"Brasil, Pátria educadora" retira mais de R$ 7 bilhões da pasta de Educação



Com o lema “Brasil, Pátria educadora”, Dilma Rousseff deu início em janeiro deste ano ao seu segundo mandato como presidente da República. Maior orçamento de custeio na Esplanada, o Ministério da Educação, apesar do lema, foi o que mais sofreu contenções de gasto neste início de ano.
Antes da aprovação do orçamento de 2015, a pasta poderia gastar R$ 1,761 bilhão por mês. Com as novas contas, a cifra cai para R$ 1,174 bilhão, o que no fim do ano resultará em uma redução de despesas de mais de R$ 7 bilhões para o Ministério que, pelo lema, seria carro-chefe da segunda gestão de Dilma.
A questão, agora, será a forma como cada ministério irá reorganizar seus gastos. A medida vai de encontro ao que era praticado no primeiro mandato de Dilma. Agora, cada pasta terá que equilibrar suas contas afetando as próprias medidas, sem a utilização das “receitas extraordinárias” que eram constantes.

A importância da aderência ao tratamento na doença renal




Encontro de Educação Continuada para pacientes renais da Pró-Rim aborda as maiores dificuldades de aderência ao tratamento

Em um determinado momento sua rotina muda, tudo muda, você tem que se adaptar com horários, medicações, uma dieta equilibrada além das horas na máquina de diálise. Afinal qual a maior dificuldade em aderir ao tratamento? Essa foi a questão tratada entre a os pacientes renais da unidade Vida Center, em Joinville, com a psicóloga Juliana Sielski Favretto no dia 20/05, durante o encontro de Educação Continuada para pacientes em hemodiálise. Esse encontro é realizado mensalmente com um tema e profissionais diferentes.

Como tudo que exige mudanças, um tratamento médico impacta muito a vida do paciente crônico, principalmente quando envolve uma rotina, porém, existem algumas coisas que devem ser consideradas para ajudar na aderência ao tratamento. Quanto mais informações o paciente tiver sobre o assunto, mais aberto ele estará em cooperar para o bom andamento do tratamento.

“O objetivo do encontro foi fazer com que os pacientes compartilhem os aspectos emocionais que implicam no tratamento, deixando-os livres para debaterem sobre os problemas que enfrentam. Com recursos da psicologia conseguimos integrá-los nas relações familiares e sociais além de motivá-los e estimulá-los em relação a vida e aderência ao tratamento, comenta a psicóloga Juliana Sielski Favretto.

Concentrar-se somente no problema, vitimizar-se, achar que o mundo acabou e se sensibilizar é normal no início do tratamento, porém não pode ser uma constante. O ideal é sempre buscar informações para cooperar com o tratamento e sofrer menos.

Para a paciente Francisca Alves, que realiza hemodiálise há 11 meses, ser aderente é ter força de vontade “quem quer viver tem que lutar! A gente sabe que não é fácil, mas se precisa seguir as orientações temos que fazer, é para o nosso bem.”

Durante o bate-papo, participaram também familiares de pacientes renais, que são essenciais para o sucesso do tratamento. Gertudres Prawucki é esposa do paciente Marcin Prawucki há 50 anos e está com ele na Pró-Rim em todas as suas sessões de diálise, iniciadas há 1 ano. Além da fé, que os ajuda a superar as dificuldades, Gertudrez diz que “não devemos fazer disso um fardo e sim aceitar, colaborar e viver da melhor maneira possível”.

Você também é paciente renal? Veja aqui algumas orientações da psicóloga Juliana Sielski Favretto sobre aderência ao tratamento: 

• Ao deparar-se com a doença, o paciente sente-se amedrontado diante do dilema da total dependência do tratamento ao longo de sua vida. É importante que o paciente esteja disponível emocionalmente e busque informações sobre a sua doença e as formas de tratamento. Quanto mais informações você tiver, melhor condições terá para vivenciar essa nova realidade.
• É preciso se aceitar, se reinventar, replanejar, traçar novos objetivos.
• O acompanhamento psicológico juntamente com a equipe multidisciplinar e de atividades que vão além do atendimento clínico contribuirá para que o paciente veja que a hemodiálise não é o fim, mas sim uma nova forma de viver.

