MON expõe obras apreendidas na Lava-Jato


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Vale a pena. Até o fim deste mês, 15 obras de arte apreendidas durante a Operação Lava Jato em exposição Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. Os quadros eram de propriedade da doleira Nelma Mitsue Kodama e foram encaminhados ao museu em maio do ano passado, após decisão do juiz Sérgio Moro. Além de Di Cavalcanti, Cícero Dias e Iberê Camargo, há trabalhos de Aldemir Martins, Orlando Teruz, Claudio Tozzi, David Cymrot, Gerardenghi, Gomide, Heitor dos Prazeres, Mario Gruber e Tony Koegl. As informações são da Folha de londrina.
As obras farão parte de uma mostra que reunirá todas as aquisições recentes do MON. Outras 30 telas de outros artistas, nacionais e estrangeiros, como Bernadete Amorim, Didonet Thomaz, Erbo Stenzel, Ida Hannemann de Campos, João Osorio Brzezinski, Guita Soifer, Juliana Stein, Lígia Borba, Antanas Sutkus, também estarão expostas.

Corpo do pai do cantor Leonardo é enterrado em cemitério de Goiânia


Centenas de fãs, amigos e familiares participaram do sepultamento.
Aos 78 anos, Avelino Costa morreu neste domingo em hospital da capital.

Luísa Gomes e Paula ResendeDo G1 GO
Leonardo e o sobrinho Thiago carregam com outros familiares o caixão do patriarca da família em Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1)Leonardo e o sobrinho Thiago carregam com outros familiares o caixão de Avelino (Foto: Luísa Gomes/G1)
O corpo do pai do cantor Leonardo, Avelino Virgulino da Costa, de 78 anos, foi enterrado por volta das 17h30 deste domingo (11) no mesmo túmulo do outro filho, Leandro, morto em 1998 vítima de câncer. Centenas de fãs, amigos e familiares prestaram as últimas homenagens ao idoso durante o sepultamento no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia.

Durante o velório,
 Leonardo declarou que a morte do seu pai representa a perda do "esteio" da família.  "Foi um homem muito forte, um exemplo de pai. O que eu tenho hoje, o que eu sou hoje, o que Leandro e Leonardo foi, nós devemos a ele", disse.
Avelino morreu nesta madrugada no hospital Anis Rassi, onde estava internado desde o dia 2 com enfisema pulmonar, segundo a assessoria de imprensa do cantor. No última terça-feira (6), ele  foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva do hospital, onde entrou em choque por volta das 1h40 deste domingo. Os médicos tentaram reanimá-lo, mas ele não resistiu.
Corpo do pai do cantor Leonardo é enterrado no mesmo túmulo de Leandro em Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1)Corpo é enterrado no mesmo túmulo de Leandro
(Foto: Luísa Gomes/G1)
Vários amigos da família compareceram ao velório, como Marrone, que faz dupla com o irmão Bruno. "O seu Avelino era uma pessoa muito bacana. Considerava ele como pai, nós tivemos uma convivência muito grande", afirmou.
Francisco Camargo, pai de Zezé di Camargo e Luciano, também fez questão de ir ao enterro. "Além de ser muito amigo meu, Alvelino era muito amigo de toda a família Camargo. A família Camargo pede a Deus que ele esteja em um bom lugar", disse Francisco.
Muitos artistas também postaram mensagens de solidariedade em seus perfis nas redes sociais. Dentre eles, o sertanejo Eduardo Costa, que publicou uma foto do idoso em uma rede social e escreveu: “O dia hoje amanheceu mais triste, perdemos o patriarca da Família Costa, o senhor Avelino, pai do meu irmão Leonardo, que Deus possa dar conforto a toda essa família que eu amo e que é minha família”.
Avelino Costa ao lado dos filhos, dentre eles o cantor Leonardo, e da mulher, Carmen  (Foto: Divulgação/Talismã Music)Avelino Costa ao lado dos filhos e da
mulher, Carmen (Foto: Divulgação/Talismã Music)
Biografia
Avelino nasceu em Goianápolis, mas, atualmente, morava em Goiânia. Ele cuidava de parte dos negócios da família em fazendas no interior de Goiás. Casado com Carmem Divina teve, além de Leandro e Leonardo, outros seis filhos.
Em 2009, Leonardo gravou a canção "Noite Triste" em dueto com o pai. A música foi incluída em um álbum gravado pelos pais dos cantores em parceria com outros filhos e distribuído entre amigos e parentes.
Cantor Leonardo com o pai (Foto: Arquivo Pessoal/ Glener Uehara)Cantor Leonardo com o pai (Foto: Arquivo Pessoal/ Glener Uehara)
Paulino, da dupla Di Paullo e Paulino faz questão de ir ao velório do pai de Leonardo em Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1)Paulino, da dupla Di Paullo e Paulino também esteve presente (Foto: Luísa Gomes/G1)
Fracisco Camargo vai ao velório do pai de Leonardo, em Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1)Pai de Zezé di Camargo e Luciano, Fracisco Camargo fez questão de ir à cerimônia (Foto: Luísa Gomes/G1)
Cantor Thiago, da dupla Camila e Thiago, vai ao velório do pai de Leonardo em cemitério de Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1)Cantor Thiago, da dupla Camila e Thiago, compareceu ao velório (Foto: Luísa Gomes/G1)
Cantor Leonardo no velório do pai em cemitério de Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1)Leonardo disse que perdeu o 'esteio' da família (Foto: Luísa Gomes/G1)
Corpo do pai de Leonardo é velado em Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1)Corpo do pai de Leonardo é velado na capela do cemitério (Foto: Luísa Gomes/G1)

