Polícia prende suspeito de estuprar três filhas e investiga omissão da mãe


Exame comprovou que meninas de 12, 14 e 21 anos sofreram abusos.
Filha mais velha foi ao Conselho Tutelar após sair de casa: 'Criei coragem'.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
A Polícia Civil prendeu um homem de 48 anos, suspeito de abusar sexualmente das três filhas, de 12, 14 e 21 anos, em Luziânia, município goiano no Entorno do Distrito Federal. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram os estupros. A prisão foi na quinta-feira (16). A mãe das garotas também é investigada suspeita de ser conivente com os abusos.

A jovem de 21 anos contou que era violentada há sete, e que o pai a ameaçava para não contar a ninguém. Já os abusos às irmãs teriam ocorrido em novembro do ano passado.
A denúncia foi feita por uma das vítimas, que procurou o Conselho Tutelar. “A filha mais velha decidiu denunciar porque foi morar fora de casa e, com essa saída, resolveu denunciar porque as menores estavam sofrendo o abuso”, disse o conselheiro tutelar Joelson Carvalho.
“Meu pai sempre abusou sexualmente de mim. Logo que o tempo foi passando, eu descobri que ele abusou também das minhas irmãs. Aí, criei coragem e denunciei”, disse a jovem.
Investigações
No depoimento, as garotas relataram que a mãe sabia dos abusos. Se isso for comprovado nas investigações, ela pode responder como coautora do crime.
Jovem diz ter sido estuprada pelo pai desde os 14 anos, em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Jovem diz que sofreu abusos do pai desde os 14 anos, em Luziânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
“A mãe afirma que tomou conhecimento dos fatos em novembro e que, antes de procurar a polícia, tentou conversar com os outros dois filhos para, juntos, tomar uma decisão. Ela esteve aqui só no dia 2 de janeiro. Com isso, a gente consegue perceber que houve uma negligência dessa genitora”, disse a delegada responsável pelo caso, Dilamar de Castro.
Ainda será apurado se essa demora na denúncia foi por medo do marido ou por conivência.
A delegada informou ao G1 que o pai vai ser indiciado por estupro de vulnevárel nos três casos. As penas somadas podem chegar a 45 anos.
Caso seja comprovado o envolvimento da mãe nos abusos, ela pode responder como coautora dos crimes e sua pena pode chegar a ser a mesma do autor dos estupros.

Agredida a socos pelo marido, mulher desiste de denúncia: 'dependo dele'


Homem foi imobilizado e liberado pela polícia.
Caso foi flagrado pela TV Tapajós na manhã desta sexta-feira (16).

Do G1 Santarém, com informações da TV Tapajós
 Uma mulher foi agredida a socos pelo companheiro, segundo testemunhas, no fim da manhã desta sexta-feira (16), na orla de Santarém, oeste do Pará. O repórter cinematográfico da TV Tapajós, Rafael Ferreira, registrou a vítima sentada ao chão minutos após a agressão. O homem foi imobilizado e depois liberado. A polícia disse que a mulher desistiu da denúncia. (Veja o vídeo).
Nas imagens é possível observar populares, que presenciaram a violência, ao redor de Dionéia Ferreira, de 23 anos. Junto com ela, o homem, que seria o autor da violência.
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Vítima não quis proceder com denúncia e polícia liberou homem (Foto: Reprodução/TV Tapajós)Vítima não quis proceder com denúncia e polícia
liberou homem (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
Uma equipe da Polícia Militar, que fazia ronda na área, fez a detenção do homem alegemando-o, mas em seguida ele foi liberado porque a vítima não efetivou a denúncia.  “Como foi uma agressão muito forte que ela chegou a desmaiar, a gente teve que intervir. Como ela não quis proceder, a gente não pode fazer nada devido a isso. A gente liberou o cidadão e eles vão seguir a vida normal. Se não tem vítima, não tem crime. Não é a gente que faz a lei, a gente só executa”, explicou o soldado Uderlei Oliveira.
Em entrevista à equipe de reportagem ela disse que não denunciou porque depende do companheiro. “Dependo dele para me sustentar com minha filha”, afirmou Dionéia.
Já o suspeito, que trabalha como tripulante em uma embarcação, alegou que agrediu a mulher porque ela demonstrou ciúmes dele por causa das viagens.
Após a confusão, a equipe de TV ainda registrou a vítima indo atrás do homem.