Fonte: http://prorim.org.br/2011/noticias/ver/i/715

Justiça condena médico a 27 anos de prisão por cobrar cesárea de pacientes do SUS


POR FABIANA FUTEMA
10/01/15  10:37


A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o médico Luis Carlos Michell a 27 anos e dois meses de prisão pela cobrança de honorários para realizar cesáreas e outros procedimentos cirúrgicos de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).
Michell é médico do Hospital de Santa Bárbara do Sul (RS) e foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por supostas cobranças realizadas no período de 2009 a 2010. As cobranças, segundo a denúncia, variavam de R$ 200 a R$ 700.
Na ocasião, a defesa negou que ele cobrasse valores de suas pacientes para fazer cirurgias pelo SUS.
Além da prisão, a juíza Marilene Parizotto Campagna determinou também que ele seja punido com a perda do cargo público e pagamento de reparação pelas cobranças indevidas. Michell poderá apelar da sentença em liberdade.
“Ficou devidamente comprovado que o réu atendia as pacientes, internando-as pelo Sistema Único de Saúde e, inobstante a vedação legal, exigia valores adicionais, sob o argumento de que os pagos pelo SUS eram muito baixos”, diz a sentença da juíza.
Ela cita ainda em sua decisão o caso de uma paciente que  “ficou três dias tomando soro, sem beber e sem comer, para forçar um parto normal, pois a cesárea somente seria realizada se efetuasse o pagamento da quantia exigida pelo acusado”

OUTRO LADO

O advogado Amadeu de Almeida Weinmann, que defende o Michell, disse que ainda não teve acesso à sentença e dessa forma não poderia falar sobre o caso.
No entanto, ele disse que se continuar tendo a confiança do médico irá recorrer da condenação. “Ele é uma pessoa adorável, muito querido na comunidade”, afirmou.
Em sua defesa, Weinmann alegou que o médico poderia sofrer perseguição política, pois havia a expectativa de que ele se candidatasse a prefeito à época.
Segundo ele, Michell foi preso na ocasião e solto após um habeas corpus. “Nem os presos do mensalão tiveram o mesmo tratamento.”