Motociclista fica em estado gravíssimo e motorista de ônibus quase é linchado


Por Luiz Henrique de Oliveira e Danaê Bubalo
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Motocicleta parou embaixo do ônibus de linha (Foto: Danaê Bubalo – Banda B)

Um motociclista ficou em estado gravíssimo no Centro de Curitiba e foi encaminhado com risco de morte ao Hospital Evangélico. na tarde deste domingo (11). Ele se envolveu em uma batida contra um ônibus da linha Rua XV/Paulo Gorski, no cruzamento da Rua Emiliano Perneta com a Rua Brigadeiro Franco. Testemunhas quiseram linchar o motorista do coletivo, porque garantem que ele furou o sinal vermelho.
Uma motorista de um carro que vinha ao lado do motociclista, que não quis se identificar, disse àBanda B que arrancou na Rua Brigadeiro Franco juntamente com o a vítima, quando o sinal abriu para ambos. “Ele estava ao meu lado e o motorista do ônibus não respeitou o sinal vermelho. Eu nunca furaria o sinal, porque estava com meus filhos no carro. Eu vi o momento em que o motociclista arrancou e foi junto comigo”, garantiu.
A pista da Brigadeiro Franco está bloqueada devido ao acidente. Testemunhas revoltadas quiseram agredir o motorista, sendo necessário a ida ao local da Guarda Municipal. “Fomos chamados porque o clima ficou muito tenso. Agora os ânimos estão mais calmos e o condutor do coletivo está sendo ouvido”, disse o guarda municipal Jean.
O motociclista, ainda não identificado, chegou a ter uma parada cardiorrespiratória durante o atendimento no local por parte do Siate do Corpo de Bombeiros. Ele foi reanimado e levado ao Evangélico.
Outro acidente
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Ônibus e camionete vinham pela mesma pista e bateram (Foto: Danaê Bubalo – Banda B)
Pouco antes do acidente no Centro, a Banda B acompanhou uma colisão sem vítimas feridas no cruzamento da Av. Salgado Filho com a Linha Verde. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista de um ônibus da linha Fazenda Rio Grande vinha pela pista do meio da Salgado Filho e, ao virar à direita para a Linha Verde, bateu contra uma Pajero que estava ao lado, na pista da direita da mesma rua.
A Pajero chegou a bater contra um poste, mas ninguém teve ferimentos. O motorista do ônibus alegou que para entrar à direita precisa fazer a curva aberta e não visualizou a camionete na pista da direita.

