Governo Dilma-2 caminha para a autodestruição


lula dilma
O que já está ruim sempre pode piorar. A Petrobras e o país amanheceram de pernas para o ar nesta quinta-feira.
Ao mesmo tempo em que a Petrobras ficava sem diretoria, após a renúncia coletiva da véspera, e sem ninguém saber o que será feito dela amanhã, a Polícia Federal está fazendo neste momento, nove da manhã, uma nova operação em quatro Estados, com mandados contra mais de 60 investigados na Lava-Jato, entre eles o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Pelo ranger da carruagem desgovernada, a oposição nem precisa perder muito tempo com CPIs e pareceres para detonar o impeachment da presidente da República, que continua recolhida e calada em seus palácios, sem mostrar qualquer reação.
O governo Dilma-2 está se acabando sozinho num inimaginável processo de autodestruição.
A presidente teve todo o tempo do mundo para pensar em soluções para a Petrobras, desde que esta grande crise estourou no ano passado, mas só se dedicou à campanha pela reeleição e à montagem do seu novo ministério. Agora, tem apenas 24 horas para encontrar uma saída, antes da reunião do Conselho de Administração, que precisa nomear a nova diretoria amanhã para não deixar a empresa acéfala.
Pois não é que, em meio aos enormes desafios que seu governo enfrenta em todas as áreas da vida nacional, apenas 36 dias após o início no segundo mandato, Dilma encontrou tempo para promover a primeira mudança em seu ministério trazendo de volta o inacreditável Mangabeira Unger, folclórico ideólogo que queria construir aquedutos para transportar água da Amazônia para o sertão do nordeste, como lembrou Bernardo Mello Franco?
Isolada, atônita, encurralada, sem rumo e sem base parlamentar sólida nem apoio social, contestada até dentro do seu próprio partido, como estará se sentindo neste momento a cidadã Dilma Rousseff, que faz apenas três meses foi reeleita presidente por mais quatro anos?
Ou, o que seria ainda mais grave, será que ela ainda não se deu conta do tamanho da encrenca em que se meteu?
É duro e triste ter que escrever isso sobre um governo que ajudei a eleger com meu voto, mas é a realidade. É preciso que Dilma caia nesta realidade e mude radicalmente sua forma de governar, buscando e não arrostando apoios, ouvindo pessoas fora do seu núcleo palaciano, como prometeu no discurso da vitória, antes que seja tarde demais.
Por um desses achaques do destino, foi marcada para amanhã, em Belo Horizonte, a abertura das comemorações dos 35 anos da fundação do PT, um partido que vi nascer e que vive hoje a pior crise da sua história, 12 anos depois de ter chegado ao poder central.
Está previsto um encontro reservado do ex-presidente Lula com a presidente Dilma. Cada vez mais distantes nos últimos meses, o que um terá para falar ao outro? Pode ser que a conversa comece com esta pergunta, que todos os petistas estão se fazendo: “Pois é, chegamos até aqui. E agora, camarada?”
Vida que segue.

Por dentro da igreja das lésbicas: casal de pastoras reúne milhares de evangélicos homossexuais em cultos


Nem Deus, nem Diabo, nem homem algum foi capaz de acabar com o amor entre duas mulheres religiosas. Depois de anos de negação e um encontro com a morte, Lanna Holder e Rosania Rocha decidiram assumir a relação. Como não encontraram uma igreja capaz de aceitá-las, fundaram a própria. Hoje, os templos da Cidade de Refúgio acolhem evangélicos que, como elas, são homossexuais


Em noite de culto na Avenida São João, em São Paulo, Rosania canta para os fiéis (Foto: Lalo de Almeida / Marie Claire)

Diz a tradição cristã que enxurradas de enxofre e labaredas de fogo caíram do céu no dia em que Deus destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra e matou todos os seus habitantes. Esse teria sido o castigo divino pelos pecados que os cidadãos tinham cometido: assassinato de crianças e idosos, estupros e sexo grupal entre homens. Assim, os sodomitas, tais como os ladrões e tantos outros criminosos listados na Bíblia, não herdariam o reino dos céus.