Mulher de sequestrador deixou a França antes de ataques e estaria na Síria


Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Le Point
    Hayat Boumeddiene, 26, mulher do jihadista Amedy Coulibaly, 32, aparece treinando tiro com uma balestra, em foto de 2010
    Hayat Boumeddiene, 26, mulher do jihadista Amedy Coulibaly, 32, aparece treinando tiro com uma balestra, em foto de 2010
Hayat Boumeddiene, 26, mulher e cúmplice do jihadista Amedy Coulibaly, 32, que matou uma policial esequestrou clientes de uma loja judaica em Paris, matando quatro deles, deixou a França antes dos ataques terroristas, informaram fontes policiais à imprensa local. Um mandado de busca por Hayat foi expedido na sexta-feira (9).
Anteriormente, reportagens na imprensa internacional davam conta de que a suspeita teria estado com Coulibaly quando uma policial foi morta na capital. Durante o sequestro à loja, chegou a ser divulgado que Hayat estaria no local.
O jornal "Le Monde" e a "AFP" obtiveram informações, com fontes policiais anônimas, de que uma mulher "muito parecida com Hayat Boumeddiene e munida de seu passaporte" tomou um voo de Madri para Istambul no dia 2 de janeiro. Essa mulher estava acompanhada de um homem cujo irmão é monitorado pelos serviços de inteligência da França.
Na Turquia, a mulher teria atravessado a fronteira em direção à Síria na última quinta-feira (8). Foi neste dia que Coulibaly assassinou uma policial municipal em Paris. A suspeita não utilizou a passagem de volta, com data marcada para 9 de janeiro.
Tanto Coulibaly como sua companheira mantinham vínculos constantes com os irmãos Said e Chérif Kouachi, responsáveis pela matança na sede parisiense da revista "Charlie Hebdomortos em uma operação policial em Dammartin-en-Göele. No atentado, doze pessoas morreram, entre elas sete jornalistas. A principal suspeita é de que Hayat tenha ajudado na logística e planejamento dos ataques.
Segundo a procuradoria-geral da França, a mulher de Chérif Kouachi, Izzana Hamyd, fez mais de 500 ligações telefônicas em 2014 para Hayat. 
Quem é Hayat Boumeddiene
Com cabelo curto e rosto juvenil, Boumeddiene é muito religiosa e usa véu integral, o que a obrigou a largar o emprego como caixa, segundo a imprensa francesa.
Filha de um entregador, Boumedienne faz parte de uma família de sete irmãos. Casou-se no religioso com Coulibaly em 2009. Sua mãe morreu em 1994.
Segundo vizinhos, eles eram um casal tranquilo, educado e cordial. "Eles eram muito gentis, muito cordiais. Ela saía cedo para trabalhar, enquanto ele frequentemente não estava em casa. Estamos chocados, meus filhos não querem nem sair de casa", contou à agência ANSA uma mulher que mora ao lado da residência deles.
O casal vivia junto em um apartamento em Bagneux, subúrbio de Paris, até ele ser preso em 2010 por portar 240 cartuchos de calibre 7,62mm. Depois de ser libertado da prisão, Coulibaly voltou a viver com ela.
Hayat  havia acompanhado o marido, mais cedo naquele ano, em visitas a Djamel Beghal, um radical muçulmano que foi condenado a dez anos de prisão por planejar um atentado à embaixada dos Estados Unidos na França.
Os encontros teriam ocorrido em Cantal, no sul da França. Há fotos dela vestindo um niqab (vestimenta que cobre praticamente todo o corpo, semelhante a uma burca) e treinando tiro ao alvo com uma balestra. (Com agências)
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Revista francesa de sátiras é alvo de ataques e provoca reações202 fotos

155 / 202
9.jan.2015 - A polícia francesa divulgou nesta sexta-feira (9) imagens de Amedy Coulibaly, 32, e sua namorada Hayat Boumeddiene, 26, suspeitos de participar de um sequestro a um mercado kosher (judaico), no leste de Paris. Segundo a imprensa local, o suspeito é o mesmo que matou uma policial e feriu um funcionário da limpeza em Montrouge, no sul da França, na quinta-feira (8) Leia mais AFP



Trio que assaltou com arma de brinquedo é preso em flagrante pela PM


Da PMPR
TRIODENTRO
Trio foi preso pela PM logo após crime (Foto: Giro 190 Facebook)

Três homens foram presos por policiais militares do 17º Batalhão de Polícia Militar (17º BPM), pertencente ao 6º Comando Regional da PM (6º CRPM), 10 minutos depois de roubarem um comércio em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Na ação, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (08/01), os produtos e o dinheiro roubado foram recuperados e um simulacro de pistola apreendido.
“Fomos informados, por volta das 15h32, que uma frutaria, localizada na Vila Suíça, havia sido roubada por três homens, um deles armado, que teriam fugido em um carro Ford Escort, na cor prata. Diante da situação, uma equipe foi até o local do crime pegar mais informações com as vítimas e outra iniciou buscas na região, vindo a localizar o carro cerca de 10 minutos depois”, conta o soldado William.
Os suspeitos foram abordados e localizado no veículo, após buscas, um simulacro de pistola, certa quantia em dinheiro e os produtos roubados do comércio, como refrigerantes, garrafas de vinho e de cerveja, além de carteiras de cigarros.
Segundo o soldado William, o trio também é suspeito de ter roubado um outro comércio em Campina da Faxina, também em São José dos Pinhais, por volta das 15h. “Há indícios da participação deles neste crime, porém os produtos roubados não foram encontrados”, explica.
Os três envolvidos, de 37, 30 e 18 anos, foram levados, juntamente com o simulacro e os produtos recuperados, à Delegacia de Polícia de São José dos Pinhais para as medidas necessárias ao caso.
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Guarda Municipal faz operação simultânea em praças e ruas de Curitiba


