Lei pode dar preferência em fila de farmácia para quem for comprar medicamentos


Da Redação com CMC

O cliente que comprar apenas medicamentos terá prioridade nos caixas das farmácias e drogarias em Curitiba. O projeto de lei, do vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB), foi aprovado em primeiro turno, na sessão desta segunda-feira (23) da Câmara Municipal (CMC) e segue para nova discussão do plenário nesta terça (24).
A proposição recebeu 25 votos favoráveis e um contrário, de Dirceu Moreira (PSL). Também foram registradas duas abstenções, de Chicarelli (PSDC) e do Professor Galdino (PSDB). Na discussão da matéria, Braga Côrtes explicou que a norma não se sobreporá à lei federal que determina a prioridade no atendimento a idosos com mais de 60 anos, pessoas com deficiência, gestantes, lactantes ou consumidores com crianças de colo.
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(Foto: Divulgação)
O autor disse ter apoio do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná (CRF-PR), consultado antes da apresentação do projeto de lei. A matéria vai priorizar clientes que tenham em mãos apenas remédios, em detrimento daqueles que estiverem comprando outros produtos, que podem ser adquiridos em supermercados ou lojas de conveniência. Segundo ele, a ideia é que esses consumidores utilizem o mesmo caixa preferencial dos idosos, gestantes e deficientes – que ainda terão prioridade no atendimento.
De acordo com Braga Côrtes, 1,2 mil das 5.099 farmácias do Paraná estão em Curitiba. “Em torno de 40% desses estabelecimentos da cidade são ‘drugstores’, que vendem outros produtos além dos medicamentos”, declarou. Ele completou que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de uma farmácia para cada 8 mil habitantes. Já na capital, a proporção é de uma para cada 2,4 mil pessoas.
Ex-funcionário e ex-proprietário de estabelecimento no ramo dos medicamentos, Toninho da Farmácia (PP) declarou apoio à proposta de lei. “A pessoa que vai comprar apenas o remédio muitas vezes está com dor, tem urgência”, afirmou o parlamentar. Ele enfatizou que idosos, gestantes e pessoas com deficiência, por exemplo, não serão prejudicados. “A prioridade da farmácia tem que ser a venda do medicamento”, completou a Professora Josete (PT).
Dirceu Moreira (PSL) defendeu que o projeto em pauta não tem “grande relevância”. Ele defendeu que o cliente pode comprar tanto remédios quanto itens de conveniência. Já para Serginho do Posto (PSDB), o comércio propicia conveniência ao oferecer produtos diversos ao consumidor. Também participaram do debate os vereadores Aldemir Manfron (PP), Chico do Uberaba (PMN) e Julieta Reis (DEM).
Punições
O projeto inicialmente prevê ao estabelecimento infrator uma advertência por escrito, da autoridade competente. No segundo descumprimento, a multa seria de R$ 2 mil. No terceiro, R$ 5 mil. Nova reincidência resultaria na cassação do alvará de funcionamento.
“A população poderá atuar como fiscal e denunciar infrações pelo 156”, complementou Braga Côrtes. Se aprovada em segundo turno e sancionada ou promulgada, a lei entrará em vigor 180 dias após a publicação no Diário Oficial do Município (DOM).

Petrolão junta Collor e Gleisi na Veja

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Para o bem ou para o mal, aparecer na revista Veja, a maior e mais influente do país, é um momento marcante na vida de um político. O problema para a senadora Gleisi Hoffmann, que teve sua foto publicada na Veja da semana, é que ela aparece junto com o senador Fernando Collor de Mello, e metida no mesmo tipo de apuro: envolvimento no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.
A legenda da foto que Gleisi compartilha com o ex-presidente sugere que Gleisi e Collor compartilharam o mesmo entregador de dinheiro, Alberto Youssef:
– “A Hora da Verdade: Testemunhas afirmaram que entre os políticos que receberam dinheiro do doleiro Youssef estão os senadores Fernando Collor e Gleisi Hoffmann. Eles negam. Agora, terão a chance de provar quem estava mentindo”.

