Doença rara faz criança de dois anos engordar mesmo sem se alimentar e mãe pede ajuda


Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

Portador de uma doença rara e que não possui cura, um pequeno morador de Curitiba luta para ter o direito de viver como uma criança normal. Vinícius Ribeiro de Lima, de 2 anos, tem obesidade monogênica, que o faz engordar mesmo sem a alimentação considerada adequada para a idade. Nesta sexta-feira (25), a mãe Viviane Ribeiro entrou em contato com a Banda B para pedir ajuda, uma vez que os custos da doença são extremamente elevados.
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Vinícius já possuí o peso de uma criança de dez anos
“Hoje estamos no Hospital de Clínicas para tentar descobrir mais detalhes da doença. Com um ano ele começou a engordar e chegava a ganhar três quilos em um mês, estamos fazendo de tudo para que ele possa ficar bem”, comentou.
Além de pesar o equivalente de uma criança de dez anos, Vinícius precisa conviver com outros problemas decorrentes da obesidade monogênica, como alergias na pele e asma. “O problema é que os medicamentos são muito caros, como a bombinha de ar. Dormir também é uma dificuldade, nem com calmante ele consegue”, explicou.
A obesidade monogênica é definida como a obesidade resultante da mutação ou deficiência de um único gene. São poucas as crianças que possuem a doença no mundo e a de Vinícius ainda depende de análises complementares.
Viviane explicou que os custos são muito altos campanhas para cobrir os custos são o que tem mantido Vinícius. Uma das principais necessidades do garoto é fraldas geriátricas, uma vez que usa cerca de dez por dia.
A doença
De acordo com o endocrinologista Fabiano Lago, o caso é extremamente raro, uma vez que os casos de obesidades tratados comumente é poligênica, o que quer dizer que muitos genes estão envolvidos e interagindo. “As obesidades como o dessa criança possuem um grau muito avançado, já que ele pode atingir uma fase mórbida já na adolescência, então é preciso tratar desde cedo”, explicou.
Lago diz que a obesidade monogênica aparece muito cedo e hoje existem profissionais indicados para acompanhar as crianças, mas que o SUS ainda peca na consulta por especialistas. “O acompanhamento é de anos e depende do serviço para se dizer quanto ficariam os custos, mas nesse caso é necessário intensificar o tratamento”, concluiu.
Quem puder ajudar o pequeno Vinícius de alguma forma, pode entrar em contato pelo telefone 9860-4043.