Da SMCS
Vinte e sete locais de Curitiba tiveram ações de abordagem da Guarda Municipal na manhã desta sexta-feira (09). É a primeira Operação Simultânea nos Bairros de 2015, que reforça o papel da Guarda Cidadã da corporação. Nesta noite, outros 27 pontos da cidade serão vistoriados.
Os pontos são escolhidos após análise de informações e reclamações repassadas pela população através dos telefones 156, de atendimento ao cidadão, e 153, da Guarda Municipal, além de informações da própria Secretaria Municipal de Defesa Social. No total, 108 guardas municipais estão envolvidos na operação.
A ação de vistorias acontece de forma casada entre a Guarda Municipal, incluindo o Grupo de Operação com cães farejadores; equipes de Resgate Social e da Secretaria Municipal de Saúde, para possíveis encaminhamentos específicos.
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(Foto: Divulgação SMCS)
“O objetivo da operação é tornar as praças e outros espaços de Curitiba mais seguros para que as famílias possam desfrutar destes locais públicos”, explicou o inspetor Sicarlos Pereira Sampaio, da Regional da Matriz.
Durante a manhã, equipes do núcleo da Regional da Matriz vistoriaram a Rua Visconde de Nácar (em frente à Rua 24 horas), o Mercado Municipal e imediações (incluindo o Viaduto do Capanema) e a Praça João Candido/Travessa Nestor de Castro. Na Regional do Bairro Novo, a operação abordou três praças: Vila Vitória, José Luiz Franceschi e Hospital Evangélico, na Rua Tijucas do Sul com Rua Jussara.
Na Regional do Boqueirão, os locais vistoriados pela Guarda foram as praças Jardim Eucaliptos, Cabo Nácar e Maestro Fernando Alves. Na Regional do Cajuru: praças Abilio de Abreu e Maestro Bento Mossorunga e o Jardinete Shopping Jardim das Américas. Na Regional do Pinheirinho, a ação abordou as praças Soldado Wagner Alves Sampaio e Aníbal Khury e o bosque Rua Ernesto Germano F. Hannemann.
Os parques Guairacá e Cambuí e o Bosque Fazendinha foram vistoriados na Regional do Portão. Em Santa Felicidade, a operação passou pelas praças Loris Scorsin, Marco Aurélio Malucelli e Antonio Bertolli. Na Regional da Boa Vista, a ação aconteceu nas praças Julius Forrer e Max Sesselmeir-Vilinha e também no bosque Irmã Clementina.
Na Regional da CIC, a Operação da Guarda Municipal fez abordagens nas praças e São Rafael e no bosque Itatiaia. Outros 27 locais, das nove regionais da cidade, serão vistoriados durante o período noturno nesta sexta-feira.
Guarda Cidadã
As operações simultâneas nas praças são realizadas periodicamente pela Guarda Municipal de Curitiba desde o ano passado. “Continuaremos realizando estas ações, sempre em caráter de surpresa, sem data ou local previamente divulgados”, informou o diretor da Guarda Municipal, Cláudio Frederico de Carvalho.
A ação simultânea nas praças de Curitiba faz parte de um projeto maior, que deve reforçar o papel da Guarda Cidadã, aproximando a corporação da população. Ao longo de 2014, foram realizadas 18 Operações Simultâneas nos Bairros, com o objetivo de ajudar a devolver a tranquilidade e a segurança aos locais públicos da cidade.
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Ministro do Esporte pagou R$ 85 mil para alugar computadores que custam R$ 15 mil