Bendine levou Val Marchiori em missão do BB, diz executivo


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O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, deu carona para a socialite Val Marchiori e mais dois amigos num jato a serviço do Banco do Brasil na época em que era o presidente do banco, segundo o depoimento de um ex-vice-presidente do BB ao Ministério Público Federal. Bendine e o então vice-presidente da área internacional do banco, Allan Toledo, viajaram para Buenos Aires em missão oficial em 20 de abril de 2010, para concluir a aquisição do Banco da Patagonia. As informações são da Folha de S. Paulo.
“Val Marchiori acompanhava Aldemir Bendine, sendo que se tratava de avião pequeno. Neste voo foi um casal de amigos de Bendine ou de Marchiori, além do próprio depoente e dois pilotos”, disse Toledo em seu depoimento, prestado em novembro. Três anos depois dessa viagem, Marchiori obteve um empréstimo de R$ 2,7 milhões do Banco do Brasil para sua empresa, numa operação que contrariou normas internas do banco e se tornou alvo de investigações do Ministério Público e da Polícia Federal.
Na viagem a Buenos Aires, Bendine e Marchiori ficaram hospedados no mesmo hotel, o Alvear, um dos mais caros da capital argentina. No ano passado, questionado pela Folha de S. Paulo se o Banco do Brasil havia custeado a estadia da amiga, Bendine negou que os dois tivessem viajado juntos e disse que sua presença no mesmo hotel foi coincidência.
Toledo não deixou claro no depoimento em qual trecho da viagem Marchiori foi no avião com os executivos. Três ex-dirigentes do BB que pediram para não ser identificados disseram à Folha de S. Paulo que Marchiori e seus amigos estavam no voo de volta ao Brasil. A assessoria do Banco do Brasil negou na quinta-feira (19) que Marchiori tenha voado no avião usado por Bendine. O jato pertencia ao Banco da Patagonia e foi emprestado para o Banco do Brasil, que controla quase 60% do capital do banco argentino.
O inquérito em que Toledo foi ouvido foi aberto pelo Ministério Público para investigar denúncias do motorista Sebastião Ferreira da Silva, que trabalhou para Bendine por quase seis anos e diz ter transportado dinheiro vivo para ele em várias ocasiões.Ferreira mencionou Toledo e a viagem a Buenos Aires em um depoimento, e por isso os procuradores intimaram o ex-vice-presidente do banco para que fosse ouvido na condição de testemunha.
Um dos principais objetivos da investigação é apurar se a amizade entre Bendine e Marchiori resultou em mau uso dos recursos do banco, o que caracterizaria crime de improbidade administrativa. Bendine afirma que não participou da liberação do empréstimo do BB para a socialite. O motorista disse ao Ministério Público que, a pedido de Bendine, levou Marchiori a diversos endereços em São Paulo, em carros oficiais do banco, na época em que trabalhou para ele, até 2013.
Uma semana após a viagem a Buenos Aires, Bendine e a socialite se hospedaram no Copacabana Palace, no Rio. Dois ex-dirigentes do BB disseram à Folha de S. Paulo que o banco pagou a estadia de Marchiori. Bendine e o BB negam. O advogado de Toledo, José Roberto Batochio, afirmou que seu cliente não daria entrevista por tratar-se de assunto em segredo de Justiça. Desafeto de Bendine, Toledo foi afastado do BB em 2011, quando um depósito milionário em sua conta o tornou alvo de suspeitas. Toledo justificou o depósito mais tarde e decidiu processar o banco na Justiça, acusando-o de quebrar seu sigilo bancário.

Fiep faz apelo pelo fim dos bloqueios de cargas em rodovias


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Entidade afirma que manifestação de caminhoneiros já prejudica indústrias de vários setores, incluindo as que produzem alimentos perecíveis
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, fez um apelo nesta segunda-feira (23) pelo fim dos bloqueios ao transporte de cargas em rodovias do Paraná e de outros estados. O protesto dos caminhoneiros, iniciado na última quarta-feira (18), vem prejudicando indústrias paranaenses, inclusive de setores que produzem alimentos perecíveis – que deveriam estar livres dos bloqueios.
Nesta segunda, Campagnolo e representantes de outras entidades representativas do setor produtivo se reuniram com o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná, Gilson Luiz Cortiano. Eles levaram a preocupação da classe empresarial em relação às manifestações e conversaram sobre as providências que a PRF está tomando para garantir a circulação das cargas. Também participaram do encontro os presidentes da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Darci Piana, da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, e do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná, Péricles Salazar.
“O setor produtivo brasileiro já atravessa um momento extremamente delicado, que vem se agravando a cada aumento de impostos e de tarifas públicas, como os ocorridos recentemente”, diz o presidente da Fiep. “Os bloqueios nas rodovias comprometem a entrega de matérias primas para as indústrias e o transporte de produtos finais até seus clientes. Esses atrasos representam um enorme prejuízo para as empresas”, acrescenta.
Segundo Campagnolo, a preocupação é ainda maior em relação ao bloqueio de cargas de produtos perecíveis. Apesar de os líderes do protesto afirmarem que caminhões com esses itens estão com passagem liberada pelas rodovias, a Fiep tem recebido relatos de que isso não vem sendo respeitado. Sindicatos filiados à entidade que representam as indústrias de carne e de leite, entre outros, já registram problemas com a manifestação.
No caso do leite, a situação mais grave está na região Sudoeste do Paraná. “Existem vários relatos de produtores que não estão conseguindo transportar o leite até as indústrias de laticínios. Como se trata de um produto altamente perecível e de produção diária, os produtores não têm como armazená-lo por muito tempo, em muitos casos já tendo que descartá-lo”, exemplifica Campagnolo. Além disso, indústrias do setor relatam dificuldades para receber embalagens, o que também pode inviabilizar a produção e o abastecimento de leite nos próximos dias.
Situação semelhante vive o setor de carnes – aves, suínos e bovinos. Grandes exportadores, os frigoríficos também estão enfrentando problemas em relação ao recebimento de cargas, o que tem comprometido sua produção.
“O direito à manifestação é legítimo, porém não pode se sobrepor ao direito à livre circulação de pessoas e mercadorias. Recomendamos que as lideranças do movimento apresentem claramente suas reivindicações e busquem negociação com o governo”, diz o presidente da Fiep. “Fazemos um apelo para que a manifestação seja interrompida o mais rapidamente possível, para evitar prejuízos ainda maiores não apenas para as empresas e produtores, mas para toda a sociedade. E, enquanto isso não ocorre, que ao menos seja respeitada a liberação de transporte de produtos da cadeia de perecíveis”, conclui Campagnolo.