A história é repetida à exaustão hoje em templos evangélicos como a prova de que Deus condena os homossexuais. Programas de televisão pentecostais defendem a “cura gay” apoiados nessa passagem do texto bíblico e defendem que reverter a sexualidade não só é possível como necessário para evitar o encontro com o Diabo. “A verdade é que ninguém quer ir pro inferno”, diz Lanna Holder, 40 anos, sete dos quais passou defendendo essa tese.

Em 1996, aos 21 anos, ela entrou para a Assembleia de Deus, a maior organização evangélica do Brasil, em busca de solução para dois problemas que considerava graves: o uso de drogas (Lanna cheirava cocaína, fumava maconha e bebia muito) e a atração por meninas. O primeiro ela solucionou depois de um só culto. Já o segundo, descobriu ser mais difícil.
   
Por anos, tentou afastar o “pecado”, evitou manter amizade com mulheres e usou a própria história de “ex-lésbica” para convencer outros gays de que era possível mudar. Até que entendeu que estava mentindo para si mesma: podia largar as drogas, mas não algo que nascera com ela.

AMOR IMPOSSÍVEL
Hoje, Lanna é diretora da igreja inclusiva que mais cresce no país. Tem a seu lado a mulher, a cantora Rosania Rocha, 41 anos, que também lutou por anos contra a própria natureza. Criada em 2011, a Comunidade Cidade de Refúgio é fruto da história de amor das duas pastoras e já possui quatro filiais além da sede, no Centro de São Paulo, onde os cultos dominicais extrapolam a lotação máxima de 300 fiéis – quase todos gays. Este ano, um novo templo, com capacidade para 2 mil pessoas, será inaugurado.
A sintonia das duas é antiga e teve início 12 anos atrás, em Boston, nos Estados Unidos. Rosania, então com 29 anos, morava na cidade com o marido e o filho pequeno. Cantava em igrejas da comunidade latina e tinha alguns discos gravados. Era uma estrela em ascensão no mundo gospel.

Enquanto isso, no Brasil, Lanna se tornava conhecida pela “cura” de sua homossexualidade. Era casada com outro pastor e também tinha um filho. Sua história lotava cultos e ela viajava cada vez mais longe para contá-la. Assim chegou a Boston, onde faria uma rodada de pregação. Elas ainda não se conheciam, mas Rosania havia sido escalada para cantar na ocasião. Quando se viram, a atração foi imediata.

“Lembro de hora, data, cada detalhe”, diz Rosania ao recordar o episódio. No início, mantiveram uma amizade. “Dessas de fazer trancinha no cabelo, trocar confidências.” Lanna queria se tornar mais feminina e ela tentava ajudar. “Dizia para colocar unhas postiças, essas coisas.”

Para Lanna, a convivência era novidade. “Não tinha amigas. Por causa do meu passado, evitava ter”, diz. Durante seis meses, elas viajaram pelos Estados Unidos a convite de diferentes templos. Lanna pregando e Rosania cantando.

“Um dia, paramos na estrada e o pessoal foi comprar um vinho. Ficamos a sós. Eu estava confusa, mas tinha liberdade com Lanna e decidi falar: 'Acho que estou gostando de você de um jeito diferente'”, lembra Rosania. A resposta foi rápida: “A recíproca é verdadeira”. No hotel onde o grupo se hospedou, elas dividiram uma das camas de casal (“A gente não fazia nada naquela época”, se apressa em explicar a cantora). “Mas não conseguimos dormir. Ficamos nos olhando, sem saber o que fazer.”
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Rosania e Lanna, as fundadoras da Comunidade Cidade do RefúgioLalo de Almeida / Marie Claire

ESCÂNDALO E DIVÓRCIO
Casadas com homens e apaixonadas uma pela outra, as duas amigas decidiram apelar para Deus. “Choramos e oramos. A nossa primeira ideia foi fugir daquele sentimento”, conta Rosania. Não deu certo. Por mais que rezassem, a atração foi maior. Poucos dias depois, beijaram-se pela primeira vez, e aí foi difícil parar. O caso cheio de culpa durou seis meses, ao fim dos quais decidiram pedir ajuda. Sentaram os dois maridos à mesma mesa e, juntas, confessaram tudo.

