Deputado do PP teria recebido R$ 159 mil de condenado da Lava Jato, diz PF


PF aponta transferências de doleiro preso para Nelson Meurer (PP-PR). 
Deputado diz não conhecer doleiro e nega o recebimento de dinheiro.

Do G1, em Brasília
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato em primeira instância, enviou para o Supremo Tribunal Federal (STF) documentos obtidos pela Polícia Federal que apontam supostos pagamentos efetuados pelo doleiro Carlos Habib Chater, a pedido do doleiro Alberto Youssef, ao deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) – Youssef é apontado pela PF como chefe do esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos da Petrobras investigado pela operação.
Por ser deputado federal, Meurer tem foro privilegiado e só pode ser investigado, julgado e condenado pelo STF. Procurado pelo G1, o parlamentar negou o recebimento de dinheiro.
Nunca recebi recurso nenhum de empreiteira e muito menos do Posto da Torre. Eu nem sei que existe esse posto em Brasília. Não conheço o dono e todos os recursos que recebi até hoje foram disponibilizados pelo PP. Não tenho conhecimento dessa planilha. Quem tem que informar é o dono do posto. Ele é que tem que dizer a quem entregou esse dinheiro."
Deputado Nelson Meurer (PP-PR)
Laudo pericial feito pela PF em arquivos eletrônicos usados para contabilidade informal do Posto da Torre, um posto de gasolina em Brasília, mostra transferências feitas por Chater para uma pessoa identificada como "Nelson" e "Nelson Meurer". Os lançamentos foram feitos entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 e totalizam R$ 159 mil.
"Eu nunca recebi recurso nenhum de empreiteira e muito menos do Posto da Torre. Eu nem sei que existe esse posto em Brasília. Não conheço o dono e todos os recursos que recebi até hoje foram disponibilizados pelo PP. Não tenho conhecimento dessa planilha. Quem tem que informar é o dono do posto. Ele é que tem que dizer a quem entregou esse dinheiro", afirmou Meurer.
Os documentos foram disponibilizados nesta sexta-feira no andamento processual da Operação Lava Jato. Ao enviá-los para o STF em dezembro do ano passado, Moro afirmou que, embora seja "prematura qualquer conclusão, os lançamentos podem retratar pagamentos efetuados por Carlos Habib Chater, a pedido de Alberto Youssef, ao referido parlamentar".
"Considerando o possível envolvimento de Alberto Youssef em lavagem de dinheiro de recursos desviados de obras da Petrobras, o fato deve ser submetido à avaliação do Supremo Tribunal Federal", escreveu o magistrado.
Em março do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Lava Jato, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no Posto da Torre, que pertence a Chater. No local funciona uma casa de câmbio, suspeita de ter sido usada para distribuição de propina e lavagem do dinheiro do esquema, que segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF) teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras.
Chater, que está preso no Paraná, responde a pelo menos quatro processos relacionados à Lava Jato. Ele é acusado de crimes financeiros, formação de quadrilha, associação para o tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro do tráfico e evasão de divisas. Em outubro do ano passado, o doleiro foi condenado a cinco anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, em uma das ações penais a que responde.
Em reportagem publicada no dia 19 de dezembro, o jornal "O Estado de S.Paulo" afirmou que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou na delação premiada os nome de 28 políticos que, segundo ele, foram beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras. O deputado Nelson Meurer é um dos 28 mencionados por Costa.
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

Para PT, o sonho acabou


de Ilimar Franco, O Globo:
As duras medidas adotadas pela presidente Dilma racharam o PT. O partido não acredita que o governo adotou o melhor caminho. As críticas dos petistas proliferam país afora. A falta de convicção petista já contaminou a base do governo no Congresso. A isso se soma a falta de ascendência da presidente Dilma sobre seu partido. O quadro só não é pior porque a oposição não tem capacidade de promover mobilização social de massas.
O PSDB parece ter razão quando diz que a presidente Dilma traiu seus eleitores. Petistas estão aderindo a esta linha política. O marido da deputada Maria do Rosário (PT-RS), Eliezer Pacheco, usou as redes sociais ontem para lançar seu grito de guerra: “Não foi nisso que nós votamos. Em defesa do nosso projeto e do PT, FORA, LEVY”.
Pacheco, secretário na prefeitura de Canoas (RS), diz que está esperneando porque não é “cordeiro nem omisso”. Acusa o governo Dilma de ter optado por “achacar os assalariados”, como se fosse um governo de direita. E receita: enfrentar os sonegadores e o grande capital, e não trair “nosso projeto nem que a vaca tussa!”.
“Nós estamos no pior dos mundos. A máquina do PT no governo executando o programa econômico dos tucanos”