Sobrevivente de batida que matou 5 diz que família falava sobre acidentes


Três das 5 vítimas foram veladas em ginásio e enterradas nesta segunda.
Condutor que perdeu controle de direção recebeu alta médica pela tarde.

Do G1 BA, com informações da TV Santa Cruz
Foram enterrados em Itajuípe, no sul do estado, os corpos de três das cinco pessoas de umamesma família que sofreram um acidente ontem na BR-101, entre as cidades de São José da Vitória e Arataca. A cerimônia de despedida ocorreu nesta segunda-feira (23). Única pessoa que sobreviveu, Edmilson Marcilio Santos, condutor do carro, recebeu alta médica e contou que conversava com a família sobre riscos de acidente quando tudo aconteceu. Ele perdeu o controle da direção depois de uma curva, bateu numa árvore e capotou.

Eles tinham saído de Teixeira de Freitas para fazer o reconhecimento do corpo de um outro parente, Diego dos Santos, 21 anos, no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna, quando ocorreu a fatalidade.

O velório reuniu centenas de pessoas no ginásio de esportes da cidade. Entre as vítimas, estão Francielle Oliveira Santos e o filho dela, um bebê de quatro meses, Asasi Gabriel Santos. Os outros dois, José Altino e Rita de Oliveira, serão enterrados na cidade de Teixeira de Freitas.
Além de Francielle Oliveira Santos e Asasi Gabriel Santos, nascido no dia 12 de outubro deste ano, quando se comemora o Dia das Crianças, morreram José Adilson Santos, José Altino Marcílio Santos, Rita Oliveira Dultra. Segundo a polícia, a criança não estava protegida pelo "bebê conforto" e foi lançado a cinco metros de distância de onde o carro parou.

"O bebê era filho de Franciele. Franciele era irmã do rapaz assassinado e os outros eram tios. A Rita era esposa de José Adilson. José Altino era tio. Eles já estavam abalados por conta da morte do rapaz", afirmou o vizinho da família, Ivan de Oliveira Santos Júnior.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo invadiu a pista contrária, bateu em uma árvore e capotou. O homem que seria reconhecido pela família teria sido morto no sábado (21), em Itajuípe. O condutor sobreviveu ao acidente e foi socorrido para o Hospital de Base de Itabuna, onde permanece internado e sem risco à vida. 
Vítimas estavam a caminho do DPT de Itabuna para reconhecimento do corpo de um parente (Foto: Camila Oliveira/TV Santa Cruz)Vítimas estavam a caminho do DPT de Itabuna para reconhecimento do corpo de um parente (Foto: Camila Oliveira/TV Santa Cruz)

Protesto de caminhoneiros fecha 20 rodovias no Paraná


Por Felipe Ribeiro

O protesto de caminhoneiros que fecha diversos pontos de rodovias federais em estaduais, bloqueia parcialmente 23 pontos do Paraná na tarde desta segunda-feira (23). Entre as rodovias federais, quatro permanecem bloqueadas, mas apenas para os caminhões. São elas: BR-163 em Santo Antônio do Sudoeste, Pérola D’Oeste, Capanema e Marechal Cândido Rondon; BR-277 em Guarapuava e Laranjeiras do Sul; BR-369 em Arapongas; e BR-376, em Paranavaí, Marialva, Apucarana e Mauá da Serra.
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Foto: Divulgação PRF
Entre as rodovias estaduais, estão fechadas:
– PR-471, em Nova Prata do Iguaçu
– PRC 280, em Marmeleiro, Mariópolis, Clevelândia e Palmas
– PR 281, em Dois Vizinhos
– PR 483, em Francisco Beltrão
– PR 566, em Itapejara do Oeste
– PR 493, em Itapejara do Oeste
– PRC 466, em Pitanga
– PRC 487, em Manoel Ribas
– PRC 158, em Vitorino
– PR 466, em Jardim Alegre
– PR 182, em Realeza
– PR-495, em Missal
– PR-160, em Cornélio Procópio
– PR-281, em Mangueirinha
– PR-218, em Astorga
– PR-323, em Sertanópolis
O protesto dos caminhoneiros é motivado pelos seguidos aumentos dos combustíveis, dos tributos sobre o transporte, como o IPVA, e do alto preço do pedágio no estado. A categoria pede por melhorias nas estradas e a criação de uma tabela com preços fixos a serem cobrados pelo frete por quilômetro rodado, não mais por viagem.
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Jovem que assaltou ônibus com militares do Exército é preso na RMC; outros dois estão foragidos