Sem a renda da congregação, no entanto, ela voltou para os Estados Unidos endividada e com o filho pequeno no colo. Lá trabalhou como entregadora de pizza, pintora e pedreira. Estava afastada de Rosania, que ainda acreditava na cura gay, e da religião, pois já não queria mais mentir. “Tinha perdido a esperança de mudar. Deus tinha transformado tudo o que podia, menos essa parte, que era (e é) minha natureza.”
Eles esbravejaram e se indignaram. Só não houve mais xingamentos por causa da postura religiosa dos dois. “Reagiram como maridos traídos”, diz Lanna. O segundo passo foi falar com os superiores da igreja, e aí a história foi escancarada. Os pastores as orientaram a lidar com o caso em segredo mas, no dia seguinte, a comunidade inteira já sabia. “Minha caixa de e-mails estava lotada, o telefone não parava de tocar”, conta Rosania.

O plano dos religiosos foi separá-las. Rosania mudou-se para Connecticut, numa operação “resgate de casamento”, e Lanna retornou ao Brasil, onde radicalizou: decidiu pedir o divórcio e se desligar da igreja.
"Deus tinha transformado tudo o que podia, menos essa parte, que era (e é) minha natureza"
Lanna Holder, pastora
Sete meses se passaram antes que Rosania recebesse notícias dela por uma amiga. “Lanna tinha voltado a beber, estava na balada e ficava com umas dez meninas ao mesmo tempo”, conta a cantora. “Fiquei brava. Estava fazendo tudo certinho, e ela tinha voltado pra bagunça.”

Enciumada, mesmo sem vê-la havia meses, dirigiu até Massachusetts, onde Lanna morava, e foi confrontá-la. O reencontro acendeu de novo a paixão e, a partir de então, passaram a se ver com frequência. Rosania ainda era casada e tentava manter a família unida, mas não conseguia evitar Lanna. Em dias alternados, elas dirigiam até quatro horas para se encontrar, às vezes no meio do caminho.

Agito na porta da igreja, no Centro de São Paulo (Foto: Lalo de Almeida / Marie Claire)Num desses encontros, tudo mudou outra vez. “Havia deixado Rosania na casa dela e estava na estrada quando dormi no volante. O carro despencou de um barranco e quase morri. Quebrei quatro costelas, os ossos perfuraram meu fígado, meu pulmão foi esmagado e o fêmur, deslocado da bacia.”

Lanna acordou do coma três dias depois, ainda sob risco de morte, e encontrou à sua volta o ex-marido e outras pessoas da igreja. A grande culpada, diziam, era Rosania. Um castigo dos céus. Para piorar, um religioso trazia um suposto recado divino: se quisesse sobreviver às cirurgias (seriam nove no total), ela deveria cortar todos os laços com a amante.
EMBATE COM O PASTOR
Dias depois, quando já conseguia andar, Lanna viu que uma das visitas deixara o celular perto da cama. Pegou o aparelho, correu para o corredor e telefonou para Rosania. Ao contrário da profecia do pastor, ela melhorou quando a amada chegou.

“Nossos amigos gays haviam se afastado da igreja e nos pediam para cantar hinos, recitar a palavra”
Lanna voltou mais uma vez ao Brasil e começou a pregar em igrejas tradicionais. Rosania deu entrada no divórcio e, dois anos depois, desembarcou em São Paulo. O filho ficou nos Estados Unidos com o pai (hoje, passa as férias com a mãe). Estavam finalmente juntas, vivendo como um casal na mesma casa, e com um projeto em mente.

