Em grupo de WhatsApp, comandante do Batalhão de Choque da PM do Rio defendeu violência contra manifestantes


Carolina Heringer

Comandante do Batalhão de Choque da PM, o coronel Fábio Almeida de Souza, que também estava à frente da unidade durante os protestos de 2013, defendeu o uso de violência contra os manifestantes. Isso fica claro em conversas de um grupo de policiais militares no WhatsApp às quais a revista "Veja" teve acesso. Numa das mensagens, de acordo com reportagem publicada na edição desta semana, quando um major sugere o uso de uma técnica de imobilização com um bastão chamado tonfa, Souza é radical: “Tonfa é o c...! 7,62 (calibre de fuzil) mata eles tudo (sic)”. Depois, ele acrescenta: “Porrada, paulada, tonfada, fuzilzada, mãozada..”.
Essas mensagens são de 1º de janeiro do ano passado. Seis dias depois, o oficial se exibe no grupo e diz ter sido ele que atingiu um manifestante no último protesto: “Na última manifestação q fui dei de AM640 inferno azul nas costas de um black bobo no máximo 30 metros!!! Que orgulho!!!”.
Os diálogos são da época em que o coronel Fábio estava no comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope). No grupo, o oficial usava o seu telefone funcional. Em agosto de 2013, ele acabou afastado do Choque. Em seu lugar, assumiu o tenente-coronel Marcio Oliveira Rocha. As mensagens trocadas pelos policiais pelo WhatsApp foram anexadas ao Inquérito Policial Militar que apura o episódio no qual 14 tiros foram disparados contra o prédio de Rocha, em janeiro do ano passado. Pouco mais de duas semanas antes, um despacho de macumba havia sido deixado na porta do gabinete do tenente-coronel.
Hoje, o coronel Fabio está novamente à frente do Batalhão de Choque. Em março do ano passado, após a cúpula da PM ter tomado conhecimento do material anexado ao IPM, ele foi afastado do comando do Bope, e passou a integrar a escolta pessoal do secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame. Em novembro, o coronel voltou a assumir o Choque.
Batalhão de Choque entra em conflito com professores e manifestantes, em setembro de 2013, no Centro do Rio
Batalhão de Choque entra em conflito com professores e manifestantes, em setembro de 2013, no Centro do Rio Foto: Hudson Pontes / O Globo
O oficial não consta oficialmente como investigado no IPM sobre o atentado contra Rocha. No grupo do WhatsApp, no entanto, ele e outros policiais criticam e ironizam o tenente-coronel. Numa das conversas, Souza zomba do episódio no qual o despacho de macumba foi deixado na porta do então comandante do Choque: “Faltou a galinha preta, as guias as velas do flamengo, a pipoca e aquela batata cheia de espeto”. Em outra mensagem, o oficial ironiza: “Viva a macumba”. Em vários momentos, inclusive, policiais exaltam o coronel Fábio e o período no qual ele era comandante do Batalhão de Choque.
Segundo reportagem da “Veja”, o episódio do ataque ao prédio de Rocha aconteceu dias depois de três policiais do Choque, que eram ligados a Souza, terem sido afastados. O motivo foi a demora na chegada para dar apoio a uma guarnição atingida em confronto com traficantes em Madureira. Na época, o tenente-coronel Marcio Rocha era o comandante do Choque.
Nos diálogos do grupo no WhatsApp, fica clara ainda a admiração do coronel Fábio pela filosofia do nazismo. Já certo de que estaria de volta ao Choque neste ano, ele promete vingança. “Em abril de 2015 assumirei o controle da PMERJ. Está nas escrituras. Serão quatro anos de inverno nuclear para os peitos de ladrilho. Só cursado terá vez. Choque, Caveira, Cachorreiro ou piloto. O resto será escorraçado (...) Aí vocês verão o que é revanchismo combinado com vingança. (...) Padrão Alemanha de 1930 Vai ter virada e vingança. 2014, a virada. 2015 a caça aos infiéis insurgentes ladrilhos malditos indignos”, promete.
Ao EXTRA, a Polícia Militar informou que o IPM está em andamento, em fase de cumprimento de exigências feitas pelo Ministério Público. Ainda segundo a PM, todos os oficiais citados nos fatos já depuseram na qualidade de testemunhas. A Secretaria de Segurança informou que o coronel Fábio não foi indiciado em nenhum IPM.
Procurado, o tenente-coronel Marcio Rocha não quis comentar o caso. Já o coronel Fabio Souza ainda não foi localizado pelo jornal.


