Richa não vê problemas em ter recebido doações de empresas após e-mails da Odebrecht


Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias

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Beto Richa foi questionado durante coletiva na Alep. Foto: DM/Banda B
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) disse, na manhã desta quarta-feira (30), que não vê problemas em ter recebido doações de empresas que foram indicadas pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht, preso sob acusação de esquema de corrupção.  A declaração foi dada na Assembléia Legislativa do Paraná durante o anúncio do orçamento do Plano Plurianual. “Fico surpreso com a divulgação desses emails, soube pela imprensa, inclusive. Não faz sentido porque não vejo irregularidade, ilegalidade e imoralidade algumas nessa situação”, declarou.
O nome do governador foi citado em e-mails entre a construtora Odebrecht com outras três empresas: Gerdau, Bunge e Suzano. O conteúdo dos e-mails é sobre o currículo do governador, na época, então, candidato ao Governo do Estado. Não há informações concretas sobre o cunho dos e-mails, no entanto, dias depois a investigação aponta que duas, das empresas citadas, fizeram doações de R$ 250 mil e R$ 80 mil, respectivamente, de acordo com as informações do jornal Gazeta do Povo.
Para o governador, essa prática de analisar o currículo do candidato antes de realizar as doações deveria ser algo comum. “Parece que são e-mails de empresas que ajudaram na minha campanha e que queriam consultar meu currículo, que está disponível para quem quiser ver. Inclusive, é uma boa prática os empresários que querem doar para a campanha de um candidato possam ver o currículo dele. E se o meu foi aprovado por uma pessoa, que é um dos mais respeitados, como é o caso de Jorge Gerdau, me sinto honrado”, descreveu.
Ainda, para finalizar, o governador atribuiu a citação do nome nas investigações da Lava-Jato como algo para prejudicar a gestão. “Me estranha o vazamento disse, é para tentar prejudicar minha imagem”.