Prazo para apresentação de profissionais do Mais Médicos termina nesta sexta



Agência Brasil
mais medicos


Os profissionais selecionados para atuar no Mais Médicos devem se apresentar até hoje (20) nos municípios onde trabalharão, caso contrário não participarão das novas chamadas desta edição do programa.
Para confirmar a vaga, o profissional precisa entregar à gestão do município cópias de documento oficial com foto, do diploma e do registro no Conselho de Medicina. Segundo o cronograma do governo, os médicos começam a trabalhar no dia 2 de março.
Nesta etapa do programa, 12.580 profissionais fizeram a inscrição. Desse total, 3.936 foram selecionados. Diferentemente das outras edições, nas quais cerca de 80% dos participantes haviam se formado no exterior e não tinham o diploma validado, desta vez mais de 90% das vagas foram preenchidas por médicos formados no Brasil. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, alega que entre os motivos para a mudança de quadro estão a possibilidade de o médico receber um bônus de 10% em provas para residência e também o aumento da credibilidade do programa.
Para a segunda chamada, que ocorrerá nos dias 23 e 24 de fevereiro, estarão disponíveis as 210 vagas que não foram preenchidas e, eventualmente, as surgidas pela não confirmação do profissional até amanhã. A terceira chamada está prevista para os dias 17 e 18 de março. Caso ainda haja vagas, ocorrerá, em 10 de abril, chamada para brasileiros formados fora do país e, em 5 de maio, para médicos estrangeiros. Trimestralmente, o Ministério da Saúde lançará edital para a oferta de vagas que, eventualmente, forem abertas.

Barracão EcoCidadão é invadido três vezes em 15 dias e funcionários pedem socorro


Por Marina Sequinel e Danaê Bubalo
(Fotos: Danaê Bubalo – Banda B)

Os trabalhadores do barracão EcoCidadão, localizado no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, devem se reunir na Câmara Municipal (CMC) nesta segunda-feira (23) para discutir uma solução para a falta de segurança no local. Nos últimos 15 dias, criminosos invadiram o espaço três vezes e fugiram com uma balança avaliada em R$ 3 mil, além de outros materiais usados pelos funcionários para lidar com o material reciclável – como extintores, caixas de luvas e fitilhos.
O último arrombamento aconteceu no dia 16 de fevereiro e, como não havia mais nada para ser roubado, os bandidos provocaram atos de vandalismo no barracão. “Eles botaram fogo no espaço, destruíram toda a fiação elétrica e bagunçaram tudo. Por causa dessa situação, faz 15 dias que ninguém trabalha. Nós chegamos até a dormir lá para evitar os furtos, mas é perigoso”, declarou Giomar João Chaves Filho, um dos 12 funcionários do local, em entrevista à Banda Bneste sábado (21).
Segundo ele, sem o trabalho, muitas famílias da região não podem receber salário e passam por dificuldades. “Não dá para continuar desse jeito, nós precisamos de ajuda. Não sabemos quem são os responsáveis pelos crimes que já nos custaram cerca de R$ 10 mil”, afirmou ele.
Para pedir alternativas e melhores condições para utilizar o barracão, os trabalhadores marcaram a reunião na CMC para o início da semana. “Esperamos que dê tudo certo”, concluiu Giomar.
Procurada pela Banda B, a Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Guarda Municipal e Instituto Pró-Cidadania de Curitiba, informou que está prestando auxílio à associação de moradores, que administra o barracão do EcoCidadão da Vila Pantanal. A Guarda Municipal reforçou as rondas no local. A prefeitura de Curitiba irá participar da reunião na segunda-feira para que a Polícia Militar – responsável pela Segurança Pública – dê maior segurança à população da Vila Pantanal.
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CORRUPÇÃO FICOU MENOS SOFISTICADA, AGORA É TUDO NO DINHEIRO VIVO NA MALA



Lava Jato escancara a preferência pelo uso de dinheiro vivo em vez de complexas operações financeiras

