Irmãos lutam para manter o próprio pai na cadeia


Há 25 anos, José Ramos matou a ex-mulher, Maristela, e ainda atirou nos filhos que eram crianças. Pai foi preso, mas julgamento pode ser anulado.

Dois irmãos lutam para manter o próprio pai na cadeia. Há 25 anos, José Ramos matou a ex-mulher, Maristela, e ainda atirou nos filhos, que na época eram crianças pequenas.
Passaram-se duas décadas, até que o pai finalmente foi condenado e preso. Mas agora uma reviravolta pode reabrir o caso, e ele pode ser solto.
“Não tem explicação de ele ter feito isso, sabe? Com a gente, com a minha mãe... A gente podia ter sido uma família feliz.”, diz a filha Nathália Just, filha da vítima.

Nathalia, uma jovem pernambucana de 30 anos, está falando do pai: “Eu vi minha mãe morrer. Eu sei como ela morreu. Foi meu pai.”, conta ela.
O casamento dos pais de Nathália começou feliz, nos anos 80. Fotos mostram o pai, José Ramos, a mãe, Maristela Just, Natália e o irmão mais novo, Zaldo. Mas a felicidade não durou muito.
“Minha mãe trabalhava, ela vendia cosméticos, essas coisas. E ele, não. Então começou a ter esse choque de realidade, dos planos que ela queria pra família e com o que ele apresentava.”, lembra Nathália. 
A mãe decidiu se separar. O pai não se conformou. Na noite de 4 de abril de 1989, em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, José entrou na casa dos avós de Nathalia, onde eles moravam e mudou o destino de todos.
“Ele chamou todo mundo para conversar, no quarto, queria fazer uma reunião”, lembra a filha.
O tio de Nathália, Ulisses, quis acompanhar a conversa.
“Eu estava em cima da cama. Ela assim, de frente para mim e me arrumando. Meu tio na porta do quarto. Tinha um móvel, onde ele estava encostado. E meu irmão estava no outro cantinho da cômoda.”, lembra Nathália.
“Ele brincava com meu irmão. E de repente ele já subiu com a arma em punho. E foi muito rápido. Ele atirou na minha mãe e assim, na cabeça, para matar, realmente. Aí, nisso, meu tio entrou no quarto, ele atirou no meu tio. No que eu ia começar a correr, aí ele veio na minha direção. Então é a última olhada da minha vida nele, foi vindo a arma assim de frente e eu tentando correr da cama. Aí pegou assim em mim, no ombro direito.”, relembra a oficial de justiça.
Nathália tinha quatro anos. O irmão era ainda menor, tinha apenas dois.
“Eu corri para o corredor. E aí ele atirou no meu irmão, ele deu um tiro praticamente à queima-roupa. Na cabeça do meu irmão.”, conta Nathália.
O menino, Nathália e o tio sobreviveram. Mas ficaram com sequelas.
“Eu não consigo mexer alguns dedos da mão direita”, conta Nathália.
O irmão sofreu ainda mais. “A sequela que eu tenho é o lado esquerdo. Paralisado não, com movimento reduzido. Ele me deixou sentenciado.”, diz o irmão de Nathália, Zaldo Magalhães Just Neto, filho da vítima.
O pai de Nathália foi preso em flagrante e confessou o assassinato da mulher. Mas depois de um ano e meio foi solto.
Nathália e o irmão esperaram a Justiça, por muito tempo. 21 anos depois do crime, o júri foi finalmente marcado. Para maio de 2010. Mas nesse dia Nathália não viu o pai.
“Todo mundo lá, família, testemunhas, todo mundo presente no fórum, cadê? Nem o réu, nem o advogado. Então a juíza adiou o júri para dia 1º de junho de 2010”, conta Nathalia.
Em junho, José Ramos não apareceu de novo. Mas, mesmo sem ele e seus advogados, o julgamento foi realizado. A juíza passou a defesa para defensores públicos. E deu a sentença:
“Condeno José Ramos Lopes Neto, neste feito, a uma pena total de 79 anos de reclusão.”, sentenciou a juíza.
A partir daí, ele passou a ser considerado foragido. A família de Nathália lutava para prender o pai. Chegou a triplicar a recompensa oferecida.
A ONG da disque-denúncia tinha oferecido uma recompensa de R$ 3 mil.
“A gente disse, ‘ó a gente vai arredondar para R$ 10 mil para qualquer denúncia que leve à prisão dele.’”, conta Nathalia.
Deu certo. Em 29 de outubro de 2012, José Ramos foi preso.
“É uma sensação de alívio, no sentido de está terminando. Conseguimos por um ponto final”, fala Nathalia.
Mas não era o ponto final. No fim do ano passado, o caso teve uma reviravolta.
Agora o sentimento da Nathalia é de apreensão. Ela esperou mais de 20 anos o pai ser preso e recentemente ficou sabendo que a Justiça pode anular o julgamento.
Fantástico: Qual que é o seu medo?
Nathália Just: O medo é de ter que começar tudo de novo.
A defesa de José alega que a juíza, ao passar o caso para defensores públicos, feriu o direito do réu de escolher o seu próprio advogado.
Os advogados de José já tinham tentado na Justiça de Pernambuco e no Superior Tribunal de Justiça, anular o julgamento. O pedido foi negado.
Agora, a decisão está com o Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância do judiciário brasileiro. E já tem um voto a favor da anulação do júri, dado pelo ministro Dias Tóffoli, que durante a sessão, justificou seu voto assim: “A juíza cometeu uma ilegalidade. Não caberia à ela constituir novo defensor, pois assim agindo violou a ampla defesa. Todos os atos são nulos, inclusive o júri realizado, inclusive a prisão determinada, é assim que voto", disse o ministro.
Outros ministros do STF ainda devem votar e todos podem mudar seus votos até a decisão final.
O Fantástico consultou o advogado criminalista Carlos Kauffmann sobre a questão.
“O réu tem o direito de escolher o seu próprio advogado. E se você tira isso do processo, você está tirando uma forma de ele produzir a sua defesa, e isso pode desequilibrar o processo pendendo pra acusação”, explica Carlos Kauffmann, advogado criminalista.
“É como se o processo fosse um jogo de baralho. E agora não volta a fase, volte uma rodada. Não é assim. São vidas. A gente ficou sem a mãe da gente pra sempre.”, diz Nathália.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco diz que o julgamento de José demorou para acontecer porque "vários recursos foram impetrados pela defesa do réu".  Segundo o TJ, houve "cinco renúncias de advogados".
“Nada justifica, nem recursos, nem quantidade de recursos, justifica que um processo entre a data do fato e o julgamento demore 20 anos.”, afirma o advogado criminalista Carlos Kauffmann.
O ministro Dias Toffoli não quis comentar o voto para anular o júri, porque, a decisão não é definitiva. A juíza que condenou José não quis gravar entrevista.
Entramos em contato também com os advogados de José Ramos, que disseram que nem eles, nem o cliente iriam se manifestar.
Fantástico: O que você teria vontade de falar pra ele?
Nathália Just: Por quê? O que foi isso? É essa a vida que quando você gerou esses filhos, é isso que você queria dar pra gente?
Fantástico: O que você espera da Justiça?
Nathália Just: Eu espero que a Justiça tire a venda dos olhos e faça valer a lei. A minha sentença e a do meu irmão foi dada. A gente vai viver sem a mãe da gente.

