'Desespero. Sono está incontrolável', relata piloto de avião perto de pouso


Jornadas de trabalho dos pilotos e copilotos têm produzido queixas. Esse perigo escondido nas cabines é considerado fator de risco para acidentes.


No Brasil, as jornadas de trabalho dos pilotos e copilotos têm produzido queixas. E eles próprios decidiram registrar o motivo.
A conversa entre piloto e copiloto mostra que essa é uma hora difícil.
Piloto: Agora são 6h01 da manhã. Já estamos acordados aí há mais de 5 horas. O dia amanhecendo fica cada vez mais difícil se manter acordado.
Para mostrar uma rotina que classificam como cada fez mais cansativa piloto e copiloto registraram alguns de seus piores momentos.
Piloto: 1h10 da manhã agora. Segunda noite sem um sono decente.
A sequência de dias voando de madrugada é a principal queixa. “2h55 da manhã. Após menos de duas horas de sono, estou esperando o ônibus para prosseguir para Guarulhos”, informa um piloto.
Sono, fadiga e a imensa responsabilidade de transportar dezenas, centenas de vidas.
Piloto: Nesse momento estamos em descida e aproximação pro nosso destino. Bate um certo desespero porque o sono está incontrolável.
Esse perigo escondido nas cabines é considerado fator de risco para acidentes. Desde 2011 os órgãos máximos da aviação mundial recomendam que as empresas aéreas façam o chamado gerenciamento de risco e fadiga, mas no Brasil ainda não há norma, nem lei para isso.
A lei aqui é de 1984, época em que quase não se voava de madrugada. Mas só nos últimos 12 anos o número de passageiros saltou de 36 milhões para 105 milhões. Pousos e decolagens acontecem nas 24 horas do dia. Enquanto grandes empresas do mundo respeitam a limitação de duas madrugadas de voo para uma de sono, aqui tivemos acesso a escalas de três, quatro, até cinco noites sem dormir.
“Quanto maior o número de noites trabalhadas, principalmente de noites consecutivas trabalhadas, maior o risco de a pessoa adormecer durante o trabalho”, aponta Frida Marina Fischer, prof. Fac. Saúde Pública – USP.
Por isso o Sindicato dos Aeronautas reivindica mudanças. Quer a aprovação de lei que está no Congresso pedindo limitação de duas madrugadas seguidas e um número maior de folgas.
“Eu diria que hoje o risco é controlado, mas de curto a médio espaço de tempo, se nada for feito, em relação as nossas escalas, a aviação pode estar em risco, a segurança pode ser afetada e os passageiros também”, avalia Adriano Castanho, pres. Sind. dos Aeronautas.
O representante das empresas diz que um acordo sobre a jornada de trabalho deve ser firmado no Tribunal Superior do Trabalho até meados do ano, mas nega que a aviação brasileira esteja em risco.
“Esse debate, que está aberto agora, está muito mais vinculado à qualidade de vida da nossa tripulação, que é uma demanda correta. A aviação brasileira é segura. Extremamente segura”, garante Eduardo Sanovicz, pres. Ass. Bras. Empresas Aéreas.

Dinamarquesa de partido conservador faz sucesso com fotos sexy, mas diz que beleza não é fundamental


