Com doença no intestino, bebê sofre para se alimentar e tem que ir ao hospital todos os dias


Por Felipe Ribeiro

Acordar com o dia ainda escuro, se arrumar e seguir caminho até um hospital de Curitiba. Essa é a difícil rotina de centenas de pessoas em Curitiba e região metropolitana, que convivem com a tentativa diária de garantir uma vida. Marcelo Augusto Barreto, de 1 ano e 5 meses, é uma dessas histórias, mas que devido a família humilde, enfrenta problemas que não deveriam existir na vida de uma criança.
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Foto: Reprodução
Portador de megacólon congênito, ou doença de Hirschsprung, Marcelo e a mãe, Marlene Rodrigues Santos, saem todos os dias do bairro Campo Largo da Roseira, em São José dos Pinhais, e seguem com o dia ainda amanhecendo até o Hospital Pequeno Príncipe para um procedimento conhecido como lavagem intestinal.
Doença genética, o megacólon congênito é uma patologia onde uma porção do intestino grosso não possui terminações nervosas que controla as contrações e os movimentos do intestino. Como consequência da ausência da rede que deveria empurrar o alimento para fora do intestino, as fezes voltam para dentro do corpo ao invés de ir à direção do ânus.
Marlene explica que a solução para o problema é uma cirurgia, mas aí um novo problema, a falta de vagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Já marcamos três vezes, mas sempre voltamos para casa por falta de vagas”, comentou à reportagem da Banda B.
Como a mãe é responsável pelo cuidado e o pai possuí um tipo de deficiência nos braços, nenhum deles pode trabalhar, o que motivou um pedido de ajuda a nossa reportagem. A alimentação do pequeno Marcelo é uma dieta baseada no uso de legumes e o único leite que ele pode ingerir custa aproximadamente R$ 40 a lata.
Quem puder ajudar o menino, com alguma lata de Nam Confor 3, ou qualquer outra forma, pode entrar em contato com o telefone de Marlene, o 9829-1909.