Gleisi é acusada de crime de corrupção passiva qualificada



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Agora é oficial. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) vai responder por crime de corrupção passiva qualificada em inquérito aberto no SFT (Supremo Tribunal Federal). Gleisi foi denunciada por receber dinheiro desviado da Petrobras conforme apurou a Polícia Federal nas investigações da Operação Lava-Jato. O nome de Gleisi no esquema surgiu nas delações, aprovadas pela Justiça Federal, do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa. O marido de Gleisi, o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT) também é arrolado no inquérito de Gleisi no STF. Outros dois paranaenses também responderam processos no Supremo: os deputados federais Dilceu Sperafico (PP) e Nelson Mereur (PP).
Nos depoimentos dos delatores, Gleisi recebeu R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. O dinheiro não consta na prestação de contas da petista na Justiça Federal. A petista recebeu ainda, nas campanhas de 2010 e 2014, mais R$ 13,5 milhões de empreiteiras – 13 delas envolvidas no escândalo do Petrolão e outras 12 com contratos com o governo federal. (Leia box)
O eventual crime praticado por Gleisi, segundo o Ministério Público Federal, é tipificado no artigo 137 do Código Penal e prevê pena de reclusão de dois a 12 anos e multa.
Conforme a petição do MPF, Gleisi faz parte do “núcleo político” da “organização criminosa complexa” que tem outros três núcleos: econômico, administrativo e financeiro.
Doações – “O núcleo político, formado principalmente por parlamentares que, utilizando-se de suas agremiações partidárias, indicava e mantinha funcionários de alto escalão da Petrobras, em especial os diretores, recebendo vantagens indevidas pagas pelas empresas cartelizadas (componentes do núcleo econômico) contratadas pela sociedade de economia mista, após a adoção de estratégias de ocultação da origem dos valores pelos operadores financeiros do esquema”, diz a petição assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Segundo ainda a petição, Gleisi pode ter recebido os recursos desviados através de duas forma: entrega de valores em espécie (o caso do R$ 1 milhão, entregue em quatro parcelas de R$ 250 mil em um shopping de Curitiba) ou, em épocas de campanhas eleitorais, através de doações “oficiais”, devidamente declaradas, pelas construtoras
ou empresas coligadas, diretamente para os políticos ou para o diretório nacional ou estadual do partido respectivo, “as quais, em verdade, consistiam em propinas pagas e disfarçadas do seu real propósito”. É o caso da maior parte das doações recebidas por Gleisi nas campanhas de 2010 (ao Senado) e de 2014 (ao Governo do Paraná).
No inquérito, o MPF pede uma pesquisa das doações eleitorais em favor de Gleisi, através do comitê financeiro e dos diretórios estadual e nacional “visando identificar se há,
dentre os doadores, empresas investigadas no contexto da Operação Lava-Jato e, em havendo, elaboração de linha de tempo das doações realizadas por essas empresas além de indicação dos percentuais correspondente ao quantum que foi doado por essas empresas”. O MPF pede ainda os registros de entrada no edifício sede da Petrobras no Rio de Janeiro, incluindo o denominado “acesso vip” no período entre abril e outubro de 2010 em relação a Gleisi e Paulo Bernardo. O petista e mais Rafael Angulo e Ernesto Kruger Rodrigues serão convocados para oitivas.

Dilma e Lula sabiam de tudo, diz Youssef


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No depoimento prestado a Justiça Federal, agora revelados no inquérito que vai investigar a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) no , o doleiro Alberto Youssef disse que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) sabiam dos desvios de recursos da Petrobras para abastecer campanhas e agentes políticos. Youssef cita ainda, como conhecedores dos esquemas, os ex-ministros Gilberto Carvalho (PT), José Dirceu (PT), Antonio Palocci (PT) e Edson Lobão (PMDB) e a ministra Ideli Salvatti (PT).
Youssef disse que Gleisi “já agora senadora e ocupando cargo na administração direta (Casa Civil), tinha conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões no âmbito da Petrobras e que ela própria havia se beneficiado dessa distribuição”, transcreve a petição.
Disse ainda que “tanto a presidência da Petrobras, quando o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões no âmbito da estatal”. Indagado quanto a quem se referia em relação ao termo “Palácio do Planalto”, esclarece que tanto a presidência da República, Casa Civil, Ministro de Minas e Energia tais como “Luis Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann, Dilma Rousseff, Antonio Palocci, José Dirceu, Edson Lobão, entre outros relacionados”.
“Esclarece ainda que eram comuns as disputas de poder entre partidos relacionadas à distribuição de cargos no âmbito da Petrobras e que essas discussões eram finalmente levadas ao Palácio do Planalto para solução; que reafirma que o alto escalão do governo tinha conhecimento”, conclui trecho da petição.