Concessionárias ainda têm carros com IPI reduzido mesmo após reajuste


Da Agência Brasil


Quem não comprou carro zero quilômetro antes do fim da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ainda pode adquirir automóvel sem reajuste. Algumas concessionárias ainda têm estoques de carros comprados em 2014, e mantêm para os consumidores o preço com a redução da alíquota, apesar de a desoneração haver terminado no primeiro dia de 2015.
Nas quatro concessionárias do Distrito Federal, visitadas pela Agência Brasil na manhã de hoje (3), todas informaram que têm automóveis faturados pelo preço antigo e devem manter os valores até zerar o estoque.
A supervisora de vendas da Concessionária Renault Tecar, Keila de Queiroz, disse que a expectativa é que até o final de janeiro seja possível manter os preços de 2014 . “Compramos os carros antes de acabar a redução do IPI, e acho que todos tiveram essa atitude de estocar. Acredito que vai ser bem vantajosa essa ideia de termos estocado”, disse. Na Tecar, um modelo Sandero completo, que antes da redução de IPI tinha o valor de R$ 45,9 mil, ainda é vendido por R$ 42,99 mil.
Keila disse que não percebeu nenhuma corrida às concessionárias, em dezembro, para compras antes da normalização do IPI. Ela aposta que os consumidores deixaram a compra para janeiro porque queriam garantir também a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). “O brasileiro não quer perder nada, ele quer tanto a isenção do IPI quanto do IPVA, e se ele deixar para comprar em janeiro tem isenção total do IPVA. Acredito que o mês de janeiro vai ser bem melhor [para as vendas] do que dezembro”.
Esse foi o motivo que levou o professor Júlio de Oliveira a esperar os primeiros dias de 2015 para fechar a compra. “Queríamos comprar antes de fechar o ano, mas resolvemos vir no início [de janeiro] porque tem o estoque antigo e tem também a questão do IPVA. Não vamos ter que pagar este imposto, já que o carro é zero”, diz Júlio, que há mais de um ano planejava trocar de carro.
O gerente da Concessionária Ford, João Carlos Batista, diz que o estoque com preços de 2014 deve durar mais cerca de 20 dias, e acredita que a volta dos preços com IPI normal não vai ter grande impacto sobre as vendas. “O movimento foi bom no final de 2014, e deve permanecer assim até o final de janeiro. Depois do retorno dos preços com o IPI normal o mercado vai se adaptando e não acreditamos numa retração de vendas. Essa retração pode ser muito pequena, quase imperceptível, depois volta ao normal. Já passamos por isso outras vezes”, ressaltou.
Com o fim da desoneração fiscal para os carros populares, a alíquota subiu de 3% para 7%. No caso dos carros com motor flex (gasolina e etanol), que recolhiam 9% de IPI, a alíquota aumentou para 11%, e os carros movidos só a gasolina, que pagavam 10%, têm agora alíquota de 13%.
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Degase afasta subdiretor (Roberto Basan Peixoto) suspeito de pedofilia no Rio

Roberto Peixoto acompanhava homem que marcou encontro com menor.
Pai da vítima marcou encontro com Sergio Oliveira, preso em flagrante.

Do G1 Rio
O Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Novo Degase) afastou seu subdiretor geral, Roberto Bassan Peixoto, neste sábado (3). Ele é suspeito de participar de um caso de pedofilia, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. O Degase afirmou que Roberto será exonerado do cargo e que abriu uma investigação interna para apurar os fatos.