Idoso morre afogado após cair em córrego raso; amigo de bar testemunhou tudo


Por Luiz Henrique de Oliveira e Danaê Bubalo


Um idoso de 66 anos morreu afogado após cair em um córrego na Rua Benedito dos Santos Toledo, no Jardim Viviane, em Campo Magro, na região metropolitana de Curitiba, no fim da manhã deste domingo (11). Ao lado de um amigo, a vítima voltava de um bar quando tropeçou e caiu na água.
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Apesar de água rasa, idoso caiu deitado e não conseguiu se levantar (Foto: Danaê Bubalo – Banda B)
Apesar de a água bater no joelho, o idoso não conseguiu levantar e morreu afogado, conforme contou o amigo de bar. “Estávamos voltando para casa (sic). Ele tomou três cervejas e eu cinco e quem caiu e morreu foi ele (sic)”, disse à Banda Bo amigo, que apresentava sinais de embriaguez.
O corpo do idoso foi recolhido ao Instituto Médico Legal de Curitiba. Um inquérito policial deverá ser aberto pela Polícia Civil, para confirmar a ingestão ou não de bebida alcoólica, bem como se há ferimentos no corpo dele.
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Gerente de loja é rendido no Bigorrilho e bandidos levam carro comprado há um dia


Por Luiz Henrique de Oliveira


Familiares de um gerente de uma loja em um shopping de Curitiba procuraram a Banda B para pedir ajuda. Na madrugada da última sexta-feira (9), o Peugeot 307 que o trabalhador havia comprado no dia anterior foi roubado por marginais armados, na Av. Cândido Hartmann, nobairro Bigorrilho, em Curitiba.
O carro é branco e tem placas de Itapema – SC (MGA-6547). Vanessa Machado, irmã do gerente, contou como foi a ação dos marginais. “Meu irmão chegava do trabalho com a namorada, quando ela saiu do carro para buscar o controle da garagem que tinha esquecido no apartamento. Nesta mesma hora vieram os dois homens armados e os abordaram”, explicou àBanda B.
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Carro tinha sido comprado há um dia por curitibano (Foto: Arquivo Pessoal)
Em seguida, o irmão de Vanessa precisou sair do carro. “Eles pediram para meu irmão entregar a carteira se não ia morrer. Também puxaram uma corrente do pescoço dele. Chegou a ter uma reação e os dois assaltantes ficaram nervosos e fugiram com o carro, que até agora não encontramos”, lamentou.
Vanessa também explicou que o Peugeot tinha sido comprado no dia anterior em Itapema-SC e, por isso, não estava com seguro. “Meu irmão fez empréstimo para comprá-lo e agora acontece isso. Ele estava sem seguro ainda. Pretendia fazer isso na segunda, porque tinha que trabalhar e não dava tempo antes”, concluiu.
Quem tiver visto o veículo pode entrar em contato com o 190 da Polícia Militar (PM). O Boletim de Ocorrência do caso foi realizado na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba.
Atualizada: Após reportagem da Banda B, o carro foi localizado na tarde de hoje no bairro Vista Alegre.