Paulo Bernardo também está no inquérito do STF



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O ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), também foi arrolado no inquérito que a petista vai responder no STF (Supremo Tribunal Federal). Bernardo vai responder a oitivas no Supremo junto com Rafael Angulo e Ernesto Kruger Rodrigues. Na petição, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot pede ainda os registros, se houveram, de Bernardo e Gleisi na entrada no edifício sede da Petrobras no Rio de Janeiro, incluindo o denominado “acesso vip” no período entre abril e outubro de 2010.
Paulo Bernardo apareceu nas delações de Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Nas cadernetas de Costa, a inscrição “P.B. – 0,1″ se refere a R$ 1 milhão, pedido por Bernardo, para a campanha da mulher ao Senado em 2010. Na época, o petista era ministro do Planejamento do governo Lula. A versão de Costa foi confirmada por Youssef que diz ter entregado o dinheiro em quatro parcelas de R$ 250 mil em um shopping de Curitiba.

Gleisi recebeu R$ 13,5 mi de empresas denunciadas no ‘esquema’ do Petrolão



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Um dos pontos na petição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregue ao STF para investigar a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) está o pedido de pesquisa das doações eleitorais em favor de Gleisi, através do comitê financeiro e dos diretórios estadual e nacional para “identificar dentre os doadores, as empresas investigadas na Operação Lava-Jato”. Segundo a petição, Gleisi pode ter recebido os recursos desviados, em épocas de campanhas eleitorais, através de doações “oficiais”, devidamente declaradas, pelas construtoras ou empresas coligadas, diretamente para os políticos ou para o diretório nacional ou estadual do partido respectivo, “as quais, em verdade, consistiam em propinas pagas e disfarçadas do seu real propósito”.
No levantamento das prestações de contas da petista, nas campanhas de 2010 e 2014, se constata ‘os três cantos’ mencionados pela petição do MPF. Nas duas campanhas,Gleisi recebeu R$ 13,5 milhões de empresas – a maioria empreiteiras – denunciadas por pagamentos de propina, corrupção e financiamentos de campanhas eleitorais. Nesse montante, em menor valor, estão também doações de empresas e diretores com obras contratadas pelo governo federal durante os governos Lula e Dilma.
Em 2010, Gleisi teve ainda a maior parte de sua campanha irrigada em R$ 3,7 milhões doados por empreiteiras. Outros R$ 2,7 milhões foram doados pelos diretórios estadual (R$ 881,3 mil) e nacional (R$ 1,9 milhão) do PT que obtiveram 75% dos seus recursos através de doações de empreiteiras. Fazendo as contas, Gleisi recebeu R$ 5,7 milhões das empreiteiras, o equivalente a 73% dos R$ 7,9 milhões arrecadados pela petista naquele ano.
Detalhando os valores em 2010, Gleisi recebeu das seguintes empreiteiras e seus diretores: Camargo Correa (R$ 1 milhão), OAS (R$ 780 mil), UTC Engenharia (R$ 250 mil), CR Almeida (R$ 250 mil), Coesa Engenharia (R$ 220 mil), João Sanches Junqueira (R$ 170 mil), Antonio Sanches (R$ 170 mil), Paulo Francisco Tripoloni (R$ 170 mil), Cavalca Construções (R$ 100 mil), Construtora Central do Brasil (R$ 100 mil), Contax (R$ 100 mil), Alusa Engenharia (R$ 70 mil), Paranapanema (R$ 50 mil), Carlos Roberto Nunes Lobato (R$ 50 mil), José Maria Ribas Muller (R$ 50 mil), Cimento Itambé (R$ 50 mil), Brookfield Brasil (R$ 30 mil), Ecoplan Engenharia (R$ 25 mil), Arteleste Construções (R$ 25 mil), Fidens Engenharia (R$ 25 mil) e Enpa Engenharia (R$ 25 mil).
Há mais um fato curioso nas prestações de contas de Gleisi. A construtora Sanches e Tripoloni e seus três diretores repassaram R$ 2,4 milhões nas duas campanhas da petista: R$ 510 mil em 2010 e R$ 1,9 milhão em 2014. A empreiteira foi responsável pela construção do Contorno Norte, em Maringá – obra suspeita de superfaturamento e investigada pelo TCU – e que custou R$ 412 milhões. Gleisi e Bernardo foram acusados ainda de usar o jatinho da empreiteira na campanha de 2010.
Em maior volume, as doações das empreiteiras envolvidas no Petrolão se repetiram na campanha de Gleisi em 2014. A petista recebeu mais 7,7 milhões. Desse montante, Gleisi recebeu R$ 150 mil do Banco Pactual, agora listado na Operação Lava-Jato e mais R$ 200 mil da TV Técnica Viária Construções Ltda. O restante dos recursos foram doados pela Triunfo (R$ 2 milhões), Sanches e Tripoloni (R$ 1,9 milhão), Queiroz Galvão (R$ 475 mil), Andrade Gutierrez (R$ 950 mil), UTC (R$ 950 mil) e Galvão Engenharia (R$ 420 mil).