Diana Figueiredo

Ela não foi eleita para nenhum cargo, mas o engajamento político da estudante dinamarquesa Nikita Klaestrup, de 20 anos, aliado à sua beleza foram ingredientes fundamentais para que ela virasse um fenômeno de mídia em todo o mundo no último mês. Ainda assim, a jovem, presidente da organização juvenil do Partido Conservador Dinamarquês em Lolland-Falster, afirma não ter planos de usar a aparência para se promover politicamente. Tampouco acredita que isso seja fundamental para conseguir o sucesso profissional.
“Não acredito que a beleza seja importante para conseguir o sucesso, a não ser, claro, se você quiser ser uma modelo. Acredito que se você deseja algo precisa trabalhar duro e obter as habilidades necessárias para isso”, contou a universitária em entrevista por e-mail ao EXTRA.
Os comentários começaram quando fotos de Nikita em uma festa do partido conservador foram publicadas na internet por um usuário do reddit e, posteriormente, divulgadas pelo site da revista Playboy. Ela usava um vestido preto decotado, o que causou espanto e críticas de milhares de pessoas. “Eu não entendo todas essas críticas. A minha foto de vestido foi tirada num evento privado. Não era um evento oficial do governo onde eu estava representando o meu partido ou algo assim”, disse a estudante.
Imagens dela com o mesmo vestido, e em outras poses mais sexy também foram publicadas pela própria Nikita em redes sociais. No Instagram, ela ganhou centenas de seguidores rapidamente. Por isso, a estudante não ficou envergonhada com a divulgação das imagens mais sexy. “As fotos já eram públicas antes, e isso não é uma coisa que eu tentei esconder. De fato, elas já eram muito públicas antes”, explicou.
Nikita com o vestido preto que começou toda a polêmica sobre suas fotos
Nikita com o vestido preto que começou toda a polêmica sobre suas fotos Foto: Reprodução/ Instagram/ Nikita Klaestrup
A jovem do partido conservador diz não ter vergonha das imagens
A jovem do partido conservador diz não ter vergonha das imagens Foto: Reprodução/ Instagram/ Nikita Klaestrup
Quando questionada sobre o sucesso que vem fazendo em todo o mundo, Nikita ressaltou que está muito surpresa. “Eu não tinha ideia que eu me tornaria viral dessa maneira. É muito gratificante ter toda essa atenção”, disse. E sobre ter feito sucesso até no Brasil, um país culturalmente diferente da Dinamarca, ela fica lisonjeada: “Tomara que eu consiga usar isso para para visitar o Brasil um dia”.
A jovem não tem intenção de participar como candidata em eleições. “Mas eu gostaria de trabalhar com comunicação política e nas campanhas”, reforçou. E a militância dela continua: “Escrevo bastante sobre política. Já escrevi para quase todos os grandes jornais da Dinamarca e, agora, tenho um blog num jornal dinamarquês com muitos leitores”, finaliza.


Delatores relacionam tesoureiro do PT a esquema investigado na Lava Jato

Em depoimentos, eles disseram que Vaccari pediu doações de origem ilícita.
Defesa diz que ele 'repudia' teor das delações e que doações foram legais.

Do G1, com informações do JN
Dois novos depoimentos de executivos de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato relacionam o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ao desvio de dinheiro em obras da Petrobras.
VEJA O VÍDEO
Gerson Almada, um dos presos da Lava Jato e ex-vice-presidente da Engevix, e Eduardo Leite, vice-presidente da construtora Camargo Corrêa, relataram aos investigadores da Lava Jato contatos com Vaccari nos quais o tesoureiro teria solicitado doações ao partido oriundas de propinas obtidas em contratos das empresas com a Petrobras.
A defesa de João Vaccari Neto declarou que ele repudia as referências feitas pelos dois delatores e que o tesoureiro do PT não recebeu nem solicitou contribuições de origem ilícita para o PT.
Segundo a defesa, as doações solicitadas por Vaccari foram realizadas por meio de depósitos bancários, com toda a transparência e a devida prestação de contas às autoridades.
Nesta terça-feira, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que Vaccari, que integra a Comissão Executiva Nacional da legenda, é "inocente até que se prove o contrário" e, enquanto não houver condenação, nenhum filiado será afastado do partido.
Gerson Almada
Ex-vice-presidente da empreiteira Engevix e preso desde novembro, Gerson Almada disse que tinha contribuições a dar à investigação e pediu para ser ouvido pela Justiça.
Ele afirmou que, em reuniõs com executivos das empreiteiras, eram feitos acertos entre as empresas que faziam obras para a Petrobras, o chamado cartel.
"Teremos um quadro de obras a serem realizadas. Quem tem interesse na obra tal? 'Eu tenho interesse', 'eu tenho e tal, obra tal'. Logicamente, as obras maiores e melhores todo mundo queria. Entao muito dificil foi ter realmente concorrências que funcionaram 100%", disse.

Almada citou várias obras em que pagou propina, como a da refinaria Arthur Bernardes, em Cubatão (SP), e disse que, para os diretores da Petrobras, não importava quem iria ganhar a licitação porque o vencedor teria de pagar propina.

"Eles estavam tranquilos com qualquer um que ganhasse. A gente entrava numa rodovia chamada Petrobras e tem que pagar o pedágio. Você está trafegando e teria que pagar pedágio", afirmou.

