Mensagens de texto mostram como família teria planejado assassinato


Seis pessoas, cinco da mesma família, estão presas em Catanduva (SP).
Polícia Civil encontrou conversas entre suspeitos nos celulares.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba
A equipe da TV TEM teve acesso exclusivo a mensagens de texto trocadas entre os suspeitos de terem matado um jovem de 24 anos em Catanduva (SP), em fevereiro deste ano. O caso ganhou repercussão porque dos seis suspeitos, cinco são da mesma família. As conversas foram retiradas dos celulares da família pela perícia. Segundo a polícia, a crueldade do que foi escrito pode ajudar nas investigações.
A vítima, Rafael de Lima Serrano, foi morta com uma facada e três tiros, dentro da casa da ex-namorada, a jovem Natália Cristina Estaine, de 22 anos. Segundo a polícia, Natália, a mãe, a irmã, o atual namorado, um cunhado e um amigo teriam armado a emboscada e chamado o rapaz para uma conversa na casa. Ainda conforme a a investigação, o motivo do crime foi a gravidez da ex-namorada e discussões em torno da paternidade.
Todos os suspeitos estão presos e o inquérito deve ser concluído até a semana que vem e entregue ao Ministério Público. Se condenados, a pena pode chegar a 30 anos de prisão.

Além das provas colhidas ao longo da investigação a polícia conseguiu ter acesso a mensagens trocadas pelos suspeitos por meio de um aplicativo de celular. Nas conversas eles revelam detalhes de como tudo foi planejado e acabou na morte do jovem.
A polícia informa que os suspeitos teriam convidado Rafael para uma conversa dentro de casa por causa da gravidez, quando o mataram. “A conduta de cada um já está individualizada, desde a preparação, passando pela execução e a ocultação do cadáver e de fraude processual, por terem limpado o local do crime”, afirma o delegado Hélvio Bolzani.
As principais mensagens saíram do celular de Natanael da Silva Estaine. Ele é o atual namorado e primo de Natália, a ex-companheira da vítima.
Nos diálogos antes do dia do homicídio, Natanael e Natália falam sobre o convite feito à vítima para uma conversa.
Natália: “Minha mãe falou que ele já foi atrás dela logo cedo. Ele falou que vai.”
Nataniel: “Beleza. Não é para você trocar ideia com ele.”
Cinco pessoas da mesma família são presas suspeitas de matar homem (Foto: Reprodução/TV TEM)Cinco pessoas da mesma família são suspeita
de matar Rafael (Foto: Reprodução/TV TEM)
Nataniel também troca mensagens com a irmã de Natália, Tamires Estaine. A mulher pergunta se ele vai mesmo cometer o crime.
Tamires: “A minha irmã falou que você tá seco para pegar o cara?”
Natanael: “Como estou. Quero machucar muito antes dele morrer.”

No dia do homicídio, a cunhada volta a falar com o Natanael, e um trecho da conversa é usado pela polícia para incriminar a mãe das jovens de participar do crime. Ela convidou a vítima para ir à casa da família.
Tamires: “Ele falou para mãe se não era melhor falar pelo celular. A mãe falou que não. Melhor pessoalmente.”
Natanael: “A sim, melhor falar pessoalmente.”
No dia seguinte à morte de Rafael, a cunhada e o suspeito de comandar o homicídio conversam de novo.
Tamires: “Cunhado, nota mil para você. Você é o cara. Parabéns.”
Natanael: “Obrigado."
Ela comenta também sobre os disparos que Natanael teria feito dentro do quarto. Tamires foi a responsável por aumentar o volume de um aparelho de som para abafar o barulho dos tiros.
Natanael:  “Mas, foi louco, né? Você curtiu, cunhada?”
Tamires: “Opa. Hora que eu estava no rádio (aumentando o volume do som), eu vi você dando o tiro na cara que doeu meu ouvido.
Um dos suspeitos preso pela polícia (Foto: Reprodução/ TV TEM)Momento da prisão de Natanael, suspeito de ter
atirado na vítima (Foto: Reprodução/ TV TEM)
Entenda o caso
A polícia de Catanduva prendeu seis pessoas, sendo cinco da mesma família, suspeitas de matar um rapaz de 24 anos. Segundo a investigação, o motivo do crime foi a gravidez da ex-namorada e discussões em torno da paternidade. As prisões foram feitas no dia 19 de fevereiro.
Rafael de Lima Serrano foi morto com uma facada e três tiros, dentro da casa da ex-namorada, Natália Cristina Staine. Ela, a mãe, a irmã, o atual namorado, um cunhado e um amigo teriam armado a emboscada. Com eles, a polícia apreendeu um revólver e um canivete, além do carro que teria sido usado para transportar o corpo para um canavial, onde foi encontrado. Eles confessaram o crime.
A vítima acreditava ser o pai do filho que Natália está esperando. Segundo a polícia, em conversa por mensagem telefônica com uma amiga, a vítima disse que iria até a casa da ex-namorada para resolver o assunto.
O encontro teria sido marcado pela mãe de Natália, e lá também estava o atual namorado da jovem, Natanael da Silva Estaine, que também é primo dela, com dois amigos, um deles menor de idade. Segundo a polícia, Natanael confessou ter atirado três vezes na vítima e ainda atingido o jovem com um canivete. O corpo de Rafael foi encontrado três dias depois do crime em um canavial em Catanduva.
Parte da conversa que a polícia apreendeu nos celulares (Foto: Reprodução/ TV TEM)Parte da conversa que a polícia apreendeu nos celulares (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Prefeito de São Sebastião do Alto, RJ, é preso após flagrante de propina