Dilma, na verdade, encabeça a lista de Janot


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Ricardo Noblat
O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, deixou a presidente Dilma Rousseff de fora da lista de políticos supostamente envolvidos com a roubalheira da Petrobras.
Melhor para ela – e talvez para o país. A conferir mais tarde. Mas embora fora da lista, é a presidente Dilma que a encabeça. Porque ninguém enfrentará pior situação do que ela. Ninguém.
Os porta-vozes de Dilma dizem que com a divulgação da lista de Janot, a crise atravessará a rua. Sairá do Palácio do Planalto para o prédio do Congresso, entrando pela porta dos fundos.
Era o que mais desejava a presidente antes que a crise política detonada pelo PMDB no Congresso se juntasse à crise econômica. O Congresso devolverá a crise para o Palácio do Planalto. Isso é certo.
Não tem outro jeito. De resto, pior do que a avaliação dos políticos, somente a avaliação que os brasileiros fazem de Dilma. Lembra-se da mais recente pesquisa de opinião do Datafolha?
Em dezembro último, 42% dos brasileiros adultos consideravam o governo Dilma ótimo ou bom. Em fevereiro, apenas 23%. Em dezembro, ela era sincera, segundo 73% dos entrevistados.
O índice caiu para 35% em fevereiro, enquanto subiu de 13% para 54% o índice dos que a consideram falsa. Dilma é desonesta para 47% dos brasileiros.
Apenas 14% acham que Dilma não sabia da corrupção na Petrobras. A maior parte (52%) acredita que ela sabia da corrupção na Petrobras e deixou que ocorresse.
Em resumo: a presidente falsa, desonesta, que sabia da corrupção na Petrobras e nada fez, e que toca um governo ruim, será a principal vítima do que atravessaremos daqui para frente.
Com uma crise econômica pelo meio. E cercada de maus gestores políticos – sem falar dela mesma, que não gosta do que deveria fazer, e não disfarça a arrogância.
Quem gosta de uma pessoa assim?
Governo algum gosta de marolas. Sonha sempre com um mar de almirante. No fim do seu segundo mandato, Lula batizou de “marolinha” o tsunami econômico que sacudiu o mundo.
Dilma não poderá fazer o mesmo. Até porque “marolinha” ou tsunami, isso é coisa nossa. Somente nossa. Como era o Guaraná Fratelli Vita, por exemplo. Como é a ararinha azul.
Para preservar a sua e escapar ao mensalão, Lula entregou a cabeça de José Dirceu, ex-coordenador de sua campanha presidencial vitoriosa de 2002, e ex-chefe da Casa Civil.
Dilma não tem cabeça valiosa para entregar.
A de Lula? A corrupção sistêmica na Petrobras começou no segundo governo Lula. Mas se ele perdesse a cabeça, Dilma perderia a dela. E o PT acabaria. Simples assim.
A presidente incapaz de se reinventar está sozinha. Perigosamente só.

Fonte; Blog Fabio Campana

Eu já sabia, diz Vargas sobre o casal Geisi e Paulo Bernardo


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Vai entender esse PT. Quem não esconde a alegria com as revelações do casal petista Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo no STF, é o ex-deputado André Vargas (ex-PT). Aos amigos, Vargas canta a música “Te Contei” tema de novela da Globo. “Te contei, te contei, te contei/Olha que te contei”, diz o refrão da música. Vargas está na bronca porque o casal não moveu uma palha para defendê-lo da cassação e o abandonou na sequência.
Em abril de 2014, a revista trouxe denúncia de Vargas ligando o então ministro Paulo Bernardo (PT) aos esquemas do Petrolão. “O ministro, segundo o deputado [André Vargas], seria o intermediário de contratos entre o grupo Schahin, recorrente em escândalos petistas, e a petroleira. Bernardo teria recebido uma corretagem por isso, recolhida e repassada pelo ‘Beto’. É assim, com intimidade de sócio e amigo, que Vargas trata o doleiro Alberto Youssef”, informou Veja.

Moro autoriza novo depoimento de Youssef



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O juiz Sérgio Moro aceitou o pedido da defesa do doleiro Alberto Youssef e determinou que ele seja submetido a um novo interrogatório no dia 31 de março, às 10 horas. A defesa de Youssef solicitou um novo depoimento à Justiça Federal do Paraná em uma das 11 ações penais em que ele é réu. A ação refere-se à acusação de que Youssef teria liderado uma quadrilha que evadiu cerca de US$ 500 milhões entre 2009 e 2013 por meio de importações fictícias com base em contratos de câmbio firmados por empresas de fachada. Dentre as empresas utilizadas para evadir o dinheiro estão a Labogen e a Piroquímica.
Segundo a defesa do doleiro, que firmou acordo de delação premiada e tem obrigação de colaborar com as investigações, o objetivo do novo depoimento é “para que esse órgão julgador possa sentenciar os eventos (supostamente) delitivos constantes na incoativa da maneira mais justa e correta”, assinala a petição encaminhada, no mês passado, à Justiça Federal.
O argumento da defesa acatado por Moro é que, na ocasião do primeiro depoimento do doleiro sobre o caso, anterior à firmação do acordo de delação premiada, ele permaneceu calado. “A Defesa de Alberto Youssef, por sua vez, requereu a designação de novo interrogatório, sob o argumento de que, conquanto à época de seu depoimento tenha permanecido em silêncio, atualmente, após a formalização do acordo, pretende esclarecer questões atinentes a este processo”, destaca a decisão de Moro.