Da Redação com PRF
Jackson dos Santos foi preso nesta segunda-feira (23). Elias da Silva Domingues e Fábio Queiroz Moreira estão foragidos. Qualquer informação sobre o paradeiro da dupla pode ser repassada à polícia pelo telefone 191. (Fotos: Divulgação/PRF)

Um homem envolvido no assalto a um ônibus com militares do Exército, que aconteceu em janeiro na BR-116, foi preso em casa em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, na manhã desta segunda-feira (23). A captura do suspeito foi feita em ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil.
Jackson dos Santos da Cruz, de 21 anos, e outros dois envolvidos tiveram mandados de prisão temporária expedidos pela 2ª Vara Criminal de Jacupiranga (SP) – o crime ocorreu nas imediações da divisa entre São Paulo e Paraná. Os acusados Fábio Queiroz Moreira e Elias da Silva Domingues, ambos também com 21 anos, ainda não foram localizados e são considerados foragidos.
Policiais paranaenses e paulistas estão à procura da dupla. Informações sobre o paradeiro deles podem ser fornecidas, inclusive de forma anônima, pelo telefone 191.
Os crimes
Pelo menos quatro indivíduos armados com um revólver calibre 38 abordaram o ônibus ocupado pelos militares com o veículo ainda em movimento, na madrugada de 19 de janeiro.
Após apontar a arma na direção do motorista e fazê-lo parar, três deles ingressaram no ônibus e deram voz de assalto, levando os pertences pessoais das vítimas, que, à exceção de um passageiro, estavam todas desarmadas.
Na mesma madrugada, pelo menos outros dois assaltos a ônibus de linhas comerciais foram executados pelo mesmo grupo. Quem investiga as ocorrências é a Delegacia da Polícia Civil de Barra do Turvo (SP).

Imagens mostram momento em que criminosos atiram e matam PM no RJ


Ele estava com outros dois colegas em padaria no Centro de Nova Iguaçu.
Quatro policiais morreram na Região Metropolitana em 24 horas.

Do G1 Rio
Fotos mostram o momento em que o policial militar Pedro Gabriel Teixeira, de 25 anos, foi atacado e morto por criminosos em uma padaria no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na manhã de domingo (22). Além de Pedro, outros três policiais foram mortos na Região Metropolitana do Rio em menos de 24 horas, como mostrou o Bom Dia Rio.
Segundo testemunhas, Pedro e outros dois colegas foram atacados por criminosos. As imagens mostram o instante em que assaltantes atiraram (veja no vídeo acima). Pedro levou vários tiros e morreu a caminho do hospital. O PM trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha.
Marcos Amorim também foi ferido, mas não corre risco de morte. Leandro Alves, que não teve ferimentos, já prestou depoimento.

Amigos e parentes de Pedro passaram a tarde do domingo no Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu. Ninguém falou com a imprensa.
Em outra foto, os três amigos aparecem na calçada da padaria momentos antes do ataque.
De acordo com a polícia, um assaltante também foi atingido, mas conseguiu fugir. Peritos apreenderam a pistola de um dos policiais e recolheram amostras de sangue do criminoso.
Outros casos
No domingo, o policial civil Tiago Thomé de Deus, de 29 anos, foi morto durante um assalto no bairro do Fonseca, em Niterói. Ele voltava do desfile das campeãs e foi morto na frente da esposa.
No cemitério de Mesquita, na Baixada, foi enterrado o corpo do terceiro policial morto no fim de semana. Cid Jacson Silva era lotado na Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis. O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, e o Chefe de Polícia, Fernando Veloso, estiveram no cemitério, mas não quiseram falar com jornalistas.

Cid foi baleado após assalto quando os criminosos descobriram que se tratava de um policial. Imagens mostram Cid caído no chão numa rua próxima à casa da mãe em Mesquita. Ele levou um tiro nas costas e três na cabeça e foi socorrido ao Hospital de Clínicas de Nova Iguaçu, mas não resistiu.
Na tarde de domingo o soldado da PM Alan Barros da Silva, de 31 anos, foi morto por homens em duas motos, quando fazia segurança na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Ele trabalhava no Batalhão de Grandes Eventos.
Parentes e amigos estavam desolados no hospital Lourenço Jorge enquanto esperavam da liberação do corpo. Alan foi o quarto policial morto em menos de 24 horas no Rio.