De acordo com norma de 2006, o agressor só era processado se a mulher agredida fizesse uma queixa formal.
Mudança na lei

A Lei Maria da Penha, que protege as mulheres contra a violência doméstica entrou em vigor no ano de 2006. No início de 2012, sofreu mudanças. O Supremo Tribunal Federal decidiu que o Ministério Público pode denunciar o agressor, mesmo que a mulher não apresente queixa contra quem a agrediu.
Serviço
Denúncias de agressão contra a mulher podem ser feitas diretamente para a polícia, por meio do 190.

Bombas, depredação e detidos marcam 2º ato contra tarifa em SP


PM diz que foi tropa foi alvo de fogos de artifício na Praça do Patricarca.
MPL acusou corporação de 'ataques gratuitos' e que grupo foi 'caçado'.

Marcelo Mora e Márcio PinhoDo G1 São Paulo
O segundo protesto convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento das tarifas para R$ 3,50 terminou em correria e tumulto no Centro nesta sexta-feira (16). Ao menos oito manfestantes foram detidos, segundo a PM. A corporação diz que foi alvo de fogos de artifício e reagiu com "munição química". O resultado foi uma sequência de explosões entre a Praça do Patriarca e o Viaduto do Chá.
Além da interdição de diversas vias importantes do Centro, de pessoas reclamando do gás e da finalização precoce do ato e vandalismo contra agências bancárias, o desfecho novamente colocou MPL e PM se acusando mutuamente.
Para o MPL, a polícia cometeu "ataques gratuitos" e o trabalho de advogados ativistas foi dificultado no 78º Distrito Policial. Ainda no Centro ao fim da noite, o major da PM Victor Fedrizzi disse que a reação “não foi desproporcional” e que a corporação agiu porque um grupo lançou rojões contra os policiais em frente à Prefeitura.
Começo do ato
O protesto começou às 17h na Avenida Paulista. Na Praça do Ciclista, o grupo decidiu seguir até a Prefeitura de São Paulo e a Secretaria Estadual de Transportes. Na descida da Rua da Consolação, por volta das 19h30, bombas foram lançadas contra um grupo que estava na parte final da manifestação.

A passeata seguiu e conseguiu chegar ao Viaduto do Chá. No caminho, a PM relatou que uma agência bancária na Rua Xavier de Toledo foi depredada. Quando o grupo estava em frente à Prefeitura de São Paulo, a corporação disse que homens que estavam na Praça do Patriarca foram alvos de fogos de artifício (veja vídeo acima).
O que se seguiu foi uma sequência de explosões que dispersou o ato. Aqueles que se mantiveram no Centro se agruparam no Theatro Municipal. A PM foi hostilizada no local (veja vídeo abaixo).
Bancos depredados
Por causa da correria do grupo, entradas da Estação Anhangabaú foram fechadas. Lixo espalhado pela rua foi incendiado. A Polícia Militar afirma que três bancos tiveram fachadas depredadas:

- Citybank da Avenida São João
- Caixa Econômica Federal na Rua Líbero Badaró
- Banco do Brasil na Rua Xavier de Toledo

Críticas à PM
O professor André Souza, de 24 anos, disse que a reação da PM “foi absolutamente desproporcional”. Ele estava em um grupo que tentou socorrer uma jovem que passou mal após a confusão em frente à Prefeitura. O professor conta que correu pela Rua Libero Badaró, onde havia outro grupo de policiais. Ele relatou que recebeu spray de pimenta nos olhos.
Ainda antes do ato, o MPL divulgou nota na qual critica a cobertura da imprensa que deu destaques às imagens do vandalismo durante o primeiro ato contra o aumento das tarifas.

"Não concordamos com a postura de alguns manifestantes, mas não é função do MPL identificar, julgar ou criminalizar quem está nas ruas, protestando contra a violência diária do transporte e suas tarifas", informou o movimento. Na mesma nota, o MPL também criticou a PM e diz que a corporação promoveu "tortura" contra manifestantes. A corporação nega qualquer ilegalidade.