Tecnologia pode revolucionar a computação e acabar com ataques hackers


Paulo Alves
por 
Para o TechTudo
Os computadores que conhecemos hoje podem mudar para sempre com o desenvolvimento da mecânica quântica, mais especificamente o chamado entrelaçamento quântico. A tecnologia está se desenvolvendo bem e promete tornar os computadores mais seguros contra ataques hackers e aumentar significativamente a capacidade de informações guardadas. Mas o que é essa tal de mecânica quântica? O TechTudo explica pra você e já adianta: o futuro está cada vez mais próximo. 

Entrelaçamento quântico é fenômeno que liga duas partículas afastadas e pode ajudar a criar computadores à prova de hackers(Foto: Reprodução/Optics Infobase)Entrelaçamento quântico é fenômeno que liga duas partículas afastadas e pode ajudar a criar computadores à prova de hackers(Foto: Reprodução/Optics Infobase)
O entrelaçamento quântico é um fenômeno da mecânica quântica que ocorre quando duas partículas ou mais, como dois elétrons, conseguem se comunicar mesmo estando distantes uma da outra. A ligação entre esse dois objetos é tão forte que eles se comunicam e interferem no funcionamento um do outro mesmo que estejam separados por milhões de ano luz. Mas como isso altera a computação que conhecemos atualmente? 
O que pesquisadores defendem é que essa tecnologia abrirá portas para uma nova geração de computadores mais rápidos e seguros do que nunca. Uma rede com computadores quânticos permite guardar muito mais informações do que atualmente é possível usando um chip de silício e, ainda, impossível de ser hackeada. Isso porque, por natureza, os fenômenos quânticos são alterados quando algo externo interfere – na prática, a ação de um hacker sobre um dado protegido alteraria, instantaneamente, toda a estrutura da comunicação, mantendo a informação a salvo.

Usando um anel de silício com apenas 20 mícrons de diâmetro, os pesquisadores conseguiram entrelaçar fótons e usar o fenômeno para armazenar informação com sucesso. Não é difícil de imaginar, portanto, que nossos computadores sejam todos quânticos e à prova de criminosos virtuais no futuro.
Com a tecnologia de hoje, só é possível garantir esse nível de segurança entre duas máquinas. Mas, a Toshiba já está desenvolvendo uma rede capaz de suportar até 64 computadores conectados e protegidos quanticamente. Além disso, este ano, cientistas italianos foram capazes de diminuir consideravelmente o tamanho do material necessário para realizar o entrelaçamento de partículas de luz em um computador, resolvendo um dos entraves para o uso da tecnologia quântica no dia a dia.

Jovem que estava desaparecida é encontrada morta em Maringá


Polícia encontrou o corpo neste sábado (7); três suspeitos foram presos.
Jovem de 19 anos estava desaparecida desde quinta-feira (5).

Do G1 PR, com informações da RPC Maringá

Uma jovem de 19 anos que estava desaparecida desde quinta-feira (5) foi encontrada morta emMaringá, no norte do Paraná, na madrugada deste sábado (7). Segundo a Polícia Civil, o corpo de Natalia Jeane Germano estava em um matagal no final da Avenida Kagogawa, na zona norte da cidade. Três suspeitos do crime foram presos pela polícia também na madrugada deste sábado.
De acordo com a família da vítima, a jovem foi vista pela última vez na quinta-feira, quando saiu de casa no Jardim Campos Eliseos. A mãe de Natalia, Maria José Germano, disse que ligou várias vezes no celular da filha, mas não teve resposta. Na sexta-feira, ela registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da jovem.
Policiais da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e da Delegacia de Homicídios vinham investigando o caso. O corpo estava em um saco plástico próximo a uma mata. Conforme a polícia, os suspeitos contaram, após a prisão, que a jovem foi morta por um tiro após uma brincadeira de roleta-russa.

Os três presos já são acusados de tráfico de drogas, e um deles também é suspeito de cometer um homicídio em Maringá. Eles serão indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, tráfico de drogas e associação ao tráfico, informou a polícia.
“A vítima, Natalia, teria brincado com um dos suspeitos se ele teria coragem de atirar nela, quando ele mirou o revolver na cabeça dela e efetuou o disparo que causou a morte da vítima. Após matar a vítima, no local, os três, em conjunto, embalaram o corpo da vítima, o colocaram no veículo deles e, para ocultar o corpo, jogou ele no matagal ali no final da Kakogawa”, conta o delegado da Denarc, Gustavo Alves.
A mãe da vítima lamentou a morta da única filha. “Era uma pessoa dócil, meiga, as vezes a gente tinha sim discussões porque ela era teimosinha, batia o pé e era aquilo. Mas, nada que me chamasse mais atenção. Ela ultimamente andava um pouco nervosa, meio deprimida. Era minha filha única, me tiraram tudo”, diz Maria José Germano
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Caminhão enroscado danifica passarela e interdita trânsito na BR-116