Bandidos roubam veículo de mulher e na fuga batem em carro da Setran no Hauer


Por Luiz Henrique de Oliveira e Juliano Cunha
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Assaltantes causaram confusão no trânsito no Hauer (Foto: Juliano Cunha – Banda B)

Um carro da Setran (Secretaria de Trânsito) atrapalhou os planos de assaltantes na tarde desta sexta-feira (23), no bairro Hauer, em Curitiba. A dupla estava em um Ônix que havia roubado de uma mulher no vizinho bairro Boqueirão, quando, na Rua Anne Frank com a Pádua Fleuri, bateu contra o veículo oficial.
Após o acidente, os assaltantes fugiram a pé e não foram localizados. “Bateram no meu carro e depois acertaram outros dois, um Peugeot e um Ecosport, que estavam parados. Eu achei estranho que eles saíram  sem mostrar a arma, depois descobrimos que tinham feito o assalto”, descreveu à Banda B o agente Salvador, da Setran.
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Carro da Setran foi um dos carros atingidos (Foto: JC – Banda B)
O assalto à motorista do Ônix aconteceu em frente a uma padaria na Rua Bartolomeu Lourenço de Gusmão, no bairro Boqueirão. “Eu estava saindo da panificadora para entrar no carro e os dois rapazes vieram mostrando a arma. Minha amiga que estava comigo saiu do carro e os dois fugiram”, descreveu a vítima do assalto.
A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba (DFRV) investiga o caso.
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Sindicato confirma greve geral e por tempo indeterminado na segunda: “Sem ônibus na rua”


Por Luiz Henrique de Oliveira, Felipe Ribeiro e Juliano Cunha


O Sindicato de Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) confirmou que não haverá nenhum ônibus nas ruas da capital e demais cidades na segunda-feira (26). A greve geral será por tempo indeterminado, de acordo com o presidente do Sindimoc, Anderson Texeira. Questionado sobre o pedido da URBS (Urbanização de Curitiba) de frota mínima de 70%, o sindicalista negou ter recebido qualquer decisão judicial e sacramentou: “Sem ônibus na segunda”.
Anderson Teixeira confirmou greve geral para segunda-feira (Foto: Juliano Cunha – Banda B)
Anderson Teixeira confirmou greve geral para segunda-feira (Foto: Juliano Cunha – Banda B)
“Se formos notificados, deveremos respeitar a decisão judicial, mas até o momento isso não aconteceu e a greve será geral. O pagamento não caiu e o trabalhador não aguenta mais ser vítima desse jogo político. A URBS diz que as empresas faturam um monte, as empresas que não recebem os repasses. Quem não recebe mesmo é o trabalhador”, disse Teixeira.
O prazo para o depósito dos pagamento dos 40% do vale venceu com o fim do expediente bancário e, como nada caiu, a greve começa a partir da zero hora de segunda-feira. “Estamos sendo tratados com descaso por parte da prefeitura, do governo do estado e dos empresários. Os trabalhadores estavam em seu posto o mês inteiro, convivendo com assaltos, agressões e pressão, mas o pagamento não caiu”, reclamou Teixeira.
Embora a URBS (Urbanização de Curitiba) tenha pedido ao Sindicato de Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc) e ao Setransp (Sindicato das Empresas) a frota mínima de 70%, a expectativa é que a realidade seja outra, com uma greve geral. “O sindicato respeita decisões judiciais. Se recebermos alguma coisa, vamos verificar”, garantiu.
“Má vontade”
Segundo Teixeira, os trabalhadores tem sentindo uma má vontade por parte dos patrões em resolver o problema para tentar forçar um acordo entre Urbs e Comec que garanta os repasses. “Infelizmente esse sentimento é geral, já que nossa relação é exclusiva com as empresas. Nós vemos essa situação com repúdio e a greve é justamente para dar um basta”, concluiu.
Prefeitura
Em relação ao indicativo de greve do transporte coletivo na próxima segunda-feira (26), a Prefeitura de Curitiba informou o vale não foi pago ainda porque o Governo do Estado, desde outubro do ano passado, não faz o repasse do subsídio referente ao transporte metropolitano, totalizando uma dívida de R$ 16,5 milhões, sem contar janeiro de 2015.
“O governo do Estado não apresentou nenhuma proposta de pagamento desta dívida e ainda quer reduzir o subsídio metropolitano de R$ 7,5 milhões para R$ 2,3 milhões/mês. (…) A partir de agora, a Prefeitura de Curitiba vai cuidar do pagamento das linhas urbanas, definidas a partir da licitação de 2010. Ao Governo do Estado caberá o pagamento das empresas metropolitanas, que legalmente são de sua responsabilidade”, afirma a nota.
Confira quanto cada empresa pagou até o momento do vale aos trabalhadores:
Sorriso
1% de 40%
Motoristas: R$ 18,00
Cobradores: R$ 10,00
CCD
2% de 40%
Motoristas: R$ 36,00
Cobradores: R$ 20,00
Marechal
2% de 40%
Motoristas: R$ 36,00
Cobradores: R$ 20,00
Marechal Filial
2% de 40%
Motoristas: R$ 36,00
Cobradores: R$ 20,00
Glória
2% de 40%
Motoristas: R$ 36,00
Cobradores: R$ 20,00
Redentor
5% de 40% para motoristas e 3% de 40% para cobradores
Motoristas: R$ 93,00
Cobradores: R$ 33,00
Araucária Urbana
5% de 40%
Motoristas: R$ 90,00
Cobradores: R$ 51,41
Tamandaré Filial8% de 40%
Motoristas: R$ 142,00
Cobradores: R$ 82,00
São José Filial
20% de 40%
Motoristas: R$ 362,00
Cobradores: R$ 205,00
Azul Filial
20% de 40%
Motoristas: R$ 362,00
Cobradores: R$ 205,00