“Nossos amigos gays haviam se afastado da igreja e nos pediam para cantar hinos, recitar a palavra”, lembra Rosania. Ninguém podia saber – muito menos as congregações que contratavam Lanna –, mas elas pretendiam criar uma igreja dedicada a gays e lésbicas.
Rosania Rocha, pastora
Em 2011, erguida com as economias de ambas, surgiu a Comunidade Cidade de Refúgio – no mesmo período em que o casamento gay passou a ser legal no Brasil e elas viraram esposas pela lei. Havia cerca de 200 pessoas na inauguração.

Desde então, o número se multiplica exponencialmente (três anos depois, a quantidade de fiéis – vários com histórias parecidas com a do casal – já é dez vezes maior). Tanto que, no culto, a voz de Lanna se dirige às muitas pessoas no salão da igreja, mas não só. Há fiéis que acompanham ao vivo pela internet, no interior do país, em Portugal, nos Estados Unidos e no Japão. A lista dos locais conectados é lida a cada domingo, um jeito de aproximar o público online da sede, na Avenida São João.

Lá, um telão instalado no subsolo leva a imagem da pastora aos que não couberam no salão principal. De um espaço improvisado, cheio de gente com vontade de se tornar visível, surgem vozes guturais, sufocadas. Juntas, as fiéis gritam: “Aleluia!”.

Governo estuda estender o horário de verão para economizar energia


Opção é avaliada em meio a crise no setor, informou o Jornal Nacional.
Índices de chuvas continuam abaixo do esperado nos últimos meses.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
O governo estuda ampliar em um mês o horário de verão, que está em curso desde o dia 19 de outubro com previsão de término em 22 de fevereiro, para economizar energia. Segundo informações do Jornal Nacional, a possibilidade é analisada diante do cenário atual de crise do setor elétrico e com os índices de chuva abaixo do esperado nos últimos meses.
O horário de verão está em curso em onze estados das regiões Sul e Sudeste, mais o Distrito Federal. O governo espera reduzir em 4,5% o consumo de energia no horário de pico.
"Faremos uma avaliação no dia 12 de fevereiro para que nós possamos ter uma previsibilidade com relação ao ritmo hidrológico do final do mês de fevereiro e do começo do mês de março. E aí sim tomaremos uma decisão com relação ao horário de verão", disse o ministro Minas e Energia, Eduardo Braga.

Na entrevista ao Jornal Nacional, Braga também afirmou que, para enfrentar o problema da falta de chuvas, contará também com a energia gerada pela termelétrica de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, que tem potência instalada de 640 megawatts.

Em 2013, o governo afirmou que só recorreria à energia de Uruguaiana em caso de extrema necessidade. Para a termelétrica entrar em operação, a Argentina tem que autorizar a utilização de um gasoduto. A empresa responsável por Uruguaina afirmou que espera para este mês o fornecimento de gás para a usina voltar a funcionar.

 
O ministro também confirmou que a partir de primeiro de março,  as distribuidoras vão lançar uma campanha de conscientização para economia energia.



Economia de água
Para especialistas do setor elétrico, a economia de água dos reservatórios das hidrelétricas, apesar de pequena, é importante diante do cenário de crise. “Essa economia [de 0,4%] não é de se jogar fora diante da atual circunstância”, diz Roberto Brandão, pesquisador do Grupo de Estudos.

“Os benefícios não são gigantescos, mas ainda são significativos, continua valendo a pena. Qualquer economia de água dos reservatórios é válida”, diz o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entre 2010 e 2014 o horário de verão resultou em economia de R$ 835 milhões para os consumidores, devido à eletricidade que deixou de ser gerada pelo uso da luz do sol. Para a edição 2014/2015 do horário de verão, a economia estimada inicialmente é de R$ 278 milhões, 31% menos do que na edição passada (R$ 405 milhões). Esses valores, porém, são muito pequenos diante dos gastos do setor elétrico e não chegam ter impacto nas contas de luz.