Da Redação
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(Foto: Jean Costa)

Um caminhão carregando uma peça de grandes proporções enroscou em uma passarela no km 119 da BR-116, no sentido Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, na manhã deste sábado (7). O trânsito foi bloqueado no local e muitas pessoas disseram que a passarela corre risco de cair.
“Nós estamos bem preocupados. Além do transtorno na rodovia, parece que a estrutura pode desmoronar a qualquer momento”, relatou um motorista que presenciou a cena, em entrevista àBanda B.
A Polícia Rodoviária Federal informou que há risco de desabamento da passarela e que, por isso, os dois sentidos foram interditados por segurança. A estrutura de ferro deve ser retirada da rodovia. De acordo com os condutores, representantes da concessionária que administra a rodovia, a Autopista Litoral Sul, foram até o local para avaliar a situação e tomar as medidas cabíveis para resolvê-la.
A orientação é de que o motorista utilize rotas alternativas para evitar o trecho. A Banda B tentou entrar em contato com a Autopista mas, até o fechamento desta reportagem, as ligações não foram atendidas.
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Corpo de menino morto em escola na Zona Norte do Rio é enterrado


O corpo de Cauã foi enterrado no Cemitério de Irajá
O corpo de Cauã foi enterrado no Cemitério de Irajá Foto: Paulo Victor Mafraens
Paulo Victor Mafraens

Foi enterrado, pouco antes das 16h30m deste sábado, no Cemitério de Irajá, Zona Norte do Rio, o corpo de Cauã Braga Pedrosa, de 9 anos. O menino morreu nesta sexta-feira, enquanto brincava no pátio do Colégio Souza Marques, em Cascadura, também na Zona Norte. Familiares e amigos usavam uma camisa com a foto do garoto e os dizeres “Te amaremos para sempre. Saudades eternas”. O hino do Flamengo, time de coração de Cauã, foi cantado durante a cerimônia.
- Não aceito perder meu filho. Ele morreu fazendo o que mais gostava: brincar - disse mãe do menino, Claudia Braga, para familiares que chegavam para consolá-la.
Cauã tinha 9 anos
Cauã tinha 9 anos Foto: Reprodução
A morte de Cauã é investigada pela 28ª DP (Campinho). Nesta sexta-feira, o 9º BPM (Rocha Miranda) informou que o menino brincava durante o recreio, por volta das 9h, quando decidiu pular de um banco de concreto, que estava solto. Ele teria então batido com a cabeça e morrido. Já familiares relatam que o banco é que teria caído na cabeça do menino.
Familiares e amigos acompanharam o enterro
Familiares e amigos acompanharam o enterro Foto: Paulo Victor Mafraens
Cauã chegou a ser levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste, mas não resistiu. Alunos da escola do menino acompanharam o enterro. Eles chegaram ao cemitério num ônibus fretado. A diretora da instituição, Leopoldina de Souza Marques, não quis dar declarações.
A avó do garoto, Helenita Laura de Araújo Pedrosa, de 77 anos, se emocionou ao falar do neto:
- Ele era um bom menino. Fará muita falta.
Durante o enterro, familiares e amigos cantaram o hino do Flamengo


Irmão de Suzane von Richthofen quebra silêncio de 12 anos e diz que crime foi nojento



Andreas von Richthofen não é mais o menino loirinho que apareceu chorando no velório dos pais, Manfred e Marísia. Quando o casal foi assassinado, em 2002, a pedido de sua irmã, Suzane, tinha apenas 15 anos. Hoje com 27, é formado em Farmácia e doutor em Química Orgânica pela Universidade de São Paulo (USP), continua loiro, mas com cabelos e barba mais escuros.

Em conversa exclusiva com a Rádio Estadão, ele quebrou o silêncio após 12 anos e defendeu o pai das acusações de que o ex-funcionário da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) teria desviado dinheiro da estatal.

Sob o argumento de que precisava esclarecer "algumas coisas", Andreas divulgou uma carta, publicada na íntegra pelo portal Estadão.com.br, na qual pede esclarecimentos públicos sobre as acusações do procurador de Justiça Nadir de Campos Júnior em relação ao pai.

Na última segunda-feira, 2, o procurador afirmou no programa SuperPop, da RedeTV!, que Manfred mantinha contas na Suíça e que a beneficiária era Suzane. O dinheiro seria fruto de desvios ocorridos nas obras do trecho Oeste do Rodoanel, realizadas pela Dersa. "Se há contas no exterior, que o senhor apresente as provas, mostre quais são e aonde estão, pois eu também quero saber e entendo que sua posição e prestígio o capacitam plenamente para tal", escreveu Andreas. "Se isso não passar de boatos maliciosos e não existirem provas, que o senhor se retrate e se cale, para não permitir que a baixeza e crueldade deste crime manche erroneamente a reputação de pessoas que nem aqui mais estão para se defender.