Casal em lua de mel morre em acidente; causador bêbado dormiu tranquilo durante socorro


do site arede.info

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Carro ficou destruido – Foto: Rádio Vitória

Casados há menos de duas semanas, um casal de Ponta Grossa morreu após um gravíssimo acidente na cidade de Videira, em Santa Catarina. A colisão foi registrada na tarde deste domingo (22) e matou Juliano Luiz Ferreira, 22 anos, e Mônica Cristina Pilaski, 20 anos, ainda na hora – o motorista que seria o causador do acidente foi pego no teste do bafômetro. As informações são do site A Rede.
Ao passar pela comunidade de Gramados, divisa entre Videira e Rio das Antas/SC, uma caminhonete Ford F4000 de Fraiburgo vinha sentido Videira e colidiu frontalmente com o veículo Volkswagen Gol de Ponta Grossa, ocupado pelo casal.
Juliano e Mônica casaram no último dia 7 de fevereiro e estavam em lua de mel. O casal é morador do Jardim Planalto e os corpos devem ser encaminhados para Ponta Grossa ainda na manhã desta segunda-feira (23).
Enquanto policiais e outras autoridades aguardavam a vinda de um perito para que os corpos fossem retirados do local, o motorista da caminhonete dormia tranquilamente dentro da viatura da polícia.

Em Colombo empresário vai depositar R$ 20 mil, é fuzilado por bandidos e sobrevive “por milagre”


Por Luiz Henrique de Oliveira e Bruno Henrique
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Empresário estava em Punto e ia depositar malote de R$ 20 mil (Foto: Bruno Henrique – Banda B)

Um empresário de 54 anos, dono de um posto de combustíveis na região do bairro Atuba, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, levou vários tiros de fuzil, na manhã desta segunda-feira (23). Ele tinha saído do comércio para depositar um malote de R$ 20 mil quando foi abordado pelos marginais fortemente armados, em um Gol preto.
O empresário estava em um Punto vermelho e foi fuzilado pelos marginais, em um Gol preto. “Foram vários tiros e pelo menos quatro atingiram o empresário da região. Por sorte nenhum pegou em órgãos vitais, com isso ele está bem e vai sobreviver”, explicou à Banda B o sargento Coradin, da Polícia Militar (PM), que atendeu o assalto.
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Marcas dos tiros no carro do empresário (Foto; BH – Banda B)
Pela forma que a abordagem aconteceu, a PM não tem dúvidas de que os envolvidos tinham informações privilegiadas. “Ele ia para um banco depositar e os suspeitos parece que sabiam. O empresário teria dado marcha a ré no carro quando levou os tiros. Os suspeitos levaram o dinheiro”, disse o sargento.
O empresário foi encaminhado ao Hospital Cajuru, sem risco de morte, com ferimentos nos braços e no ombro. A Delegacia do Alto Maracanã deve receber o inquérito policial do caso. Até o momento, ninguém foi preso.
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Guarda municipal de folga é abordado por homem encapuzado e leva vários tiros no São Francisco



Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento


Um guarda municipal de folga foi baleado por três vezes na madrugada desta segunda-feira (22) quando saia de um bar na região do bairro São Francisco, em Curitiba. Douglas Rangel passará por cirurgias nas próximas horas no Hospital Evangélico e seu estado de saúde é gravíssimo.
Segundo testemunhas, Rangel ia entrar em um carro em frente à Cinemateca de Curitiba, na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, quando foi abordado por um homem encapuzado que efetuou diversos disparos. “Ouvi o barulho dos tiros e fiquei preocupado, logo chamei o Siate do Corpo de Bombeiros”, disse à Banda B uma testemunha, que não quis se identificar.
A supervisora Lourdes Goés, da Guarda Municipal (GM), não soube passar detalhes sobre o que aconteceu. “Não temos muitas informações a serem passadas, só que o estado de saúde dele é crítico, infelizmente”, limitou-se a dizer.
A Polícia Civil investiga o caso, que pode se tratar de uma tentativa de homicídio ou de um roubo. A segunda hipótese parece ser menos provável, uma vez que nada foi levado do guarda.
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Monique Evans e a Cacá trocam beijos e assumem namoro


Após negarem os boatos da relação, a dupla decidiu assumir o romance no desfile das campeãs

As duas curtiram juntas o camarote da Dessava durante o desfile / Cleomir Tavares / Divulgação

Por: Diário SP Online
Monique Evans e a DJ Cacá Werneck curtiram juntas o Carnaval no camarote da Devassa, no sambódromo Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Após negarem os boatos da relação, a dupla decidiu assumir o romance no desfile das campeãs, realizado na noite de sábado (21).