O encontro foi marcado pelo pai da vítima, que desconfiou de mensagens enviadas pelo suspeito à filha em uma rede social. Ele avisou policiais, que realizaram a prisão.
O subdiretor foi encaminhado à 19ª DP (Tijuca) na tarde de sexta-feira (2). Segundo a polícia, ele estava em um carro junto de um homem que teria marcado um encontro com uma menor de 11 anos pela internet. Sergio da Silva Oliveira Junior, de 30 anos, foi preso em flagrante. Ele teria pedido ainda que a menina levasse uma segunda criança ao local.
Sérgio contou na 19ª DP (Tijuca) que convidou seu amigo Roberto para um encontro com duas meninas, sem avisá-lo de que seriam menores de idade. O subdiretor do Degase foi liberado da delegacia.

Roberto Bassan Peixoto é sociólogo e, antes de chegar ao Degase, foi superintendente de Medidas Socioeducativas da Secretaria de Estado da Criança e da Juventude do Paraná e diretor técnico do Instituto de Ação Social do Paraná.

Fonte G1/Globo

Possível conversão irregular termina em acidente com biarticulado no Portão


Da Redação


Uma batida entre um biarticulado em um Kadett deixou duas pessoas feridas no início da tarde deste sábado (3) na República Argentina com a Ulisses Vieira, no bairro Portão. Um casal ficou ferido e foi encaminhado pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital do Trabalhador, sem risco de morte.
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Batida deixou trânsito complicado na região do Portão (Foto: Colaboração- Banda B)
Segundo os socorristas dos bombeiros, a mulher ao ver o marido com ferimentos chegou a desmaiar, mas em seguida conseguiu se recompor. A informação de testemunhas é que o motorista do carro teria feito uma conversão irregular.
Ontem, a Banda B relatou outro acidente entre biarticulado e carro. Um motorista de Rondônia fez uma conversão irregular e acabou sendo atingido pelo ônibus.

2015 promete ser o ano dos feriados prolongados e comércio teme prejuízos


Redação

folga1Se neste segundo semestre de 2014 a maior parte dos feriados nacionais caiu em finais de semana, em 2015 o cenário será bem diferente, para a alegria dos trabalhadores e tristeza principalmente dos lojistas. Quase todos os feriados nacionais cairão em segundas ou sextas-feiras. Outros, em terças ou quintas, quando acabam sendo “imprensados” e incluídos no feriado os dias que ficam entre a data de paralisação e o final de semana.
O comércio é o que sai mais prejudicado dessa história. Só em Curitiba, a estimativa da Associação Comercial do Paraná é que um dia de feriado provoque um prejuízo de cerca de R$ 150 milhões à economia local. No Rio de Janeiro, por exemplo, a estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL é de um prejuízo de R$ 370 milhões, por feriado de meio de semana.
Contando apenas as datas comemorativas nacionais, 2015 terá 10 feriadões. Em Curitiba, soma-se o 8 de setembro (terça-feira), data em que se comemora o dia da Padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, feriado municipal.
O primeiro feriado de 2015, justamente no primeiro dia do ano – o feriado de réveillon -, cairá numa quinta-feira. Ao longo do ano haverá três feriados que cairão em segundas-feiras, dois às terças-feiras, três às quintas-feiras e quatro às sextas-feiras. O ano também terá três feriados que cairão aos sábados ou domingos.
Situação bem diferente de 2014, quando cinco feriados caíram em finais de semana.
Confira a lista completa:
1º de janeiro – Ano Novo (quinta-feira)
17 de fevereiro – Carnaval (terça-feira)
Atenção: Carnaval não é considerado feriado nacional, mas as empresas costumam liberar seus funcionários nesse dia.
18 de fevereiro – Quarta-feira de Cinzas
Atenção: A folga pode ir até o meio-dia da quarta-feira, quando se considera ponto facultativo.
3 de abril – Paixão de Cristo (sexta-feira)
21 de abril – Tiradentes (terça-feira)
1º de maio – Dia do trabalho (sexta-feira)
4 de junho – Corpus Christi (quinta-feira)
Atenção: Corpus Christi também não é considerado feriado nacional, apenas ponto facultativo.
7 de Setembro – Independência do Brasil (segunda-feira)
12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)
2 de novembro – Finados (segunda-feira)
15 de novembro – Proclamação da República (domingo)
24 de dezembro: Véspera de Natal (ponto facultativo após as 14h) (quinta-feira)
25 de Dezembro – Natal (sexta-feira)
31 de dezembro: véspera de Ano Novo (ponto facultativo após as 14h) (quarta-feira)
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Homem é assassinado com 22 tiros e polícia não descarta nova rixa entre gangues da Vila Torres