Sem responder perguntas sobre a irmã, presa na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, Andreas dá sinais de que nunca vai perdoá-la. Ao se referir ao procurador, disse que entende "a raiva e a indignação contra os três assassinos". "Muito da sociedade compartilha desse sentimento. Eu também. É nojento", declarou. O irmão de Suzane disse ainda à Rádio Estadão que não planeja ter um filho no momento, pois ser pai exige muita responsabilidade e que pensa em deixar o Brasil, já que seu sobrenome tem "muito peso" no País. Ele declarou que se sente ferido toda vez que a imprensa divulga alguma informação sobre a morte dos pais, os assassinos Daniel e Cristian Cravinhos ou os desdobramentos do caso.

Leia a carta na íntegra:
"Prezado Dr. Nadir de Campos Jr.

É em nome do excelente trabalho do qual o Sr. participou, ao condenar a minha irmã Suzane Louise von Richthofen e aos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, e também de toda sua história na justiça brasileira que me sinto compelido a abordá-lo. 

Escrevo-lhe esta mensagem por vias igualmente públicas às quais o Sr. se vale para comentar o caso da minha família. Entendo que sua raiva e indignação para com estes três assassinos seja imensa e muito da sociedade compartilha esse sentimento. E eu também. É nojento. Encare da perspectiva existencialista. No entanto observo que o Sr. faz diversos apontamentos referindo a um suposto esquema de corrupção, do qual meu pai, Manfred Albert von Richthofen, teria participado e cujos resultados seriam contas no exterior em enormes montantes. 

Gostaria que o Sr. esclarecesse essa situação: se há contas no exterior, que o Sr. apresente as provas, mostre quais são e aonde estão, pois eu também quero saber e entendo que sua posição e prestígio o capacitam plenamente para tal. Mas que se isso não passar de boatos maliciosos e não existirem provas, que o Sr. se retrate e se cale a esse respeito, para não permitir que a baixeza e crueldade deste crime manche erroneamente a reputação de pessoas que nem aqui mais estão para se defender, meus pais Manfred Albert e Marísia von Richthofen.
Respeitosamente,
Andreas Albert von Richthofen"

Falta de doadores de órgãos aumenta fila de espera por transplante no PA


Pará é credenciado para fazer transplante de rim e córnea.
Mais de 1600 pessoas aguardam transplantes.

Do G1 PA

Luiz disse que sua vida mudou após conseguir o transplante, em outubro de 2015 (Foto: Cristino Martins/Agência Pará)Luiz disse que sua vida mudou após conseguir o
transplante, em outubro de 2015
(Foto: Cristino Martins/Agência Pará)
O agricultor Luiz Cavalcante mora em Altamira, no sudeste do Pará e, como muitos habitantes da região, lidou com sucessivas infecções de malária, que é endêmica no estado. "Tive muitas malárias, umas 12 ou mais, aí meu rim não resistiu. Só sentia muita falta de ar, inchaço e tosse. Fui no médico e ele disse que eu tinha diabetes, os rins parados e o coração grande", relembra.
Depois do diagnóstico foram mais de três anos convivendo com a hemodiálise, um procedimento do qual o senhro de 47 anos se livrou há cinco meses, quando conseguiu um transplante no hospital Ophir Loyola, em Belém. "Hoje tenho três rins, os dois parados e o meu novo", comemora.
Ciro Félix precisa fazer hemodiálise enquanto não consegue doador de rim (Foto: Carlos Sodré / Agência Pará)Ciro Félix precisa fazer hemodiálise enquanto não
consegue doador de rim
(Foto: Carlos Sodré / Agência Pará)
Aumento na fila de espera
Quatro hospitais do Pará, sendo dois na capital, estão credenciados par realizar transplantes de rim e salvar a vida de pessoas como Luiz Cavalcante. O problema é que a demanda por doadores é muito maior que a oferta: em 2013 foram realizados 53 transplantes de rim no Pará, contra apenas 29 ano ano passado. Por conta disto, 750 pessoas aguardam, hoje, na fila de espera por um órgão saudável.
A demora em conseguir doadores dificulda a vida de quem corre contra o tempo. Ciro Félix, de 61 anos, aguarda um órgão compatível desde 2010. Enquanto não consegue fazer a cirurgia, precisa tomar 10 comprimidos por dia, controlar a pressão e fazer exames regulares, além de fazer hemodiálise três vezes por semana.
“Já fui chamado quatro vezes, sempre é em grupo de 10. E entre os 10 sempre teve um paciente que mostrava compatibilidade antes. Continuo esperando”, disse o aposentado. "A gente espera a ligação a qualquer hora. Pode ser qualquer hora, até de madrugada”, desabafa.
É muito mais caro manter o paciente em tratamento de hemodiálise do que realizar o transplante. Mais caro não somente no custo financeiro, mas por todo o sofrimento que o paciente e a família precisam passar durante o tratamento"
Ierece Miranda, biomédica
A falta de doadores não afeta apenas os pacientes renais crônicos. O Pará também tem hospitais credenciados para realziar transplantes de córnea, com uma fila de espera de 900 pessoas.
“Aproximadamente 42 novos pacientes entram mensalmente na fila de transplante de córnea e apenas 18 deixam essa fila. Ou seja, a cada mês a lista de espera para transplante de córnea aumenta em 9% e diminui em apenas 4%. Quanto aos renais crônicos, a média mensal de novos receptores na fila é de 49 e apenas 4 são transplantados. Isso significa que a fila para o transplante de rim aumenta 9% e diminui somente 0,8%”, pondera a biomédica Ierece Miranda, coordenadora adjunta da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos Estadual.
De acordo com a biomédica, a falta de doadores representa um prejuízo para os pacientes e para o estado. “É muito mais caro manter o paciente em tratamento de hemodiálise do que realizar o transplante. Mais caro não somente no custo financeiro, mas por todo o sofrimento que o paciente e a família precisam passar durante o tratamento”, ressalta a biomédica.
 