14ª Feira da Indústria e Comércio será realizada em Colombo


WEBMASTER 23 DE JANEIRO DE 2015

Evento acontece em paralelo a 52ª Festa da Uva e terá a exposição de produtos de empresas locais e da região, além de muita comida típica

A 14ª Feicom acontecerá em paralelo a 52ª Festa da Uva e irá reunir expositores de diversas empresas do município e região
A 14ª Feicom acontecerá em paralelo a 52ª Festa da Uva e irá reunir expositores de diversas empresas do município e região
A partir do dia 06 de fevereiro, sexta-feira, quem vier ao município de Colombo para aproveitar a 52ª Festa da Uva também terá a oportunidade de prestigiar e participar da 14ª Feira da Indústria, Comércio e Serviços, a Feicom, que acontece em paralelo a festa.
Segundo o secretário municipal de Indústria e Comércio, Antonio Ricardo Milgioransa, a Feicom tem como principais objetivos a valorização da indústria e da cultura do município. “Esse será um espaço aonde o colombense irá se enxergar, com produtos vindos da nossa terra e empresas que valorizam o nosso município. Além de ser uma ótima vitrine para aqueles que vão expor seus produtos”, afirma.
O palco para esse evento será o ginásio Gilmar Pavin, localizado dentro do parque, e contará com a participação de empresas de vários segmentos do município e da região expondo seus produtos. Além disso, muito vinho, sucos, geleias e conservas e prometem adoçar o paladar do público.
E quando a fome bater os visitantes terão a sua disposição uma ampla praça de alimentação com lanches diversos e restaurantes servindo comidas típicas, como: risoto, polenta e churrasco. Tudo isso acompanhado de bons vinhos coloniais e sucos.
Serviço:
14ª Feira da Indústria, Comércio e Serviços (Feicom)
Local: Parque Municipal da Uva – Ginásio Gilmar Pavin
06 de fevereiro: das 17h às 22h
07 de fevereiro: das 14h às 22h
08 de fevereiro: das 12h às 22h
Informações: (41)3656-8054/(41)3656-8040

