CPI do BNDES quebra sigilos de empresa que trabalhou nas campanhas de Dilma


Teor dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Pepper Interativa e de seus sócios será usado em investigação

NONATO VIEGAS
08/10/2015 - 12h11 - Atualizado 08/10/2015 14h48
CASO DE PROCON 1 | A Polícia Federal faz busca na Pepper durante a Operação Acrônimo   (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Integrantes da CPI do BNDES na Câmara dos Deputados aprovaram nesta quinta-feira (8) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico da agência de comunicação Pepper Interativa e dos sócios Danielle Miranda Fonteles e Amauri Santos Teixeira. E-mails e mensagens de celular também terão de ficar à disposição da comissão, bem como os contratos da Pepper com o BNDES.
A Pepper foi contratada em 2010 e 2014 para atuar nas campanhas da presidente Dilma Rousseff. A empresa, que é investigada naOperação Acrônimo da PF, matinha estreita relação com a mulher do governador mineiro, Fernando Pimentel, e tambémcontratou os serviços do estudante de publicidade Jeferson Monteiro, criador da personagem Dilma Bolada.
Um fato chamou a atenção dos integrantes da CPI: o deputadoAndré Moura (PSC-SE) desistiu de requerer a cópia do inquérito da Operação Acrônimo, que investiga a Pepper. Moura também tentou dissuadir seus colegas sobre a inclusão da agência nas investigações. Pelo visto, não deu certo.