ministroesporte
Como deputado, George Hilton, do PRB, manteve um estranho contrato que previa a cessão de computadores para edição de vídeo
Gabriel Castro, Veja
O novo ministro do Esporte, George Hilton, chegou ao posto por indicação de seu partido, o PRB. Como líder da legenda na Câmara, ele era o nome mais importante da bancada. Mesmo após deixar o Congresso, entretanto, Hilton ainda tem o que explicar sobre seu mandato.
No mínimo, pelas suspeitas de que ele é um péssimo gestor de recursos públicos. O deputado gastou 84.996 reais da verba indenizatória para supostamente alugar computadores que custam em lojas, juntos, menos de 15.000 reais.
A empresa beneficiada é a Ideas Movies and Solutions, especializada na produção de vídeos, que prestou serviços para a campanha de Hilton à prefeitura de Contagem (MG) em 2012. Na ocasião, a companhia recebeu 201.000 reais pelo serviço.
Apesar disso, a sede declarada à Receita Federal pela Ideas é uma sala pequena em um prédio castigado na periferia de Belo Horizonte. O dono da Ideas é Alan Kardec Teixeira, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus – que, por sua vez, controla o PRB.

CGU tentou limitar punições de empreiteiras do Lava-Jato


Proposta foi recusada pela força-tarefa do Ministério Público Federal
De O Globo
A Controladoria-Geral da União (CGU) tentou fazer um acordo com a força-tarefa do Ministério Público Federal encarregada da Operação Lava-Jato para limitar punições às empreiteiras envolvidas em fraudes na Petrobras, evitando que elas fossem declaradas inidôneas e, consequentemente, ficassem impedidas de fechar novos contratos com o governo federal. A proposta, revelada ao GLOBO por uma das autoridades que acompanha as investigações, foi rejeitada pela força-tarefa. O acordo foi encarado pelos investigadores como uma tentativa do governo de salvar empresas que estão à frente de grandes obras públicas no país.
A proposta foi apresentada a um grupo de procuradores da República pelo secretário executivo da Controladoria-Geral, Carlos Higino, no fim do mês passado.
Higino sugeriu a fixação de multas às empreiteiras como punição máxima em âmbito administrativo. Com isso, as empresas teriam que devolver aos cofres públicos uma quantia em dinheiro, mas se livrariam da punição mais drástica: a declaração de inidoneidade.
Mas o MPF entendeu que não seria possível limitar as punições a multas às empresas que até o momento não aceitaram colaborar com as investigações. Por enquanto, a maioria das construtoras apenas aceita reconhecer parte das acusações e pagar uma indenização.
Um possível acordo com a CGU sem um entendimento prévio com o Ministério Público não garantiria, no entanto, que as empreiteiras se livrariam de ações penais, nem mesmo de uma eventual tentativa do MPF de, pela via judicial, pedir que as empresas envolvidas ficassem impedidas de fazer qualquer contrato com o governo.
Ao GLOBO, Higino confirmou a tentativa de entendimento.
— O processo punitivo leva à declaração de inidoneidade. E a experiência que tivemos com a Delta e a Gautama (construtoras punidas em escândalos anteriores) é que a declaração de inidoneidade provoca uma grande possibilidade de fechar a empresa —disse.
Durante a negociação, Higino e seus auxiliares argumentaram que seria melhor aplicar multas às empreiteiras agora e receber o dinheiro o mais brevemente possível. Uma punição mais drástica, no curso normal dos processos penais e administrativos, poderia chegar tarde demais, segundo esse raciocínio.
Na conversa, os representantes da CGU alegaram que algumas empreiteiras poderiam entrar em crise financeira e não teriam dinheiro nem mesmo para ressarcir parcialmente os prejuízos. A insolvência poderia até contaminar o sistema financeiro, especialmente bancos que abrigam negócios das empresas.
Higino disse que não buscava um acordo coletivo. A ideia, segundo ele, seria negociar acordos individuais conforme as peculiaridades de cada caso. Ele argumenta que a ideia não é proteger a empresa do risco financeiro. Mas evitar que uma punição severa resulte em perda total para os cofres públicos.
— A ideia é evitar uma vitória de Pirro: quebra-se a empresa e não se recupera um tostão para o serviço público — afirmou Higino.
Os procuradores Orlando Martello, Deltan Dallagnol e Eduardo Pelella, do MPF – Deborah Berlinck/28-11-2014
As duas partes não chegaram a um consenso, mas as tratativas prosseguem. Se quiser, a Controladoria-Geral pode fazer acordos de leniência com as empreiteiras independentemente da opinião dos procuradores. A chancela prévia do Ministério Público evitaria futuras contestações jurídicas das decisões sobre as empreiteiras, e ainda facilitaria a adesão das empresas.
Em outra frente, procuradores da força-tarefa dependem também da Controladoria-Geral e do Tribunal de Contas da União para calibrar as punições às empresas que decidirem colaborar com as investigações nos processos penais. Sem algum tipo de compensação em âmbito administrativo, algumas empresas poderiam se sentir pouco estimuladas a colaborar na esfera penal.
EMPREITEIRAS PROPUSERAM PAGAR R$ 1 BILHÃO
Desde que foram alvo da sétima fase da Operação Lava-Jato, as empreiteiras vêm tentando em várias frentes negociar um acordo para atenuar suas punições. Representantes das empresas procuraram o Ministério Público Federal para negociar o pagamento conjunto de R$ 1 bilhão de multa. Em troca queriam um abrandamento das penas. Os procuradores recusaram. Para eles, só seria possível fazer acordo se os executivos decidissem contar o que sabem sobre os desvios de dinheiro na Petrobras.
Numa conversa com parlamentares, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a declarar que não havia hipótese de aceitar acordo coletivo com as empreiteiras. O procurador até ironizou a iniciativa. Para ele, a iniciativa seria uma espécie de “cartel da leniência”. Em dezembro, Janot afirmou que o Ministério Público está atuando para não deixar ninguém impune.
— Ninguém se beneficiará de ajustes espúrios. Isso todos temos de ter certeza. A resposta para aqueles que assaltaram a Petrobras será firme. A decisão é ir fundo nas responsabilizações civil e criminal.
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Mesmo diante das condições estabelecidas pelo MPF, as empreiteiras continuaram numa busca incessante por uma alternativa a punições máximas. Entre os papéis apreendidos na Engevix, em novembro passado, a PF encontrou uma anotação em que o autor faz referência à urgência de um acordo.
Para o autor do documento, Janot e o ministro Teori Zavascki, do Supremo, dificilmente adotariam medidas extremas. “Janot e Teori sabem que não podem tomar a decisão. Pode parar o país”, diz a anotação, de 6 de novembro.
Nas últimas semanas surgiram rumores de que pelo menos duas das grandes empresas estão com dificuldades para pagar dívidas e contrair novos empréstimos. As dificuldades aumentaram depois que a Petrobras anunciou, em 30 de dezembro, que as 23 investigadas na Lava-Jato estão proibidas de participar de novas licitações e serão alvos de processos individuais.