Em 9 meses, força-tarefa da Lava Jato fez 88 réus


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Com mais de 250 investigações abertas, trabalho está “só no começo”, diz coordenador. Entenda como investigadores viraram referência no combate à lavagem de dinheiro e à corrupção
Daniel Haidar/Veja
Um velho conhecido da polícia foi preso no dia 17 de março de 2014 em São Luís, no Maranhão. Fisgado na Operação Lava Jato em agosto de 2013, quando começou a ter as ligações telefônicas monitoradas, o doleiro Alberto Youssef era considerado um dos maiores operadores do mercado paralelo do país. Tinha encontrado na véspera da prisão um assessor da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Naquele dia, policiais federais saíram às ruas para cumprir 28 mandados de prisão e 81 ordens de busca e apreensão em 17 cidades do país. A colheita de provas nos endereços de Youssef foi a mais proveitosa e levou os policiais aos tentáculos do “petrolão”, o maior esquema de corrupção da história contemporânea, que sangrou os cofres da Petrobras pelo menos desde 2004.
O monitoramento de Youssef levou os investigadores ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Conversas telefônicas do doleiro indicavam que o ex-diretor tinha recebido cerca de 8 milhões de reais da Camargo Corrêa por obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Conduzido a prestar depoimento na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Costa ordenou a familiares que escondessem documentos de seus escritórios, o que foi descoberto pela polícia e motivou sua prisão no dia 20 de março. Dos indícios contra o ex-diretor, vislumbrou-se a ponta de um gigantesco esquema de corrupção, o que motivou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a criar uma força-tarefa de procuradores para concentrar as investigações e denúncias da operação.
Desde que a força-tarefa começou a funcionar, em abril, foram oferecidas 18 denúncias: 88 pessoas se tornaram réus. Youssef foi acusado criminalmente em 13 denúncias, e Costa em sete. Até o momento, foram cumpridos 161 mandados de buscas e apreensões, 37 mandados de condução coercitiva e 60 mandados de prisão. A equipe de procuradores ficou famosa nacionalmente com a apresentação de cinco denúncias no dia 11 de dezembro, contra sócios e executivos de seis das maiores empreiteiras do país – Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, UTC, Galvão Engenharia e Engevix. Eram as acusações formais da “primeira leva” dos corruptores. O Brasil conheceu o “Clube do Bilhão”, o cartel de empreiteiras formado para fraudar contratos de obras da Petrobras. Outras 17 grandes empresas são investigadas, o que envolve gigantes como Odebrecht e Andrade Gutierrez. No dia da apresentação das denúncias, o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, destacou que a investigação estava “só no começo” e que o mesmo esquema de corrupção atingiu outros órgãos públicos.
A operação já motivou a abertura de mais de 250 procedimentos de investigação. Só os principais inquéritos somam mais de 55.810 páginas de análises, depoimentos e provas documentais. Mas o trabalho dos investigadores não fluiu sem obstáculos. A apuração foi suspensa por pouco mais de três semanas. Em 19 de maio, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, libertou Paulo Roberto Costa da cadeia em decisão liminar e suspendeu todos os processos do caso até que fosse decidido se a operação deveria tramitar no Supremo em função do envolvimento de parlamentares. As investigações só voltaram a correr em 10 de junho. No dia seguinte, o ex-diretor da Petrobras foi preso novamente porque os procuradores receberam provas de que ele tinha ocultado cerca de 26 milhões de dólares na Suíça e nas Ilhas Cayman.
A fortuna escondida no exterior complicou a situação do ex-diretor. No dia 20 de agosto, da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, Paulo Roberto Costa pediu uma reunião com os procuradores da força-tarefa para conversar sobre um eventual acordo de delação premiada. Um encontro foi agendado em Brasília entre a advogada Beatriz Catta Preta, um assessor do procurador-geral da República e Deltan Dallagnol. Mas, no dia acertado, a defensora ligou para cancelar a audiência alegando “pressões superiores”. Em 22 de agosto, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca em empresas ligadas a um genro de Costa. O ex-diretor tinha envolvido as duas filhas e os dois genros na ocultação da propina. Com o avanço das investigações contra os familiares, Costa viu o cerco fechar e jogou a toalha. A advogada do ex-diretor pediu novamente uma reunião com o Ministério Público Federal e o acordo de delação premiada foi acertado em 27 de agosto.
Só com esses pactos judiciais de colaboração premiada foram recuperados aproximadamente 450 milhões de reais aos cofres públicos. É o valor devolvido pelos delatores como contrapartida às vultuosas quantias desviadas dos cofres públicos. Isso representa quase um quarto dos 2,1 bilhões de reais movimentados criminalmente, na estimativa total das 18 denúncias oferecidas até agora. Os bloqueios de bens dos réus já somam mais de 100 milhões de reais.