Por Luiz Henrique de Oliveira


Um jovem de 42 anos, identificação como João José de Oliveira Santos, foi assassinado brutalmente com 22 tiros durante a tarde deste sábado (3), na Rua Manoel Martins de Abreu com a Baltazar Carrasco dos Reis, na Vila Torres, no bairro Prado Velho, em Curitiba. A polícia não descarta que seja mais um crime motivado pela rixa entre a Gangue de Cima e a de Baixo, dividas pela Rua Guabirotuba.
“Um homem que está sem documentos e tem vários tiros. Ainda não temos mais informações sobre o que aconteceu porque não há testemunhas. Pode ser um acerto de contas ou algo relacionado ao tráfico de drogas”, descreveu à Banda B o tenente João Vitor, da Polícia Militar (PM), que atendeu o local de morte.
Esta é a segunda morte no ano na região e oitava em menos de uma semana. Na véspera do Ano Novo, uma chacina no estacionamento do Hipermercado Walmart matou seis jovens, no crime já chamado de ‘Chacina do Hipermercado‘. O carro usado pelos autores do crime foi localizado, mas nenhum envolvido foi preso
Gangue de Baixo X Gangue de Cima
No lado esquerdo da Vila Torres para quem vai pela Rua Guabirotuba até a Av. das Torres fica a ‘Gangue de Cima’. No lado direito, está a ‘Gangue de Baixo’.  Uma crise sem fim pelo tráfico de drogas que dura anos parece ter ficado ainda maior em 2014 e também em 2015. Os assassinatos só aumentam e a população da região já não sabe mais a quem recorrer.

Assaltantes roubam carro e antes de fugir atiram contra mulher no Batel


Por Luiz Henrique de Oliveira


Uma mulher levou um tiro na perna durante um assalto na Av. do Batel com a Rua Francisco Rocha, no bairro Batel, em Curitiba, no fim da manhã deste sábado (3). Os dois marginais fugiram com o carro dela e não foram localizados.
O veículo da vítima era um Prisma prata que até o fechamento desta reportagem não foi localizado. A Polícia Militar (PM) não soube informar se a vítima reagiu ao assalto ou foi baleada de graça. Ela foi socorrida por moradores da região ao Hospital Santa Cruz.
A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba (DFRV) investiga o caso.

Eduardo Cunha afirma que PMDB é contra proposta de regulação da mídia


Algumas horas após o anúncio de Berzoini, Cunha fez uma série de manifestações em seu Twitter e afirmou que "incomoda é muito o PMDB a tentativa de regulação da mídia proposta pelo ministro do PT"
03/01/2015 | 11:35 | 


O deputado federal Eduardo Cunha, líder do PMDB e candidato favorito para presidir a Câmara dos Deputados, afirmou que seu partido será "radicalmente contrário a qualquer projeto que tente regular de qualquer forma a mídia", proposta que o novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, anunciou na sexta-feira (2).
Algumas horas após o anúncio de Berzoini, Cunha fez uma série de manifestações em seu Twitter e afirmou que "incomoda é muito o PMDB a tentativa de regulação da mídia proposta pelo ministro do PT". Berzoini foi indicado pelo PT para a pasta com a missão de tocar o projeto. Ele era ministro das Relações Institucionais, mas foi deslocado no segundo mandato de Dilma para as Comunicações.