Gerson Almada relatou pagamentos de propina em obras de duas diretorias: a de Abastecimento e a de Serviços.

"Eu já tinha esse vínculo com os contratos da Diretoria de Serviços. Então, em outros contratos que não eram de abastecimento já existia um tipo de relacionamento partidário de pessoas que faziam o meio de campo entre eu, a empresa e os partidos", declarou.

Em contratos da Diretoria de Serviços da Petrobras, o contato era Milton Pascowitch, investigado na Operação Lava Jato por suspeita de ser um dos operadores do esquema de corrupção na estatal. O Jornal Nacional não conseguiu contato com Pascowitch.

Indagado durante o depoimento pelo juiz Sérgio Moro sobre o partido ao qual estava se referindo, respondeu: "Partido dos Trabalhadores". Almada relatou que fez repasses de propina que variavam entre 0,5% e 1% do valor dos contratos com a Diretoria de Serviços. Segundo ele, a pedido de Pascowitch, ele repassou dinheiro para campanhas eleitorais do PT e disse fez acertos com o tesoureiro João Vaccari Neto.
"O Milton veio falar: 'Olha, Gerson, acho que você precisa manter um relacionamento com o partido, você precisa manter um relacionamento com o cliente e eu me proponho a fazer isso, eu tenho condição de fazer'. Ótimo! Seja bem vindo", afirmou Almada.
"Como ele [Pascowitch] tinha um relacionamento com o PT na Diretoria de Serviços, ele também trazia pedidos não vinculados a obras, mas vinculados a doações para partidos nas épocas das eleições ou em dificuldades de caixa do partido. Teve um ano que eu doei - era um ano eleitoral -, fiz duas doações para ao PT. Essas doaçoes eram ajustadas com João Vaccari e, antes, Paulo Pereira.

Logo depois do depoimento, os advogados de Gerson Almada apresentaram um pedido de liberdade para ele, que está preso na Superintendencia da Polícia Federal, em Curitiba. Segundo a defesa do executivo, Almada contribuiu para a descoberta da verdade e por isso deveria ser solto. Almada renunciou ao cargo de vice-presidente da Engevix no último dia 15 de janeiro e não exerce mais nenhum cargo na empresa.

Eduardo Leite
As supostas doações ao PT foram citadas também pelo vice-presidente da construtora Camargo Corrêa, Eduardo Leite, que fez acordo de delação premiada com o Ministério Público.
Em depoimento, Leite disse que, "por volta de 2010", foi apresentado a João Vaccari Neto em um restaurante de São Paulo. Depois, Vaccari o procurou e marcou um jantar. Nesse encontro, segundo relatou, o tesoureiro do PT disse que tinha conhecimento de que a Camargo Corrêa estava "atrasada" com seus compromissos, isto é, pagamentos de vantagem indevida relacionados a contratos da construtora com a Petrobras.
Segundo Eduardo Leite afirmou no depoimento, Vaccari perguntou se não havia interesse em "liquidar esses pagamentos mediante doações eleitorais oficiais". De acordo com o executivo, o valor era certamente superior a R$ 10 milhões. Mas ele não esclareceu no depoimento se as doações foram efetivamente realizadas.

Segundo o Ministério Público Federal, Vaccari indicava para quais contas de diretórios do partido deveriam ser feitas as doações.
O JN não conseguiu contato com Eduardo Leite, e a Camargo Corrêa não respondeu ao e-mail enviado pela produção.