Surfista é morto a tiros durante discussão em Itanhaém, SP


Renato de Souza, conhecido como 'Vô', foi morto com dois tiros na cabeça.
Ocorrência foi registrada no 1º Distrito Policial da cidade.

Do G1 Santos
Surfista foi morto a tiros em Itanhaém, SP (Foto: Reprodução/Facebook)Surfista foi morto a tiros em Itanhaém, SP (Foto: Reprodução/Facebook)
O surfista Renato de Souza, conhecido como 'Vô', foi morto a tiros em Itanhaém, no litoral de São Paulo, na noite deste sábado (31). Segundo testemunhas, a vítima era ritmista de uma escola de samba da cidade e estava confraternizando com amigos quando foi alvejado. De acordo com informações da polícia, ainda não há pistas sobre o paradeiro do assassino.
Segundo informações passadas ao G1 pela Polícia Civil, Renato foi morto com dois tiros na cabeça. Ele estava acompanhado por um outro amigo quando se envolveu em uma briga com outras pessoas. Os dois foram atingidos antes de conseguirem reagir. A polícia não divulgou a identidade do outro rapaz. A ocorrência foi registrada no 1º Distrito Policial da cidade.
Renato era conhecido como um dos maiores descobridores de talentos do surfe brasileiro. Atualmente ele treinava o santista Roberto Alves, de apenas nove anos, considerado uma das promessas do surfe brasileiro, colecionando bons resultados em competições regionais e estaduais.