CURITIBA
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A investigação do escândalo da Lava Jato revelou aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) um fato aparentemente paradoxal: para evoluir, a corrupção teve de se tornar menos sofisticada.
Em vez de complexas operações financeiras para lavar dinheiro, corruptores e corruptos voltaram no tempo e agora circulam com valores em espécie, dinheiro vivo carregado em malas, para não deixarem rastro do crime.
Na Lava Jato, as maletas substituíram, por exemplo, as imbrincadas movimentações de dólar cabo desvendada no caso Banestado –esquema de lavagem de dinheiro em paraísos fiscais em que o banco facilitou a evasão de R$ 150 bilhões do Brasil em 2003 .
Tanto a Lava Jato quanto o caso Banestado têm em comum um mesmo operador: o doleiro Alberto Youssef, investigado, processado e preso em 2003 pelo escândalo Banestado e preso novamente em março do ano passado por envolvimento no escândalo da Petrobras.
Nos 11 anos que separaram as duas prisões, o doleiro se especializou em lavar dinheiro de empreiteiras e agentes públicos. Mas, nesse caso, a especialização veio junto com métodos mais simples de lavagem. A constatação é dos procuradores do MPF Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato.
“Ao invés de pagar em contas no exterior, eles estão simplesmente passando maleta de dinheiro pra lá e pra cá. É mais simples, mais rústico e menos sofisticado”, explica Lima.
Segundo ele, o aumento da fiscalização em países que costumavam ser usados para lavagem de dinheiro brasileiro, nos últimos anos, explica a preferência pela utilização de dinheiro em espécie. “Nos últimos dez anos houve um incremento muito grande nos controles de lavagem de dinheiro nos países mais tradicionalmente envolvidos, que são Estados Unidos e Suíça, tradicionais para esse tipo de conta. Qualquer movimentação suspeita hoje gera informação”, explica.
Apesar de parecer simples, o uso de dinheiro vivo é mais difícil de investigar. “É justamente a simplicidade que dificulta bastante a prova. Se você fala ‘fulano de tal recebeu R$ 1 milhão’. Como? ‘Dinheiro’. Da onde veio isso? ‘Não sei, estava num pacote e foi embora’. É essa a dificuldade que nós enfrentamos no dia a dia”, diz Lima. “Agora é usado muito mais dinheiro vivo, até porque o dólar-cabo foi escancarado na operação Banestado.”

Método complementar

Além da circulação de dinheiro vivo, os operadores da Lava Jato também lavaram dinheiro por meio de contratos fictícios de importação, para mandar dinheiro para fora do país com aparência de legalidade.
“Eles usaram mais os esquemas legais de remessa para o exterior, através de contratos de importação que não existiam. Eles mandavam pelo sistema financeiro”, explica Lima.
Somente em um dos casos investigados, a organização criminosa, segundo o MPF, remeteu ao exterior US$ 500 milhões através de contratos fictícios firmados pelo laboratório do Labogen. O caso aguarda sentença do juiz federal Sérgio Moro.

Risco de apagão chega à economia real




Empresários investem e reduzem consumo para superar escassez e preços altos. Na outra ponta, quem vende e aluga geradores fatura alto

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Pouco depois das eleições, quando notou que a crise do setor elétrico não daria trégua tão cedo, o empresário Roberto Magnani decidiu agir. Sócio da pizzaria Avenida Paulista, em Curitiba, ele investiu em duas grandes câmaras frias, capazes de manter os alimentos resfriados por oito horas sem eletricidade. Também comprou sete no-breaks, para manter os computadores ligados por até 40 minutos após uma queda de energia. De resto, o forno a lenha dará conta das pizzas e os lampiões, de iluminar o ambiente.
Isso foi o que Magnani fez para se precaver de blecautes como o que ocorreu um mês atrás em várias regiões. Para aliviar o impacto do violento aumento da tarifa de luz e se preparar para um eventual racionamento, a ordem é poupar. “Entre outras coisas, estamos ligando o ar-condicionado um pouco mais tarde e desligando mais cedo”, conta.