Mauro Henrique Chagas foi preso pela Polícia Federal nesta quarta (18).
Prefeito teria cobrado propina de R$ 100 mil para empresário.

Do G1 Região Serrana, com informações da Inter T
Mauro Henrique Chagas (PT), prefeito de São Sebastião do Alto, na Região Serrana do Rio, foi preso pela Polícia Federal na BR-101, em Macaé, nesta quarta-feira (18). Segundo a PRF, ele foi abordado durante o pagamento de uma propina no valor de R$ 100 mil, exigida por ele mesmo, para que um empresário pudesse começar obras nas áreas de saúde e saneamento no município. O valor representa 10% de duas licitações para a execução dos serviços.
Mauro Henrique Chagas (Foto: Divulgação)Mauro Henrique Chagas (Foto: Divulgação)
O ponto de encontro para o recebimento da propina foi um posto de gasolina às margens da BR-101. "O empresário já sabia da operação e colaborou com a Polícia Federal. Os agentes usaram roupas de uma suposta empresa de terraplanagem para fazer o flagrante, cercando o carro do prefeito", diz a PRF.
A reportagem do G1 entrou em contato com a assessoria do prefeito Mauro Henrique Chagas através de e-mail, conforme exigido pela mesma, mas até a publicação desta matéria ninguém se pronunciou.
Mauro Henrique Chagas era vice-prefeito de Carmond Bastos (PT) e assumiu a prefeitura em abril de 2013. O prefeito eleito Carmod Bastos foi afastado do cargo após denúncias de irregularidades administrativas e instauração de uma CPI na Câmara de Vereadores. Carmond foi condenado por oito crimes, entre eles, fraudes em dispensa de licitação e aumento do próprio salário, sem lei que autorize.
Prefeito teria cobrado propina de R$ 100 mil para empresário. (Foto: Reprodução / Inter TV)Prefeito teria cobrado propina de R$ 100 mil para empresário (Foto: Reprodução / Inter TV)
Mauro Henrique Chagas foi preso pela Polícia Federal nesta quarta (18). (Foto: Reprodução / Inter TV)Mauro Henrique Chagas foi preso pela Polícia Federal nesta quarta (18) (Foto: Reprodução / Inter TV)