Manifestação em fotos
Veja abaixo imagens do protesto:
PM e MPL conversam antes da manifestação (Foto: Marcelo Mora/G1)PM e MPL conversam antes da manifestação: corporação negociou para que grupo não seguisse pela Avenida Paulista. Temor era que pedras e itens de obra da ciclovia fossem usados por mascarados. (Foto: Marcelo Mora/G1)
Faixa mostra adesão de grupo do M'Boi Mirim, na Zona Sul, ao protesto. (Foto: Márcio Pinho/G1)Faixa mostra adesão de grupo do M'Boi Mirim, na Zona Sul, ao protesto. (Foto: Márcio Pinho/G1)
Manifestantes se posicionam na Avenida Paulista. Tendência é que grupo desça a Consolação rumo ao Centro. (Foto: Marcelo Mora/G1)Manifestantes se posicionam na Avenida Paulista. Tendência é que grupo desça a Consolação rumo ao Centro. (Foto: Marcelo Mora/G1)
Tropa de CHoque antes da manifestação do MPL (Foto: Marcelo Mora/G1)Tropa de CHoque antes da manifestação do MPL (Foto: Marcelo Mora/G1)
Jovem carrega faixa antes da passeata do MPL em São Paulo (Foto: Marcelo Mora/G1)Jovem carrega faixa antes da passeata do MPL em São Paulo (Foto: Marcelo Mora/G1)
Concentração ato do MPL (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)Concentração ato do MPL (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)
Manifestantes começam a descer a Rua da Consolação (Foto: Márcio Pinho/G1)Manifestantes começam a descer a Rua da Consolação (Foto: Márcio Pinho/G1)
Grupo esconde o rosto na descida da Rua da Consolação (Foto: Marcelo Mora/G1)Grupo esconde o rosto na descida da Rua da Consolação (Foto: Marcelo Mora/G1)
Cartazes de 'aumento não' na Rua da Consolação (Foto: Marcelo Mora/G1)Cartazes de 'aumento não' na Rua da Consolação (Foto: Marcelo Mora/G1)
Explosão de bombas no ato do MPL (Foto: Reprodução/TV Globo)Explosão de bombas no ato do MPL (Foto: Reprodução/TV Globo)
SP protesto confusão polícia dispara (Foto: Johnny de Franco/Sigmapress/Estadão Conteúdo)SP protesto confusão polícia dispara (Foto: Johnny de Franco/Sigmapress/Estadão Conteúdo)

Manifestante se prepara para chutar bomba arremessada pela PM.  (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)Manifestante se prepara para chutar bomba arremessada pela PM. (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)
SP protesto Centro confusão (Foto: Anderson Gores/Alpha/Estadão Conteúdo)SP protesto Centro confusão (Foto: Anderson Gores/Alpha/Estadão Conteúdo)

Eduardo Sciarra assume a Casa Civil


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Em cerimônia realizada na tarde desta sexta-feira (16), Eduardo Sciarra (PSD) assumiu o comando da Casa Civil. O evento contou com a presença do Governador Beto Richa (PSDB) e foi prestigiado por várias autoridades nacionais, em especial o Ministro das Cidades Gilberto Kassab (PSD). A foto é de Orlando Kissner.

Gestora da coleta de lixo em Curitiba pode paralisar serviço por falta de pagamento


Da Redação

A Cavo Serviços e Saneamento, empresa responsável pela gestão da coleta de lixo em Curitiba, notificou no final desta tarde desta sexta-feira (16) a Prefeitura de Curitiba que pode paralisar as atividades a partir da próxima semana por atraso de três meses nos repasses. De acordo com a ação, enviada também ao Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), a paralisação começaria na próxima terça-feira (20).
caminhaolixo
Foto: SMCS
O problema é o mesmo pelo qual as empresas de transporte coletivo e o Instituto Curitiba de Informática passaram nas últimas semanas. Na Cavo, porém, o atraso por enquanto não trouxe consequência aos 2,5 mil trabalhadores, que seguem recebendo o pagamento normal.
Segundo o ofício enviado pela empresa ao Siemaco, a Prefeitura deixou de cumprir sua obrigação contratual com atraso superior a 90 dias, acumulando dívida que já ultrapassa R$ 82 milhões. “Havendo a suspensão dos serviços o Sindicato reunirá os trabalhadores em assembleia para decidir os encaminhamentos”, disse o presidente do Siemaco, Manassés Oliveira.
Banda B tentou contato com a Cavo, mas foi informada que não havia mais ninguém no local que pudesse atender a reportagem. A Prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente sobre a situação.