Felizes estão os que vendem produtos e prestam serviços relacionados à redução do consumo ou ao suprimento emergencial de energia, e que veem suas atividades crescerem rapidamente num país que parece caminhar para a recessão – o mercado financeiro prevê que o PIB cairá 0,4% neste ano, em parte por causa da crise energética.
País afora, empresários de variados setores tomam medidas como essas para lidar com toda sorte de apagão – de cortes imprevistos ao racionamento propriamente dito. Com os reservatórios mais baixos que no racionamento de 2001, termelétricas funcionando a plena capacidade, um sistema sob risco de queda em dias de consumo mais alto, preços explodindo e o governo resistindo até mesmo a reconhecer a crise, cresce a ação das empresas para encontrar alternativas de fornecimento e, em alguns casos, para lucrar com a situação.
Paulo Alfredo Carniel Junior, dono da locadora de geradores a diesel Top Geradores, conta que, em 12 anos de atividade, nunca viu o mercado tão aquecido. O número de contratos, segundo ele, aumentou 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Até poucos dias atrás, todos os 60 geradores da empresa de Fazenda Rio Grande, na região de Curitiba, estavam alugados. “O que é ameaça para alguns é oportunidade para nós”, diz.
A norte-americana Generac, que fabrica grupos geradores em Pinhais, na Grande Curitiba, aumentou a produção em 20% nos últimos meses. “Houve um crescimento significativo na procura a partir do último trimestre de 2014”, diz o diretor da empresa no Brasil, Gianni Pinheiro.
Na Cummins Power Generation, que tem fábrica em Guarulhos (SP), as consultas sobre geradores cresceram 40% em relação ao início de 2014. O líder desse segmento na empresa, Evandro Bagdonas, explica que a busca ficou mais intensa depois do blecaute de janeiro e de pronunciamentos do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, indicando que o governo vai incentivar grandes consumidores a usar geradores no horário de pico.
Segundo o especialista em eficiência energética José Starosta, diretor da Ação Engenharia e Instalações, de São Paulo, a busca das empresas não se limita a geradores. “A energia não apenas está cara e pode faltar, como a qualidade está piorando. Há momentos em que a tensão fica abaixo do ideal, e momentos em que fica acima, o que derruba toda uma fábrica. Por isso, há projetos para monitorar oscilações da rede”, diz. Também começam a ganhar espaço planos de geração própria de energia, por meio de painéis fotovoltaicos (solares). “Isso não substitui a eletricidade da rede, mas ajuda a complementar e economizar.”

Ex-modelo viciada em crack surge com jeito saudável e quilinhos a mais no programa de Faro


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Loemy atualmente. Foto: Reprodução
O programa “Hora do Faro” tentará novamente capitalizar com a história de Loemy Marques, a ex-modelo que acabou se viciando em crack e foi parar na Cracolândia de São Paulo. Na primeira vez, não deu certo, pois no dia em que a matéria de Loemy foi exibida, Roberto Bolaños, criador e intérprete do seriado “Chaves”, morreu e foi aquela comoção. A Record perdeu feio para o SBT.
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Loemy antes. Foto: Reprodução
Agora Loemy está com alguns quilinhos a mais e com jeito saudável, o que mostra o bom resultado do programa de reabilitação. Rodrigo bateu um papo com a moça que vai contar uma surpresa para o público. Vamos ver se desta vez o bate-papo resultará numa boa audiência. Ninguém aqui está dizendo que a produção do programa não teve uma bela atitude. Pelo contrário. O blog sabe que a atração está pagando a internação da ex-modelo numa clínica de reabilitação. Entretanto, não deixa de ser um trunfo ter uma história (triste) como a de Loemy nas mãos. Vale lembrar que o programa tem total exclusividade sobre o drama.