O surfista tinha no currículo o título de campeão do Itanhaense Junior de 1999, vice-campeão no Festival HD Litoral Sul, terceiro colocado no Profissional Vicentino 2012 e sétimo colocado no O'Neill Surf School Brasileiro, no Paulista Open Sthill e no Circuito Austrália Down South.
A morte de Renato de Souza repercutiu nas redes sociais. Pessoas ligadas ao surfista e a Associação de Surf de Itanhaém postaram mensagens sobre a morte do surfista. "O Surf está em luto! Renato de Souza foi mais uma vítima da violência em nosso país. Nessa madrugada ele foi assassinado com um tiro durante uma discussão. Lamentável tanta crueldade. Onde vamos chegar com tanta violência? Hoje perdemos um amigo, um cara apaixonado pelo surfe, um cara do bem que não fazia mal a ninguém, que vinha ajudando a revelar novos talentos na região. Renato, você jamais será esquecido e tenho certeza que Deus tem algo melhor para você. Descanse em paz", afirmaram os responsáveis pela Associação.

Crise no PT com a derrota total e acachapante


Mantega não apoia reabertura de Refis amplo, diz Chinaglia
Clima é de desânimo no PT ‘com o pior cenário’ pós-eleição na Câmara. O partido fica sem importantes cargos na Mesa Diretora e nas principais comissões da Casa
O clima de desânimo contaminou petistas que enfrentam agora . Além de perder a disputa para o peemedebista Eduardo Cunha (RJ), o PT ficará sem outros cargos titulares na Mesa Diretora e o que acham pior: perdem também o comando das comissões mais importantes da Casa, como a de Constituição e Justiça. Há uma irritação entre os petistas com declarações do ministro licenciado de Relações Institucionais, Pepe Vargas, que, consideram, jogou uma pá de cal na candidatura de Arlindo Chinaglia (PT), ao ironizar Cunha dizendo que “o presidente da Câmara pode muito, mas não pode tudo”.
— Aquela frase do Pepe endereçada ao Eduardo matou o Chinaglia! O pior cenário está acontecendo para o PT: o Eduardo Cunha magoado e com todo o poder, e o PT derrotado, sem poder e sem cargos na Mesa e nas comissões — desabafou um petista no momento em que Cunha rejeitara a proposta da Mesa de admitir as assinaturas do PDT fora do horário para incluir o partido no bloco do PT.
Como o bloco de Eduardo Cunha tem 218 deputados e o do PT, 160 deputados, pela proporcionalidade o bloco capitaneado por Cunha terá direito a fazer as duas primeiras escolhas de comissões. O bloco do PT terá direito a terceira escolha. Os que escolhem primeiro, optam pelas comissões mais importantes.
Na CCJ é a mais importante das comissões da Casa e por onde passam todos os projetos antes de irem a plenário. Outra Comissão importante é a de Finanças e Tributação, além da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, que vota pedidos de convocação de ministros. Petistas de peso sempre foram colocados estrategicamente no comando da CCJ, como João Paulo Cunha e Ricardo Berzoini, Luis Eduardo Greenhalgh e Sigmaringa Seixas.O atual é Vicente Cândido PT-SP).
— Ficou realmente muito difícil, a gente vai ter que repensar tudo — admitiu o deputado Alessandro Molon (PT-RJ)

Servidores da Saúde prometem fechar unidades básicas nesta segunda-feira


Da Redação

Os servidores públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba prometem fechar as unidades básicas e manter apenas o atendimento de urgência e emergência nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) nesta segunda-feira (2). Em entrevista à Banda B na última quarta (28), a coordenadora geral do Sindicato dos Servidores de Saúde (Sismuc), Ana Paula Cozzolino, disse que a Prefeitura vem agindo com descaso com a categoria, o que faz com que os servidores não tenham alternativa.
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(Foto: Phil Batiuk/Sismuc)
A Prefeitura da cidade afirmou que, em caso de paralisação, a Secretaria Municipal da Saúde vai garantir o funcionamento dos serviços conforme recomendação do Ministério Público encaminhada ao Sismuc, ou seja, com manutenção de 100% do atendimento de urgência e emergência nas UPAs.
De acordo com a sindicalista, a principal reivindicação dos servidores é um possível calote da administração municipal, provocado por um decreto do prefeito Gustavo Fruet assinado em dezembro de 2014. “Este decreto se resume a um calote que revoga uma série de acordos no avanço do piso dos trabalhadores que não foram cumpridos. Eles adiam os avanços e ainda querem parcelar em quatro vezes e isso nós não aceitamos”, afirmou ela.
O Sismuc informou que nenhum atendimento de emergência será negado à população e que será garantido ao menos 30% do serviço público essencial. Segue abaixo as reivindicações do Sindicato:
- Realização de concurso público;
- Suspensão dos efeitos do Decreto 1385 de 22 de dezembro de 2014 e imediato pagamento das vantagens;
- Pagamento de todas as 31 mil horas extras realizadas ao longo do ano de 2014;
- Elevação dos pisos salariais, conforme reajuste aprovado pela Lei Municipal 14.442, de 14 de maio de 2014;
- Enquadramento dos Auxiliares de Enfermagem em Técnicos de Enfermagem
- Elevação do ASB para o nível médio da tabela salarial;
- Isonomia de 80% na gratificação dos servidores da Estratégia de Saúde da Família (ESF);
- Efetivação das medidas de mudanças do IDQ;
- Pagamento do difícil provimento;
- Condições de trabalho.
Outro lado
Em nota, a Prefeitura declarou que as reivindicações foram atendidas e que não vê motivos para a paralisação dos serviços. Segue texto na íntegra:
Horas extras serão pagas no fim deste mês, como pode inclusive ser verificado nos contracheques on-line dos trabalhadores. O decreto em questão não revogou reajuste salarial previsto em lei e garante o seu pagamento no mês de março, de forma retroativa a partir de janeiro, inclusive com correção monetária. A Prefeitura lançou edital do processo seletivo para os serviços de urgência e emergência da saúde, cuja prova ocorrerá no próximo dia 31, e há perspectiva da realização de concurso público para reforçar o quadro de servidores da Saúde ainda no primeiro semestre deste ano.
Vale salientar que a atual gestão já assegurou avanços salariais e conquistas para a categoria, como a jornada semanal de 30h para os cargos da saúde e o fortalecimento do vencimento básico, da carreira e da possibilidade de aposentadoria digna.