Empreiteiras lucraram até 4 vezes o que deram de propina, diz procurador


Foto: Avener Prado/ Folhapress procurador-1
de Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo:
Um ano depois da deflagração da Operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima diz que ela “andou num ritmo muito mais rápido do que o que nós estávamos acostumados a trabalhar”.
Ele, no entanto, acredita que as investigações estão apenas “arranhando o verniz de uma estrutura muito maior”, que seria a forma como se financia a política no país. Defendeu mudanças profundas no sistema político. E afirmou que esquemas de corrupção, como o que agora é revelado na Petrobras, fazem parte de uma engrenagem que funciona como “um relógio gigantesco”. Ele pode até “perder algumas peças que são substituídas por outras. Mas funciona até independente da vontade dessas peças”.
A seguir, a entrevista com o procurador:
Aos 50 anos, Carlos Fernando fez parte da força-tarefa que investigou o escândalo do Banestado, na década de 90, o primeiro a usar em larga escala a delação premiada como forma de investigação. Na semana passada, ele recebeu a Folha para uma entrevista exclusiva. A conversa foi acompanhada, em alguns momentos, pelo procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Força Tarefa que investiga o escândalo.
Segundo o procurador, quem mais ganhava com a corrupção na Petrobras eram as empreiteiras. “O esquema gerava um lucro para elas que deveria ser três ou quatro vezes o custo da propina.”
FOLHA – O Brasil vive um momento de polarização política. Uma parte do país pressiona o Ministério Público, “tem que pegar a presidente Dilma Rousseff e tem que pegar o Lula”. Uma outra parte que diz que vocês estão conduzindo as investigações só para incriminar os dois. Existe alguma suspeita sobre a presidente da República, com o que vocês já conhecem? E até que ponto, existindo ou não essa suspeita, esse clima interfere e conturba a investigação?
CARLOS FERNANDO – A primeira questão é delicada. Todos os casos que nós investigarmos estarão dentro da nossa atribuição. Quando surge alguém que tem foro privilegiado [direito de ser julgado em cortes superiores por ocupar cargo público, como presidente, governadores e parlamentares], nós imediatamente chamamos a equipe da PGR (Procuradoria-Geral da República, que pode denunciar autoridades com foro). Então nós não colocamos a mão nesta cumbuca. Em segundo lugar, não existe escolha [de quem deve ser investigado]. Nós somos procuradores da República. Nós temos um modo de pensar muito peculiar: cometeu erro, não importa quem seja a pessoa. Vamos fazer o que tem que ser feito. Nós não fazemos essa distinção [política].
Agora, evidentemente esse ambiente polarizado dificulta bastante o nosso trabalho e facilita bastante o trabalho dos acusados. Por quê? Porque eles usam o ambiente polarizado para nos imputar uma atuação política que nós não temos nem podemos ter. Claro que todas as pessoas têm a sua orientação política, isso independe. Mas, no trabalho, nossa esquipe é bastante heterogênea e não existe nenhuma orientação. As pessoas parecem não compreender aquela frase que o [procurador-geral Rodrigo] Janot falou na sabatina [do Senado, quando foi indicado para o cargo, em 2013]: “pau que dá em Francisco, dá em Chico”. Essa deve ser a regra do Ministério Público realmente. Não faz a menor diferença se for A ou se for fulano B.
Vocês não elegem uma caça?
Não. É claro, se eu olho o momento em que eu estou fazendo a investigação, como um investigador federal –e portanto para mim o que interessam são os crimes federais–, e eu olho o tempo de poder exercido por um partido e por outro, eu obviamente tenho pessoas mais ligadas a uma tendência [política] do que de outra [envolvidas no escândalo]. Mas isso não é uma escolha minha. São os fatos. E os fatos muito antigos prescrevem. Eu não vou perder dinheiro público investigando fatos que estão prescritos [que teriam ocorrido em governos anteriores].
DELTAN DALLAGNOL – Nem pode. Existe um impedimento legal de se investigar fatos prescritos.
CARLOS FERNANDO – Então tecnicamente a questão é muito simples. Mas realmente o ambiente polarizado do país nos prejudica muito. Ninguém quer aqui ser hostilizado nem virar herói. Só quer fazer o seu trabalho e ir para casa. Essa a nossa posição.
Há contradição entre os depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Yousseff. O primeiro diz que autorizou, via Yousseff, o envio de recursos do esquema da Petrobras a Antonio Palocci, que os destinaria à campanha presidencial de Dilma Rousseff. O doleiro nega. Vocês admitem que pode haver mentiras nas delações?
DELTAN – Se você colher o depoimento de uma testemunha por dez vezes, de uma pessoa correta, quanto mais colher o depoimento, mais ela vai entrar em contradições. Depoimentos de dez testemunhas isentas serão dez perspectivas sobre o mesmo fato. Nos EUA, eles dizem: “As diferenças aumentam o valor do que os depoimentos têm em comum. Porque elas mostram que não existiu um ajuste, um prévio acordo [entre os delatores].
E neste caso do Palocci? E se vocês não conseguirem provar quem está falando a verdade?