As duas trocaram longos beijos e tiveram o apoio de Bárbara Evans, filha da Monique. A apresentadora já havia se declarado para Cacá em sua conta na rede social Instagram. "Vc tem me dado tanta coisa.. Com sua amizade tem mudado minha vida! Com seu companheirismo, acabou com a minha solidão. Me mostrou o caminho pra voltar a ser Feliz!!!", escreveu Evans na legenda da imagem.
Monique Evans e a DJ Cacá Werneck / Divulgação 

Kim Jong-un pede a seu Exército estar "completamente preparado" para guerra


Seul, 23 fev (EFE).- O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu a seu Exército para estar "completamente preparado" para a guerra em uma importante reunião do governante Partido dos Trabalhadores, informou nesta segunda-feira a agência estatal "KCNA".
O jovem ditador pronunciou um "discurso histórico" na primeira reunião em dez meses da Comissão Militar Central do partido único, no qual afirmou que a situação de segurança é "mais grave do que nunca" tanto na Coreia do Norte como no exterior, segundo a agência do regime.
Kim exigiu do Exército lealdade a ele e ao Partido e "pediu para estar completamente preparado para reagir a qualquer forma de guerra criada pelo inimigo", ao que se referiu como "os imperialistas dos EUA".
Além disso, o dirigente destacou que o Exército Popular, um dos maiores do mundo com aproximadamente 1,1 milhão de soldados, reforçou sua capacidade de combate no ano passado e o fará ainda mais em 2015 graças à "reorganização" e "simplificação" de sua estrutura.
A "KCNA" não revelou em detalhe os temas tratados na reunião da Comissão Militar Central do Partido, uma importante reunião que se acredita tenha acontecido este fim de semana e na qual o "líder supremo" e altos cargos do regime poderiam ter tomado decisões importantes em política de defesa. EFE

Nenhuma universidadeO Paraná vai fechar, diz João Carlos


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O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, descartou a possibilidade das universidades do Paraná fecharem por falta de recursos. “Não existe nenhuma possibilidade disso acontecer”, disse ao Jornal da Manhã. De acordo com o secretário, as verbas de custeio das sete universidades representa cerca de 7% do orçamento do Estado. “É um percentual muito pequeno diante da receita do Estado, jamais seria comprometido pelas dificuldades financeiras que o Paraná e o país vivem”, assegurou.
Para dar início ao ano letivo nas universidades, o governo se reúne na terça-feira, 24, com os reitores das sete escolas. O encontro deve contar com a presença do governador Beto Richa (PSDB). “Será uma reunião para solucionarmos estes problemas e voltarmos às aulas. Dois pontos importantes serão discutidos. Primeiro a autonomia universitária e, depois, a questão do custeio”, disse.
O governo pretende criar uma comissão com os reitores para definir um plano que garanta à autonomia às universidades. Em relação ao custeio, João Carlos sinalizou para a liberação dos recursos. “Acredito que vamos solucionar este problema e as aulas devem começar já na próxima semana”, comentou.
O reitor da UEPG, Carlos Luciano Vargas, disse que a instituição possui condições financeiras de voltar à atividades. De acordo com Vargas, algumas instituições sofrem com o atraso nos pagamentos a fornecedores do Estado, por isso estão com dificuldades para abrir. “Mas nós não temos serviços terceirizados, como no R.U e na limpeza. Temos orçamento próprio para dar início ao ano letivo”, afirmou. No entanto, Vargas reconheceu as dificuldades financeiras do Estado e as mobilizações dos professores e servidores. “Vamos iniciar com dificuldades, porque mesmo com orçamento próprio, precisamos de recursos do Tesouro”, comentou.

Esquema movimenta R$ 640 milhões para financiar corrupção no MT


No centro da investigação, ex-governador, ex-presidente da assembleia legislativa e ex-secretário que gastou R$ 1 bi em obras para a Copa do Mundo.