Eduardo Cunha desafeto de DILMA é eleito presidente da Câmara dos Deputados


Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília

Desafeto do Palácio do Planalto, o deputado federal Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados na tarde deste domingo (1). Ele teve o voto de 267 dos 513 deputados e derrotou os outros três concorrentes: Arlindo Chinaglia (PT-SP), que teve 136 votos, Júlio Delgado (PSB-MG), que teve 100 votos, e Chico Alencar (PSOL-RJ), que teve 8. Foram registrados dois votos em branco. Conhecido por suas críticas ao governo, a vitória de Cunha era temida por integrantes do Planalto.
A candidatura de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados foi uma das mais conturbadas entre as quatro concorrentes ao cargo. Apesar de pertencer à base que ajudou a eleger a presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014, Eduardo Cunha não poupou críticas ao governo e à forma como o Planalto se relaciona com a Câmara dos Deputados.
Entre as declarações polêmicas de Cunha ao longo da disputa, uma das primeiras foi sua análise sobre o comportamento da bancada do PMDB em relação ao governo. Segundo ele, a bancada do PMDB não seria uma aliada automática do Palácio do Planalto.
Depois de oficializar sua candidatura, ele partiu para o ataque e criticou duramente a gestão do seu principal adversário, o petista Arlindo Chinaglia. Segundo Cunha,a gestão de Chinaglia como presidente da Câmara, entre 2007 e 2009, foi "medíocre"
Cunha também mirou no governo e nas supostas interferências que o Palácio do Planalto fez a favor de Chinaglia. Em tom de ameaça, Cunha chegou a dizer que se o governo interferisse contra a candidatura do PMDB, as "sequelas seriam graves"
Independentemente das polêmicas, a eleição de Cunha à presidência da Câmara coroa a trajetória do ex-líder do PMDB na Casa.
Eduardo Cunha é economista formado pela Universidade Cândido Mendes e radialista. Foi presidente da Telerj (antiga estatal de telefonia do Rio de Janeiro) entre 1991 e 1993. Em 1999, foi subsecretário da Cehab (Companhia Estadual de Habitação) em 1999 e titular da pasta entre 1999 e 2000.
Em 2000, Cunha se licenciou do cargo após denúncias de irregularidades supostamente cometidas por ele virem à tona. Em dezembro, o STJ arquivou, por prescrição de prazo, o processo por improbidade administrativa e superfaturamento.
Em 2002, foi eleito deputado federal, cargo para o qual foi reeleito em 2006, 2010 e 2014. Em 2014, foi o terceiro deputado federal mais bem votado do Rio de Janeiro, com 232.708 votos, ficando atrás apenas de Clarissa Garotinho (PR-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ).
Nos próximos meses, Cunha deverá passar por uma importante "prova de fogo". A PGR (Procuradoria Geral da República) deverá enviar ao STF (Supremo Tribunal Federal) a ação penal contra políticos envolvidos no esquema de desvio de recursos da Petrobras investigados pela operação Lava Jato.
Em janeiro, reportagens indicavam que, segundo depoimento do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, preso durante a operação Lava Jato, Cunha teria recebido propina oriunda do esquema. 
Dias depois, os advogados do doleiro Alberto Youssef, apontado como operador do esquema e a quem Jayme seria ligado, afirmaram que Youssef e Cunha não tinham qualquer relacionamento. Cunha alegou que as reportagens eram uma tentativa de fragilizar sua candidatura. 
As principais promessas de campanha de Eduardo Cunha durante sua candidatura são: construir mais um prédio anexo ao Congresso para acomodar deputados e assessores, implementar o orçamento impositivo e equiparar os salários dos parlamentares aos dos ministros do STF.