Segundo Berzoini, o ministério vai ouvir os setores empresariais, sindicais e organizações sociais para formular a proposta final de regulamentação da mídia. DISPUTA Em disputa pela presidência da Câmara com o petista Arlindo Chinaglia, o deputado peemedebista ainda afirmou em seu Twitter: "Não confundam a pauta congressual da governabilidade que apoiaremos com a pauta ideológica do PT, que não apoiaremos de forma alguma." Em referência a Olavo Chinaglia, advogado que integrou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Cunha alfinetou seu oponente: "Que independência pode ter quem acabou de deixar a liderança do governo, nomeou o filho e era a favor dos conselhos populares?".Apesar da ideia do petista de promover um amplo debate, conduzido pela pasta, para regulamentar os artigos da Constituição Federal que tratam da Comunicação Social, Cunha afirmou que "não aceitamos nem discutir o assunto".
Além do líder peemedebista e Chinaglia, o deputado de PSB Júlio Delgado também lançou seu nome na disputa pela presidência da Câmara. Ele conta com o apoio de outros partidos oposicionistas como o PSDB, PPS e PV
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PR é o estado com mais detidos por embriaguez ao volante no ano novo

Antonio Costa/Agência de Notícias Gazeta do Povo/Arquivo
Antonio Costa/Agência de Notícias Gazeta do Povo/Arquivo /


De acordo com o balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram 112 pessoas detidas. Número de acidentes caiu 14% em relação ao ano passado
03/01/2015 | 11:37 | 
Paraná foi o estado que mais prendeu motoristas embriagados nas rodovias federais no Ano Novo. De acordo com o balanço da Operação Rodovida divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF)foram 357 medições com etilômetro e 112 detenções. Em segundo lugar aparece o estado de Santa Catarina, com 74 pessoas detidas, seguido por Mato Grosso, com 56.

Balanço nacional
O número de acidentes caiu 14% em relação ao ano passado, de acordo com o balanço. O número de mortos e feridos também apresentou queda, de acordo com a PRF. Enquanto no ano passado foram registrados 813 feridos e 55 mortos, esse ano os números foram de 686 e 48, respectivamente. Também houve queda de 23% no número de acidentes graves.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as estradas federais do Brasil tiveram uma morte por hora durante o feriado de ano novo. Foram 227 acidentes graves, com 127 pessoas mortas nas rodovias da União. Os dados dizem respeito ao período entre 27 de dezembro e 1º de janeiro. Os dados liberados revelam ainda que um total de 1.592 pessoas se feriram em 2.135 acidentes ocorridos nas estradas federais nesses dias.

Avião da AirAsia não tinha permissão para voar no domingo

Indonésia afirma que companhia aérea violou a rota proposta pelo Ministério dos Transportes e que não poderia ir à Singapura no dia do acidente

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Um mapa com a marca 'TKP', indica a possível localização dos destroços do voo AirAsia QZ8501, desaparecido em dezembro com 162 passageiros a bordo
Um mapa com a marca 'TKP', indica a possível localização dos destroços do voo AirAsia QZ8501, desaparecido em dezembro com 162 passageiros a bordo  - Beawiharta/Reuters
O Ministério dos Transportes da Indonésia anunciou neste sábado que a AirAsia não tinha permissão para voar entre Surabaya e Singapura na manhã do último domingo, quando ocorreu o acidente com o voo 8501, e sua linha nesta rota foi suspensa.
Em entrevista ao jornal Wall Street Journal, o porta-voz do ministro dos Transportes, J.A. Barata, disse que a companhia aérea possuía permissão para realizar voos diários nesta linha antes de outubro. Depois deste mês, contudo, poderia fazer o percurso apenas às segundas, terças, quintas-feiras e sábados. "A AirAsia cometeu uma violação na rota que foi dada a eles", disse Barata. A companhia aérea ainda não comentou a decisão.
O diretor da operadora de aeroportos estatal PT Angkasa Pura I, Tommy Soetomo, disse que a empresa recebeu permissão para decolar porque tinha "uma posição para voar aos domingos". Barata, por outro lado, afirma que tal vaga não estava mais disponível e que a AirAsia deveria tê-la retornado ao governo ao ter sua permissão para a rota alterada.