Obra privada no porto é suspeita de ‘irrigar’ esquema da Lava Jato


Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo
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Ampliação do cais de Paranaguá, obra privada no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), aparece em planilha do doleiro Youssef. Empresas negam irregularidades.
de Amanda Audi, Gazeta do Povo:
Além da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), outro empreendimento do Paraná pode entrar na mira da Operação Lava Jato. Uma planilha apreendida com o doleiro Alberto Youssef no ano passado, que relaciona 750 contratos em todo o país, faz três menções a obras privadas de ampliação do cais do Porto de Paranaguá, no litoral do estado.
A planilha relaciona obras no porto a três valores: um de R$ 4,3 milhões e dois na cifra de R$ 10,3 milhões (aparentemente duplicados). Os investigadores da Lava Jato suspeitam que os valores podem ter abastecido o esquema montado por Youssef para o pagamento de propina a políticos. Os empresários responsáveis pelas obras negam qualquer irregularidade.
O juiz Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato na Justiça Federal, já afirmou que a planilha sinaliza que o “esquema criminoso de fraude à licitação, sobrepreço e propina vai muito além” da Petrobras e abarcaria outras obras públicas e privadas. O Ministério Público Federal (MPF) deve se debruçar sobre o documento nos próximos meses, já que o foco, hoje, está nos contratos investigados na estatal de petróleo.
Contêineres
A obra citada na planilha é privada e ocorreu no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), uma concessão que funciona dentro do porto. Orçada em R$ 170 milhões, a ampliação do cais de atracação começou em 2012. O consórcio Redram-Tucumann venceu a concorrência, realizada no ano anterior.
Na planilha de Youssef, as obras no porto são relacionadas à construtora Redram, sediada em Curitiba, e ao responsável pelo setor de compras, Julio Muller Neto, junto ao telefone da mesa dele. Muller diz que “não tem ideia” de como seu nome foi parar na planilha e que só ouviu falar de Youssef pela imprensa.
A Redram e a Tucumann, que atuavam em conjunto, dizem que os valores da planilha se referem a uma cotação de compra de tubos para a obra feita com a empresa Sanko Sider, que é investigada por participação no esquema da Lava Jato. Ambas afirmam que esse negócio não foi fechado. Em nota, a Sanko afirma que não há registro de venda ao consórcio, mas uma “costumeira pesquisa de preços” que “não guarda relação com os fatos investigados”.
Os valores da planilha batem com os orçamentos apresentados pela Sanko, aos quais a reportagem teve acesso. Foram duas cotações, apresentadas em maio e em outubro de 2011, para a venda de tubos de aço carbono sem revestimento.
O sócio da Sanko, Marcio Andrade Bonilho, responde a dois processos na Justiça Federal pela participação no esquema da Lava Jato. Segundo o MPF, a Sanko seria utilizada para efetuar contratos superfaturados e repassar parte dos valores a Youssef. Bonilho admitiu, em depoimento à CPI Mista da Petrobras, ter repassado R$ 33 milhões ao doleiro em comissão por “intermediar negócios com construtoras”. Ele responde aos processos em liberdade.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou, por e-mail, que as operações da TCP são privadas e que os portos “englobam mais de 20 empresas arrendatárias, habilitadas para a execução de operações portuárias, e que realizam contratações de obras diretamente com empreiteiras”, sem passar pelo aval da Appa.
Também por e-mail, o TCP assinalou que o consórcio Redram-Tucumann respeitou “os processos estabelecidos para a compra de insumos e materiais e para a subcontratação de terceiros, o que inclui a cotação de ao menos três fornecedores para cada item”, o que teria resultado em mais de uma centena de fornecedores subcontratados.
A Tucumann e a Redram afirmaram que nunca fizeram negócios com a Sanko e que desconhecem a ligação com os negócios de Youssef. O advogado do doleiro, Antonio Figueiredo Basto, não foi localizado ontem.

Acidente na BA com cinco da mesma família mata pai, mãe e filho na BR-242


Outras duas crianças que estavam no mesmo veículo sofreram ferimentos.
Condutor tentou ultrapassagem e bateu em fundo de caminhão, diz polícia.