Aí em dúbio pro réu. O sistema já resolve essa questão. Eu percebo muito essas contradições [entre os depoimentos dos delatores]. Neste caso os depoimentos vão ser, e devem ser, confrontados em juízo. Nós mesmos tomamos o cuidado de fazer depoimentos complementares sobre pontos em que identificamos que duas pessoas realmente estão em conflito. Temos que descobrir quem é verdadeiro. Se não for [assim], eu entendo que não podemos nem sequer usar esse documento.
Às vezes a pessoa fala “eu sei que fulano de tal e fulano de tal comandaram tudo”. E nós muitas vezes chamamos os colaboradores aqui de novo e dizemos: “Você falou isso. Você soube disso como? Você viu?”. É a pergunta certa a ser feita. E aí se percebe que a pessoa às vezes inferiu, deduziu.
O doleiro Alberto Yousseff declarou num depoimento que “o Lula e a Dilma sabiam”, frase publicada na reta final das eleições de 2014. Ele terá que falar como, quando e onde soube disso?
CARLOS FERNANDO – Exatamente. Esclarecer. Aquela frase ficou solta.
Aquela velha coisa que se diz, “mas é óbvio que…”
CARLOS FERNANDO – [Interrompendo] “Óbvio” é uma inferência. Para nós não gera nenhum tipo de conclusão criminal. Porque são raciocínios subjetivos. Eu mesmo tenho uma série deles. Eu acredito que muitas coisas sejam verdade apesar de que eu não posso provar. E isso não é suficiente para fazer uma acusação.
DELTAN – O grau de exigência comprobatória para uma condenação é muito elevado.
E qual será a amplitude da investigação da Lava Jato? As empreiteiras sob investigação que praticaram irregularidades na Petrobras são prestadoras de serviços de outros órgãos do governo federal e também de administrações estaduais e municipais de vários partidos.
CARLOS FERNANDO – E nem vou demonizar as empreiteiras [envolvidas na Lava Jato] porque não são só essas empreiteiras [que cometem irregularidades no país]. Esse é um sistema todo.
DELTAN – São estruturas que devem mudar.
Existe a possibilidade de um dos delatores que são dirigentes dessas empreiteiras falarem de irregularidades em vários níveis de governo?
CARLOS FERNANDO – O acordo [de colaboração] sempre tem esse viés: aonde mais você vai me levar? O efeito dominó que nós desejamos significa entrega o crime que nós já sabemos [cometido na Petrobras], falar da sua participação e entregar outras pessoas. Mas eu tenho interesse de ir além. O que mais você pode trazer? Isso é valorizado para nós podermos oferecer o benefício [de diminuição da pena em troca da colaboração]. Se houver [citação de irregularidades] em outros governos, estaduais, nós vamos tomar [o depoimento] e encaminhar para autoridades estaduais. Nós não podemos fazer [a investigação no âmbito estadual].
Mas nós incentivamos [que os delatores entreguem] novos mercados, novos fatos criminosos que vão além dos esquemas que nós já conhecemos. No começo, o escândalo era numa diretoria da Petrobras. E qual foi a primeira linha de defesa? Este é um caso envolvendo [o doleiro] Alberto Youssef e [o ex-diretor da Petrobras] Paulo Roberto Costa. Aí mostramos que ele envolve a diretoria de Serviços. Depois, surgem problemas na área de comunicação. Então começam a admitir: o problema é a Petrobras. E por que nós incentivamos tanto a delação no sentido de se trazer novas áreas do governo que têm corrupção, fora da Petrobras? Para quebrar essas falácias que são jogadas na imprensa por alguns advogados que se especializaram em criar versões. Objetivamente nós incentivamos a saída da Petrobras para quebrar esses argumentos.
Infelizmente, no caso da Petrobras, a partir de certo momento se tornou uma corrupção institucionalizada. Infelizmente eles não perceberam que a Petrobras não é uma empresa de saneamento de uma cidadezinha do interior. Ela é uma empresa de capital aberto que não é propriedade exclusiva do Estado, muito menos do governo. E que tem fortes ligações e obrigações em relação a pessoas no exterior. Eles não perceberam as implicações jurídicas de toda essa situação.
Agora, essa expectativa de que podemos investigar o mundo é que me assusta porque quando a pessoa [delator] chega aqui, não tem o mundo inteiro para entregar. É uma expectativa falsa.
DELTAN – O ponto é: já não foi revelado o suficiente para mostrar que nós precisamos de mudanças? O que você precisa mais? De mais fatos ou você precisa da mudança agora? A meu ver, já foi revelado o suficiente, não no sentido de que não vamos investigar mais. A gente vai, sim. Mas a questão é: nós precisamos de mudanças estruturais, sistêmicas.
O senhor diz que o escândalo da Petrobras apenas arranha o verniz de uma engrenagem.
CARLOS FERNANDO – O doutor Deltan enfatiza sempre a necessidade de mudanças jurídicas no país. Eu pessoalmente acho que o nosso desafio é fazer uma grande mudança no sistema político, em como se financia a política no Brasil. Eu sou filho de deputado estadual. O meu pai, Oswaldo dos Santos Lima, foi deputado na década de 70. Uma vez ofereceram para ele uma direção numa fundação estadual. Ele falou: “Não, isso é coisa para roubar”. Isso já nos anos 70. O meu pai financiou a campanha dele dando uma casa de garantia por um empréstimo e com o apoio de amigos de todo o Estado. Passados quatro anos, ele não tentou mais. Ele continuava com a dívida e não tinha como fazer uma nova campanha. Desistiu. A questão é: como você produz dinheiro para fazer uma campanha [eleitoral] tão cara?
