Idoso é transportado em cadeira de escritório em hospital de Lages, SC


Paciente procurou hospital com fortes dores para fazer exame de raio-x.
Instituição reconhece a falha, mas diz ter atendido paciente com 'prioridade'.

Do G1 SC
Um idoso foi transportado em uma cadeira de escritório, em vez de uma cadeira de rodas, em um hospital de Lages, na Serra catarinense. Acamado há dois meses com dores nas pernas, o ex trabalhador rural de 81 anos procurou ajuda médica para tentar descobrir as causas das dores, como mostrou reportagem do Jornal do Almoço desta terça-feira (18).
Na última semana, o aposentado Alziro Pereira de Moraes foi levado por familiares ao Hospital Tereza Ramos após se queixar de fortes dores nas pernas. O caso aconteceu no dia 11 de agosto.
"Ajeitaram lá uma cadeirinha no escritório de uma guria lá. Eu sentei ali e me empurraram aqui e ali. Mas fraquinha, estava com medo de quebrar e eu cair.
"Colocamos ele sentado com muita dificuldade, pois ele gemia muito de dor. Minha filha foi segurando as pernas dele para que não arrastassem no chão", contou Jailma de Fátima dos Santos, filha do idoso.
Erro
Beatriz Montemezzo, diretora do Hospital Tereza Ramos, reconheceu o erro durante o atendimento, mas afirma que o paciente foi atendido com prioridade. "Houve uma falha da equipe que não percebeu que este senhor estava precisando de uma cadeira de rodas e a mesma não foi cedida", explicou.
Montemezzo disse ainda que o paciente chegou ao local num horário de pico e que o tempo de atendimento, cerca de 30 minutos, foi bem menor do que a média do hospital. Segundo a diretora, foram realizados 112 exames na manhã do dia 11, o que pode deixar o ambiente tumultuado.
"Realmente o seu Alziro chegou ao Hospital Tereza Ramos em um horário onde nós temos os picos de atendimento muito altos. Ele deu entrada aqui às 9h05, foi atendindo, concluiu-se os exames e a saída dele foi em torno de 9h31. A estimativa dele foi até curta dentro do hospital, nós priorizamos o atendimento ao idoso", explicou.

A situação constrangedora abalou a filha do aposentado, que estava com ele durante o atendimento. "Foi como se eles estivessem lidando com bicho", concluiu.