Benefícios
O governo alega que o horário de verão evita investimentos de cerca de R$ 4 bilhões ao ano, com mais geração e sistemas de transmissão de eletricidade. Segundo o Ministério de Minas e Energia, ele permite um melhor aproveitamento da luz solar e “maior racionalidade no uso da eletricidade.”

Outra vantagem, diz o ministério, é o aumento da segurança do sistema elétrico e maior flexibilidade para a realização de manutenções, além de redução da pressão sobre o meio ambiente e nas tarifas cobradas pelo serviço. O horário de verão foi aplicado no Brasil pela primeira vez no verão de 1931/1932.

Consumo na ponta
Entretanto outro efeito do horário de verão, que é o de evitar picos de consumo de energia no chamado horário de ponta (entre 18h e 21h), “perdeu um pouco da relevância” nos últimos anos, aponta Roberto Brandão, da UFRJ.
Reservatório da Usina Hidrelétrica de Funil, no sul do Rio de Janeiro, atingiu o nível mais baixo desde 1969.  (Foto: Marcos de Paula/Estadão Conteúdo)Reservatório da Usina Hidrelétrica de Funil, no sul
do Rio de Janeiro, atingiu o nível mais baixo desde
1969. (Foto: Marcos de Paula/Estadão Conteúdo)
Por conta do aumento no uso do ar-condicionado no país, mais recentemente os picos de consumo de eletricidade durante o verão começaram a ser registrados no início ou meio da tarde, entre 14h e 16h.

No passado, esse pico era registrado entre 18h e 21h, devido ao aumento do consumo gerado pelo uso de eletrodomésticos quando as pessoas saem do trabalho e voltam para as suas casas, junto com a iluminação pública nas cidades.

“Nos últimos anos, o horário de verão perdeu um pouco da sua relevância porque houve mudança no padrão de horário de ponta no Brasil”, diz o pesquisador. Ele aponta, porém, que continua sendo importante equilibrar a demanda por energia no fim do dia.

Para o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), Rafael Shayani, o horário de verão continua sendo importante para “evitar a sobrecarga” do sistema elétrico durante o verão e até mesmo apagões. “O horário de verão é necessário na medida em que a demanda por energia no Brasil está crescendo e o setor elétrico não consegue acompanhá-la. Ela visa evitar um apagão”, diz ele.

Polícia prende golpista que tirou R$ 4 mil de idosa no Mercês


Da Polícia Civil


Policiais 3.º Distrito Policial de Curitiba (3° DP) prenderam um homem que praticava o conhecido “golpe do bilhete premiado”. José Assis de Miranda, de 57 anos, levou “na conversa” cerca de R$ 4 mil de uma mulher de 70 anos em troca de um bilhete de loteria premiado. Ele foi preso, na manhã da última quarta-feira (4), em frente de sua casa, no Tinguí, em Curitiba.
Segundo o delegado-titular do 3.º DP, Danilo Zarlenga, o crime ocorreu há cerca de duas semanas, quando o homem abordou a mulher nas ruas das Mercês e depois de quase duas horas de conversa e algumas voltas pela região a convenceu de entregar R$ 1,150,00, 30 euros e 40 dólares. “Além disso, ele a convenceu a ir no banco, sacar mais R$ 2 mil em dinheiro e lhe entregar”, contou Zarlenga.
Zarlenga lembrou que após o cumprimento do mandado de prisão, o estelionatário foi levado para a delegacia e reconhecido pela vítima.
Ficha longa
A vida de golpes de Miranda não é curta. Em 2011 ele já havia sido preso por estelionato pela Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) e pela Polícia Civil de Santa Catarina. Em 2012 foi preso novamente pelo mesmo crime, desta vez pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

Lava Jato apreende relógios de luxo e grande quantidade de dinheiro escondida em empresa