O Repórter Secreto do Fantástico entrar em ação. Dessa vez, em Cuiabá, capital do Mato Grosso, ele vai investigar um esquema que movimentou pelo menos R$ 640 milhões para financiar todo tipo de corrupção.
No centro da investigação, um ex-governador, um ex-presidente de uma assembleia legislativa e um ex-super-secretário do estado que gastou R$ 1 bilhão em obras para a Copa do Mundo, como o VLT, Veículo Leve sobre Trilhos, mas que até hoje não estão prontas.
“Foi prometido pelo governo do estado para mim R$ 5 milhões para arena e R$ 5 milhões no VLT”, diz Éder Moraes.
Éder está falando sobre corrupção nas obras da Copa do Mundo em Cuiabá. Diante de promotores e acompanhado pelos advogados, ele diz que levaria ao todo uma propina de R$ 10 milhões nas obras da Arena Pantanal e do VLT, o Veículo Leve sobre Trilhos.
Quem é ele para valer tanto? Éder Moraes foi titular da Secretaria Extraordinária da Copa no Mato Grosso. Ele e mais o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva, eleito pelo PSD, e o ex-governador Silval Barbosa, do PMDB, estão sendo investigados por um esquema que movimentou pelo menos R$ 640 milhões e, segundo o Ministério Público, financiou muita corrupção.
Por isso, o repórter Eduardo Faustini está em Cuiabá para perguntar: Cadê o dinheiro que tava aqui?
Em maio de 2014, uma operação da Polícia Federal prende Éder Moraes e o então presidente da assembleia, José Riva. Na mesma operação, o então governador, Silval Barbosa, foi detido durante busca no apartamento dele. Tinha uma arma com registro vencido. Mas o foco da investigação era outro: uso de dinheiro público por debaixo do pano.
“Eram diversos esquemas. Todos passavam pelo filtro da lavagem e da tramitação dos recursos pelos bancos clandestinos”, diz o Ronaldo Queiroz, procurador da República do MT. 
Ou seja, segundo a investigação, as maiores autoridades do estado usavam bancos piratas para pagar todo tipo de compromisso suspeito. Bancos sem autorização para funcionar e, portanto, longe da fiscalização do Banco Central.
“Envolvia desde dinheiro para financiamento de campanha, antecipação de recebimento de alguma obra pública, corrupção em geral. Estima-se que mais de meio bilhão de reais circulou nesse mercado financeiro paralelo, ilegal, clandestino”, avalia Queiroz
O repórter Eduardo Faustini localizou um dos banqueiros piratas, um dos financiadores dessa dinheirama ilícita. É um comerciante que resolveu colaborar com a Justiça.
“Quando houve a operação, aí que espontaneamente eu procurei o Ministério Público. Eu tinha cometido alguns erros e queria reparar esses erros, pagar por esses erros”, diz Júnior Mendonça.
Fantástico: Que erros?
Júnior Mendonça: Minha participação se dava com realizações de alguns empréstimos. Eu era procurado pelo Legislativo, pelo senhor Riva; pelo Executivo, pelo senhor Éder, que representava o governo do estado de Mato Grosso.
Fantástico: Quanto o José Riva ficou devendo ao senhor?
Júnior Mendonça: R$ 5,721 milhões.
Segundo Júnior Mendonça, a nota promissória da dívida tem as assinaturas de José Riva e do deputado Mauro Savi, do PR, que era primeiro-secretário da assembleia quando Riva presidia a casa. Riva alega que esse dinheiro era um empréstimo pessoal. Júnior Mendonça diz que não: “Ele me disse que era para atender às necessidades com o sistema, que seriam os deputados”.
“Só das cinco ações penais ajuizadas pelo Ministério Público já tem aí mais de R$ 100 milhões de recursos públicos”, afirma o procurador da República.
José Riva tem, na Justiça, mais de 120 ações cíveis e criminais, que fazem dele o político mais ficha-suja do Brasil.
“O senhor José Riva vem sendo processado já por desvio de recurso público há mais de 13 anos”, destaca o promotor de Justiça Gilberto Gomes.
Em uma cartilha oficial do governo do estado, não há espaço entre as palavras. “Tudo emendado, não há um espaço entre uma palavra e outra. Esse é um manual de redação que foi produzido pela Assembleia Legislativa supostamente. Ao longo de dois anos foram aplicados entre assembleia e estado de Mato Grosso mais de R$ 140 milhões em serviços gráficos, supostamente”, mostra o promotor. 
Por que supostamente? Quem conta é o dono de uma das gráficas. Ele denunciou o esquema ao Ministério Público.
“Esse material nunca era entregue. As gráficas tinham o objetivo de desviar dinheiro público. Junto com o presidente José Riva. Ficavam com 25% desse dinheiro e 75% retornavam para o presidente da Assembleia Legislativa”, detalha.
Várias gráficas entraram no esquema. Nenhum responsável por uma delas quis conversa com o Fantástico. Uma curiosidade: e se os R$ 140 milhões de dinheiro público tivessem de fato sido usados para imprimir as tais cartilhas?
“Dá para você enfileirar carretas e carretas de papel daqui a São Paulo”, conta a testemunha.
Então por que o Ministério Público recebeu publicações como aquela cheia de erros?
“Isso foi produzido às pressas, alguns exemplares para atender à nossa requisição”, diz o promotor. 
“Rodava dois livros, três livros, só para justificar ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público”, diz o dono de uma gráfica.
“Me procuravam, sempre, para extrair da minha, vamos dizer assim, da minha cabeça, as engenharias para se resolver várias situações”, diz Éder Moraes.