De acordo com um assessor do procurador-geral da República, o grupo de elite dos nove procuradores na força-tarefa foi selecionado justamente pelo domínio de técnicas complexas de investigação, como a delação premiada, e o conhecimento sobre sofisticados mecanismos de lavagem de dinheiro. “Eles foram escolhidos exatamente por serem especialistas em lavagem de dinheiro, no sentido acadêmico e prático. Por outro lado, são também especialistas em métodos sofisticados de investigação”, afirmou o auxiliar de Janot.
Banestado – Dallagnol, por exemplo, ministrou aulas e tem diversos artigos publicados sobre o tema. Ele entrou no Ministério Público Federal em 2002 como o segundo procurador da república mais novo do órgão, mesmo ano em que foi aprovado em primeiro lugar para promotor do Ministério Público do estado do Paraná e em segundo lugar para juiz substituto do Tribunal de Justiça do Paraná. A experiência para lidar com crimes de lavagem de dinheiro começou a ser fortalecida quando participou da força-tarefa que investigou o escândalo do banco Banestado, esquema pelo qual mais de 28 bilhões de dólares foram remetidos ilegalmente ao exterior. Foi justamente neste escândalo que o doleiro Alberto Youssef ficou famoso, como um dos principais operadores presos. Ele fechou acordo de delação premiada pelos crimes cometidos no Banestado, celebrado com os mesmos procuradores e o mesmo juiz,
Sérgio Moro, da Lava Jato. Youssef entregou inúmeros clientes à época e contribuiu com as investigações, mas quebrou o acordo e continuou no mercado paralelo, o que reabriu processos do Banestado e deve complicá-lo ainda mais em nova condenação.
Também trabalharam na investigação do Banestado Orlando Martello Júnior, Carlos Fernando dos Santos Lima e Januário Paludo. Eles compõem com Antônio Carlos Welter, responsável pela primeira grande investigação contra doleiros no Rio Grande do Sul na Operação Ouro Verde, a ala mais experiente da força-tarefa – são procuradores regionais da república, ou seja, possuem experiência em julgamentos de colegiados na segunda instância da Justiça Federal.
Com idades entre 28 e 50 anos, a maioria dos integrantes da força-tarefa concluiu mestrado e já deu aulas em universidades. Mesmo os mais novos possuem experiência fora da média. Roberson Pozzobon, 30 anos, foi delegado da Polícia Civil por quatro anos até ingressar no Ministério Público Federal. Diogo Castor de Mattos, 28 anos, passou por diversas promotorias do Ministério Público Estadual e trabalhou como procurador da Advocacia-Geral da União antes de completar a experiência necessária para ingresso no Ministério Público Federal, concurso para o qual foi aprovado duas vezes.
Os procuradores da República Paulo Roberto Galvão e Athayde Costa completam o grupo de elite, egressos da equipe de fiscalização do uso de recursos federais nos preparativos da Copa de 2014. Os dois serão os responsáveis pelas ações de improbidade administrativa contra as empreiteiras.
Todos entraram no Ministério Público depois da Constituição de 1988 e, por isso, são considerados parte de uma nova geração da categoria pelo procurador Edilson Bonfim, palestrante do assunto. “É uma geração que, na perspectiva acadêmica, vem tecnicamente mais preparada. E em que paixões do passado cederam lugar a uma aplicação do direito de forma mais técnica”, afirmou.
No rastreamento da propina mundo afora e na investigação no país do sofisticado esquema desvendado pela Lava Jato também foram destacados especialistas na Polícia Federal. O grupo de 15 policiais do caso é comandado pelo delegado Igor Romário de Paula, chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado no Paraná e ex-chefe da mesma unidade em Alagoas. Entre os responsáveis pelos principais inquéritos estão especialistas em lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Eduardo Mauat da Silva foi chefe da Delegacia de Combate a Crimes Financeiros de Florianópolis e é pós-graduado em direito penal econômico. Felipe Hayashi é mestre em direito econômico e especialista no combate ao desvio de verbas públicas. Márcio Adriano Anselmo trabalhou na Divisão de Crimes Financeiros de Brasília, é mestre em direito penal e doutorando em direito internacional, além de autor de diversas obras na área de cooperação jurídica internacional. Erika Mialik Marena, chefe da Delegacia de Combate a Crimes Financeiros de Curitiba, trabalhou no caso Banestado, é pós-graduada em direito penal e dá aula sobre crime organizado na Academia Nacional de Polícia.
Desde o início das investigações não faltaram exigências para o domínio das técnicas internacionais de investigação de lavagem de dinheiro. Já houve contatos com autoridades internacionais em mais de dez pedidos de cooperação jurídica na Operação Lava Jato, para obtenção de dados financeiros dos investigados em países como Estados Unidos, Suíça, Luxemburgo, Hong Kong, China, Liechtenstein, Cingapura, Reino Unido e Ilhas Cayman. As provas no exterior e nas estatais ainda vão consumir meses das investigações e aumentar o rol de acusados na Justiça. É, de fato, só o começo.

