Depois de mais de um ano e meio, Cantareira sai do volume morto


Em São Paulo, dezembro registrou 258,2 milímetros de chuva. O esperado para o mês eram 219,4 mm

REDAÇÃO ÉPOCA
30/12/2015 - 10h08 - Atualizado 30/12/2015 10h56
Captação de água da segunda cota do volume morto na represa de Atibainha, do sistema Cantareira (Foto: AFP PHOTO / Miguel Schincariol)
Depois de mais de um ano e meio de seca, o Cantareira, que abastece 5,4 milhões de pessoas Estado de São Paulo, saiu do volume morto nesta quarta-feira (30). Desde a semana passada, faltava apenas 1% para que o nível de água subisse e o sistema saísse da reserva técnica. Antes da forte crise hídrica que assolou o Estado em 2014, o Cantareira abastecia mais de 9 milhões de pessoas, mas a fonte de água foi redestribuída par alivar as sete represas que compõem o sistema.
Segundo boletim divulgado pela Sabesp, o nível de água do sistema chegou a 29,3%, índice que considera o volume acumulado em relação ao volume útil. O volume morto é uma reserva técnica de água que fica abaixo dos túneis de captação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) nas represas do sistema.
De acordo com o G1, no entanto, especialistas alertam que oCantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também afirmou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno, e o racionamento, portanto, deve seguir intenso.
Em São Paulo, foram registrados 258,2 milímetros de chuva em dezembro. O esperado para o mês eram 219,4 mm. Em boletim divulgado nesta quarta-feira, a Sabesp informa que o estoque de água no sistema Cantareira é de 287,3 milhões de metros cúbicos.
A primeira reserva técnica entrou em operação no dia 16 de maio de 2014 e acrescentou mais 182,5 bilhões de litros ao sistema (18,5%). A segunda reserva técnica entrou em operação no dia 24 de outubro do mesmo ano, acrescentando mais 105 bilhões de litros ao sistema (10,7% de acréscimo).