Há uma engrenagem criada para financiar a política no país?
CARLOS FERNANDO – Não tenho dúvida. Hoje olhando os depoimentos todos [da Operação Lava Jato] e como tudo funciona, digo que é uma engrenagem para financiar a política no Brasil. Não é restrita à Petrobras nem ao nível federal. Eu até acho que o nível federal ainda é um pouco mais vigiado. Em São Paulo, o Ministério Público é muito forte. Mas há Estados em que as coisas são bem mais difíceis, né?
Na primeira vez em que nós conversamos com o Paulo Roberto Costa para negociar a delação premiada, ele falou: “Isso [corrupção] começou em 1808, com a chegada de dom João VI no Brasil”. A Quinta da Boa Vista era de um mercador de escravos e ele a ofereceu para Dom João morar. E a partir daí o privado e o público se misturaram para sempre no Brasil. Essas foram as primeiras frases do Paulo Roberto Costa.
Então essa engrenagem é um relógio gigantesco que pode perder algumas peças que são substituídas por outras. Mas ele funciona até independente da vontade dessas peças.
Os escândalos se sucedem e a engrenagem não muda.
CARLOS FERNANDO – De qualquer maneira eu vejo como evolução. Sem o mensalão, sem o escândalo do TRT [Tribunal Regional do Trabalho, em que o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto foi condenado por desviar cerca de R$ 170 milhões da construção de um fórum] de São Paulo na década de 1990, que são emblemáticos, eu não acredito que estaríamos nessa situação [da Operação Lava Jato]. A nossa pretensão aqui é investigar, revelar os fatos, alcançar punição e quem sabe isso tenha um bom proveito para mudar o país, um pouquinho que seja, né? Nada extraordinário, mas pelo menos um pouco.
Que mudanças seriam essas?
CARLOS FERNANDO – Eu não acredito em ideias meio jacobinas, de revolução, de mudanças radicais. Eu sou até um tanto quanto conservador.
O senhor defende o financiamento público de campanha?
Diagnóstico todo mundo tem. Mas a solução é complexa. Aqui mesmo, discutimos muito entre nós [procuradores] e ninguém chega a uma ideia porque os preconceitos são muitos. Alguns não gostam do financiamento público.
Mas o escândalo da Lava Jato mostra que ele hoje já é público em grande medida.
Exatamente. Se nós cortássemos o financiamento de empresas, como sinaliza o STF, já seria bom. Porque se eu não puder cortar o esquema, eu posso ao menos encarecê-lo. E um dos objetivos nossos é que a lavagem de dinheiro seja cara. As regras da lavagem não vão acabar com a lavagem de dinheiro. Mas elas vão tornar a atividade cara. Ela será de um risco muito grande. A operação terá que ser muito mais bem feita. Vamos talvez incentivar peritos em lavagem. Mas eles vão trabalhar a uma remuneração muito elevada. A remuneração no tempo do Youssef era a do doleiro, de 3%. Hoje ela está em 20 a 30%.
Já existem cálculos do total de prejuízo para a Petrobras? Quem o senhor acha que ficou com a maior parte do bolo?
CARLOS FERNANDO – Eu acho que são as empreiteiras. Ainda creio que o esquema gerava um lucro para elas que deveria ser três ou quatro vezes o custo da propina, do que elas distribuíam para os partidos. Agora, quanto desse valor elas conseguiriam num esquema legal, se tivessem obedecido todas as leis e competissem entre si, ganhassem só algumas obras, realmente ai eu acho que temos uns 10% de lucro a mais do que seria razoável.
E a tese de que as empreiteiras foram achacadas?
Nós já desmontamos. O [delator] Nakandakari falou que eles davam dinheiro para facilitar as coisas. Não era nem o [ex-diretor da Petrobras Pedro] Barusco que pedia dinheiro para ele. Era assim que funcionava. “Toma ai, você vai ter uns R$ 2 milhões para facilitar a liberação de um aditivo.” Essa é uma engrenagem. Num momento pode até parecer um achaque. No outro momento pode parecer ser oferta. Ela [propina] fazia parte da natureza das relações que eles estabeleciam entre si, desde 1808.
Há quem diga que essa operação vai quebrar o Brasil.
Quem quebrou o Brasil, se houver quebra do Brasil, terá sido a corrupção. Porque eu só vou revelar o que acontece. Eu não vou inventar. Então se o preço do nosso progresso é a corrupção, há algo errado no modelo de progresso que nós escolhemos.
Essa é uma catarse que vai ter que ser enfrentada. Não me cabe fazer um julgamento de onde parar. Ele vai parar quando parar. Agora, eu acho que a solução pretendida pela CGU [que defende um acordo de leniência em que as empresas paguem pesadas multas, mas continuem trabalhando para o governo] pode até salvar empresas e empregos, garantir a continuidade de serviços. Mas ela premia injustamente o acionista, o dono dessa empresa. Porque ele se beneficiou de um esquema e vai ser salvo. Então desapropria essa empresa, pega o dinheiro, coloca num fundo para devolver para a Petrobras e privatiza a empresa em capital aberto. Porque você salva a empresa e não premia o executivo.
Muitas vezes, quem se beneficiou economicamente da corrupção não esta sequer citado no processo porque estão protegidos por estruturas corporativas.
Que são os acionistas, em último caso?
No final das contas, são os acionistas.