Empreiteira fez consulta sobre impeachment de Dilma, diz a Veja


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O parecer do jurista Ives Gandra Martins é favorável à abertura do processo de impeachment contra a presidente.
Uma das construtoras acusadas na Operação Lava Jato encomendou um parecer jurídico sobre a viabilidade de um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) com base nas descobertas sobre crimes e irregularidades na Petrobras e está divulgando o material, segundo a revista “Veja”. A edição da revista que chegou às bancas neste sábado (31) não aponta qual empresa pediu o estudo, mas diz que o trabalho foi feito pelo jurista Ives Gandra Martins.
Procurado pela Folha de S. Paulo, o jurista confirmou a elaboração do parecer sobre o tema, mas afirmou que foi pedido por um advogado amigo dele, José de Oliveira Costa, que não revelou quem seria o destinatário do estudo.O parecer de Martins é favorável à abertura do processo de impeachment contra a presidente. “Considerando que o assalto aos recursos da Petrobras, perpetrado durante oito anos, de bilhões de reais, sem que a Presidente do Conselho e depois Presidente da República o detectasse, constitui omissão, negligência e imperícia, conformando a figura da improbidade administrativa”, concluiu.

Ademar Traiano PSDB é novo presidente da Assembleia legislativa do Paraná


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Investir em novos canais de acesso à informação por parte do cidadão, ampliando a transparência das ações da Assembleia, valorização do servidor e tratamento respeitoso aos deputados. Essas foram algumas das linhas que o deputado Ademar Traiano (PSDB) anunciou para sua administração, ao tomar posse neste domingo (1º), como novo presidente da Assembleia Legislativa.
Plauto Miró Guimarães (DEM) e Ademir Bier (PMDB) foram reconduzidos à 1ª e 2ª secretarias. Os demais integrantes na mesa diretora ficaram: Jonas Guimarães (PMDB), 1º vice-presidente; André Bueno (PDT), 2º vice-presidente; Gilberto Ribeiro (PSB), 3º vice-presidente; Adelino Ribeiro (PSL), 3º secretário; José Carlos Schiavinato (PP), 4º secretário; e Ney Leprevost (PSD), 5º secretário.
O deputado Ademar Traiano, que nos últimos quatro anos foi líder do governo Beto Richa e, nas eleições de 2014, se reelegeu como o deputado estadual mais votado do PSDB, fez o primeiro discurso como presidente da Assembleia sinalizando que pretende realizar uma administração que buscará a união e o fortalecimento da Casa.
O deputado adiantou diretrizes que sua gestão vai seguir. Entre elas, a valorização e profissionalização contínua dos servidores do Legislativo. Anunciou mais investimentos em tecnologia da informação, para que todos os processos, envolvendo a tramitação de projetos, sejam digitalizados e atualizados em tempo real. Destacou ainda a criação de novos canais de acesso às ações da Assembleia por parte do cidadão, ampliando a transparência do Legislativo.
A boa relação com os deputados é outra prioridade. “Todos serão reconhecidos e prestigiados pelo trabalho que desempenharão – nas comissões, no Plenário, nos cargos de direção e na atuação política”, destacou.
Durante o discurso, o novo presidente da Assembleia lembrou passagens importantes de sua trajetória política e destacou um momento doloroso de sua história pessoal. Recordou momentos sofridos como a morte da mulher, Edil, quando os filhos, Vinícius, Ademar Jr. e Gabriela ainda eram crianças e ele exercia seu primeiro mandato parlamentar.
“Reuni todas as forças e disciplina para cuidar da minha família, dar amparo, aprender e ensinar. Tivemos de suportar a dor e recomeçar. Enfrentando contratempos, provações. Mas também vivemos inúmeros momentos felizes. Aprendi que nada é mais valioso do que uma família unida”, destacou. Agradeceu a todos os que o apoiaram nesses momentos difíceis. Relembrou os pais, dona Vitalina e seu Vitório, já falecidos, que sempre apoiaram e estimularam sua carreira política. “Meus pais foram entusiastas da política como forma de transformar a sociedade”, disse.
O novo presidente finalizou assegurando que todos os paranaenses podem contar com seu empenho, dedicação e senso de Justiça “para que todos possamos ter orgulho da nossa Assembleia Legislativa”, finalizou.