Justiça decide que pedreiro da Serra Gaucha com câncer no cérebro deve receber tratamento








Pedreiro de 46 anos teve pedido negado duas vezes

Saiba mais
O juiz Franklin de Oliveira Netto, da Comarca de Nova Petrópolis, reconsiderou a decisão referente ao pedido de tratamento feito por um paciente diagnosticado com câncer no cérebro. O pedreiro Mario Martins, 46 anos, do município de Picada Café, teve negadas duas tentativas de receber do poder público um remédio para o tratamento da doença. 
A decisão mais recente era de 6 de fevereiro e também havia partido do juiz Franklin de Oliveira Netto. Ele havia ratificado o entendimento da juiza Marisa Gatelli, emitido em 12 de janeiro.

Na primeira decisão, a Justiça havia considerado que a temozolomida, medicamento solicitado, não iria curar o câncer. No despacho, a magistrada afirmava que o remédio serviria "apenas para prolongar a sua vida em um ou dois meses".  Ela argumentava no texto  que a compra resultaria em "desfalque aos combalidos cofres do município e do Estado, considerando o valor astronômico dos farmácos postulados". 
O documento apontava que o custo inicial seria de R$ 40 mil, além de R$ 8 mil a cada ciclo. Por outro lado, a família sustentava que o custo total é de R$ 58 mil.

Na nova decisão, agora favoral ao paciente, o juiz afirma que "embora tenha custo elevado, não se mostra demasiado ao ponto de levar os cofres públicos à falência. Em contrapartida, estando em questão a vida de um ser humano, pressupostos de ordem meramente econômica não justificam a negativa de um direito garantido constitucionalmente", explica o juiz em nota divulgada pelo site do Tribunal de Justiça do Estado no início da noite desta quarta-feira (18).

Mães e pais de desaparecidos relembram casos e pedem ajuda durante manifestação


Por Marina Sequinel e Danaê Bubalo
(Fotos: Danaê Bubalo – Banda B)

Dezenas de mães e pais de crianças e adolescentes desaparecidos se reuniram na Praça Osório, no Centro de Curitiba, para chamar a atenção da população e das autoridades na tarde deste sábado (21). A ação também tem como objetivo tentar arrecadar fundos para a criação de uma organização não-governamental (ONG) que ajude na causa.
Lorena Cristina, mãe do pequeno João Rafael Kovalski, que sumiu em agosto de 2013, marcou presença na manifestação. “Eu resolvi vir até aqui porque nós não podemos ficar calados. Precisamos nos unir para fazer uma força e ajudar muitos pais e mães a encontrarem os filhos. Eu só quero justiça”, declarou ela em entrevista à Banda B.
Lorena não está sozinha. Zenilda Rochinski, mãe da menina Stephanie, de 10 anos, desaparecida há três anos, também aproveitou o ato para pedir respostas. “Até agora não tenho nenhuma notícia, nenhum fio de cabelo dela. Eu tenho consciência de que a polícia não vai me contar tudo o que está sendo investigado em sigilo, mas eu preciso de qualquer informação, porque tenho esperança e acredito no trabalho policial”, disse ela. Stephanie sumiu a caminho da escola, em um dia em que o irmão não pôde acompanhá-la.
Já Lenise Silva, de 17 anos, saiu de um mercado onde trabalhava no dia 11 de dezembro do ano passado e, desde então, não foi mais vista pela família. “Nós estamos aqui para fazer um apelo. Eu peço que, se alguém tem alguma notícia, ligue para a polícia. E falo também para você, minha filha, se estiver acompanhando essa reportagem, que volte para casa. Os seus pais estão doentes e precisam te ver de novo. Não importa o que você fez ou deixou de fazer, só ligue para mim”, afirmou Toni, o pai de Lenise.
Os manifestantes levaram faixas e cartazes e conversaram com a população sobre os casos.
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Comandante da UPP da Cidade de Deus, Rio, é exonerada do cargo


Em menos de um mês, dois policiais foram mortos em confrontos.
Felipe Romeu ocupará o cargo deixado pela major Alessandra Carvalhaes.

