Sem segurança, dona de tradicional banquinha no Centro diz que não consegue trabalhar


Por Marina Sequinel e Djalma Malaquias

Donos de bancas de jornais estão preocupados com a falta de segurança no Centro de Curitiba. Na manhã desta quinta-feira (26), quando a comerciante de um desses estabelecimentos chegava para trabalhar, na Rua Marechal Deodoro, descobriu que o local havia sido arrombado.
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(Imagem ilustrativa – Cesar Brustolin/SMCS)
“Pelo o que nós percebemos, eles usaram um pé de cabra para abrir a porta e furtar várias mercadorias. É complicado, todo dia tem duas ou três bancas arrombadas. Nós não temos policiamento, muitos moradores dizem que à noite e principalmente de madrugada não há patrulha aqui”, disse Stéphanie Zem, neta da dona Leonor, a jornaleira mais antiga de Curitiba, em entrevista à Banda B.
Segundo ela, em dois meses, a banca da família foi atacada quatro vezes. Além do furto, a vítima contou que os comerciantes sofrem também com o vandalismo na região. “Em uma ocasião anterior, eles usaram o suporte da lixeira pública para abrir a porta. Hoje, amanhecemos com várias placas de rua no chão, quebradas. Nós estamos colecionando Boletins de Ocorrência e contas, porque o prejuízo com os furtos é enorme. Não temos mais como trabalhar”, concluiu ela.
Sobre os relatos, a Banda B entrou em contato com a Polícia Militar (PM) e aguarda retorno.