Do G1 BA
Acidente BR-242 (Foto: Jadiel Luiz/ Blog do Sigi Vilares )Acidente na BR-242 matou pai, mãe e filho na cidade de Cristópolis, na Bahia (Foto: Jadiel Luiz/ Blog do Sigi Vilares )
Cinco pessoas da mesma família se envolveram em um acidente entre o carro de passeio onde estavam e um caminhão. Pai, mãe e filho morreram com a batida. Outras duas crianças também ficaram feridas no acidente, que aconteceu no Km-713 da BR-242, próximo ao município deCristópolis, região do extremo oeste baiano.
Segundo informações da delegacia da cidade, as vítimas seguiam de Brasília (DF) para o estado de Pernambuco (PE). O acidente ocorreu na madrugada de quinta-feira (22).
Acidente BR-242 1 (Foto: Jadiel Luiz/ Blog do Sigi Vilares)Outras duas crianças sofreram ferimentos em
acidente  (Foto: Jadiel Luiz/ Blog do Sigi
Vilares)
De acordo com o órgão, o pai, que era condutor do carro de passeio, teria tentado realizar uma ultrapassagem e, ao tentar voltar a faixa de origem, após avistar um veículo na mão contrária, colidiu com o fundo do caminhão que iria ultrapassar. A mãe e o filho que estava no colo dela morreram carbonizados, informa a polícia.
Já o pai e as outras duas crianças, uma de 4 e a outra de 10 anos, foram levados com ferimentos para o Hospital do Oeste. O pai morreu ao chegar na unidade hospitalar. Já as duas crianças receberam alta, mas permanecem na unidade na manhã desta sexta-feira (23), à espera de familiares, segundo a assessoria de comunicação do hospital.
Os corpos, conforme a polícia, foram levados para o Instituto Médico Legal de Barreiras (IML). As informações sobre a liberação e enterro dos corpos ainda é desconhecida.
Aciudenyte  (Foto: Jadiel Luiz/ Blog do Sigi Vilares)Mãe e filho que estava no colo dela morreram carbonizados (Foto: Jadiel Luiz/ Blog do Sigi Vilares)
Acidfenye  (Foto: Jadiel Luiz/ Blog do Sigi Vilares)Acidente teria acontecido por conta de uma ultrapassagem indevida, segundo polícia (Foto: Jadiel Luiz/ Blog do Sigi Vilares)

Criação de empregos formais cai 64% em 2014, para 396,9 mil vagas


Trata-se do pior resultado, para um ano fechado, desde 1999, diz governo.
Somente em dezembro, foram fechados 555,5 mil empregos com carteira.