O Airbus A320 da AirAsia que saiu no domingo passado da cidade de Surubaya, na Indonésia, e tinha previsão de pousar duas horas depois em Singapura, caiu no mar de Java 40 minutos após a decolagem. Estavam a bordo 155 passageiros e outros sete integrantes da tripulação. Entre eles há 155 indonésios, três sul-coreanos, um britânico, um francês (o copiloto), um malaio e um singapuriano. As operações de resgate continuam e 30 corpos já foram retirados do mar até a noite da sexta-feira.
O piloto solicitou à torre de controle fazer um desvio à esquerda na rota e subir de 32.000 para 38.000 pés com o objetivo de contornar uma tempestade. A alteração de curso foi aprovada, mas a elevação negada porque outra aeronave já trafegava na mesma altitude. Minutos depois, quando os controladores de voo tentaram entrar em contato para informar que o avião da AirAsia estava autorizado a subir até 34 mil pés, não houve resposta. A aeronave já havia sumido dos radares. O piloto do voo QZ-8501 tinha 23.000 horas de voo, 6.000 delas como comandante da AirAsia. A última manutenção do Airbus 320-200 tinha sido realizada em novembro.

Polícia investiga morte de turista em arrastão na praia durante o réveillon


De acordo com a polícia, várias pessoas foram roubadas em Praia Grande.
Segundo esposa da vítima, homem posava para foto antes de ser baleado.

Mariane RossiDo G1 Santos
Marco Antonio Cachada, era morador de São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)Marco Antonio Cachada, era morador de São
Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
A Polícia Civil investiga a morte de um turista de São Paulo que foi baleado minutos antes da virada do ano durante um arrastão em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele estava com a família na Praia da Guilhermina e aguardava os fogos de réveillon quando foi baleado no pescoço e não resistiu aos ferimentos. De acordo com a esposa da vítima, os criminosos se aproximaram ao repararem que ela tirava fotos do marido e da sogra com um celular.
Marco Antonio Serra Cachada, de 51 anos, era morador de São Paulo. Ele veio para Praia Grande passar o ano novo com parentes. Por volta das 23h55 da última quarta-feira (31), o turista estava com a mulher e a família na praia da Guilhermina aguardando a virada do ano e a queima de fogos. Eles tiravam fotografias quando um homem tentou roubar o celular da mulher dele. "Ela diz que segurou o celular e foi ao chão. Quando ela levantou, percebeu que o marido tinha sido baleado no pescoço", explica o delegado Alexandre Comin, da delegacia sede de Praia Grande.

Segundo o delegado, o turista foi uma das vítimas de um arrastão na praia da Guilhermina na virada do ano. "Como teve um arrastão, eles aproveitam mesmo. Temos vários boletins que foram registrados na Praia da Guilhermina, neste mesmo trecho", disse Comin. Por enquanto, ninguém foi preso. "Estamos solicitando as filmagens para ajudar na investigação", afirmou o delegado.
A mulher de Cachada afirma que não viu a ação e nem o autor do disparo que matou o marido porque estava no chão. Após ver o esposo ferido, ela amarrou uma camisa no pescoço dele para tentar estancar o sangue mas não conseguiu. Outras pessoas a ajudaram a levá-lo até o calçadão, onde o colocaram em uma maca. Após 15 minutos, o turista foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Hospital Irmã Dulce, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

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