Quadrilha que vendia terrenos impossíveis de serem regularizados é presa...


Da Redação

Policiais civis da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), em investigação conjunta com o Ministério Público Estadual (MPE) de São José dos Pinhais, desencadearam, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Terra de Ninguém. Ao todo, seis pessoas foram presas em São José dos Pinhais, devido a golpes imobiliários que somam cerca de R$ 20 milhões.
Conforme o delegado-titular da DEDC, Wallace de Oliveira Brito, os golpistas induziram a erro centenas de compradores mediante promessas de entrega de imóveis de impossível regularização. “Eles loteavam de maneira irregular e clandestina imóveis rurais que não podem ser loteados”, contou Brito.
A quadrilha usava empresa do ramo hoteleiro, para os quais não é exigida licença ambiental, escondendo assim o loteamento dos terrenos. “Era dada grande publicidade à venda desses terrenos irregulares”, contou o delegado.
Foram presos Silvio Barboza de Melo, 46 anos, proprietário do grupo e responsável por todas as negociações; Ana Lúcia Melo, 45 anos, sócia e administradora das empresas; Djammes Kunrath, 42 anos, responsável pela cobrança e recebimento dos valores do terrenos vendidos; Marco Antônio de Paula, 52 anos, advogado do grupo; Alcione Maria Novelle de Paula Lima, 54 anos, chefe do setopr financeiro do grupo; e Roberto Manoel Corre Neto, 27 anos, engenheiro ambiental do grupo, responsável por pleitear licenças ambientais aos órgãos responsáveis. “Estão foragidos Edmar Anderson Lanes, investidor do grupo, e Leandro Mengardo Gomes, gerente dos corretores”, contou o delegado.
Assista ao vídeo no player abaixo:


Quadrilha que matava vítimas caso crime não saísse como o combinado é presa em Curitiba


Da Redação

O segundo membro de uma quadrilha acusada por vários crimes na região do bairro Santa Felicidade, em Curitiba, foi preso nesta terça-feira (17). De acordo com a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), os dois tinham um acordo de matar as vítimas caso o crime não saísse como o combinado. Eles são suspeitos por pelo menos três latrocínios nos últimos meses e mataram uma empresária no ano passado.
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Israel (de laranja) foi preso em janeiro. Júnior, ontem. (Foto: Juliano Cunha – Banda B)
O primeiro preso foi Júnior Kozoviski, de 25 anos. Com a prisão dele, a DFR conseguiu solucionar três latrocínios ocorridos no segundo semestre de 2014. “A quadrilha começou a ser descoberta com a prisão de Israel da Rosa Pitanga, no início do ano”, disse o delegado Osmar Dechiche.
Segundo o delegado, Kozoviski foi reconhecido em duas situações. “Um latrocínio ocorrido no em agosto, onde a proprietária de uma empresa de venda de gesso acabou sendo morta e uma tentativa de latrocínio, onde um cidadão que estava saindo de casa acabou sendo alvejado na perna, fato ocorrido no mês de outubro”, contou o delegado.
Por sua vez, Pitanga foi reconhecido em outra tentativa de latrocínio onde o filho de um proprietário de uma serralheria foi baleado, após reagir a um assalto, em novembro.
Quadrilha
Os policiais chegaram até o suspeito ao investigarem uma quadrilha de ladrões que age na região de Santa Felicidade. Kosoviski foi abordado enquanto estava no interior de seu Peugeot 307, veículo que já estava sendo monitorado. “No momento da abordagem foram encontradas munições de calibre 38”, destacou Dechiche.
Kozoviski, esteve preso no 12.º DP, por tráfico de drogas, entre janeiro e fevereiro de 2010, quando foi solto pela Justiça.
O setor de investigação da DFR já qualificou outros integrantes da quadrilha e nas próximas semanas efetivará o cumprimento dos mandados de prisão.

CID GOMES MINISTRO DA EDUCAÇÃO CHAMA DEPUTADOS DE ACHACADORES

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Da Redação

Após discutir com o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), e com outros deputados, o ministro Cid Gomes (Pros) pediu a saída do Ministério da Educação no final da tarde desta quarta-feira (18). Cunha chegou a afirmar que ele havia sido demitido, mas comunicado da Casa Civil da Presidência da República confirmou que o próprio Gomes pediu para sair. O pedido foi aceito pela presidente Dilma Rousseff (PT).
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Foto: Agência Brasil
O ministro foi chamado na Câmara para explicar declaração de que haveria “300 ou 400 achacadores no Congresso”. Explicando-se aos deputados, Cid Gomes disse que há deputados que “criam dificuldades para obter facilidades”, pediu desculpas a quem se sentiu ofendido, mas partiu para o ataque, cobrando lealdade dos deputados da base e apontando ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. “Eu não sou o Ministério Público, é ele que tem o dever de procurar e investigar pessoas que agem fora da lei. Não é o meu papel”, disse Gomes.
Ele voltou a afirmar que a sua declaração teria sido privada e não poderia ser avaliada como a fala de um ministro de Estado. O ministro ressaltou que veio à Câmara “com toda a humildade” e afirmou que não via problema em se desculpar com quem tivesse se julgado injustamente ofendido.
Minutos depois, entretanto, Cid Gomes saiu do Plenário da Câmara após ser chamado de “palhaço” pelo deputado Sergio Szveiter (PSD-RJ) e ter o microfone cortado pelo presidente Eduardo Cunha.
Após a situação, o PMDB chegou a ameaçar o governo, dizendo que sairia da base caso Gomes não deixasse o cargo.
Processo
Após a discussão, Cunha disse que vai processar Cid Gomes. “Não vou admitir que um representante do Executivo agrida parlamentares e reafirme agressões inclusive chegando ao ponto de querer me nominar. Se o Executivo faz com que um representante seu venha afrontar e ofender esta Casa e não faça nada, essa Casa terá de reagir, não resta a menor dúvida disto”, disse.