Paulo Bernardo ataca imprensa e se defende de acusações


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Em artigo publicado nesta terça-feira, 17, no jornal Folha de S. Paulo, o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT) se defende e reage por ter seu nome envolvido em pedido de propina de recursos desviados na Petrobras. “Centenas de reportagens foram publicadas com os mesmos elementos: em 2010, Paulo Bernardo Silva, então ministro do Planejamento, teria pedido ao então diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, uma doação de campanha para Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado”, disse Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra da Casa Civil e que responde inquérito aberto no STF por participar do esquema.
Paulo Bernardo não explicou sua condição de testemunha de Ricardo Pessoa, dono da UTC, preso em Curitiba, que responde por desvio de dinheiro da Petrobras e contumaz financiador das campanhas eleitorais. E também deixou de registrar que ele, Bernardo, está arrolado no inquérito da sua mulher para ser oitivado no STF.
No Leia Mais, a íntegra do seu artigo.
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Contradições e fragilidades
A fragilidade das acusações foi evidenciada pela própria Procuradoria Geral da República, que não pediu investigação contra mim
Paulo Bernardo, na Folha de S. Paulo
Na manchete da edição de 5 de março, esta Folha publicou que Paulo Bernardo estava na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para ser investigado no âmbito da Operação Lava Jato. O meu rosto foi estampado em fotos na capa do jornal e na página A4.
Desde outubro, trechos selecionados de depoimentos da Lava Jato ocupam a mídia com a citação do meu nome e do da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), minha mulher.
Centenas de reportagens foram publicadas com os mesmos elementos: em 2010, Paulo Bernardo Silva, então ministro do Planejamento, teria pedido ao então diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, uma doação de campanha para Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado.
O pedido teria sido repassado a Alberto Youssef para a remessa dos valores. O enredo incluiu ainda outra afirmação: Paulo Roberto Costa teria informado que as letras “PB”, escritas por ele em uma agenda, seriam do meu nome.
Reportagens e mais reportagens foram baseadas em informações vazadas de maneira seletiva e ilegal, posto que o processo era formalmente sigiloso. No nosso caso, sabemos hoje, além de seletivo, o vazamento foi falso, pois divulgaram algo que não consta dos autos. A imprensa ignorou tudo isso e desconsiderou o “outro lado” ao veicular tais informações.
Agora, ao ter acesso aos autos anexados pela própria Procuradoria Geral da República, pudemos ver que eles desmentem essa versão. Em depoimento, o ex-diretor da Petrobras afirmou que Youssef lhe teria dito que “havia um pleito” de Paulo Bernardo para a campanha de Gleisi Hoffmann ao Senado.
Paulo Roberto Costa teria concordado com o “repasse”, acreditando que o pedido era mesmo de Paulo Bernardo, como dizia Youssef. O problema é que o doleiro desmente isso e afirma que o pedido para a campanha de Gleisi teria partido do próprio Paulo Roberto Costa.
Com versões desencontradas, Paulo Roberto e Youssef foram chamados a depor novamente e ambos reafirmaram o que haviam dito antes. Assim, a contradição se manteve. O caso da caderneta foi esclarecido por Paulo Roberto: a sigla PB constava de uma relação apresentada por Youssef e copiada por ele, Paulo Roberto Costa.
A fragilidade das acusações foi evidenciada pela própria Procuradoria Geral da República, que não pediu investigação contra mim. As referências a Gleisi também são frágeis, sem nada nos depoimentos que possa ligá-la a qualquer pedido (ou entrega) de valores.
Contra a senadora, o procurador incluiu outra acusação, ainda mais frágil: durante o processo, Youssef declarou que o Planalto sabia de tudo – leia-se Lula, Dilma Rousseff, José Dirceu, Erenice Guerra, Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann.
Importante lembrar que o processo trata da campanha de 2010, quando Gleisi não exercia cargo público. A senadora nunca teve qualquer tipo de contato com Youssef, assim como eu também nunca tive.
A propósito: Youssef já foi preso e condenado. Livrou-se da cadeia valendo-se da delação premiada e voltou à atividade, tornando-se um dos maiores doleiros do país. Quer dizer, ele já ludibriou a lei e pode supor que ganhou com isso.
Vamos nos defender com a verdade e as armas do Estado democrático de Direito para restaurar a dignidade do nosso nome, duramente atingida pelas precipitações que fermentam o noticiário.
Não prescindimos do papel da imprensa como instrumento de esclarecimento público e de busca da verdade, mas achamos que há algo de muito errado nesse frenético publicar de informações vazadas seletiva, falsa e ilegalmente, sem o direito ao contraditório.
Além de desconsiderarem a presunção de inocência, valor fundamental na democracia, esses procedimentos põem em causa os princípios do processo justo.

Paulo Bernardo Silva, 63, é funcionário de carreira do Banco do Brasil. Foi ministro do Planejamento (governo Lula) e das Comunicações (governo Dilma).