Além de ter trabalhado nos preparativos da Copa, Éder foi secretário da Casa Civil e da Fazenda do estado do Mato Grosso. “Eu sempre desenvolvi essas engenharias”, diz Éder. 
Éder deu cinco depoimentos ao Ministério Público. Ele afirma que cumpria ordens do então governador Silval Barbosa para pagar dívidas com Júnior Mendonça, o financiador do esquema.
Éder Moraes: Peguei sacola, né? Peguei mochila com R$ 400 mil, R$ 500 mil. Eu sabia onde estavam as dívidas. Então, ‘ó, isso daí é para resolver lá com o Júnior’.
Promotor: Quem que falava isso que era para resolver com o Júnior?
Éder Moraes: O governador.
Éder insinua que, quando era secretário da Fazenda, o dinheiro ilegal que ele arrumava servia para comprar deputados da Assembleia Legislativa.
Éder Moraes: Havia uma carga de pressão violenta da Assembleia Legislativa sobre o governo, o que também demandava recursos financeiros - para se aprovar uma conta no final de ano, para se tramitar as coisas com velocidade.
Promotor: A pressão era para a secretaria levantar dinheiro e passar para Assembleia.
Éder Moraes: Isso.
Éder afirma que recebeu oferta de propina. Ao todo, R$ 10 milhões por conta das obras da Copa. “Foi prometido pelo governo do estado para mim R$ 5 milhões da arena e R$ 5 milhões no VLT”, conta Éder Moraes.
Mas, no mesmo depoimento, ele diz que a propina acabou não sendo paga.
Pois bem. O VLT, o Veículo Leve sobre Trilhos, que deveria estar pronto antes da Copa, foi divulgado com fanfarra. Um vídeo mostra o então presidente da assembleia José Riva e o então governador Silval Barbosa passeando de VLT em Portugal.
Em outro vídeo, Silval aparece inaugurando uma estação do VLT em Cuiabá. A única. Faltou construir mais 32 que tinham que ter ficado prontas, com duas linhas e um total de 22 quilômetros para Copa do Mundo.
“Não havia a menor possibilidade de dar viabilidade econômica para um sistema de VLT”, explica Luiz Miguel, professor do Departamento de Engenharia Civil da UFMT.
O projeto inicial para Copa não era de trens e, sim, ônibus. Muito mais barato. Ia sair por mais ou menos R$ 322 milhões. Segundo o Ministério Público, que está investigando a obra, a mudança no projeto foi feita às pressas e de forma criminosa.
O VLT já passou a casa do bilhão de reais, a cidade está com um rasgo aberto para os trilhos passarem, e até agora bulhufas.
Para continuar a obra, são necessários mais R$ 500 milhões. E quanto tempo para finalmente o VLT sair rodando? “Isso é obra que não se faz em menos de quatro anos”, afirma o professor.
Tem mais. Dois viadutos fazem parte do pacote Copa. “O viaduto foi inaugurado e logo em seguida, um mês depois, ele foi interditado por força de identificação de fissuras na estrutura. Não podem entrar dois ônibus, porque eles não cabem dentro na curva. Então, funcionalmente, ele está errado. Foi mal feito, foi mal projetado”, explica o professor.
Para resolver essa pendenga, fica quanto? “No mínimo, 40% mais caro esse viaduto em relação ao preço original dele”, diz o especialista.
O segundo viaduto também tem problemas. “Não resolveram esse ponto baixo, onde nós estamos. Aqui dá um metro de água diante das chuvas mais fortes. Não fizeram a drenagem para coletar toda essa água que acumula aqui”, ele avalia.
Dias depois de ter dado o depoimento, Éder Moraes fez uma retratação ao Ministério Público, para que o primeiro depoimento seja desconsiderado pela investigação. Ele se diz inocente.
E veja o motivo que Éder apresenta para tentar voltar atrás: “Estava extremamente tomado pela emoção de não ter sido atendido em uma escolha para então ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso”.
O Ministério Público não considera que o depoimento tenha sido anulado. E tanto o Ministério Público Federal quanto o Estadual entraram com ação contra o ex-governador Silval Barbosa por conta do VLT.
Em nota, Silval afirma que nunca autorizou Éder Moraes a fazer qualquer transação com Júnior Mendonça. Sobre a acusação de desvio de dinheiro público, ele diz esperar o teor das investigações e, se necessário, prestará esclarecimentos.
Sobre o VLT, Silval afirma que a obra teve acompanhamento integral de todos os órgãos de controle e fiscalização. Ele afirma também que o atraso se deve a fatores como desapropriações judiciais, ações do Ministério Público e a própria complexidade da obra.
Já os advogados do ex-presidente da assembleia José Riva dizem que as acusações de Júnior Mendonça não têm base em provas e que a documentação relativa aos períodos em que ele presidiu a casa vai afastar qualquer possível suspeita de ato ilícito.
Acontece que neste sábado (21) José Riva foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Mato Grosso. Com o anúncio desta reportagem ao longo da semana, a Justiça entendeu que o ex-deputado poderia fugir.
Em nota, o deputado Mauro Savi nega qualquer acusação de desvio de recursos públicos e diz que a nota promissória que avalizou para José Riva é somente uma prática comercial lícita.
Enquanto a farra com dinheiro público é investigada, existe em Cuiabá, há 30 anos, um prédio que deveria ser um hospital para a população.
“Aquele que desvia um recurso que deveria ir para saúde, e não vai, a sociedade acaba não vendo a gravidade do seu ato. Quantas pessoas já não perderam a vida e deixaram de ser atendidas por força de carência de recursos?”, destaca o promotor.
E afinal: cadê o dinheiro que tava aqui?