Mais de 700 mil vão às ruas na França contra ataques terroristas


No Afeganistão, manifestação se reuniu para comemorar ação e exaltar terroristas como ‘heróis’
marcha
De O Globo
Mais de 700 mil pessoas estão nas ruas neste sábado em inúmeras cidades da França em manifestações silenciosas em solidariedade aos mortos nos ataques terroristas dos últimos dias. Foram 17 mortos desde quarta-feira, incluindo as vítimas do “Charlie Hebdo” e os reféns do mercado na última sexta.
As principais marchas foram realizadas nas cidades de Toulouse (com cerca de 80 mil pessoas), Marselha (45 mil), Pau (cerca de 30 mil), Nantes (30 mil), Orléans (22 mil) e Nice (cerca de 25 mil). Houve ainda manifestações menores em Caen, Lannion, Quimper e Dinard, entre outras cidades. O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, postou uma mensagem no Twitter celebrando o número de cidadãos na rua e convocando para a manifestação maior, que acontece no domingo.
A grande marcha de domingo será realizada em Paris, com a presença de diversos chefes de estado europeus. O presidente François Hollande convidou alguns deles pessoalmente. O primeiro ministro britânico David Cameron, a chanceler alemã Angela Merkel e o chefe de governo da Espanha Mariano Rajoy confirmaram presença. Segundo o ministro Bernard Cazeneuve, não dá motivo para preocupação com segurança neste domingo. “Todas as medidas foram tomadas para que o evento possa ocorrer com respeito e segurança”, informou. Serão mobilizados no total 2200 homens da força policial para o evento.
No Afeganistão também houve manifestações, mas pelo motivo inverso: algumas centenas de pessoas saíram às ruas no sul do país para comemorar as mortes das vítimas do jornal “Charlie Hebdo”, chamando os dois atiradores de ‘heróis que aplicaram punição às charges desrespeitosas ao profeta do Islã’, disseram as autoridades.