PF descobre fraude imobiliária de R$ 100 milhões na Caixa


Foto: Cleber Junior / Agência O Globocaixa-1 - cleber junior - o globo
d’O Globo:
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Dolos, para desarticular um esquema de fraudes em cem contratos de financiamentos de imóveis na Caixa Econômica Federal. O prejuízo estimado é de R$ 102 milhões e a organização criminosa atuaria em três agências no Rio (Pio X, no Centro; Riachuelo, no Bairro de Fátima, e Lote XV, em Duque de Caxias), além de ligações com São Paulo e Minas Gerais.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa agia em conjunto com empregados da Caixa, que facilitariam o recebimento de valores de contratos de até R$ 1 milhão, aceitando documentos falsos e liberando os recursos sem as devidas garantias. A maioria dos imóveis ficava na Região dos Lagos, no Rio, tendo alguns recebido sobrevalorização de 1.000% do valor real de mercado. Alguns imóveis nem existiriam.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, nessas três agências bancárias a liberação desses financiamentos ocorria em um prazo médio inferior a quatro dias, enquanto a praxe é que o processo leve mais de um mês.
O esquema teve início em 2012 e se estendeu até 2013. As ações fraudulentas foram interrompidas em 2014, quando, de acordo com a Caixa, o esquema foi detctado pela PF e medidas administrativas foram tomadas.
Nas declarações de Imposto de Renda informadas, as rendas declaradas não correspondiam ao mercado de trabalho brasileiro. Por exemplo, um comissário de bordo apresentava salário de R$ 42.900, um motorista com rendas mensais de R$ 37.900 e um tecnólogo com rendimentos de R$ 35 mil por mês.
Os investigados estão sendo indiciados por associação criminosa, falsificação de selo ou sinais públicos, falsificação de documentos públicos, estelionato, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de capitais.
– A operação tem elementos suficientes para que sejam indiciados grande parte dos investigados – afirmou o coordenador da Operação Dolos e delegado da PF Rafael Andreata.
Na manhã desta terça-feira, 130 policiais federais cumprem 65 mandados, sendo 34 de condução coercitiva (29 no Rio) e 31 de busca e apreensão, além do afastamento de dez empregados públicos, sequestro de 20 veículos e bloqueio de dezenas de contas correntes.
O homem apontado como principal operador do esquema, um intermediador privado, foi preso nesta terça-feira em Itaboraí, na região metropolitano do Rio. Ele foi detido em flagrante após ser encontrada uma arma de uso restrito em sua casa durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão.
Um dos envolvidos na fraude demonstrou-se disposto a colaborar com as investigações sob o esquema de delação premiada.
– Já houve afastamentos e demissões. Contas foram bloqueadas, bens confiscados e a Caixa está à disposição para ajudar a PF a reaver valores e retornar esse dinheiro aos cofres públicos – disse José Domingos Martins, superintendente regional da Caixa.
Dez funcionários da Caixa foram afastados de suas funções, sendo que quatro já foram demitidos.

MPF diz que propina foi “esquentada” via doação oficial ao PT


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O ex-diretor da Petrobras Renato Duque foi preso nesta segunda-feira (16) na décima fase da Operação Lava Jato. O ex-diretor e outras 26 pessoas foram denunciadas pelo MPF por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro – entre elas o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Os procuradores afirmam ainda ter a convicção de que pelo menos R$ 4,6 milhões foram lavados através de doações oficiais de campanha feitas por empreiteiras investigadas para candidatos do PT entre 2008 e 2010. As informações são da Gazeta do Povo.
De acordo com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, foram realizadas 24 doações oficiais de campanha em 18 meses para dissimular a origem ilícita do dinheiro desviado da Petrobras. Os pagamentos foram feitos entre outubro de 2008 e abril de 2010 a pedido do ex-diretor Renato Duque, ligado ao PT. De acordo com a denúncia do MPF, o tesoureiro do partido, João Vaccari, indicava as contas dos diretórios onde os depósitos deveriam ser realizados. Segundo os delatores do esquema, a doação oficial de campanha era uma forma de”esquentar” a propina por obras da Petrobras.
Duque foi preso no Rio de Janeiro e foi transferido nesta segunda-feira à noite para Curitiba, sede da Operação Lava Jato. Além de Duque, outros quatro denunciados pelo MPF foram presos nesta segunda: o empresário Adir Assad, Sonia Branco, Dário Teixeira Alves Junior e Lucélio Góes – filho do operador Mario Góes, preso na deflagração da nona fase da Lava Jato.A denúncia envolve o desvio e lavagem de dinheiro a partir de quatro obras da Petrobras: Replan (Paulínia/SP), Repar (Paraná), Gasoduto Pilar/Ipojuca e Gasoduto Urucu-Coari. As empresas responsáveis pelas obras foram a OAS, Mendes Junior e Setal – que tiveram executivos denunciados.
Ao todo, 27 pessoas foram denunciadas, sendo cinco operadores – entre eles o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e o ex-gerente da estatal Pedro Barusco.
Ao cumprir mandados de busca e apreensão na casa do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, a Polícia Federal encontrou um compartimento secreto, onde o ex-diretor guardava documentos e bens de valor. Essa é a 2.ª vez que Duque foi preso pela Operação Lava Jato. A 1.ª foi em novembro. Ele foi solto cerca de 20 dias depois, por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.
No pedido de prisão, o MPF alega que Duque estaria movimentando dinheiro depositado em contas no exterior. Segundo as investigações, o ex-diretor tem R$ 70 milhões em uma conta em Mônaco. Parte do dinheiro foi transferida para o país em 2014.