Renan Calheiros é reeleito presidente do Senado Federal


Candidato oficial do PMDB recebeu 49 votos e venceu Luiz Henrique.
Senador alagoano deverá ficar no cargo por mais dois anos.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília
Renan Calheiros é reeleito (Foto: GloboNews)Renan Calheiros durante discurso no plenário do Senado neste domingo (1º) (Foto: GloboNews)
O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi reeleito neste domingo (1º), por 49 votos de 81, para mais dois anos à frente do cargo mais alto do Legislativo. Ele venceu o colega de partido Luiz Henrique (PMDB-SC), que se lançou na disputa sem apoio do PMDB.
Renan presidirá a Casa em 2015 e 2016 juntamente com a nova Mesa Diretora, que poderá ser escolhida ainda neste domingo. Luiz Henrique obteve 31 votos e houve um nulo.
A votação, que é secreta, foi feita em cédulas de papel e depositadas em uma urna. A apuração dos votos foi feita em voz alta pelo líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE).

Este será o quarto mandato de Renan Calheiros na presidência do Senado. O primeiro foi em fevereiro de 2005. Foi reconduzido em 2007, mas acabou renunciando ao cargo em meio a denúncias de que usou dinheiro de lobista para pagar pensão de uma filha fora do casamento. Reeleito senador, foi escolhido novamente para a presidência em 2013.

Após a proclamação do resultado, Renan agradeceu aos colegas pela “renovação da confiança”. “Me obriga a redobrar o trabalho, triplicar o ânimo, quadriplicar a vontade de acertar para corresponder ao crédito que me foi concedido pelos senadores”, afirmou.
O presidente ainda agradeceu ao seu partido, o PMDB, que, segundo afirmou Renan, garante a ele “estabilidade”. “Como fiador do modelo democrático, o partido atua para o equilíbrio do poder e repele qualquer pendor hegemônico onde quer que ele esteja camuflado”, disse.
O senador voltou a destacar a necessidade de se aprovar uma reforma política e prometeu se empenhar pessoalmente no assunto. Afirmou ainda que as decisões de sua gestão será tomadas “de forma coletiva e nunca serão monocráticas ou arbitrarias”.

Ao discursar após a proclamação do resultado da eleição, Renan fez uma menção a Luiz Henrique “pela correção e espírito público verificado ao longo de sua trajetória”. “A disputa agora já é passado e todos nós ansiamos pelo futuro. Serei presidente de todos os senadores, como demonstrado nos últimos anos, desejo renovar meu firme compromisso pela autonomia e independência do Senado”, declarou.

Grupo faz 'beijaço' em bar que teria expulsado casal por beijo gay entre duas mulheres


Jovens protestaram em frente e dentro do estabelecimento em Ribeirão Preto.
Advogado das vítimas confirma que bar tenta resolução amigável para o caso.

Fernanda TestaDo G1 Ribeirão e Franca
xx (Foto: Fernanda Testa/G1)Casais se beijam dentro de bar em Ribeirão contra suposto caso de homofobia (Foto: Fernanda Testa/G1)
Cerca de 50 pessoas participaram de um "beijaço" neste sábado (31) dentro do Milwaukee American Bar, em Ribeirão Preto (SP), em protesto contra a suposta expulsão de um casal de mulheres do estabelecimento, após um beijo em público. O caso foi registrado na Polícia Civil pelas vítimas e tomou grande repercussão nas redes sociais: internautas classificaram a atitude do estabelecimento como homofóbica.
Em nota, o bar negou a expulsão baseada em critérios de orientação sexual, mas alegou que as garotas faziam parte de um grupo com "conduta inapropriada" e que tumultuava o ambiente.