Marcha contra terrorismo reúne LIDERES MUNDIAIS e mais de 1,5 milhão de pessoas em Paris


Do UOL, em São Paulo

  • Kenzo Tribouillard/AFP
    Imagem aérea mostra a praça da República, em Paris, tomada por uma multidão
    Imagem aérea mostra a praça da República, em Paris, tomada por uma multidão
A manifestação contra o terrorismo e em defesa da liberdade de expressão que ocorre neste domingo (11) no centro de Paris reune mais de 1,5 milhão de pessoas, segundo a agência de notícias France-Presse.
Ainda segundo a France-Presse, outras 600 mil pessoas se manifestam em outras cidades do país.
A marcha parisiense, classificada como história pela imprensa francesa, é liderada por familiares das vítimas dos atentados desta semana e por dirigentes políticos de todo o mundo.
Em Paris, às 15h30 (12h30 de Brasília), com um atraso de meia hora, eles começaram a passeata, seguidos por centenas de milhares de pessoas que foram para as ruas da capital francesa.
Sobreviventes da equipe da revista "Charlie Hebdo", onde 12 pessoas morreram, também participaram ao lado dos familiares.
Logo atrás, com os braços entrelaçados, desfilaram os líderes mundiais, liderados pelo presidente francês, François Hollande, junto com a chanceler alemã, Angela Merkel; o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, e os primeiros-ministros britânico, David Cameron, e italiano, Matteo Renzi.
Separados por apenas cinco metros estavam o chefe do governo israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas.
Embora a saída estivesse prevista da praça da República, a grande afluência de gente fez com que os dirigentes e as vítimas abrissem a manifestação centenas de metros adiante, no bulevar Voltaire.
Pouco depois, foi guardado um respeitoso minuto de silêncio e Hollande cumprimentou um a um aos líderes presentes.
Hollande se aproximou, junto com o primeiro-ministro, Manuel Valls, e saudou os familiares das vítimas dos ataques.

MILHARES CANTAM HINO FRANCÊS EM ATO CONTRA O TERRORISMO

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Revista francesa de sátiras é alvo de ataques e provoca reações230 fotos

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11.jan.2015 - Imagem aérea mostra a praça da República, em Paris, tomada por uma multidão em ato contra os atentados terroristas na França. Estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas estejam na região central da capital francesa Leia mais Kenzo Tribouillard/AFP

Mergulhadores encontram caixa-preta de avião da AirAsia


Da Agência Brasil

Mergulhadores encontraram hoje (11) a caixa-preta do Airbus da AirAsia que desapareceu em dezembro no Mar de Java com 162 pessoas a bordo. O anúncio foi feito pelo Ministério dos Transportes da Indonésia.
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(Foto: AirBus/Direitos Reservados)
O equipamento está preso em destroços do avião e não pôde ser recuperado. Hoje mais cedo, uma equipe de resgate localizou sinais da caixa-preta a aproximadamente 30 metros de profundidade e cerca de 4 quilômetro de onde a aeronave caiu. O equipamento registra as conversas e dados do voo.
As equipes de busca procuram também o a parte principal do avião onde acreditam estarem presos diversos corpos de passageiros. Até agora 48 foram resgatados. O avião ia de Surabaia, na Indonésia, para Cingapura no dia 28 de dezembro e caiu 40 minutos depois no Mar de Java. Ontem (10) a cauda do avião foi retirada do mar.