Governo cede e clubes terão 20 anos para quitar dívida de R$ 4 bilhões


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Informa o Estadão que o governo federal cedeu à pressão e parcelará as dívidas dos clubes brasileiros, que somadas chegam a R$ 4 bilhões, em 240 meses. Anteriormente, a intenção do governo era parcelar este valor em 180 meses e cobrar uma entrada no valor de 10% da respectiva dívida. Agora, além do prazo maior, a entrada de 10% não será mais exigida. O anúncio será feito nesta tarde.

Francischini quer câmeras de segurança em praças de pedágio


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Projeto de lei do deputado prevê instalação do equipamento que monitora placas de veículos de forma integrada com a Sesp
O deputado estadual Felipe Francischini (SD) apresentou projeto de lei que prevê a instalação e monitoramento de câmeras OCR nas praças de pedágio do Paraná. A ideia é utilizar toda essa tecnologia a favor da segurança pública, além de proporcionar a integração dos sistemas das concessionárias com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná e aumentar o poder de atuação da pasta.
“As informações sobre os veículos que cruzam nossas estradas são ferramentas importantes para a segurança pública em inúmeros casos, como tráfico de drogas, armas, pessoas, roubo e furto de veículos, contrabando e descaminho. Estas informações trarão benefício direto às atividades da polícia e da inteligência, além de terem reflexo imediato na qualidade do planejamento e execução de operações policiais”, afirmou o deputado.
O sistema OCR (leitura de placas de automóveis) permite identificar veículos com alguma ocorrência policial nos acessos e divisas com outros municípios. Depois de ser sancionada e publicada a lei, as cconcessionárias de pedágio terão 90 dias para integralizar seu sistema de imagens com o da Secretaria de Segurança do Paraná.

Mulher dorme na mesma cela que homem em delegacia, diz internauta


Internauta disse que flagrante foi feito em delegacia de Palmas.
Secretaria de Segurança Pública disse que desconhece o caso.

Do G1 TO
Mulher é flagrada na mesma cela que homem; caso teria acontecido em delegacia em Palmas (Foto: Divulgação)Mulher é flagrada na mesma cela que homem; caso teria acontecido em delegacia em Palmas
(Foto: Divulgação)
Uma mulher foi flagrada detida na mesma cela que um homem em uma delegacia de Palmas. O registro foi enviado ao G1 por um internauta que preferiu não ter a identidade revelada. Ele disse que o flagrante aconteceu no último sábado (14), na 1ª Delegacia de Polícia Civil, localizada na avenida Theotônio Segurado, região sul da capital. A Secretaria de Segurança Pública disse que desconhece o caso, mas que reconhece que a delegacia fica na região sul da capital.
Segundo o internauta, o registro foi feito na manhã de sábado e a informação é de que os dois tenham dormido juntos na mesma cela. Conforme as informações, a mulher e o homem foram presos por crimes distintos. Ela, que inclusive estaria grávida de três meses, foi presa por esfaquear o próprio marido. Já o homem, teria sido detido por porte ilegal de arma de fogo.
De acordo com o advogado, membro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/TO, Stephane Maxwell da Silva Fernandes, a Lei de Execuções Penais (nº 7210/84), no § 1° do artigo 82, determina que a mulher tende ser recolhida a estabelecimento próprio e adequado à sua condição pessoal.