As vítimas do suposto caso de homofobia não participaram do ato, mas foram representadas pelo advogado Alexandre Bonilha.
Neste sábado, os manifestantes se concentraram na rotatória entre as avenidas Portugal, Nove de Julho e Antônio Diederichsen, a cerca de 500 metros do estabelecimento, e depois seguiram em passeata até o bar. A Polícia Militar acompanhou o trajeto e auxiliou no bloqueio do trânsito. Munidos de cartazes com mensagens contra homofobia, os manifestantes se agruparam na calçada do Milwaukee, onde quatro casais aderiram ao 'beijaço'.
Casal de mulheres se beija em frente a bar em Ribeirão Preto (Foto: Fernanda Testa/G1)Casal de mulheres se beija em frente a bar, durante
protesto em Ribeirão (Foto: Fernanda Testa/G1)
Após uma hora de negociação entre Bonilha e representantes do estabelecimento, o grupo foi autorizado a realizar o "beijaço" dentro do bar, sob orientação de que deixassem os cartazes do lado de fora. "Todo tipo de manifestação é bem vinda, desde que pacífica e organizada. O bar é a favor de qualquer tipo de manifestação e apoia todo ato que seja feito para o bem", disse o advogado Fábio Esteves Carvalho, representante do Milwaukee.
Segundo Carvalho, os proprietários do estabelecimento entraram em contato com as vítimas do suposto caso de homofobia para tentar uma solução amigável. O advogado das vítimas confirmou a tentativa de conciliação, mas disse que as jovens esperam uma retratação do bar. "Caso não haja resolução amigável, a casa poderá ser multada e ter o estabelecimento fechado, além da medida judicial que se pleiteará em indenização por danos morais", afirmou Bonilha.
Manifestantes carregaram cartazes e faixas contra a homofobia (Foto: Fernanda Testa/G1)Manifestantes percorreram trecho da Avenida 
Francisco Junqueira durante protesto contra
homofobia (Foto: Fernanda Testa/G1)
O caso
A suposta expulsão do casal de mulheres ocorreu no último domingo (25). As garotas, de 22 e 23 anos, que não quiseram se identificar, contaram que após um beijo em público, em frente ao palco do estabelecimento, foram abordadas por um segurança e posteriormente expulsas pelo gerente da casa. Segundo uma das estudantes, a confusão ocorreu ao final do show da banda que se apresentava.
Uma das vítimas disse que outros clientes do bar reprovaram a atitude da gerência do bar. Segundo ela, um amigo se manifestou contra a expulsão e também foi retirado à força do estabelecimento. No boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, os três são apontados como vítimas de constrangimento ilegal.
As jovens também denunciaram o caso à Central de Direitos Humanos da Comissão da Diversidade e Combate à Homofobia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) e ao Conselho Municipal em Atenção à Diversidade Sexual de Ribeirão Preto.
Protesto contra homofobia reuniu cerca de 50 manifestantes em frente a bar em Ribeirão Preto (Foto: Fernanda Testa/G1)Protesto contra homofobia reuniu cerca de 50 manifestantes em frente a bar (Foto: Fernanda Testa/G1)

Médico e estudante de medicina morrem após carro cair de ponte


Motorista tentava fazer ultrapassagem e em carreta em Promissão (SP).
Pista ficou parcialmente interditada por três horas e está liberada.

Do G1 Bauru e Marília
Motorista não viu carreta e carro caiu em ponte (Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação)Motorista não viu carreta e carro caiu em ponte (Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação)
Um médico e uma estudante de medicina morreram em um grave acidente na tarde de sábado (31), na Rodovia Tranbrasiliana (BR-153), em Promissão (SP). De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, eles seguiam de carro sentido Marília (SP) quando tentaram fazer uma ultrapassagem na altura da ponte sobre o rio Tietê.

A motorista, uma mulher de 30 anos e marido dela, de 29 anos, morreram no local. Ela era estudante de medicina e ele era médico em Marília. Ainda segundo a polícia, o condutor da carreta não ficou ferido. A rodovia ficou parcialmente interditada por aproximadamente três horas e está liberada para o tráfego de veículos neste domingo (1º).
No entanto, a motorista não viu uma carreta que trafegava no sentido contrário da pista e os veículos bateram de frente. Com o impacto, o carro foi lançado contra a mureta de concreto na lateral da ponte e caiu.
Bombeiros tentaram socorrer casal, que morreu na hora (Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação)Bombeiros tentaram socorrer casal, que morreu na hora (Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação)
Queda de caminhão
O local onde ocorreu o acidente é o mesmo onde caiu um caminhão no último dia 10 de janeiro. Segundo a polícia, o motorista seguia no sentido Lins-São José do Rio Preto quando perdeu o controle da direção, atravessou a pista, arrebentou a proteção da ponte e caiu.
Caminhoneiro foi socorrido por pescadores (Foto: J. Serafim / Divulgação)Caminhoneiro foi socorrido por pescadores
(Foto: J. Serafim / Divulgação)
Uma operação paga pelos proprietários do caminhão, avaliada em R$ 11 mil, e que envolveu o trabalho de um rebocador e mergulhadores, foi feita para retirar o veículo de grande porte do rio Tietê. 
Durante o trabalho de retirada, os técnicos decidiram colocar boias sob o caminhão para que se descole do fundo do rio.
O caminhoneiro, de 46 anos foi socorrido por pescadores e conseguiu sair da água com algumas fraturas.