Número de pessoas para homenagem a Zilda Arns supera expectativas e fiéis criticam organização


Por Felipe Ribeiro e Bruno Henrique
Fotos: Bruno Henrique – Banda B

O número de fiéis que veio até Curitiba para acompanhar a celebração em homenagem a Zilda Arns Neumann neste sábado (10) superou todas as expectativas da organização. Por volta das 15 horas, centenas de pessoas, de várias partes do Brasil, aguardavam transporte para poder seguir da Pastoral da Criança até a Arena da Baixada. Entre os fiéis, vários reclamavam da organização, principalmente devido ao número reduzido de ônibus e a ausência de locais para alimentação.
No local, alternativas já são criadas. A Urbs disponibiliza sete ônibus especiais gratuitos para o transporte. Já taxistas cobram preço único de R$ 20 para a viagem. O trânsito é intenso na região, principalmente pelo alto número de ônibus de turismo que estaciona nas imediações.
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Dra. Zilda é a grande homenageada do dia. (Foto: Divulgação)
O evento de hoje faz parte da abertura do processo de beatificação de Zilda. A Dra. Zilda, como ela conhecida, teve trabalho social importante e reconhecido em todo o país. Foi médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, representante titular do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [CDES]. Morreu no dia 12 de janeiro de 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti.
O evento na Arena contará com a entrega oficial da moção que solicita a abertura do processo de beatificação de Zilda Arns. A moção é um documento que reúne assinaturas, com o objetivo de demonstrar o apoio da população a uma causa ou proposta. A causa em questão é o apoio dos fiéis em reconhecimento à fama de santidade e ao legado evangelizador e pastoral da Dra. Zilda.
A celebração contará com a participação de líderes vindos de todos os Estados do Brasil, através de caravanas de diversas cidades. O evento terá a presença de Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Aldo di Cillo Pagotto e Padre Reginaldo Manzotti [conduzindo os cantos da santa missa].
Celebração em homenagem a Dra. Zilda Arns Neumann
Data: 10 de janeiro de 2015 [sábado]
Local: Arena da Baixada
Abertura dos portões: 17h
Horário do evento: Das 19h às 22h

Professora universitária é presa em ‘laboratório’ de maconha na RMC


Por Felipe Ribeiro e Danaê Bubalo
Foto: Danaê Bubalo - Banda B
Foto: Danaê Bubalo – Banda B

Uma professora universitária foi presa na noite desta sexta-feira (9) após policiais militares de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, encontrarem 28 pés de maconha em uma chácara na zona rural da cidade. De acordo com o capitão Cléverson, eles receberam uma denúncia apontando a localização do laboratório. Ao todo, 1 mudas de maconha, 17 pés grandes da droga, 20 quilos do entorpecente prontos para a venda, além de armamentos caseiros de caça e munições foram apreendidas.
“No local encontramos uma estufa para a fabricação da droga e também materiais diversos para um melhor plantio e colheita”, disse o capitão.
O responsável pela droga foi apontado como sendo Vagner Antônio, de 34 anos, que era o dono da residência. A professora Annamaria Artigas, de 35, era companheira de Vagner e afirmou ainda ser filha de um oficial do Corpo de Bombeiros.
A Delegacia de São José dos Pinhais investiga o caso.
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