Da Redação

Fotos: Divulgação PF
A Polícia Federal divulgou no final da tarde desta quinta-feira (5) o balanço parcial da 9ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada desde as primeiras horas do dia. Segundo a PF, entre os produtos apreendidos, estão mais de 500 relógios de luxo e uma grande quantidade de dinheiro escondida em uma das empresas investigadas.
No estado de São Paulo, todos os mandados foram cumpridos. Entre eles está o do tesoureiro do PT, Vaccari Neto, que foi citado por colaborares da investigação e, por isso, foi chamado para depor na manhã de hoje. Ele teria pedido doações a operadores do esquema de propina investigado nesta etapa da operação, segundo a PF.
No Rio de Janeiro, duas pessoas não foram localizadas. Assim, dois mandados não foram cumpridos: um de condução coercitiva e um de prisão preventiva. Os demais mandados foram cumpridos integralmente.
Na Bahia e em Santa Catarina todos os mandados foram cumpridos, exceto um de prisão temporária que seria efetivada em Balneário Camboriú.
Todo o material apreendido foi transferido para a Superintendência da PF em Curitiba.


Homens são assassinados enquanto esperavam por marmitex em restaurante de Curitiba


Por Luiz Henrique de Oliveira e Juliano Cunha

Um restaurante na Rua Jornalista Augusto Waldrigues, na Cidade Industrial de Curitiba(CIC), foi invadido por homens armados na tarde desta quinta-feira (5). Os atiradores dispararam várias vezes contra dois jovens que estavam no local.
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(Foto: Colaboração Banda B)
“Os dois rapazes entraram e solicitaram duas marmitex. Como elas não estavam prontas, ambos saíram e voltaram cerca de 10 minutos depois. No retorno, ele foi surpreendido por outros dois indivíduos com balaclava, que executaram as vítimas, sem falar nada”, explicou o investigador Lima, da Polícia Civil, em entrevista à Banda B.
Segundo ele, um dos jovens assassinados tem passagens por homicídio. Os dois levaram cerca de trinta tiros, a maioria na cabeça.
Os corpos foram recolhidos ao Instituto Médico Legal e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

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Homem é morto a pauladas na RMC e filho é o principal suspeito pelo crime


Por Felipe Ribeiro

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Foto: Barbosa Júnior
Um homem de aproximadamente 60 anos foi encontrado morto no começo da tarde desta quinta-feira (5) em uma casa da Avenida Albatroz, na Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi morta a pauladas e o principal suspeito é o próprio filho.
Segundo a polícia, o suspeito já invadiu uma igreja evangélica da cidade e tentou matar os fieis com um facão. Após a situação, ele ficou internado para tratamento mental e voltou para casa há poucos dias.
Testemunhas contaram que o filho esteve na casa e saiu pouco antes do crime. No local, porém, ninguém soube dizer se ele assassinou o pai ou saiu correndo após encontrar o corpo.
A Delegacia de Fazenda Rio Grande investiga o caso.

Balanço aponta 97 pontos de alagamentos e Defesa Civil se prepara para mais chuvas


Por Marina Sequinel
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O temporal desta quinta-feira provocou alagamentos em toda a capital. (Foto: Greice Fernanda Silva)