Justiça Federal nega pedido de liberdade de Nestor Cerveró


Ex-diretor da Petrobras deve permanecer na sede da PF em Curitiba. 
Alvo da Operação Lava Jato, ele foi preso na madrugada de quarta (14).

Do G1 RS
O ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró chega ao IML de Curitiba (PR), para exame de corpo delito. Nestor foi preso durante a madrugada no Rio de Janeiro (Foto: Vagner Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)Nestor Cerveró fez exames no IML de Curitiba na
quarta, após ser preso (Foto: Vagner Rosário/
Futura Press/Estadão Conteúdo)
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negou nesta sexta-feira (16) o pedido de habeas corpus a Nestor Cerveró. O ex-diretor da área Internacional da Petrobras é investigado na Operação Lava Jato e foi preso na madrugada de quarta (14), no Rio de Janeiro. Atualmente, ele se encontra na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba.
No pedido de liberdade, a defesa alegou que a prisão preventiva do ex-diretor da Petrobras não foi fundamentada em "fatos individualizados, concretos e objetivos", mas em suposições, o que, segundo os advogados, é "incompatível com a boa doutrina e a unanimidade das decisões dos tribunais".
A defesa também argumentou que Cerveró sempre se colocou a disposição da Justiça. Além disso, os advogados apontaram que o MPF se baseou em depoimentos sem provas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do executivo da empresa Toyo Setal Júlio Camargo para apontar os "muitos e concretos elementos" que indicariam a participação ativa de Cerveró em crimes dentro da estatal.
Na sentença, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato na 2ª instância da Justiça Federal, afirmou que a prisão preventiva do executivo é fundamentada em "fatos concretos", já que ele é réu em processo originado na Lava Jato por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro e investigado em pelo menos outros dois inquéritos da Polícia Federal.

Ainda segundo o magistrado, Cerveró transferiu patrimônio para familiares "por valores muito inferiores aos de mercado", tem dupla cidadania e viajou recentemente ao exterior, o que poderia indicar que não pretende cumprir uma eventual pena de prisão.
"Por mais que viajar ao exterior, sacar recursos de aplicação financeira, vender ou doar imóveis, isoladamente sejam fatos corriqueiros para qualquer cidadão, em se tratando de personagem notoriamente relacionado a fatos ilícitos e de grande repercussão, não se pode ingenuamente isolar tais condutas e acreditar que agiu mediante motivações rotineiras", escreveu o magistrado.
Depoimento
Na tarde de quinta, Cerveró falou por quase três horas e meia à Polícia Federal em Curitiba. Segundo Beno Brandão, um dos advogados, o depoimento foi tranquilo e o cliente respondeu às perguntas. O advogado afirmou, também, que o ex-diretor passa por dificuldades financeiras.
Beno Brandão disse que deve pedir um novo depoimento para que a compra da refinaria da Pasadena, nos Estados Unidos, seja questionada. Segundo o advogado, nada sobre o assunto foi perguntado nesta quinta. Cerveró falou sobre as movimentações financeiras e os contratos dos navios-sonda – motivos pelos quais a prisão preventiva foi decretada. Ele negou ter recebido propina para a construção de navios-sonda e, sobre as transações financeiras, reiterou o que a defesa já havia dito, que não há nada de ilegal.
Cerveró já havia sido denunciado na Justiça por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. A Justiça argumenta que logo depois de ter sido denunciado, o ex-diretor da Petrobras tentou resgatar quase meio milhão de reais do plano de previdência privada dele para transferir para outra previdência em nome da filha, Raquel Cerveró. Isso mesmo alertado pelo banco de que perderia mais de R$ 100 mil por causa de impostos.
Para o Ministério Público Federal, a única justificativa para uma perda de mais de 20% do dinheiro seria evitar o confisco de todo o investimento, em caso de condenação.
Outra operação que chamou a atenção dos investigadores. O Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, identificou pelo menos cinco operações atípicas em que Cerveró fez saques na boca do caixa ou pagou apartamentos em dinheiro vivo. A Polícia Federal também afirma que Nestor Cerveró, realizou várias operações de compra e venda de imóveis nos últimos anos que, de acordo com as investigações, têm indícios de lavagem de dinheiro.

O delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula afirmou que negociações financeiras feitas por Cerveró indicam que o suspeito tentava obter liquidez do patrimônio com rapidez. Em uma dessas transações, disse o delegado, Cerveró chegou a perder R$ 200 mil. Este patrimônio negociado, também conforme a PF, pode ter origem ilícita e ser resultado de crimes cometidos por Cerveró enquanto estava à frente da diretoria Internacional da Petrobras.
Prisão

Cerveró foi preso na madrugada de quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, e levado para a superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense, onde tramitam os inquéritos e ações penais oriundos da operação. Nestor Cerveró é réu em processo originado na Operação Lava Jato, da PF, por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro entre 2006 e 2012.

Cerveró foi diretor da área Internacional da Petrobras de 2003 a 2008, durante o governo do presidente Lula. Já no governo da presidente Dilma Rousseff, assumiu a diretoria financeira da BR Distribuidora, onde permaneceu até ser demitido do cargo, em março de 2014.
Segundo o MPF, o ex-diretor recebeu propina, em dois contratos firmados pela Petrobras, para construção de navios-sonda, usados em perfurações em águas profundas. O pagamento, no valor total de 40 milhões de dólares, foi relatado pelo executivo Júlio Carmago, da Toyo Setal – que fez acordo de delação premiada no decorrer das investigações.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, também réu da Lava Jato, citou Cerveró no acordo de delação premiada. Em depoimento à Justiça Federal (JF) do Paraná, em outubro de 2014, Paulo Roberto disse que Cerveró recebeu propina na compra da refinaria da Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), o negócio gerou prejuízos de 790 milhões de dólares à Petrobras.

A compra de Pasadena foi aprovada, em 2006, pelo Conselho de Administração da
Petrobras, que à época era presidido por Dilma Rousseff. Segundo a presidente, o resumo executivo que orientou o Conselho, e que foi produzido por Cerveró, era falho. Em julho, o TCU responsabilizou Cerveró e outros nove diretores e ex-diretores da Petrobras pelos prejuízos na compra.

Explosivo abandonado mobiliza Esquadrão Antibombas em contorno de Curitiba


Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha
Foto: Juliano Cunha - Banda B
Foto: Juliano Cunha – Banda B

Um objeto explosivo mobilizou o Esquadrão Antibombas da Polícia Militar no final da tarde desta sexta-feira (16) próximo ao entroncamento dos contornos Sul e Leste, na Cidade Industrial de Curitiba.
De acordo com o soldado Niwton, do Esquadrão Antibombas, o artefato é muito forte e provavelmente foi abandonado por não poder ser utilizado na explosão de caixas eletrônicos.
“Deve ter sido furtado para ser comercializado no mercado negro, mas como é muito forte, foi abandonado. Ele é conhecido como buster e é comercializado para uso em pedreiras”, comentou.
O Centro de Operações Especiais da Polícia Civil deve investigar a origem do artefato.

Mulher que auxiliou golpe de R$ 70 mil pela internet é presa em agência bancária de Curitiba


Da Redação com Polícia Civil

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Flávia foi presa em flagrante (Foto: Juliano Cunha – Banda B)
Uma mulher de 23 anos foi presa na tarde desta quinta-feira (15) acusada de participar de um golpe estimado em R$ 70 mil contra o banco HSBC. De acordo com a Polícia Civil, Flávia Rodrigues Telles foi detida em uma agência do bairro Mercês, em Curitiba. Ela estava com R$ 5 mil que tinha acabado de sacar através de um golpe dado em uma empresária moradora em Maringá.
Segundo o delegado Wallace de Oliveira Brito, titular da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), a vítima fez Boletim de Ocorrência na 9.ª Subdivisão Policial de Maringá, iniciando as investigações. “Montamos uma campana e conseguimos prender a Flávia no momento em que saía do banco com os R$ 5 mil. Ela deixou para fazer a transferência e o saque no final do expediente bancário”, contou Brito.
Através de fraude no sistema Internet Banking, os golpistas desviaram R$ 70 mil da conta da empresária. Flávia fez uma transferência de R$ 65 mil para outra conta e sacou R$ 5 mil em espécie.
Flávia vai responder por associação criminosa e estelionato. “Ela não agiu sozinha. Emprestou a conta bancária para os golpistas e já havia feito uma transferência e ficado com a sua parte no golpe. Já temos identificados pelo menos três outros evolvidos na ação criminosa”, afirmou o delegado.
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Casa é invadida e irmãos e amigo são assassinados; moradores comemoraram mortes