Mariana de ÁvilaDo G1 SC
CRIAÇÃO DE VAGAS FORMAIS
Em milhares
973,6821,71.747,31.514,71.485,61.893,61.669,71.296,22.543,21.944,61.301,81.117,2396,920052010050010001500200025003000
Fonte: MTE
O país gerou 396.993 vagas de empregos formais em 2014, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (23).
O número de empregos criados em todo ano passado representa uma queda de 64,4% em relação às vagas abertas em 2013 – que somaram 1,11 milhão. O recorde de geração de empregos formais, para um ano fechado, aconteceu em 2010, quando foram criadas 2,54 milhões de vagas.
O resultado de 2014 foi o pior para um ano, considerando a série ajustada do Ministério do Trabalho, que tem início em 2002. Na série sem ajustes, é o pior resultado desde 1999, quando foram fechadas (demissões acima de contratações) 196 mil vagas formais de trabalho, segundo números do Ministério do Trabalho.
Vagas ficaram abaixo da expectativa
O número do ano passado também ficou bem distante da estimativa do ministro do Trabalho, Manoel Dias, divulgada até meados de 2014. A previsão do ministro era de que seriam abertas, pelo menos, um milhão de vagas formais no último ano.
"Foi um ano atípico. Um ano de Copa, um ano de eleições. Um ano de crise mundial. Isso tudo certamente influenciou na criação de novos empregos", afirmou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, nesta sexta-feira em Florianópolis (SC).
Foi um ano atípico. Um ano de Copa, um ano de eleições. Um ano de crise mundial. Isso tudo certamente influenciou na criação de novos empregos"
Manoel Dias, ministro do Trabalho
Para este ano, Dias afirmou que o resultado será positivo: "Em 2015, não haverá queda no emprego. Pode haver flutuações, mas o saldo será positivo", apontou.
Ele descartou, ainda, reflexos por conta da crise da Petrobras, afetada por denúncias de corrupção: "O Brasil não vai parar, e os empregos não vão cessar pela questão da Petrobras. Eu, se tivesse ações para investir agora, investiria na empresa, para longo prazo", afirmou.
Mês de dezembro
Somente no mês de dezembro, ainda de acordo com dados oficiais, houve o fechamento (demissões superaram contratações) de 555,5 mil empregos com carteira assinada. O mês de dezembro tradicionalmente registra demissões.
Foram fechados 555 mil empregos formais em dezembro de 2014 (Foto: G1)
O ano passado, porém, registrou o pior resultado para um mês de dezembro desde 2008 – quando houve o fechamento de 655 mil postos formais de emprego. Naquele momento, a economia enfrentava a crise financeira internacional, "inaugurada" em setembro de 2008 com o anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers.
Ano de 2014 por setores
O setor de serviços foi o que mais gerou postos de trabalho no ano passado. Foram 476.108 vagas, o que representa uma queda de 13% em relação ao número de empregos gerados em 2013 (546.917 vagas).
O comércio, por sua vez, gerou 180.814 vagas em 2014, o que representa um recuo de 40% em relação às vagas abertas em 2013 (301.095 empregos), enquanto que na administração pública foram 8.257 novos postos em 2014 – o que representa uma queda de 63,8% em relação ao patamar do ano anterior (22.841 vagas).
Na outra ponta, a indústria de transformação foi a que mais demitiu: o setor cortou 163.817 postos de trabalho. Em 2013, a indústria havia aberto 126.359 empregos com carteira assinada. Foi a primeira vez, pelo menos, desde 2002 que a indústria registrou demissões líquidas (acima do volume de contratações).
Segundo Manoel Dias, os cortes na indústria foram resultado da globalização e da falta de modernização das indústrias do país.
Construção civil cortou 106 mil empregos em 2014 (Foto: G1)
Houve cortes de emprego também na construção civil (-106.476) em 2014, algo que não acontecia desde 2003, contra a abertura de 107.024 em 2013. A indústria extrativa mineral também registrou 2.348 demissões em 2014, contra a abertura de 2.680 vagas no ano anterior. A agropecuária demitiu 370 trabalhadores no ano passado, enquanto que, em 2013, tinha aberto 1.872 vagas. Pelo menos, desde 2002, a indústria extrativa mineral e a agropecuária não faziam demissões no Brasil.
"Esse comportamento demonstra a continuidade na redução do ritmo de crescimento de postos de trabalho formal, iniciada em anos anteriores. De fato, a partir de 2010, o nível de emprego formal vem apresentando um arrefecimento no ritmo de expansão de postos de trabalho", informou o Ministério do Trabalho.
Regiões do país em 2014
Segundo números oficiais, o emprego formal cresceu em todas as regiões do país no ano passado. Entretanto, o ritmo de abertura de vagas também desacelerou (cresceu menos) em quatro das cinco regiões do país em 2014.
Em 2014, a Região Sudeste 121.689 empregos com carteira assinada, em comparação com 476.495 no ano anterior. Ao mesmo tempo, a Região Sul abriu 257.275 no último ano (contra 234.355 em 2013).
A região Centro-Oeste foi responsável pela abertura de 39.335 postos formais de emprego de em 2014, em comparação com a criação de 127.767 vagas no ano anterior, enquanto que a Região Norte teve a abertura de 17.652 postos de trabalho com carteira assinada no ano passado (contra 62.318 em 2013).
A Região Nordeste, por sua vez, registrou a abertura de 99.522 empregos com carteira em 2014, contra 193.316 vagas abertas no ano anterior.

Vídeo mostra briga e morte de rapaz que invadiu prefeitura


PM disse que técnico de informática queria matar Rodney Miranda.
Prefeito afirmou que atitude de vigilante aconteceu em legítima defesa.