Semana acima dos 30°C promete curitibanos atrás de sombras e ventiladores


Da Redação


Uma semana de muito calor em Curitiba e todo o estado do Paraná. De segunda à sexta-feira, as máximas devem ficar acima dos 30°C. A luta por uma sombra e a compra de ventiladoresprometem bombar nesta semana.
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Sol promete dominar a semana em Curitiba e região (Foto: Geovane Barreiro – Banda B)
Segundo o Instituto Tecnológico Simepar, as temperaturas devem ficar entre 16°C e 32°C, com previsão de pancadas de chuva e trovoadas durante toda a semana. Por conta desta possibilidade, os meteorologistas do Simepar alertam para as quantidades de raios que devem cair em Curitiba e região.
“Será uma semana sem grandes mudanças de temperaturas, já que não há previsão de frente fria ingressando no Paraná. O que nós temos é um alerta para a chegada de um ciclone extratropical vindo de Mato Grosso”, descreveu à Banda B a meteorologista Sheila da Paz.
No Litoral do Paraná, as máximas serão ainda maiores, variando entre 22° e 34°C.

Batida após avanço de preferencial deixa mãe e filha feridas no Capão Raso


Por Luiz Henrique de Oliveira e Danaê Bubalo
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Colisão aconteceu em cruzamento sinalizado (Fotos: Danaê Bubalo – Banda B)

Um avanço de preferencial causou um acidente entre um Fiat Palio e um Volkswagen Fox nobairro Capão Raso, em Curitiba, na manhã deste domingo (11). Mãe e filha, que estavam no Palio, ficaram feridas e foram levadas ao Hospital do Trabalhador pelo Siate do Corpo de Bombeiros.
Segundo testemunhas, a motorista do Palio vinha pela Rua Francisco Adler sentido bairro e teria furado a preferencial na Rua Sebastião Malucelli, batendo contra a lateral do Fox, também guiado por uma mulher.
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Mãe e filha que estavam no Palio ficaram feridas
“A informação é que a motorista do Palio estava distraída. É uma mulher de 43 anos que teve uma batida forte na cabeça e foi levada ao hospital para ser melhor avaliada. A filha dela de onze anos, que era passageira, teve apenas escoriações leves, mas também foi encaminhada à casa hospitalar por precaução”, contou à Banda B o tenente Hunzicker, do Corpo de Bombeiros.
A motorista do Fox, por sua vez, nada sofreu. Os carros chegaram a rodar durante o acidente, devido à força da colisão lateral.
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Piloto morre após helicóptero bater em urubu e cair


Da Catve.com
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Felipe não resistiu ao acidente e morreu carbonizado (Foto: Arquivo Pessoal)
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Aeronave pegou fogo após acidente (Foto: Divulgação PM)
Uma tragédia foi registrada por volta das 20h deste sábado (10) no noroeste do Paraná. A queda de um helicóptero resultou na morte do piloto e deixou o copiloto gravemente ferido. O acidente aconteceu na PR-576, entre Santa Mônica e o distrito de Aparecida do Ivaí.
De acordo com a Defesa Civil de Loanda, que prestou atendimento na ocorrência, o copiloto relatou que um urubu colidiu contra o para-brisa da aeronave. O helicóptero perdeu sustentação e em seguida esbarrou na fiação elétrica, provocando a queda. Felipe Lara Gomes Costa, de 30 anos, morreu carbonizado.
Para ler a matéria completa na Catve.comclique aqui.