Por Luiz Henrique de Oliveira e Juliano Cunha
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Irmãos tiveram a casa invadida e foram executados ao lado de amigo (Foto: Juliano Cunha – Banda B)

Dois irmãos e um amigo foram encontrados assassinados com tiros na cabeça na tarde desta sexta-feira (16), na Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Segundo a Polícia Militar (PM), a casa de Ângelo e Anderson Lecheta, de 24 e 19 anos, foi invadida na madrugada de hoje.
“Moradores nos contaram que ouviram tiros e agora à tarde encontramos os corpos. Um está morto em um canto da casa, o segundo em outro e o terceiro do lado de fora, depois de tentar fugir e ser alcançado”, descreveu à Banda B o tenente Gantzel, do 17° Batalhão da PM, que esteve no local de assassinato.
Também atendendo ao homicídio, o investigador Edmilson, da Delegacia de São José dos Pinhais, revelou que moradores comemoraram as mortes. “Os irmãos e esse amigo, que não foi identificado, eram pessoas que não tinham uma boa índole, de acordo com o apurado. Estariam envolvidos em furtos e até homicídios aqui na região”, contou.
O investigador deu ainda uma informação que pode ser a chave para a motivação do crime. “Ontem um rapaz esteve aqui cobrando uma dívida da venda de um carro que os irmãos tinham. Não foi quitada e pode ter gerado o crime. Vamos investigar”, concluiu.
Os corpos foram recolhidos ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML).
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Delegado de Policia é morto a tiros em casa


Crime ocorreu na noite desta quinta em Itapecerica da Serra.
Caso foi registrado como latrocínio.

Do G1 São Paulo
Um delegado foi morto a tiros na noite desta quinta-feira (15) na casa onde morava, no bairro Delfim Verde, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A polícia suspeita que os assaltantes não sabiam que a residência era de uma autoridade policial, como mostrou o Bom Dia São Paulo. O caso é investigado como latrocínio. 

Josimar Ferreira de Oliveira há dois meses era delegado assistente no 1º Distrito Policial da cidade e havia trabalhado normalmente nesta quinta. Por volta das 22h30, a mulher do delegado ouviu um barulho do lado de fora da casa e saiu para ver do que se tratava. Ela chegou a discutir com os dois ladrões.

Na confusão, o delegado tentou proteger a mulher e entrou em luta corporal com os ladrões. Depois que criminosos descobriram que se tratava de um policial, eles deram dois tiros no rosto do delegado. 

A família chegou a levá-lo ao Hospital Geral da cidade, mas o delegado não resistiu aos ferimentos. Até a manhã desta sexta-feira (16) ninguém havia sido preso.

Indonésia não atende a apelo de Dilma sobre execuções de brasileiros


'Não houve sensibilidade', afirmou nesta sexta (16) assessor de Dilma.
Um dos brasileiros condenados por tráfico deve ser executado domingo.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília
O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, concede entrevista coletiva sobre o brasileiro preso na Indonésia (Foto: Filipe Matoso/G1)O assessor para Assuntos Internacionais da
Presidência da República, Marco Aurélio
Garcia, concede entrevista coletiva sobre o
brasileiro preso na Indonésia
(Foto: Filipe Matoso/G1)
O presidente da Indonésia não atendeu a apelos da presidente Dilma Rousseff para poupar a vida de dous brasileiros presos no país asiático e condenado à morte por tráfico de drogas, segundo informou nesta sexta-feira (16) o assessor especial para assuntos internacionais do Brasil, Marco Aurélio Garcia.
Os dois brasileiros são Marco Archer e Rodrigo Gularte. Segundo Garcia, Dilma conversou por telefone nesta sexta com o presidente indonésio, Joko Widodo. Ainda de acordo com o assessor, a execução de Archer deve ser neste domingo (18).
"Não houve sensibilidade por parte do governo da Indonésia para o pedido de clemência do governo brasileiro. Em princípio, a execução deve se dar à meia-noite de domingo, hora de Jacarta, às 15h no horário de Brasilia", informou Garcia.

