MP pede nova condenação de André Vargas por lavagem de dinheiro

O ex-deputado André Vargas na CPI da Petrobras
O ex-deputado André Vargas (Vagner Rosario/VEJA)
O Ministério Público Federal apresentou ao juiz Sergio Moro pedido para que o deputado cassado André Vargas (ex-PT-PR), ex-1º vice-presidente da Câmara, seja novamente condenado em um processo relacionado à Operação Lava Jato, desta vez por ter utilizado dinheiro sujo de propinas para comprar um imóvel de luxo em Londrina. Vargas já foi condenado por Moro a 14 anos e quatro meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. No outro processo a que responde, ele é acusado de ter atuado ao lado da esposa Eidilaira Soares e do irmão Leon Vargas na compra subfaturada de uma mansão com dinheiro de propina em um esquema típico de lavagem de dinheiro. Segundo o MP, Vargas e Eidilaira compraram, com a ajuda de Leon Vargas, uma casa por 980.000 reais, mas para ocultar os valores recebidos em propina, declararam que o valor do imóvel era de 500.000 reais e quitaram diferença, por fora e com dinheiro sujo, para evitar o rastreamento dos recursos por órgãos de fiscalização. "Como representante do povo, André Vargas tinha o dever de promover a defesa do interesse público e da soberania nacional; exercer o mandato com dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular, agindo com boa-fé, zelo e probidade. (...) Nada obstante, desrespeitou e traiu o voto conferido por seus eleitores, utilizando o seu cargo em benefício próprio", alegam os procuradores ao pedirem a condenação dos três. (Laryssa Borges, de Brasília)