Funcionário de alto escalão de empresa de telefonia é preso por estuprar menina de nove anos


Por Luiz Henrique de Oliveira e Juliano Cunha


Policiais civis do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) prenderam, na manhã desta quarta-feira (18), um alto funcionário de uma empresa de telefonia apontado como autor de um estupro de vulnerável contra uma garota de 9 anos, em dezembro do ano passado.
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Funcionário de empresa de telefonia vai responder por estupro de vulnerável (Foto: Juliano Cunha – Banda B)
Leonardo Andreata de Alcântara, 28 anos, foi capturado em casa, no Santa Quitéria. Segundo a delegada-titular do Nucria, Aline Manzatto, por volta das 13h30 do último dia 7 de dezembro, ele recolheu a vítima em seu carro, um Ford Fusson, a obrigou a praticar sexo oral e passou as mãos nas partes íntimas dela.
“A menina estava indo para a casa de uma amiga, também no Santa Quitéria, levar um gato. Mas ela se perdeu e por azar acabou pedindo informação justo para o Alcântara, que a obrigou entrar no carro e cometeu a violência sexual, caso contrário ele disse que mataria a família dela”, contou a delegada.
A delegada também comentou a maneira de agir do suspeito, que não é comum. “É difícil de um pedófilo agir dessa forma, no meio da rua, sem planejas o crime, o que nos chamou a atenção. Acreditamos que o abuso aconteceu no período de cinco a dez minutos”, descreveu.
Ainda, Aline Manzatto explicou que Alcântara  demonstra frieza. “Os familiares dele ficaram estarrecidos, mas ele permanece calado e dizendo que só falará em juízo, sem demonstrar sentimento, o que nos chama atenção”, apontou.
Investigação
Sobre a investigação, a delegada afirmou que a vítima o reconheceu com 100% de certeza. “Tanto pessoalmente quanto por imagens fotográficas. A criança se mostra chocada com o que aconteceu e não titubeia ao dizer que ele foi o autor do estupro”, disse.
Pedofilia
Além do estupro de vulnerável, Alcântara também poderá responder por pedofilia. “Apreendemos computadores em sua casa e encaminhamos para a perícia. Há possibilidade de que encontremos material pornográfico envolvendo menores, como ele mesmo nos contou”, concluiu Aline.
O suspeito trabalhava como analista de sistema consultor. Por conta da área profissional, ele possivelmente não costumava fazer serviços externos.

Após 6 horas, grávida feita refém é libertada em Riachão do Jacuípe


Sequestro começou por volta das 4h30 desta quarta; três foram presos.
Vítima foi retirada de casa e levada a uma joalheria para abrir o cofre.

Do G1 BA
Após seis horas, foi libertada a mulher grávida sequestrada em Riachão do Jacuípe, a cerca de 200 km de Salvador, na manhã desta quarta-feira (18), de acordo com a Polícia Civil. Por volta das 10h30, os dois últimos criminosos se entregaram à polícia. Três participaram do crime. Um já havia sido preso.
A vítima está sendo medicada no Hospital de Base da cidade, e os suspeitos foram encaminhados para a delegacia.
O sequestro começou às 4h30 desta quarta, quando três suspeitos invadiram a casa da mulher, que seria gerente de uma joalheria. "Um ficou na casa com marido e a filha. Outros dois levaram a gerente para a joalheria. Ela está grávida de oito meses", disse o escrivão delegacia local, José Rodrigues.
Um dos sequestradores se entregou à polícia (Foto: Raimundo Mascarenhas/ Calila Noticias)Um dos sequestradores se entregou à polícia
(Foto: Raimundo Mascarenhas/ Calila Noticias)
De acordo com a Polícia Militar, a dupla que levou a gerente para abrir o cofre da loja foi surpreendida com a aparição de uma viatura policial.
O suspeito que ficou na casa com o marido e a filha da gerente se entregou por volta das 8h30. Para isso, ele esperou a presença da imprensa local.
A situação foi acompanhada pelo 16º Batalhão da PM, de Serrinha, pela equipe da 5ª CIA, sediada em Riachão, pela Companhia Especializada do Litoral (CAEL) e pela Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO), além de equipes da PM de Nova Fátima, Capela e de Coité.
Grávida é libertada de sequestradores em Riachão de Jacuípe (Foto: Raimundo Mascarenhas/ site Calila Noticias)Grávida é libertada de sequestradores em Riachão de Jacuípe (Foto: Raimundo Mascarenhas/ site Calila Noticias)População acompanha negociação para libertação de refém em Riachão do Jacuípe (Foto: Raimundo Mascarenhas/ site Calila Noticias)População acompanha negociação para libertação de refém em Riachão do Jacuípe (Foto: Raimundo Mascarenhas/ site Calila Noticias)
Área da joalheria foi cercada pela polícia (Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Noticias)Área da joalheria foi cercada pela polícia (Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Noticias)
PM cerca casa onde filha e marido de gerente foram mantidos reféns (Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Noticias)PM cerca casa onde filha e marido de gerente foram mantidos reféns (Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Noticias)