Deputados estaduais tomam posse e Traiano deve ser eleito presidente


Da Redação

Os deputados estaduais eleitos em outubro do ano passado tomaram posse na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em sessão preparatória na tarde deste domingo (1º). São 54 parlamentares, dos quais 33 foram reeleitos.
A maior bancada da Casa é do PSC, que possui 12 deputados. O índice de renovação do legislativo estadual para a Legislatura 2015-2018 é de 38,8%. O PMDB tem nove parlamentares na Alep, enquanto o PSDB tem seis, e o DEM e o PDT tem quatro cada.
posse
(Foto: Banda B)
Depois de empossados, os 54 deputados devem apresentar requerimento para nova sessão, com a finalidade de eleger a nova Mesa Executiva, que terá a missão de conduzir os trabalhos da Assembleia Legislativa nos próximos dois anos. O ex-líder do governo, deputado Ademar Traiano (PSDB) é o candidato único e deve ser confirmado na presidência da Casa.
Ele garantiu o cargo ainda no ano passado, depois que o deputado Ratinho Júnior (PSC) – eleito com mais de 300 mil votos – desistiu de concorrer para retornar à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano do governo Beto Richa (PSDB).
A cerimônia foi comanda pelo deputado Nelson Justus (PSDB), que é o mais velho entre os deputados com o maior número de mandatos.
Confira abaixo a lista dos deputados estaduais do Paraná:
Adelino Ribeiro (PSL) – Reeleito – 42.924 votos
Ademar Traiano (PSDB) – Reeleito – 69.470 votos
Ademir Bier (PMDB) – Reeleito – 45.699 votos
Alexandre Curi (PMDB) – Reeleito – 114.797 votos
Alexandre Guimarães (PSC) – 24.357 votos
André Bueno (PDT) – Reeleito – 36.506 votos
Anibelli Neto (PMDB) – Reeleito – 49.349 votos
Artagão Júnior (PMDB) – Reeleito – 78.594 votos
Bernardo Ribas Carli (PSDB) – Reeleito – 55.481 votos
Cantora Mara Lima (PSDB) – Reeleito – 43.549 votos
Chico Brasileiro (PSD) – 50.930 votos
Claudia Pereira (PSC) – 29.379 votos
Cobra Repórter (PSC) – 29.097 votos
Douglas Fabrício (PPS) – Reeleito 54.518 votos
Dr. Batista (PMN) – Reeleito – 62.707 votos
Elio Rusch (DEM) – Reeleito – 54.933 votos
Evandro Júnior (PSDB) – Reeleito – 64.467 votos
Felipe Francischini (SD) – 35.842 votos
Fernando Scanavaca (PDT) – Reeleito 35.905 votos
Francisco Buhrer (PSDB) – Reeleito – 50.757 votos
Gilberto Ribeiro (PSB) – Reeleito – 76.110 votos
Gilson de Souza (PSC) – Reeleito – 34.470 votos
Guto Silva (PSC) – 45.313 votos
Hussein Bakri (PSC) – 26.682 votos
Jonas Guimarães (PMDB) – 40.139 votos
Luiz Carlos Martins (PSD) – 40.368 votos
Marcio Nunes (PSC) – 45.105 votos
Márcio Pacheco (PPL) – 24.855 votos
Marcio Pauliki (PDT) – 62.762 votos
Maria Victória (PP) – 44.870 votos
Mauro Moraes (PMDB) – Reeleito – 49.925 votos
Missionário Ricardo Arruda (PSC) – 23.592 votos
Nelson Justus (DEM) – Reeleito – 43.446 votos
Nelson Luersen (PDT) – Reeleito – 37.316 votos
Nereu Moura (PMDB) – Reeleito – 48.735 votos
Ney Leprevost (PSD) – Reeleito – 71.470 votos
Palozi (PSC) – 39.364 votos
Paranhos (PSC) – Reeleito – 69.684 votos
Pastor Edson Praczyk (PRB) – Reeleito – 47.797
Paulo Litro (PSDB) – 60.918 votos
Pedro Lupion (DEM) – Reeleito – 63.580 votos
Péricles de Holleben Mello(PT) – Reeleito – 40.966 votos
Plauto Miró (DEM) – Reeleito – 63.959 votos
Professor Lemos (PT) – Reeleito – 42.374 votos
Rasca Rodrigues (PV) – Reeleito – 23.815 votos
Ratinho Júnior (PSC) – 300.298 votos
Requião Filho (PMDB) – 50.167 votos
Romanelli (PMDB) – Reeleito – 60.298 votos
Schiavinato (PP) – 61.507 votos
Tadeu Veneri (PT) – Reeleito – 42.206 votos
Tercílio Turini (PPS) – Reeleito – 47.023 votos
Tiago Amaral (PSB) – 86.390 votos
Tião Medeiros (PTB) – 31.875 votos
Wilmar Reichembach (PSC) – 25.452 votos
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