Parlamento autoriza envio de tropas e Rússia conduz ataque aéreo na Síria


De acordo com as autoridades russas, Moscou apoia o regime de Bashar al-Assad e se posiciona contra o Estado Islâmico

REDAÇÃO ÉPOCA
30/09/2015 - 11h18 - Atualizado 30/09/2015 11h23
O presidente da Rússia Vladimir Putin pediu ao parlamento para enviar tropas à Síria, com o intuito de combater o Estado Islâmico (EI) (Foto: Alexei Nikolsky/RIA Novosti, Kremlin Pool Photo via AP)
A Rússia realizou o primeiro ataque aéreo na Síria nesta quarta-feira (30),  logo após o parlamento russo aprovar pedido do presidente Vladimir Putin para conduzir tropas ao território do Oriente Médio. O intuito é de combater o Estado Islâmico (EI). De acordo com o G1, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os alvos são equipamentos militares.
"Os ataques aéreos foram feitos de acordo com as forças sírias e com ajuda do centro de coordenação antiterrorista de Bagdá", afirmou um dos responsáveis pelo Ministério da Defesa russo, Yuri Yakubov. De acordo com o presidente Vladimir Putin, esta é uma medida preventiva para combater o terrorismo e o envolvimento militar russo envolverá, temporariamente, apenas a Força Áerea.

Segundo o chefe de administração da presidência russa, Sergei Ivanov, o presidente Bashar al-Assad se dirigiu oficialmente à Rússia para pedir auxílio militar contra o grupo. "O país será de fato o único que atuará sobre uma base legítima: a pedido do presidente da Síria."
Os ataques começaram nos arredores de Homs, segundo o G1. Moscou já tinha comunicado aos Estados Unidos uma hora antes do ataque sobre suas operações. "Eles nos avisaram que começariam a atacar na Síria", disse uma autoridade norte-americana à Reuters.
Na Síria, a guerra civil dura quatro anos e deixou mais de 250 mil mortos. Apesar do posicionamento contra o Estado Islâmico, a Rússia e os Estados Unidos apoiam vertentes diferentes. O primeiro governo está ao lado do presidente sírio, Bashar al-Assad, enquanto os norte-americanos apoiam grupos rebeldes que são contrários ao dirigente.