Do G1 Rio
Alessandra  Carvalhaes, comandante da UPP da Cidade de Deus (Foto: Matheus Rodrigues/G1)Alessandra Carvalhaes no enterro do cabo Rogério
(Foto: Matheus Rodrigues/G1)
A major Alessandra Carvalhaes, comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, foi exonerada neste sábado (21) do cargo. Em menos de um mês, dois policiais da unidade foram mortos em confrontos com traficantes.
O major Felipe Romeu será o novo comandante da UPP. O oficial estava lotado na Coordenadoria de Polícia Pacificadora.
No fim de janeiro, o soldado Bruno Miguez foi baleado na cabeça quando fazia um patrulhamento na comunidade. Nesta quarta-feira (18), o cabo Rogério Pereira da Silva também foi morto, com um tiro na cabeça, ao tentar dar apoio a uma equipe do batalhão de Jacarepaguá, atacada a tiros por bandidos.
Durante o velório do policial, a comandante da UPP disse que havia um aumento da criminalidade na região e tinha prometido mudanças nas estratégias de patrulhamento. Segundo a PM, as trocas de comando fazem parte da rotina da corporação.

Pronunciamento Presidente da Câmara de Colombo Prof Waldirlei Bueno no Centro Pop Em Cantos de Colombo - Áudio

DISCURSO DA PREFEITA BETI PAVIN NA INAUGURAÇÃO DA CASA POP

Justiça nega tratamento a pedreiro com expectativa de 2 meses de vida


Juíza alega que valores são altos e causariam prejuízos aos cofres públicos.
Paciente de 46 anos tem câncer no cérebro e tenta se tratar pelo SUS.

Giulia Perachi e Caetanno FreitasDa RBS TV e do G1 RS
Um pedreiro diagnosticado com câncer no cérebro e com expectativa de dois meses de vida teve o pedido de um tratamento pelo SUS negado por duas vezes na Justiça do Rio Grande do Sul. Conforme laudos médicos apresentados à juíza, Mário Martins, de 46 anos, a radioterapia associada à medicação poderia prolongar o prazo de vida e reduzir as chances de morte.
O último despacho, emitido pela Comarca de Nova Petrópolis, e assinado pela juíza Marisa Gatelli, argumenta que “o medicamento pleiteado não irá curar o grave câncer de cérebro, sevindo apenas para prolongar sua vida em um ou dois meses”. A magistrada ponderou que os valores do tratamento são “astronômicos” e causariam prejuízos aos cofres públicos.
“De tal sorte, o aditamento de tutela, se deferido, não só se mostraria irreversível como também implicaria desfalque aos combalidos cofres públicos do município e do estado, considerando o valor astronômico dos fármacos postulados e o fato de que outras esferas de atuação prioritária do executivo ficariam a descoberto”, escreveu a juíza no despacho.

Depois de ter o pedido de tratamento negado por duas vezes no judiciário, Mário ganhou ajuda de amigos e familiares que iniciaram uma campanha nas redes sociais para pagar o tratamento. O grupo já arrecadou quase R$ 8 mil, o que equivale a um ciclo do medicamento
.A posição da magistrada foi baseada em uma cartilha de apoio médico e científico ao judiciário. O documento, anexado ao despacho, conclui que a temozolomida, medicação reivindicada, “apresenta indicações específicas em tumores cerebrais raros, não como terapia curativa, mas atuando no aumento de sobrevida (meses) e com alto custo (custo inicial de RS 40.000,00 + RS 8.000,00 a cada ciclo). As demais indicações não são baseadas em evidências e não há evidências para o uso em casos de melanomas avançados ou com metástase.”
A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul deve ingressar com recurso para tentar reverter a decisão. Ao G1, o desembargador Túlio Martins, presidente do Conselho de Comunicação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), defende a decisão da magistrada, mas disse que processos sobre tratamentos médicos sempre envolvem decisões difíceis.
“O juiz se ampara no que vem tecnicamente no processo, mas evidente que pode rever a decisão. Talvez possa existir uma alternativa que a juíza em questão não considerou ou não foi apresentada a ela. Mas é uma juíza muito experiente, uma pessoa sensível. Na verdade, são sempre decisões difíceis de se tomar”, explica.