Em vídeo, suposto sequestrador de supermercado diz ser do Estado Islâmico


Do UOL, em São Paulo

  • AFP
    Imagem retirada de vídeo divulgado por islamitas mostra um homem que alega ser Amedy Coulibaly
    Imagem retirada de vídeo divulgado por islamitas mostra um homem que alega ser Amedy Coulibaly
Um homem parecido com Amedy Coulibaly, o jihadista que na sexta-feira (9) tomouvários reféns em um supermercado judaico de Paris, reivindica o ataque que tirou a vida de uma policial na quinta-feira e alega ser membro do Estado Islâmico, em um vídeo póstumo postado neste domingo (11) na internet.
No vídeo, o homem olha para a câmera e diz ter agido "contra a polícia", enquanto que uma legenda o identifica como Amedy Coulibaly, 32. "Chegamos de forma sincronizada para sair ao mesmo tempo", afirma o homem, referindo-se aos irmãos Kouachi, que atacaram a revista "Charlie Hebdo", matando 12 pessoas. 
Tanto Coulibaly como os irmãos Said e Chérif Kouachi foram mortos na sexta-feira pelas forças especiais francesas em duas operações simultâneas, em Paris e em Dammartin-en-Goële , no norte da França, respectivamente.
O Estado Islâmico é uma organização terrorista que declarou, em 30 de junho do ano passado, o controle de um território estratégico entre a Síria e o Iraque. Seus membros estabeleceram, ali, um califado islâmico e têm disputado com os governos regionais.
O vídeo de 7 minutos e 17 segundos, que foi rapidamente retirado do site "Dailymotion", não teve sua autenticidade confirmada.
"Eu me reporto ao califa dos muçulmanos Abu Bakr al-Baghdadi, o califa Ibrahim", afirma o suposto Coulibaly, que está vestido com um traje muçulmano, um keffieh, e tem atrás dele uma bandeira negra. "Eu jurei fidelidade ao califa desde a declaração do califado", acrescenta.
O vídeo também mostra imagens deste homem fazendo bombas ao ar livre. Ela também aparece olhando para a câmera vestido com o que parece ser um colete à prova de balas.

Família condena atentados

Mais cedo, a família de Amedy Coulibaly, condenou os atentados e desvinculou esses "odiosos atos" do islã. Em comunicado, a mãe e a irmã de Coulibaly ofereceram suas "sinceras condolências" às famílias das quatro vítimas judias do atentado no supermercado "Hyper Cacher" e a da agente municipal.
"Condenamos seus atos. Certamente não compartilhamos as mesmas ideias extremistas. Esperamos que não se faça uma vinculação entre esses atos odiosos e a religião muçulmana", assinalou a mãe de Coulibaly no comunicado.
A mãe e a irmã de Coulibaly também expressaram sua solidariedade com a família das 12 vítimas da massacre na revista satírica "Charlie Hebdo", na quarta-feira, o primeiro desta onda inédita de atentados na França.

Histórico de crimes

Coulibaly tinha uma longa ficha criminal, principalmente por roubos. A imprensa francesa acredita que foi nos diversos períodos em que esteve na cadeia que ele se converteu ao islã e se radicalizou.
Em 2010, Coulibaly voltou a ser detido pela polícia, sob suspeita de planejar a fuga de Smain Ait Ali Belkacem, membro do Grupo Islâmico Armado Argelino (GIA), condenado em 2002 à prisão perpétua pelo atentado à estação Museu de Orsay de Paris, em 1995.
Chérif Kouachi também teria participado do plano de fuga. Segundo o site do "Nouvel Observatoire", Kouachi e Coulibaly teriam se conhecido entre 2005 e 2006, quando estavam na prisão Fleury-Mérogis, em Paris.
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Revista francesa de sátiras é alvo de ataques e provoca reações218 fotos

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11.jan.2015 - Milhares de pessoas já se reúnem na praça da República, em Paris, para a manifestação, neste domingo (11), em memória das vítimas dos atentados terroristas na França. A expectativa é de que 1 milhão manifestantes e várias autoridades estrangeiras participem do ato Leia mais Bertrand Guay/AFP