Prefeita BETI PAVIN vistoria obra do CMEI JD OSASCO que está em fase de acabamento.


As obras de construção do CMEI do Jardim Osasco estão bem adiantadas e irão beneficiar muitas famílias da região, é uma obra muito bonita e com investimentos de quase R$ 1.500.000,00 de reais em parceria com o governo federal, através do Ministério da Educação. Nossa reportagem acompanhou a prefeita Beti Pavin visitando a obra  e
conversando  como mestre de obras que garantiu que em 30 dias poderia entregar a obra. Houve um atraso devida as chuvas que castigaram nossa cidade nos últimos meses.  Também acompanharam a vistoria o vice prefeito Ademir Goulart o Secretário Municipal de Industria e Comércio Antonio Ricardo e o Diretor da Regional do Osasco Ângelo Alberti.







Garis fecham avenida em segundo dia de greve e lixo começa a acumular em Curitiba


Da Redação
simecadodentro
Garis fecham Av. Getúlio Vargas (Foto: Divulgação Siemaco)

Os garis de Curitiba fecham desde o início da manhã desta quarta-feira (18) a Avenida Getúlio Vargas, no bairro Rebouças, em Curitiba, em frente a sede da Cavo, empresa responsável pela coleta de lixo. Os trabalhadores estão no segundo dia de greve, mas uma assembleia às 11h pode pôr fim a paralisação. Enquanto isso, em bairros de Curitiba, já há acumulo de lixo.
Ontem, o Ministério Público do Trabalho sugeriu um reajuste nos salários de 9,7% – com ganho real de 2% – e 16,4% de aumento nos tickets refeição e alimentação. A Cavo ficou de analisar a proposta e irá repassar o que foi decidido ao Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba (Siemaco). Se aceito pela Cavo, o novo valor será levado aos trabalhadores durante a assembleia.
Se a assembleia tiver resultado negativo, uma audiência de conciliação entre empresa e trabalhadores foi marcada para a tarde da próxima quinta-feira (19), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Mínimo de 40%
O TRT determinou no final da tarde de ontem que 40% dos funcionários da Cavo voltem imediatamente ao trabalho. O despacho foi feito pela desembargadora Ana Carolina Zaina, que entendeu que a limpeza pública é um serviço essencial. A multa em caso de descumprimento é de R$ 20 mil por dia. O Siemaco diz que não foi notificado e que a greve continua por tempo indeterminado.
Medidas emergenciais
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente pede à população que, em função da paralisação, evite colocar os resíduos na rua até pelo menos 48 horas após o próximo dia e horário previstos para coleta. Um planejamento especial foi montado para minimizar os impactos da paralisação, e compreende medidas que serão implantadas conforme a necessidade.
Caçambas adesivadas pelo Departamento de Limpeza Pública estão disponíveis nos terminais de transporte coletivo para receber resíduos levados pela população, mas a orientação é para que, sempre que possível, os resíduos sejam retidos em casa até que a situação se normalize ou que seja definida a escala de coleta emergencial nos bairros.
A Prefeitura também solicitou formalmente à Cavo – empresa responsável pela coleta na cidade – garantias da implantação das medidas necessárias para o cumprimento do contrato. A Prefeitura espera que esta garantia seja efetivada, inclusive com a implantação de programa emergencial alternativo de coleta.

Polícia faz operação para prender quadrilha que aplicou golpe de mais de R$ 20 milhões


Da Redação com Sesp-PR


A Polícia Civil do Paraná deflagrou na manhã desta quarta-feira (18) a operação “Terra de Ninguém”. Desde as primeiras horas da manhã, policiais da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba (Dedec) estão nas ruas cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão. A operação tem como objetivo desarticular uma quadrilha suspeita de ter aplicado um golpe de mais de R$ 20 milhões em centenas de pessoas.
Durante o dia de hoje, informações sobre como seria o golpe e número de presos serão divulgadas pela Dedec.
Mais informações em breve