Jair conta que muitas famílias tem restrições para ceder órgãos para transplante (Foto: Cristino Martins/Agência Pará)Jair conta que muitas famílias tem restrições para
ceder órgãos para transplante
(Foto: Cristino Martins/Agência Pará)
Dificuldades de captação
Três hospitais do Pará possuem uma comissão para captar órgãos e tecidos para transplante. Segundo o coordenador do setor no hospital Ophir Loyola, a abordagem familiar pode funcionar para conseguir doadores, mas a prática não é muito difundida. "Não são muitos os hospitais que fazem. Essa abordagem é feita desde o acolhimento, da chegada ao hospital. Aqui no Ophir somos uma das Comissões referências no Brasil, reconhecidos em um Encontro de Cihdott, porque tentamos sempre fazer esse acompanhamento”, revela.
Segundo ele, além da falta de informação, pelo menos três motivos interferem para que as famílias autorizem a doação de órgãos. “Muitas acreditam no mito do tráfico de órgãos, mas o que as pessoas precisam entender é que o transplante é um procedimento complexo demais para ser feito clandestinamente; questões religiosas também pesam nessa decisão; a demora do processo também, que dura entre 12 a 24 horas, e nesse momento de fragilidade da família é complicado”, ressalta
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Aprenda a substituir o sal por temperos frescos e saudáveis




Temperos industrializados, como caldos em cubos e molhos prontos são considerados alimentos ultraprocessados. No geral, esses produtos possuem quantidades excessivas de sal, gordura e açúcares, que contribuem para o maior risco de desenvolvimento de doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer. 
O sal é uma das principais fontes de sódio da alimentação e seu consumo exagerado pode resultar no aumento da hipertensão arterial. No Brasil, a doença é diagnosticada em cerca de 33 milhões de brasileiros. Destes, 80% são atendidos na rede pública de saúde.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade indicada de sódio na alimentação é de, no máximo, duas gramas por dia (o que equivale a cinco gramas de sal). No Brasil, estima-se o consumo médio diário de quase 12g de sal por pessoa, mais que o dobro do recomendado pela OMS. O Ministério da Saúde incentiva o uso moderado de sal no preparo dos alimentos e firmou um contrato com a Associação Brasileira das Indústrias Alimentares (ABIA), em 2011, para reduzir o teor de sódio em alimentos processados no Brasil. A expectativa é retirar, até 2020, mais de 28 mil toneladas de sódio do mercado brasileiro.
De acordo com a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, ervas frescas como alecrim, manjericão, salsa, cebolinha, tomilho, hortelã e orégano são fontes de vitaminas, minerais e compostos bioativos e possuem valor calórico muito baixo. Os temperos frescos podem ser utilizados em diversas preparações culinárias agregando sabor e aroma a receitas. Uma das dicas do Guia Alimentar para a População Brasileira para reduzir a quantidade de óleo e sal no preparo do feijão, por exemplo, é evitar o uso de carnes salgadas no cozimento e optar por quantidades generosas de cebola, alho, louro, salsinha, cebolinha, pimenta, coentro e outros temperos naturais, bem como outros alimentos, como cenoura e vagem, que acrescentam sabor, aroma e mais nutrientes à preparação.
Ervas frescas ou secas, assim como pimenta, gergelim e outros, agregam sabor às preparações e também ajudam na redução do uso do sal. Em saladas, o uso do limão reduz a necessidade de adição de sal e óleo. Outras combinações podem ser feitas, como o louro em sopas, alecrim em carnes, salsa na macarronada, manjericão no molho de tomate e tomilho na batata.
Desde que utilizados com moderação em preparações culinárias com base em alimentos in natura ou minimamente processados, os óleos, as gorduras, o sal e o açúcar contribuem para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem que fique nutricionalmente desbalanceada.
Comece a semana com uma nova receita e muito mais saúde!

Fonte: Ana Beatriz Magalhães / Blog da Saúde


São Paulo entra em estado de atenção por causa da chuva


Aeroporto de Congonhas chegou a ficar fechado por 16 minutos.
Até 18h45 deste sábado, havia registro de três pontos de alagamento.

