulares e R$ 50 em dinheiro. Eliezer, então, determinou que Luiz Eduardo permanecesse no local e que o amigo dele saísse. A vítima liberada foi até a loja onde trabalha para acionar a polícia, e ao chegar ouviu três tiros. Retornou ao local do assalto e encontrou o executivo morto.
Eliezer foi preso pouco depois na Estação Berrini da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e confessou o crime. Alegou ter sido contratado por R$ 5 mil por uma pessoa conhecida como “Alemão”, que disse ter conhecido na cadeia.
Ele vingaria um estupro sofrido pela filha de “Alemão”. A polícia descobriu, por meio da agenda telefônica de Eliezer, que “Alemão” na verdade é Marcos Fábio Zeitunsian, que teve a prisão temporária decretada e confessou participação no crime. A versão do estupro era fantasiosa.
Zeitunsian contou que era amante da esposa da vítima e que ele e Eliana decidiram matar Luiz Eduardo, contratando o assassino. Eliana afirmou à polícia que decidiu assassinar o marido porque não queria que ele sofresse com a separação. Ela fez um empréstimo de R$ 7 mil e transferiu o dinheiro para a conta de Marcos, a fim de que ele pagasse o matador. O próprio Marcos levou o assassino para a região do crime.