"A presidente manifestou seu desejo de conversar por telefone com o presidente da Indonésia e, particularmente, há cerca de oito dias, nós convocamos o embaixador da Indonésia no Brasil aqui no Palácio do Planalto para transmitir esse desejo da presidente Dilma. Como não havia resposta, nós convocamos o embaixador uma segunda vez para informar que para nós parecia urgente que essa conversa telefônica pudesse ocorrer. Depois de uma série de iniciativas, hoje, pela manhã, às 8h pelo horário de Brasília, a presidente pode conversar por telefone com o presidente da Indonésia", informou.
Ainda de acordo com o assessor de Dilma, o govern brasileiro fez uma série de tentativas para conversar com o presidente indonésio antes de ser finalmene atendido.
Em nota (veja íntegra abaixo), o governo brasileiro informou que o presidente Widodo disse “compreender”  o apelo da presidente Dilma com os cidadãos brasileiros, mas ressaltou que não poderia reverter a sentença de morte imposta a Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal.”
Garcia disse que Dilma lementou profundamente a decisão da Indonésia e que a postura do país asiático joga uma "sombra" nas relações entre os dois países.
“A presidente lamentou essa posição do governo indonésio e chamou atenção para o fato de que essa decisão cria, sem dúvida, sombras nas relações entre os dois países”, completou o assessor da Presidência.
Garcia concluiu a entrevista coletiva dizendo que o governo brasileiro espera que "um milagre reverta essa situação".

VÁRIAS RUAS DO PALOMA FORAM PATROLADAS


Rua Porto Amazonas
 A Prefeitura Municipal de Colombo, através da Secretária de Obras, realizou nessa semana o serviço de manutenção nas ruas Wenceslau Brás, Travessa da Lapa  e Porto Amazonas no jd Paloma. Várias equipes estiveram o dia todo nessa região para a realização do serviço de patrolamento  e limpeza dessas ruas. Foram utilizados vários caminhões e  duas patrolas para a realização do serviço. O Secretário de obras Engenheiro Rubens Cardoso, declarou a nossa equipe que esse serviço de manutenção de ruas irá continuar até que todas as ruas sejam atingidas, pois é um pedido da prefeita Beti Pavin, para gerar conforto e tranquilidade para os veículos que precisam trafegar por essas ruas.






Esquema antigrampo de Gleisi derrubou Demóstenes Torres


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O temor de grampos autorizados pelo Judiciário, ou ilegais, patrocinados por adversários políticos, tem levado a senadora Gleisi Hoffmann e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, a usar “telefones antigrampo” – rádios comunicadores com frequência exclusiva – supostamente invulneráveis a qualquer espécie de escuta.
A precaução vem sendo tomada desde que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, denunciaram Gleisi e o marido como beneficiários do Petrolão. O receio que pudessem estar sendo monitorados pela Polícia Federal aumentou muito depois que Paulo Bernardo deixou o Ministério das Comunicações e passou a ser um cidadão comum.
Um “sistema a prova de grampo” foi o responsável pela desgraça política de Demóstenes Torres. O ex-senador democrata cultivava a imagem de paladino da moralidade, mas mantinha ligações muito perigosas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Para tentar ocultar essa relação, o bicheiro e o senador só se falavam através de rádios comunicadores que acreditavam impossíveis de grampear.
A crença que o sistema era infalível era falsa e a Polícia Federal escutou, durante oito meses, todas as conversas, inclusive as mais constrangedoras, entre Cachoeira e Domóstenes. O Brasil inteiro ficou sabendo, por exemplo, dos nababescos presentes de casamento dados pelo bicheiro ao senador. Demóstenes foi, em 2012, o segundo senador cassado na história do Brasil.