Ainda segundo o advogado, a situação de vulnerabilidade da mulher está mais acentuada pelo fato dela estar gestante, tendo assim o direito a uma indenização, a ser paga pelo estado do Tocantins, maior do que a de outra mulher que não esteja grávida.

'Achei que fosse morrer', diz ator sobre assalto em favela no Rio


Aplicativo direcionou Tadeu Aguiar e Sérgio Menezes para o Chapadão. 
'É um peso no peito', afirmou Aguiar, que atuou em peça após o crime.

Do G1 Rio
Tadeu Aguiar (Foto: TV Globo/Estevam Avellar)Tadeu Aguiar foi rendido em Costa Barros
(Foto: TV Globo/Estevam Avellar)
A arma na cabeça, os equipamentos e o carro roubados e o medo da morte ainda assombram o ator Tadeu Aguiar após um assalto sofrido no morro do Chapadão, no subúrbio do Rio, na última semana. "Fico relembrando a cena o tempo inteiro. É impressionante. É um peso no peito horrível", disse nesta terça-feira (17) o ator, que atua em Babilônia, da TV Globo, após 20 anos longe das novelas.

Quatro dias após o crime, ainda existe o medo. "Eu iria ontem para um evento, acabei não indo. Estava com medo de voltar para casa", contou. O caso foi citado na coluna Gente Boa, do jornal O Globo.
Estava em um estado letárgico, sem saber o que fazer. Pensava que poderíamos ter morrido"
Tadeu Aguiar
Por volta das 17h45 da última sexta-feira (13), os atores Tadeu Aguiar e Sérgio Menezes dirigiam o carro em direção ao SESC Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde encenariam a peça "Bilac vê estrelas". O trânsito na Linha Amarela, já complicado normalmente em uma tarde de sexta-feira, estava pior por causa da chuva.
O aplicativo Waze, que indica alternativas de trânsito para o motorista, apontou que o melhor caminho era pelo bairro de Del Castilho, pelo qual eles supostamente chegariam a Nova Iguaçu em 35 minutos. Se continuassem na Linha Amarela, seria pelo menos uma hora a mais de trânsito.
"Quando me dei por mim, estávamos em frente à Estação Costa Barros, e logo depois já na subida da comunidade. Um homem passou com uma moto e encostou no carro, já me pedindo para sair com a arma na minha cabeça. Foi um momento terrível", contou Tadeu Aguiar ao G1.
Sérgio Menezes (Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda)Sérgio Menezes estava com Tadeu
(Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda)
Segundo ele, o bandido roubou sua corrente, o celular dele e de Sérgio Menezes, o carro e todo o equipamento de som do espetáculo. Quando o criminoso foi embora, os atores ficaram em silêncio em meio à favela. "Estava em um estado letárgico, sem saber o que fazer. Pensava que poderíamos ter morrido", conta.
Pouco depois, uma moradora se aproximou e ofereceu o celular para que eles ligassem para a produção do espetáculo. Um outro morador, ao saber do que acontecera, deu uma bronca em ambos: "Isso acontece o tempo todo. Você nunca devia ter vindo por aqui", teria dito o morador.

Lembranças em cena
Após conseguir se comunicar com a produção do espetáculo, os atores foram encenar o espetáculo no Sesc de Nova Iguaçu. Por ironia, Tadeu interpreta um personagem que sequestra outro durante a peça.
"Foi horrível, me senti muito mal em atuar na peça depois de tudo que aconteceu. Mas tive que fazê-lo", afirmou Tadeu, que após o espetáculo fez um registro pelo roubo do carro e dos equipamentos na 14ª DP, no Leblon, na Zona Sul do Rio.

"Por mais que a violência esteja nas nossas vidas, a gente nunca espera que possa acontecer com a gente. Você nunca está seguro", lamentou.

De acordo com informações da 14ª DP, as vítimas foram ouvidas e as investigações estão em andamento para identificar a autoria. O caso foi encaminhado para a 39ª DP (Pavuna), área onde o fato aconteceu para continuar com as investigações.