O balanço da Defesa Civil da Prefeitura de Curitiba registrou 97 pontos de alagamentos na cidade com a forte chuva que atingiu a região na tarde desta quarta-feira (4). Segundo o órgão, a área mais atingida pelo temporal foi a Vila Autódromo, no Cajuru. Ao todo, 23 bairros precisaram de atendimentos.
Até o momento, não há registro de nenhum desabrigado ou desalojado na capital. Agora, a Defesa Civil já se prepara para as chuvas previstas para o fim desta quinta-feira (5). De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, o cenário deve ser o mesmo dos dias anteriores. “Na região central do Paraná e no Norte Pioneiro já chove e aqui na Grande Curitiba isso deve acontecer no fim do dia e início da noite. Amanhã, ainda temos uma precipitação, mais fraca, e no sábado a nebulosidade continua”, explicou o meteorologista Tarcízio Valentin da Costa à Banda B.
A expectativa é de que as condições mudem a partir de domingo (8). Até lá, uma grande área de instabilidade sobre o Sudeste do Brasil influencia o cenário atmosférico do estado paranaense. O Simepar alerta, ainda, que o acumulado de chuva nas próximas 48 horas será significativo entre a Serra do Mar e as praias. Em Curitiba, em pouco tempo, foi registrada a queda de 38,2 mm de água, o que corresponde a um terço do volume previsto para todo o mês.
Estragos
Durante o temporal de ontem, muitas regiões da capital ficaram ‘debaixo d’água’. No bairro Hugo Lange, uma família precisou ser temporariamente retirada de casa, devido ao grande volume de água. No Tingui, região Norte da cidade, um muro caiu sobre dois automóveis, na Rua Lívio Pertelli. Houve apenas danos materiais.
A Unidade de Saúde Vila Guaíra, que na quarta-feira encerrou o atendimento mais cedo por causa de avarias provocadas pela chuva, atende normalmente nesta quinta.
Emergência
Em casos de emergências ocasionados devido ao mau tempo, a população deve entrar em contato com a Defesa Civil, pelo fone 199 ou pelos fones 153 (guarda municipal) e 193 (Corpo de Bombeiros). O telefone 156 é mais viável durante a semana nos horários comerciais.
Durante a ocorrência de tempestades e vendavais, a Prefeitura de Curitiba orienta a população para que:
1 – Quando estiver em ruas e avenidas, evitar passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas e estruturas que não transmitem segurança. Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e a placas de propaganda, pois estas são vulneráveis a ventos fortes;
2 – Não se abrigar debaixo de árvores ou em frágeis coberturas metálicas;
3 – Evitar estacionar próximo a árvores ou linhas de energia elétrica;
4 – Não tocar em equipamentos que estejam ligados a rede elétrica;
5 – Após vendavais, ajudar na limpeza e recuperação da área onde se encontra, começando pela desobstrução das ruas e outras vias.

Protesto contra aumento da tarifa fecha ruas do Centro e libera catracas de estação-tubo


Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento
Fotos: Antônio Nascimento – Banda B 

Cerca de 300 pessoas protestaram contra o aumento da tarifa de ônibus em Curitiba e região metropolitana na noite desta quinta-feira (5). A manifestação teve início na Boca Maldita e seguiu por várias ruas, terminando em frente à Prefeitura. Um novo ato já foi marcado para a próxima terça-feira, dia 10.
Durante a passeata, as catracas da Estação Central chegaram a ser liberadas por alguns minutos, um boneco representando o prefeito Gustavo Fruet foi queimado no cruzamento da Avenida Marechal Floriano Peixoto com a Rua Marechal Deodoro e várias ruas foram fechadas. O protesto seguiu até a Prefeitura de Curitiba e aconteceu de forma pacífica. Após a dispersão, alguns ainda ficaram concentrados na Praça 19 de Dezembro.
O reajuste da tarifa foi confirmado na última terça-feira pela Urbs. No cartão transporte ela passou a custar R$ 3,15. No dinheiro, R$ 3,30.
No Facebook foram criados dois eventos. Um deles, com 36 mil confirmados, e outro é organizado pela Frente de Luta pelo Transporte, que contou com 3,5 mil pessoas confirmadas. Segundo a descrição de ambos os eventos, os organizadores tem percebido que, tanto a prefeitura, quanto o Governo do Estado do Paraná vem fugindo de suas responsabilidades financeiras, transferindo a culpa do aumento do valor da tarifa de transporte público para motoristas e cobradores de ônibus. “Assim, desviam nossos olhos das constantes licitações irregulares e cartéis que exploram e lucram em cima do nosso direito de nos locomover”, afirma a descrição.
Os manifestantes garantem nos eventos que buscam um maior diálogo com a Prefeitura para discutir projetos como o Passe Livre, a Tarifa Zero e as irregularidades nos contratos.
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