Do G1 São Paulo
As fortes chuvas que caíram na tarde deste sábado (7) na região da Pompéia, em São Paulo, causaram vários transtornos aos torcedores do Palmeiras que chegavam para o jogo entre Palmeiras x Bragantino, pelo Campeonato Paulista. (Foto: Marcelo D. Sants/Frame/Estadão Conteúdo)Alagamento na região da Pompéia, na Zona Oeste de SP (Foto: Marcelo D. Sants/Frame/Estadão Conteúdo)
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) colocou todas as regiões de São Paulo em estado de atenção para enchentes por causa da chuva forte na tarde deste sábado (7). A cidade registrou alagamentos e o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, chegou a ficar 16 minutos fechado para pousos e decolagens.

Perus foi um dos bairros mais atingidos pela chuva durante a tarde, que também caiu forte em Brasilândia, Freguesia do Ó, Cachoeirinha e Mandaqui. Já nas Zonas Leste, Oeste, Sudeste, Sul e Marginais Tietê e Pinheiros, a precipitação era moderada.
O estado de atenção na capital foi encerrado no fim da tarde, mas até as 18h45, havia três pontos de alagamento, um deles intransitável: na Avenida Antônio Munhoz Bonilha. A cidade chegou a registrar 18 pontos de alagamento.
O Aeroporto de Congonhas chegou a ficar fechado entre 14h09 e 14h25 e retomou as operações com ajuda de instrumentos. De acordo com o CGE, o tempo segue instável nas próximas horas e chuva deve atingir diversos bairros da cidade.
Na Grande São Paulo, houve registro de chuvas em Ribeirão Pires, Suzano, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes e Barueri. O CGE diz que choveu em todos os reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo.
Nuvens carregadas na Zona Norte de São Paulo neste sábado (Foto: Willians Queiroz/Futura Press/Estadão Conteúdo)Nuvens carregadas na Zona Norte de São Paulo (Foto: Willians Queiroz/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Após prisão na Rússia e ensaio nu, gaúcha volta a navio do Greenpeace


Ana Paula Maciel está na Finlândia, onde deve embarcar no Arctic Sunrise.
Segundo a mãe, ativista tenta encontrar um terreno para construir santuário.

Felipe TrudaDo G1 RS

Ana Paula Maciel Ativista (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)Ana Paula Maciel voltou a navio do Greenpeace (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)
Após ter sido presa na Rússia sob acusação de vandalismo e pirataria durante um protesto do Greenpeace no Ártico, junto com outras 29 pessoas, e posar nua para uma revista masculina para angariar fundos para a construção de um santuário para animais, a bióloga e ativista gaúcha Ana Paula Maciel retornará em breve ao navio Arctic Sunrise, onde estava quando aconteceu a detenção. Segundo a mãe, a transportadora escolar Rosângela Maciel, a brasileira está na Finlândia, de onde deve partir para se aventurar pelos mares.
O Greenpeace confirma que Ana Paula integra a tripulação do Arctic Sunrise. Uma câmera acoplada ao navio, que tem fotos disponibilizadas a cada minuto pelo Greenpeace, mostrava que a embarcação ainda estava parada em Helsinki na marugada desta sexta-feira (6) pelo horário local, noite no Brasil.
Ana Paula Maciel para Playboy (Foto: André Sanseveriano/Playboy)Ativista posou nua com o objetivo de arrecadar
dinheiro para um santuário de animais
(Foto: André Sanseveriano/Playboy)
Ana Paula fez parte do grupo conhecido como "Os 30 do Ártico", presos em São Petersburgo em 19 de setembro de 2013. Eles tripulavam o mesmo navio quando o Greenpeace realizava um protesto pacífico em uma plataforma petrolífera da companhia Gazprom no Oceano Ártico. Após grande mobilização mundial em favor da libertação dos ativistas do Greenpeace, a bióloga foi solta no dia 20 de novembro de 2013.
A mãe, que acompanhou a situação com apreensão na época e foi à Rússia para encontrar a filha, garante que não ficará preocupada desta vez. "Já me acostumei. Deixo na mão de Deus. É o que ela gosta de fazer, não posso prender a menina, então só posso desejar que ela fique bem e dê tudo certo", disse Rosângela.
O navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, é escoltado pela guarda costeira russa na Baía de Kola, perto da base de Severomorsk. A Rússia entrou com um processo acusando a ONG de pirataria depois que membros tentaram invadir uma plataforma de petróleo. (Foto: Efrem Lukatsky/AP)O navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, está na
Finlândia (Foto: Efrem Lukatsky/AP)
Em fevereiro de 2014, menos de três meses após deixar a prisão na Rússia, Ana Paula afirmou ao G1 que planejava posar nua para uma revista voltada ao público masculino. Os fundos do ensaio serviriam para ela construir um santuário para recuperar e inserir na natureza animais selvagens apreendidos pela Polícia Federal por tráfico ilegal.
Uma foto com trajes de banho foi publicada na edição de março da revista Playboy, do Grupo Abril. A aceitação do público determinaria se o desejo de se despir para o periódico se concretizaria, o que aconteceu no mês seguinte. No entanto, segundo Rosângela, Ana Paula esperava ter arrecadado mais com o ensaio, e por isso tenta angariar mais verba para o santuário. Além disso, ela procura por um terreno adequado para abrigar os animais
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