Victoria VarejãoDo G1 ES
Imagens de videomonitoramento mostram o momento em que um rapaz de 28 anos invadiu a Prefeitura de Vila Velha, nesta sexta-feira (23) e foi morto com um tiro na cabeça. Diego Biasutti havia dito para o segurança que tinha a intenção de matar o prefeito Rodney Miranda.
No vídeo, ele passa pela catraca de entrada com chutes, entrou em luta corporal com um vigilante, que tentou impedir sua entrada. Em seguida, o segurança disparou um tiro para cima, mas, como não conseguiu conter o jovem, atirou no rapaz, que não resistiu. O prefeito Rodney Miranda não estava no local no momento da invasão e defendeu a atitude do vigilante.
O secretário de estado de Segurança Pública, André Garcia, falou que um inquérito policial foi instaurado, mas ressaltou que a vítima já possuía duas passagens na polícia por tráfico de drogas
Diego Biasutti foi morto dentro da Prefeitura de Vila Velha (Foto: Reprodução/ Facebook)Diego Biasutti foi morto dentro da Prefeitura de
Vila Velha (Foto: Reprodução/ Facebook)
Com uma Bíblia na mão e desarmado, o jovem foi morto ao invadir a sede da prefeitura, por volta de 7h30 desta sexta, dizendo que queria matar o prefeito Rodney Miranda. A Polícia Militar informou que o técnico de informática Diego Biasutti entrou desnorteado na prefeitura, cuspiu no rosto do vigilante que fica na entrada do prédio, passou pela roleta e subiu uma rampa até o último andar, onde fica o gabinete do prefeito. Lá, ele entrou em luta corporal com um segurança e foi morto com um tiro. O corpo ficou caído a 15 metros do gabinete do prefeito.
De acordo com o prefeito Rodney Miranda, o vigilante fez tudo o que podia para tentar impedir a entrada do jovem no prédio e acredita que não agiu de forma proposital. "Ele entrou com agressividade. Chegou falando que queria acertas as contas comigo. O vigilante tentou impedi-lo de entrar, mas ele veio até a porta do gabinete. Eles entraram em luta corporal e o jovem tentou tomar a arma do segurança, que atirou para cima na primeira vez, mas o segundo tiro acabou sendo fatal. Para mim, está fatalmente caracterizado como legítima defesa", relatou.
O vídeo mostra o momento em que o jovem chuta a catraca para entrar no prédio da prefeitura e o vigilante vai atrás para tentar impedir. Ele conversa com o jovem para tentar convencê-lo a deixar o local, mas Diego segue em direção ao gabinete do prefeito. Ao chegar ao terceiro andar do prédio, o rapaz começa a agredir o vigilante com chutes e socos. O segurança, então, efetua um disparo para cima, mas o jovem continua com a agressão e tenta tomar a arma do profissional. Em seguida, o vigilante vira o revólver a atinge a cabeça do rapaz, que não resiste.
O secretário de Segurança Pública destacou que Diego já tinha duas passagens pela polícia por tráfico de drogas. Segundo ele, um inquérito vai ser instaurado para avaliar as condições da vítima no momento da invasão à prefeitura. "O inquérito vai dizer se houve surto psicótico, se houve uso de drogas", destacou André Garcia.

Família e testemunhas
Familiares de Diego estiveram em frente à prefeitura e se desesperaram ao saber que o rapaz tinha morrido. “Ele estava muito transtornado, muito nervoso”, se limitou em dizer a irmã, Taís Biasutti.
Um dos irmãos de Diego disse que ele saiu de casa, no bairro Residencial Coqueiral, por volta de 6h30, e foi visto pelas ruas de sunga, com uma bíblia nas mãos e muito nervoso. Parentes o procuraram, mas não conseguiram localizá-lo. Momentos depois, ele passou na casa da mãe, vestiu roupa e saiu novamente.
Diego usava drogas, segundo a família. O cunhado disse que, recentemente, ele entrou em uma academia e começou a fazer uso de anabolizantes.
O universitário Vinícius Oliveira mora atrás do prédio onde aconteceu o caso. Ele disse que acordou com o barulhos dos disparos. “Estava dormindo e acordei com dois barulhos seguidos e abafados. Aí eu pensei, isso é barulho de tiro. Logo em seguida, ouvi uma mulher gritando. Da janela do meu quarto, vi um vigilante saindo do terceiro andar correndo ao térreo com a arma na mão. Ele estava com o semblante de assustado. Nisso, ele chamou uma vigilante que estava na portaria lateral da prefeitura. Ela veio correndo e os dois voltaram pra dentro da prefeitura. Ao mesmo tempo, no térreo, ficaram as moças da limpeza em grupo. Logo depois foram chegando os policiais”, relatou Oliveira.
Homem é baleado na Prefeitura de Vila Velha, no ES (Foto: Daniela Carla/ TV Gazeta)Homem é baleado na Prefeitura de Vila Velha, no ES (Foto: Daniela Carla/ TV Gazeta)
A sede da prefeitura fica na avenida Santa Leopoldina, em Coqueiral de Itaparica. Um trecho da via foi interditada. Policiais Militares e agentes da Guarda Municipal cercaram o prédio após os tiros.
Redes sociais
Na tarde de quarta-feira (21), o técnico de informática Diego Biasutti compartilhou em uma rede social uma imagem sobre o que pensava sobre os políticos. No 'post', ele disse que 'se é pra mudar o mundo tamo junto!' (Sic). A mensagem também fala sobre 'nojo da classe política'.
Mensagem de jovem antes de ser morto em prefeitura (Foto: Reprodução/ Facebook)Mensagem de jovem antes de ser morto em prefeitura (Foto: Reprodução/ Facebook)